O cérebro da criança, Daniel J. Siegel & Tina Payne Bryson



Autores: Daniel J. Siegel & Tina 
Payne Bryson

Parentalidade / Educação infantil

Editora: nVersos

Páginas: 240

Ano: 2015

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O cérebro da criança é dos melhores livros sobre parentalidade que já li porque ele não nos dá, simplesmente, conselhos, nem muito menos é baseado em “achismos”. Ele apresenta, de maneira simplificada e clara, as recentes descobertas da neurociência sobre o funcionamento do cérebro das crianças, e como, conhecendo-o, podemos ajudar nossos filhos a lidar com sentimentos e sensações, de maneira que cresçam emocionalmente saudáveis.

Não é um livro imediatista, portanto, não esperem soluções mágicas (embora os quadrinhos ajudem bastante!). É um livro para que ajudemos nossos filhos a reconhecer e saber nomear o que se passa dentro deles.

Somos apresentados ao hemisfério esquerdo e ao direito do cérebro, ao cérebro “do andar de cima” e ao “do andar de baixo” e à memória implícita e à explícita. Eles nos explicam como, entendendo o funcionamento de cada uma dessas partes e sabendo que precisamos que elas funcionem integradas – e não isoladas – podemos ajudar nossos filhos.

O maior ganho, para mim, foi sem dúvida o conhecimento sobre memória implícita e explícita. Conhecendo-as, podemos ajudar nossos filhos a montar quebra-cabeças de experiências passadas, dolorosas ou assustadoras – ainda que aparentemente bobas para nós – e, com isso, ajudá-los a controlar as borboletas dos seus estômagos.

De suma importância também é a parte sobre a birra infantil, como identificar seu “tipo” e, assim, poder agir adequada e conscientemente.

Uma leitura de fácil compreensão, sucinta – mas completa – que visa a conexão entre pais e filhos, para que ambos saibam aproveitar as crises e transformá-las em oportunidades de crescimento e autoconhecimento.

Leitura obrigatória, sem dúvidas!

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Sinopse: O Cérebro da Criança, número 1 em vendas na Amazon e best-seller do New York Times, lançado pela nVersos Editora. O neuropsiquiatra Daniel J. Siegel e a psicoterapeuta Tina PayneBryson criaram um livro magistral direcionado a pais e educadores para ajudar as crianças no processo de amadurecimento de sua inteligência emocional. Um método brilhante que transforma as interações cotidianas em momentos valiosos. O ?cérebro do andar de cima?, que toma decisões e equilibra as emoções, continua em construção até os vinte e poucos anos de idade. E, especialmente em crianças pequenas, o cérebro direito e suas emoções tendem a ser dominantes sobre a lógica do cérebro esquerdo. Não é de admirar que as crianças possam parecer ? e se sentir ? tão fora de controle. Ao aplicar essas descobertas ao cotidiano da criação das crianças, pais e educadores poderão transformar qualquer explosão, discussão ou medo, em uma oportunidade de integrar o cérebro da criança e promover crescimento vital. Repleto de explicações claras, estratégias adequadas a cada idade para lidar com as dificuldades do dia a dia e ilustrações que ajudarão a explicar os conceitos às crianças, o livro mostra como cultivar desenvolvimento emocional e intelectual saudável para que elas possam levar vidas equilibradas, significativas e conectadas.

Por quem os sinos dobram, Ernest Hemingway



Autor: Ernest Hemingway

Clássico Moderno / 1001 livros /
Nobel / Literatura Americana

Editora: Bertrand Brasil

Páginas 672

Ano: 2012

Ano de publicação original: 1940

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Eu já havia me apaixonado profundamente por Hemingway quando comprei Por quem os sinos dobram, mas ele passou muito tempo na minha estante esperando, talvez, mais maturidade da leitora aqui. Jamais imaginei que gostaria tanto deste livro.

Hemingway nos leva à guerra civil espanhola através de um personagem norte-americano, Robert Jordan, cuja missão era a de explodir uma ponte. Nas montanhas, conhece outros companheiros, cada um com seu papel naquela luta. E são os dias de convivência com esses novos colegas e de preparação da sua tarefa que acompanhamos neste livro.

Com uma escrita ridiculamente simples, certinha, direta, sem firulas, Hemingway nos transporta para o meio daquele bando e nos faz sentir o cheiro da embriaguez do álcool, do medo e da ansiedade. Com diálogos curtos, conversas banais e alguns xingamentos, Hemingway trata da condição humana. Faz-nos refletir sobre o valor da vida do outro, da vida do inimigo; sobre a ideologia que cega e manipula; sobre as atrocidades cometidas de cada lado da guerra; mostra-nos uma guerra em que não há heróis, mas mortos.

Por quem os sinos dobram é daqueles livros que não dá vontade de largar, especialmente nas primeiras 300 páginas – que passam sem nem sentirmos. ⠀ ⠀ ⠀
Hemingway diz muitíssimo mais do que está escrito, e talvez aí resida a genialidade do autor. Uma joia da literatura do século XX, sem dúvidas. De tão simples, incrível.

5 Estrelas

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* Está na lista dos “1001 livros para ler antes de morrer”, de Peter Boxall (Clique aqui para ver mais resenhas da lista)

** Autor ganhador do Prêmio Nobel de Literatura de 1954 (Clique aqui para ver mais resenhas de vencedores de Nobel)

Sinopse: Aclamado pela crítica como o melhor livro de ficção sobre a Primeira Guerra Mundial.Esta comovente história, cujo pano de fundo é a Guerra Civil Espanhola, narra três dias na vida de um americano que se ligara à causa da legalidade na Espanha. Robert Jordan é um americano integrante das Brigadas Internacionais, que luta ao lado do governo democrático e republicano, recebendo a missão de dinamitar uma ponte. Com ele está um grupo de guerrilheiros/ciganos, integrado por Pilar, mulher com extraordinária força de vontade, o perigoso Pablo e a bela Maria.Por quem os sinos dobramapresenta ao leitor uma das mais inesquecíveis histórias de amor da literatura moderna.Tal clássico da literatura trabalha o lado humano dos personagens diante da Guerra Civil Espanhola e, apesar de uma obra de muitas páginas, transcorre em leitura leve e poética. As nuances pessoais e íntimas daqueles que viveram aquele tempo encorpam as páginas do que se apresenta como obra histórica do conflito espanhol. Nenhum homem é uma Ilha, um ser inteiro em si mesmo; todo homem é uma partícula do Continente, uma parte da Terra. Se um Pequeno Torrão carregado pelo Mar deixa menor a Europa, como se todo um Promontório fosse, ou a Herdade de um amigo seu, ou até mesmo a sua própria, também a morte de um único homem me diminui, porque eu pertenço à Humanidade. Portanto, nunca procures saber por quem os sinos dobram. Eles dobram por ti. – John Donne

Inverno de Praga, Madeleine Albright


Autor: Madeleine Albright

Memórias / II Guerra Mundial / 
História

Editora: Objetiva

Páginas: 480

Ano: 2014

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Madeleine Albright, nascida na Tchecoslováquia e filha de um diplomata judeu, foi a primeira mulher na História a ser nomeada Secretária de Estado norte-americano (governo Clinton).

Em uma narrativa cativante, Madeleine nos traz a História da Segunda Guerra Mundial sob um ângulo não tão comum, o tcheco. Ao inserir-se na História, trazendo consigo seus parentes (alguns, vítimas do Holocausto) e, em especial, a figura de seu pai, com suas opiniões e seus encontros com os líderes políticos da época, ela nos aproxima dos acontecimentos e nos traz muitas reflexões.

Começa falando um pouco da fundação da Tchecoslováquia e do seu primeiro presidente, T. G. Masaryk, um entusiasta da democracia. Fala do antes, do durante e do depois da Segunda Guerra. Mostra-nos o sofrimento de um povo que passou pelo nazismo e pelo comunismo.

Os que esperam – como o título indica – recordações pessoais podem se decepcionar. Elas são poucas, já que Madeleine era muito jovem naquela época. O livro é, na verdade, fruto de um extenso trabalho de pesquisa, não só histórica, mas de suas origens. O resultado é incrível, um relato bem escrito, bem estruturado e em nenhum momento cansativo.

Para quem gosta de História, um prato cheio.

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Sinopse: Antes que Madeleine Albright completasse 12 anos, sua vida foi abalada pela invasão nazista da Tchecoslováquia – o país onde nasceu -, pela Batalha da Inglaterra, pela destruição quase total das comunidades judaicas europeias, pela vitória dos Aliados na Segunda Guerra Mundial, pela ascensão do comunismo e pelo início da Guerra Fria. Em Inverno de Praga, a autora narra suas experiências e as de sua família durante os doze anos mais tumultuados da história moderna. Madeleine Albright reflete sobre a descoberta, muitos anos após o fim da guerra, da herança judaica de sua família; sobre a conturbada história de seu país natal; e sobre as escolhas morais que todos pertencentes à geração de seus pais tiveram de enfrentar. Inverno de Praga levará os leitores do castelo milenar na capital boêmia aos abrigos antibombas em Londres, da desolação do gueto de Terezín aos altos conselhos europeus e americanos. Ao mesmo tempo um livro de memórias extremamente pessoal e um incisivo trabalho de pesquisa, Inverno de Praga apresenta o passado através dos olhos de uma das mais fascinantes e respeitáveis figuras da política internacional dos dias atuais.⠀

Ratos e homens, John Steinbeck

Autor: John Steinbeck

literatura americana / clássico / 
1001 livros / nobel de literatura

Editora: L&PM

Páginas: 144

Ano: 2005

Ano de publicação original: 1937

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Estou bem sumida, o mestrado tem preenchido praticamente todo o tempo que eu tinha para ler [restando apenas o das inevitáveis salas de esperas da vida rs], e nem cogito conseguir parar para escrever uma resenha digna. Porém, não poderia deixar de falar de Ratos e Homens, de Steinbeck, Nobel de Literatura de 1962.⠀

Impactante! Leitura curta e rápida, mas grandiosa e cheia de significado. Fala sobre amizade e sonhos, muitos sonhos. Dos que, certamente, justificam o amanhecer de cada dia de quem os tem. De tão improváveis, tristes…⠀

Fala sobre… homens… e, caramba, ratos! Leiam! Que livro!

* *Está na lista dos “1001 livros para ler antes de morrer” (Clique aqui para ver mais sobre o Projeto 1001 livros e as resenhas já feitas da lista)

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Sinopse: George e Lennie são dois amigos bem diferentes entre si. George é baixo e franzino, porém astuto, e Lennie é grandalhão, uma verdadeira fortaleza humana, mas com a inteligência de uma criança. Só o que os une é a amizade e a posição de marginalizados pelo sistema, o fato de serem homens sem nada na vida, sequer família, que trabalham fazendo bicos em fazendas da Califórnia durante a recessão econômica americana da década de 30. Ganham pouco mais do que comida e moradia. No caminho, encontram outros sujeitos pobres e explorados, mas também situações que colocam em risco a sua miserável e humilde existência.

Em Ratos e homens, Steinbeck levou à maestria sua capacidade de compor personagens tão cativantes quanto realistas e de, ao contar uma história específica, falar de sentimentos comuns a todos seres humanos, como a solidão e a ânsia por uma vida digna.

O grande Gatsby, F. Scott Fitzgerald

Autor: F. Scott Fitzgerald

literatura americana / clássico / 
1001 livros

Editora: Penguin Companhia

Páginas: 256

Ano: 2011

Ano de publicação original: 1925

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Finalmente li O Grande Gatsby! Digo finalmente porque há uns 10 anos (ou mais) iniciei sua leitura e, achando muita loucura, a interrompi. Disse que um dia tentaria novamente, então me mantive longe do filme, de resenhas ou de qualquer outro meio que me desse algum detalhe da história. Gosto de surpresas, seja “quebrando a cara” ou me surpreendendo, rs.⠀

O grande Gatsby não é nada do que imaginei, nada do que minha “visão periférica” tinha vislumbrado. Não é sobre o glamour de uma era. Ou, melhor, até é. Mas é sobre o outro lado. O grande Gatsby é uma crítica social daquelas!⠀

A história, contada por Nick, vizinho de Gatsby, é escrita com uma leveza e aparente aleatoriedade (não tem como não referenciar com o jazz) que nem parece que vamos nos deparar com o que, de fato, nos deparamos.⠀

Não à toa, agora eu sei, figura sempre nas listas de livros que “devemos” ler.

 

 

* Está na lista dos “1001 livros para ler antes de morrer” (Clique aqui para ver mais sobre o Projeto 1001 livros e as resenhas já feitas da lista)

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Sinopse: Nos tempos de Jay Gatsby, o jazz é a música do momento, a riqueza parece estar em toda parte, o gim é a bebida nacional (apesar da lei seca) e o sexo se torna uma obsessão americana. O protagonista deste romance é um generoso e misterioso anfitrião que abre a sua luxuosa mansão às festas mais extravagantes. O livro é narrado pelo aristocrata falido Nick Carraway, que vai para Nova York trabalhar como corretor de títulos. Passa a conviver com a prima, Daisy, por quem Gatsby é apaixonado, o marido dela, Tom Buchanan, e a golfista Jordan Baker, todos integrantes da aristocracia tradicional.

Na raiz do drama, como nos outros livros de Fitzgerald, está o dinheiro. Mas o romantismo obsessivo de Gatsby com relação a Daisy se contrapõe ao materialismo do sonho americano, traduzido exclusivamente em riqueza.

Aclamado pelos críticos desde a publicação, em 1925, O grande Gatsby é a obra-prima de Scott Fitzgerald, ícone da “geração perdida” e dos expatriados que foram para a Europa nos anos 1920.

As crianças aprendem o que vivenciam, Dorothy Law Nolte; Rachel Harris

Autoras: Dorothy Law Nolte e Rachel Harris

Parentalidade / Educação Infantil

Editora: Sextante

Páginas: 312

Ano: 2003

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De cara, as autoras de “As crianças aprendem o que vivenciam” já alertam: ninguém se propõe a magoar seus filhos de propósito e, no entanto, é isto o que os pais fazem com frequência. Elas dizem que terminamos transmitindo nossas dificuldades emocionais para os filhos e que, parar mudar isto, é preciso optar por viver de forma consciente e ter coragem de romper com padrões negativos.⠀

O livro é simples e serve para nos lembrar de coisas que, no fundo, já sabemos. Sabemos, mas terminamos deixando “para um outro dia em que eu esteja mais calma, com menos pressa, com menos coisas para fazer e mais tempo para educar”. As crianças aprendem o que vivenciam vem nos lembrar que TODAS as nossas ações estão sendo absorvidas, TODOS os dias. Que a maneira como lidamos com nossos sentimentos mostra aos nossos filhos o que eles devem fazer com os seus. Portanto, devemos estar conscientes de tudo que fazemos e falamos sempre. SEMPRE!⠀

Não adianta falar o que esperamos de nossos filhos, devemos ser exemplo. Esta é a mensagem principal deste livro.⠀

Gostei bastante e, embora eu esperasse um pouco mais, recomendo, sim, a leitura.

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Sinopse: As Crianças Aprendem o que Vivenciam se tornou um verdadeiro livro de referência por apresentar um conceito simples e claro sobre educação: as crianças aprendem o tempo todo através do exemplo dos pais. Este livro vai lhe ajudar a refletir sobre o exemplo que está dando aos seus filhos. Ele traz ensinamentos fundamentais para que os pais ajudem as crianças a lidar com o medo, a hostilidade e a inveja, assim como a desenvolver a autoconfiança, a coragem, o senso de verdade e justiça, o amor e o respeito pelos outros.

Tenho monstros na barriga, Tonia Casarin

 

Autora: Tonia Casarin

Literatura infantil

Editora: Tonia Casarin

Páginas: 44

Ano: 2018

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Um dia desses eu estava no parquinho com meu filho e, ao se balançar rapidamente e até “muito” alto, ele gritou: ai minha barriga!! Naquele momento, me lembrei de todas as borboletas que já voaram (e ainda voam) na minha barriga e fiquei pensando em como eu poderia ajudá-lo a controlar essas sensações.⠀

Contei-lhe dos bichinhos que também já habitaram minha barriga, contei-lhe um montão que coisas… até que, dias depois, vi, do nada [a internet – assustadoramente – lê pensamentos] este livro. Comprei, uai! Eu só não imaginava que seria tão bom!⠀

Ele fala de 8 emoções – alegria, tristeza, raiva, medo, coragem, curiosidade, orgulho e ciúme. Cada emoção é um monstrinho na barriga do personagem Marcelo, e os exemplos são bem fáceis de serem compreendidos, pois envolvem situações bem corriqueiras do mundo infantil.⠀ De todos os livros infantis que li que falam sobre emoções e sentimentos, este é o mais direto, acessível e mais compreensível. Ganha pela simplicidade. Já sinto cheiro de favorito por aqui.

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Sinopse: O primeiro passo para o desenvolvimento das habilidades sociais e emocionais é a identificação dos sentimentos. Portanto, esse livro busca aumentar essa consciência dos sentimentos, com base em uma história de uma criança e seus monstrinhos. Além da história em si, o livro traz atividades e brincadeiras interativas para as crianças fazerem com seus pais!