Ragtime, E. L. Doctorow

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Autor: E. L. Doctorow
Literatura Americana / 1001 Livros
Editora: Record / Tag Livros
Páginas: 336
Ano: 2017
Ano de Publicação Original: 1974

 

Eu já tinha cancelado minha assinatura da Tag (clube de livros) quando vi, sem querer, uma foto do livro do mês. Era Ragtime em uma edição belíssima, com um piano que se transforma no skyline novaiorquino. Além disso, o livro é um dos 1001 para ler antes de morrer, portanto, corri para renovar minha assinatura a tempo.

Ragtime é um gênero musical que nasceu no final do século XIX nas comunidades negras dos Estados Unidos, sendo precursor do jazz. O livro de Doctorow se passa no início do século XX, quando o ritmo, que tinha o piano como seu principal instrumento, estava no seu auge.

Depois da capa glamourosa, da explicação sobre o ragtime, da playlist maravilhosa e do mimo em formato de piano que a Tag enviou, criei grandes expectativas e imaginei que teríamos o ragtime, seus músicos e algum clube como cenário. Pra não dizer que não tem nada disso, um dos personagens principais menciona que é músico e toca uma única vez o piano. Só. [Sim, há referências na capa que podem ser apontadas, como uma chuva de fogos ou o piano, mas simplesmente não funcionou para mim.]

Tirando a falta de conexão entre capa e história, o livro é excelente, embora não tenha um pingo de glamour. É uma história triste, de preconceitos, de sobrevivência, de rótulos, de segregação. São muitos personagens, entre fictícios e reais, que aparecem e desaparecem, se conectam e se perdem.

A escrita de Doctorow é fabulosa e nos leva a ler páginas e mais páginas sem sentir. Se o ragtime tem algo a ver com essa história, certamente é com o estilo de narrativa meio descompassada, meio solta, meio bagunçada, mas que no final tem harmonia, tal qual o gênero musical. Pode parecer loucura, mas depois de ouvir as músicas foi inevitável a associação do ritmo delas à escrita do autor.

Além da escrita, um ponto alto são os personagens históricos que enriquecem o livro, como Evelyn Nesbit, Henry Ford e J.P. Morgan. Destaco também os personagens sem nome, que pregam uma peça no leitor lá nas primeiras páginas, fazendo com que pensem estar lendo um história em 1ª pessoa.

Ragtime me fez entender de forma bem clara um pouco do que foi o início do século XX nos Estados Unidos e todas as dificuldades e preconceitos sofridos pelos imigrantes. Um bom livro, sem dúvidas, e só a escrita já vale a leitura.

Sinopse: No início do século XX, o ragtime era o mais popular idioma musical dos Estados Unidos.O termo originou-se da expressão ‘ragged time’, referindo-se ao ritmo sincopado e de contratempo do rag. É com esta estrutura que Doctorow descreve a vida de uma família fictícia, cujos membros são designados como Papai, Mamãe, Irmão Mais Novo de Mamãe e Vovô. O autor intercala o cotidiano da família com figuras e acontecimentos históricos: o ilusionista Houdini, a rotina do milionário J. P. Morgan, o genial inventor Henry Ford, as lutas da anarquista Emma Goldman, o poder da imprensa, o nascimento do cinema, as greves trabalhistas. Em meio a tudo isso, a figura silenciosa do Irmão Mais Novo de Mamãe é o elemento criador da conexão entre capítulos, retratando o dinamismo, a riqueza e a miséria de um país ainda em formação.

Será que eu divido meu sorvete? (O elefante e a porquinha), Mo Willems

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Autor: Mo Willems
Literatura infantil / a partir dos 2 anos
Editora: Companhia das Letrinhas
Páginas: 61
Ano: 2016

 

Estou devendo recomendações de livros infantis, ein?! Nessa correria em que vivemos acabei não conseguindo parar para selecioná-los, mas espero voltar a falar sobre livrinhos para os pequeninos com mais frequência aqui.

Através de ilustrações e texto bem simples, os livros da série O Elefante e a Porquinha tratam de temas importantes e que devem ser bem trabalhados na primeira infância, como o respeito, a empatia e o altruísmo.

Em “Será que eu divido meu sorvete?” o elefante Geraldo compra um sorvete e, lembrando da sua amiga Porquinha, passa a se questionar se era gostaria que ele dividisse seu doce com ela, se o sabor seria de seu agrado ou se é melhor comer sozinho. [Ah, e tem uma pequena reviravolta para os pequeninos!]

Isso se desenrola em muitas páginas, mas as ilustrações não mudam muito de uma página para a outra [o que é bom para a idade], mudando apenas a expressão dos personagens: se estão em dúvida, tristes, alegres ou pensativos, sendo um excelente material para os pais trabalharem esses sentimentos com os pequeninos e estimularem a gentileza, a amizade e a partilha.

Além de Será que eu divido meu sorvete?, a série conta com os livros: “Posso brincar também?”, que estimula a inclusão de uma nova amiga na brincadeira; “Meu amigo está triste”, que fala sobre as tentativas de se alegrar um amigo; “Elefantes não dançam”, sobre respeitar os limites e a individualidade; Estamos em um livro!, sobre os personagens de um livro e o acontece quando ele acaba; Preparado para brincar lá fora?, sobre mudança de planos; e Tem um pássaro na sua cabeça!, sobre transformar problemas em soluções.

São livrinhos simples, mas que prendem bastante a atenção dos pequenos [a partir dos 2 anos] e que, se bem trabalhado, pode ensinar muitas coisas boas.

 

Esse livro:

Ilustrado *** Fala sobre partilhar *** Estimula a gentileza *** Para ler em família *** Para crianças a partir dos 2 anos

HdP - Selo Família

 

 

 

 

 

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Sinopse: “O elefante Geraldo adora sorvete! Será que ele deve saborear sozinho seu doce predileto ou fazer uma surpresa para a Porquinha, dividindo com ela sua guloseima? Bem, talvez a Porquinha não goste daquele sabor… Por outro lado, um sorvete certamente vai deixá-la muito contente. Geraldo tem que tomar logo uma decisão, antes que o sorvete derreta! Mais uma divertida história para os pequenos leitores sobre a amizade, em que as ilustrações e o texto de Mo Willems se complementam, criando uma narrativa repleta de possibilidades de interpretação. “

O poço e o pêndulo, Edgar Allan Poe

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Autor: Edgar Allan Poe
Conto / Horror / 1001 livros / Clássico
Editora: Tordesilhas
Ano: 2012
Ano de Publicação Original: 1843

 

Esta semana, quando atualizava os marcadores na minha edição de 1001 livros para ler antes de morrer, fiquei surpresa quando não só me deparei com um “simples” conto de Edgar Allan Poe na lista, como também ele ocupava duas páginas do livro, proeza reservada a grandes obras.

Corri para ver se no Contos de Imaginação e Mistério, edição linda da Tordesilhas, tinha a história e… bingo! Comecei a leitura… de noite… Não façam isso!

O Poço e o Pêndulo foi uma daquelas surpresas que a literatura traz, que rompe com os rótulos e os preconceitos. Quantas vezes não disse que não gostava de histórias de horror?!

Com uma escrita espetacular e um vocabulário riquíssimo, Poe me transportou para uma escuridão sem fim, para dentro do calabouço em que se encontrava. Claustrofobia, amigos! Uma sensação de claustrofobia real e agonizante.

Já assistiu Jogos Mortais? Pois bem, apesar do sucesso do filme, nunca consegui gostar porque não consigo manter os olhos abertos, rs, mas sempre achei a ideia interessante. E, tcham ram, olha de quem foi a tal ideia. De Poe!

Curto, lindamente escrito e tenebrosamente memorável. Taí, acho que gosto de horror. Do bom horror, claro.

* Está na lista dos “1001 livros para ler antes de morrer” (Clique aqui para ver mais sobre o Projeto 1001 livros e as resenhas já feitas da lista)

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Sinopse:O poço e o Pêndulo é considerado uma das mais celebres historias de Edgar Allan Poe. Nesta obra, Poe usa toda a sua genialidade para construir um clima de extrema tensão, que prende o leitor do inicio ao fim.

De verdade, Sándor Márai

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Autor: Sándor Márai
Literatura Húngara
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 448
Ano: 2008
Ano de Publicação Original: 1941

 

Mais um livro de Sándor Márai e aqui estou, novamente, tentando escolher as palavras adequadas para expressar o que ele me faz sentir.

De verdade fala sobre casamento e separação, sobre amores e dissabores, sob a perspectiva de quatro personagens, cujas histórias se completam – ou se despedaçam. Uma esposa que tentou a todo custo conquistar o amor de seu marido; um homem que nunca se libertou de uma antiga obsessão; uma mulher amargurada, que jamais aceitou o que a vida lhe deu; e um amante obrigado a fugir de seu país no pós-guerra.

Como sempre, Márai nos traz um enredo muito simples. São as palavras que brilham, que sufocam e que encantam. O autor vai lá no fundo da alma de seus personagens, para tocar e ferir o leitor sem piedade.

Márai consegue sugar todas as minhas forças e tirar todo o meu ar. É poético, denso, e fala com maestria sobre os sentimentos. Todos os sentimentos! Dá um peso quase palpável à mágoa que chega a doer.

A sensação que dá é que ele não lhe leva para dentro das páginas, mas para debaixo delas. E, como se não bastasse tudo isso, nos ambienta muito bem na Budapeste que ainda sofria com os horrores da guerra e nos mostra o declínio daqueles que tinham tudo e viram suas vidas se despedaçarem.

Sándor Márai tem o poder de me prender completamente na magia de suas tristes e sábias palavras. Vale, e como vale, a leitura.⠀

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Sinopse: Numa confeitaria de Budapeste, Ilonka conta a uma amiga a história de seu casamento desfeito, e relembra a inutilidade do esforço para conquistar a alma do ex-marido, encantado desde a juventude por Judit, uma simples criada. Depois, na atmosfera carregada de um café, Péter, o ex-marido de Ilonka, narra a um amigo a sua versão sobre a separação. 
Trinta anos mais tarde, na cama de um quarto de hotel em Roma, Judit fala ao novo namorado, músico, sobre a união fracassada com Péter, condenada de início pelo abismo existente entre seu ressentimento indissolúvel e as amarras impostas a seu parceiro, nobre por herança e filiação. 
Finalmente, em Nova York, o baterista de cabaré, o último confidente de Judit, faz uma crítica áspera da ditadura da sociedade de consumo, responsável pelo fim do sonho americano. 
Escrito ao longo de quatro décadas, e na voz de quatro narradores, De verdade disseca os conflitos do amor e do casamento, além de revelar os bastidores da burguesia decadente da Europa Central entre as duas grandes guerras. 
Demarcando com agudeza a fronteira intransponível que separa as classes sociais, o romance reabre as cicatrizes de uma capital agonizante, sitiada pelas tropas comunistas. 

A Elegância do Ouriço, Muriel Barbery

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Autora: Muriel Barbery
Ficção Realística / Lit. Francesa / 1001 livros
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 352
Ano: 2008

 

A Elegância do Ouriço é um daqueles livros que eu só não desisti no começo porque muita gente me recomendou de “todo coração”. Que bom que continuei! Não que o começo seja ruim, mas é um pouco “indefinido”, digamos. Fiquei meio perdida, sem ter ideia do que me aguardava por muitas e muitas páginas.⠀

A escrita é muito boa, embora eu tenha sentido falta de alguma diferença de voz entre as duas personagens narradoras. É um livro que você vai lentamente se afeiçoando aos personagens – e se identificando muito, de certa forma, com eles. Chega uma hora em que queremos abraçá-los, simplesmente.

Quando temos uma história narrada em primeira pessoa por personagens que tem QI bem acima da média, é um tanto inevitável que o autor pareça pretensioso ou esnobe, mas Muriel Barbery se saiu muito bem. Aliás, me deu a impressão de ter lido muito de sua própria vida.⠀

Um lindo e triste livro, com uma bonita e delicada mensagem e um final arrebatador. Vale ser lido! 

* Está na lista dos “1001 livros para ler antes de morrer” (Clique aqui para ver mais sobre o Projeto 1001 livros e as resenhas já feitas da lista)

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Sinopse: À primeira vista, não se nota grande movimento no número 7 da Rue de Grenelle: o endereço é chique, e os moradores são gente rica e tradicional. Para ingressar no prédio e poder conhecer seus personagens, com suas manias e segredos, será preciso infiltrar um agente ou uma agente ou por que não? duas agentes. É justamente o que faz Muriel Barbery em A “Elegância do Ouriço”, seu segundo romance. Para começar, dando voz a Renée, que parece ser a zeladora por excelência: baixota, ranzinza e sempre pronta a bater a porta na cara de alguém. Na verdade, uma observadora refinada, ora terna, ora ácida, e um personagem complexo, que apaga as pegadas para que ninguém adivinhe o que guarda na toca: um amor
extremado às letras e às artes, sem as nódoas de classe e de esnobismo que mancham o perfil dos seus muitos patrões

 

A janela de esquina do meu primo, E. T. A. Hoffmann

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Autor: E. T. A. Hoffmann
Literatura Alemã / Conto
Editora: Cosac Naify
Páginas: 80
Ano: 2014
Ano de Publicação Original: 1822

 

E. T. A. Hoffmann para mim sempre esteve muito mais ligado à música do que à literatura. Seus contos serviram de base para inúmeras peças musicais, como a Kreisleriana de Schumann, a aclamada ópera Os Contos de Hoffmann, de Jacques Offenbach, sem falar nos ballets Coppélia, de Delibes, e O Quebra-Nozes (resenha do livro aqui), de Tchaikovsky. Eu, que já o achava genial, descobri que ele influenciou grandes nomes da literatura como Dickens, Poe, Gógol, Baudelaire, Balzac e Dostoievsky. Quer mais? Crítico musical que era, foi um dos primeiros a reconhecer o talento de Beethoven.

A Janela de Esquina do meu Primo nos traz uma conversa entre o narrador e seu primo, um escritor inválido, que mora em um apartamento com vista para a Gendarmenmarkt, grande (e linda) praça em Berlim. Debruçados sobre tal janela, observando a feira que se desenrola à sua frente, os dois personagens nos descrevem com detalhes o que veem – e o que imaginam.

O resultado é um conto que transporta o leitor para outro século e nos faz enxergar com clareza tudo o que é narrado. Barracas de feira com seus comerciantes e clientes, roupas, as boas e as já puídas, flores, cestos de comida, bolsos de dinheiro, semblantes, gestos e trejeitos e até sentimentos.

O posfácio desta edição, escrito por Marcus Mazzari, nos indica que a história tem caráter autobiográfico. Mazzari diz que essa representação realística da sociedade burguesa moderna feita por Hoffmann já nos deixa muito do que será, décadas depois, o realismo de Balzac e Dickens, por exemplo.

A edição da finada Cosac é, como sempre, um capricho à parte. Lindas ilustrações, ótima tradução, papel com gramatura alta e texto com boa diagramação, tudo isso para um simples e curto – porém significativo – conto. Coisas da Cosac! É um livro para ler “em uma sentada só”, mas que me deixou com vontade de ler toda a obra do autor.

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Sinopse: O livro narra a história de um escritor inválido, preso em seu pequeno apartamento de esquina, cuja única abertura para o mundo é uma janela de onde ele observa toda a praça. Ao receber a visita de seu primo, os dois descrevem minuciosamente os tipos que frequentam e fazem suas compras na feira semanal na Gendarmenmarkt, principal praça de Berlim. O autor antecipa as questões urbanísticas e sociais das grandes metrópoles. A obra ainda traz ilustrações que recriam imagens de época e aparecem também recortadas nas margens do livro, como uma janela que se abre para a praça. O texto publicado postumamente, no mesmo ano de sua morte, apresenta pontos semelhantes à vida do autor, mas não é claramente autobiográfico. 

Crianças Dinamarquesas, Jessica J. Alexander e Iben D. Sandahl

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Autoras: Jessica J. Alexander e Iben D. Sandahl
Educação / Cultura Estrangeira
Editora: Fontana (Companhia das Letras)
Páginas: 144
Ano: 2017

 

Sou uma grande admiradora da arquitetura e do urbanismo dinamarquês, mas nunca tinha prestado atenção se seus habitantes eram ou não felizes, e Crianças Dinamarquesas, mais do que nos ajudar em como lidar com os conflitos dos filhos, vem nos mostrar um pouco do olhar leve e otimista daquele povo.

No famoso Crianças Francesas não fazem manha (resenha aqui) a autora nos traz um relato de sua experiência com a educação de sua filha, de situações que ela presenciou e de conversas que teve com educadores. Crianças Dinamarquesas é uma leitura mais rápida, menos “íntima”, bem mais impessoal. As autoras nos mostram como os dinamarqueses veem a vida e como isso influi na educação de seus filhos.

Na terra dos criadores do Lego, brincar é primordial. É brincando que se aprende a resolver problemas e a se adaptar às diversas situações que vão surgindo, de uma maneira leve e sem pressões. Alfabetização precoce é algo que eles rejeitam com firmeza, e as escolas tendem a respeitar o tempo de desenvolvimento de cada criança e a envolver em suas atividades crianças de diferentes idades e aptidões. Com isso, elas se acostumam a ajudar e respeitar umas às outras. É como se, ao contrário dos americanos, eles não tivessem a intenção de formar líderes, mas sim de formar equipes.

Eles são otimistas, mas são sinceros. Não enganam as crianças nem ignoram os problemas, ensinam a enfrentá-los sempre vendo o lado positivo da situação. Eles, assim como os franceses, não exageram nos elogios aos filhos. Eles elogiam o esforço, a dedicação, a estratégia, jamais a inteligência. Eles não rotulam, não dizem que fulana é preguiçosa, sicrano é ruim nisso, fulano é hiperativo.

Os dinamarqueses ensinam aos filhos a terem empatia, a serem resilientes e a ver tudo pelo lado positivo. Os pais mantêm a calma, são pacientes e não se estressam por qualquer bobagem. Encaram tudo com mais tranquilidade, não ligam para opinião dos outros e veem algumas atitudes desafiadoras dos filhos mais como uma fase passageira de descobertas do que como uma birra ou necessidade de disciplina.

Generalizando [generalizando mesmo], é como se os americanos quisessem criar líderes, os franceses crianças bem educadas e os dinamarqueses crianças felizes, preocupadas em ajudar umas às outras.

Se dá para ter uma mistura disso, não sei, mas que Crianças Dinamarquesas nos mostra um caminho mais leve, paciente e alegre a ser seguido, disso não tenho dúvidas. É uma leitura bem curtinha, tem seus clichês, mas é muito boa.

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Sinopse: Por mais de quarenta anos, a população da Dinamarca tem sido eleita a mais feliz do mundo pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OECD). Os dinamarqueses também foram considerados o povo mais feliz do mundo por todas as edições do Relatório Mundial da Felicidade, publicado pelas Nações Unidas. Qual seria, então, a fórmula desse sucesso? Depois de muita pesquisa, as autoras deste livro acreditam ter desvendado o segredo. E a resposta é bastante simples: toda essa felicidade vem da forma como os dinamarqueses são criados. A filosofia dinamarquesa de como educar os filhos gera resultados poderosos: crianças felizes, emocionalmente seguras e resilientes, que se tornam também adultos felizes, emocionalmente seguros e resilientes, e que reproduzem esse estilo de criação quando têm seus próprios filhos. Que tal, então, conhecer melhor esses costumes, atitudes e posturas? O método exige prática, paciência, força de vontade e autoconsciência, mas o resultado faz o esforço valer a pena. Não se esqueça de que esse será seu legado.