Ratos e homens, John Steinbeck

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Estou bem sumida, o mestrado tem preenchido praticamente todo o tempo que eu tinha para ler [restando apenas o das inevitáveis salas de esperas da vida rs], e nem cogito conseguir parar para escrever uma resenha digna. Porém, não poderia deixar de falar de Ratos e Homens, de Steinbeck, Nobel de Literatura de 1962.⠀

Impactante! Leitura curta e rápida, mas grandiosa e cheia de significado. Fala sobre amizade e sonhos, muitos sonhos. Dos que, certamente, justificam o amanhecer de cada dia de quem os tem. De tão improváveis, tristes…⠀

Fala sobre… homens… e, caramba, ratos! Leiam! Que livro!

* Está na lista dos “1001 livros para ler antes de morrer” (Clique aqui para ver mais sobre o Projeto 1001 livros e as resenhas já feitas da lista)

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autor: John steinbeck

literatura americana / clássico / 1001 livros / nobel

Editora: L&PM

Páginas: 144

Ano: 2005

Ano de publicação original: 1937

Sinopse: George e Lennie são dois amigos bem diferentes entre si. George é baixo e franzino, porém astuto, e Lennie é grandalhão, uma verdadeira fortaleza humana, mas com a inteligência de uma criança. Só o que os une é a amizade e a posição de marginalizados pelo sistema, o fato de serem homens sem nada na vida, sequer família, que trabalham fazendo bicos em fazendas da Califórnia durante a recessão econômica americana da década de 30. Ganham pouco mais do que comida e moradia. No caminho, encontram outros sujeitos pobres e explorados, mas também situações que colocam em risco a sua miserável e humilde existência.

Em Ratos e homens, Steinbeck levou à maestria sua capacidade de compor personagens tão cativantes quanto realistas e de, ao contar uma história específica, falar de sentimentos comuns a todos seres humanos, como a solidão e a ânsia por uma vida digna.

O grande Gatsby, F. Scott Fitzgerald

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autor: F. Scott Fitzgerald
literatura americana / clássico / 1001 livros
Editora: penguin
Páginas: 256
Ano: 2011
ANO DE PUBLICAÇÃO ORIGINAL: 1925

 

Finalmente li O Grande Gatsby! Digo finalmente porque há uns 10 anos (ou mais) iniciei sua leitura e, achando muita loucura, a interrompi. Disse que um dia tentaria novamente, então me mantive longe do filme, de resenhas ou de qualquer outro meio que me desse algum detalhe da história. Gosto de surpresas, seja “quebrando a cara” ou me surpreendendo, rs.⠀

O grande Gatsby não é nada do que imaginei, nada do que minha “visão periférica” tinha vislumbrado. Não é sobre o glamour de uma era. Ou, melhor, até é. Mas é sobre o outro lado. O grande Gatsby é uma crítica social daquelas!⠀

A história, contada por Nick, vizinho de Gatsby, é escrita com uma leveza e aparente aleatoriedade (não tem como não referenciar com o jazz) que nem parece que vamos nos deparar com o que, de fato, nos deparamos.⠀

Não à toa, agora eu sei, figura sempre nas listas de livros que “devemos” ler.

* Está na lista dos “1001 livros para ler antes de morrer” (Clique aqui para ver mais sobre o Projeto 1001 livros e as resenhas já feitas da lista)

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Sinopse: Nos tempos de Jay Gatsby, o jazz é a música do momento, a riqueza parece estar em toda parte, o gim é a bebida nacional (apesar da lei seca) e o sexo se torna uma obsessão americana. O protagonista deste romance é um generoso e misterioso anfitrião que abre a sua luxuosa mansão às festas mais extravagantes. O livro é narrado pelo aristocrata falido Nick Carraway, que vai para Nova York trabalhar como corretor de títulos. Passa a conviver com a prima, Daisy, por quem Gatsby é apaixonado, o marido dela, Tom Buchanan, e a golfista Jordan Baker, todos integrantes da aristocracia tradicional.

Na raiz do drama, como nos outros livros de Fitzgerald, está o dinheiro. Mas o romantismo obsessivo de Gatsby com relação a Daisy se contrapõe ao materialismo do sonho americano, traduzido exclusivamente em riqueza.

Aclamado pelos críticos desde a publicação, em 1925, O grande Gatsby é a obra-prima de Scott Fitzgerald, ícone da “geração perdida” e dos expatriados que foram para a Europa nos anos 1920.

As crianças aprendem o que vivenciam, Dorothy Law Nolte; Rachel Harris

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Autoras: Dorothy Law Nolte e Rachel Harris
Parentalidade / Maternidade / Educação Infantil
Editora: Sextante
Páginas: 312
Ano: 2003

 

De cara, as autoras de “As crianças aprendem o que vivenciam” já alertam: ninguém se propõe a magoar seus filhos de propósito e, no entanto, é isto o que os pais fazem com frequência. Elas dizem que terminamos transmitindo nossas dificuldades emocionais para os filhos e que, parar mudar isto, é preciso optar por viver de forma consciente e ter coragem de romper com padrões negativos.⠀

O livro é simples e serve para nos lembrar de coisas que, no fundo, já sabemos. Sabemos, mas terminamos deixando “para um outro dia em que eu esteja mais calma, com menos pressa, com menos coisas para fazer e mais tempo para educar”. As crianças aprendem o que vivenciam vem nos lembrar que TODAS as nossas ações estão sendo absorvidas, TODOS os dias. Que a maneira como lidamos com nossos sentimentos mostra aos nossos filhos o que eles devem fazer com os seus. Portanto, devemos estar conscientes de tudo que fazemos e falamos sempre. SEMPRE!⠀

Não adianta falar o que esperamos de nossos filhos, devemos ser exemplo. Esta é a mensagem principal deste livro.⠀

Gostei bastante e, embora eu esperasse um pouco mais, recomendo, sim, a leitura.

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Sinopse: As Crianças Aprendem o que Vivenciam se tornou um verdadeiro livro de referência por apresentar um conceito simples e claro sobre educação: as crianças aprendem o tempo todo através do exemplo dos pais. Este livro vai lhe ajudar a refletir sobre o exemplo que está dando aos seus filhos. Ele traz ensinamentos fundamentais para que os pais ajudem as crianças a lidar com o medo, a hostilidade e a inveja, assim como a desenvolver a autoconfiança, a coragem, o senso de verdade e justiça, o amor e o respeito pelos outros.

Tenho monstros na barriga, Tonia Casarin

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Autora: Tonia Casarin
Literatura infantil
Editora: Tonia Casarin
Páginas: 44
Ano: 2018

 

Um dia desses eu estava no parquinho com meu filho e, ao se balançar rapidamente e até “muito” alto, ele gritou: ai minha barriga!! Naquele momento, me lembrei de todas as borboletas que já voaram (e ainda voam) na minha barriga e fiquei pensando em como eu poderia ajudá-lo a controlar essas sensações.⠀

Contei-lhe dos bichinhos que também já habitaram minha barriga, contei-lhe um montão que coisas… até que, dias depois, vi, do nada [a internet – assustadoramente – lê pensamentos] este livro. Comprei, uai! Eu só não imaginava que seria tão bom!⠀

Ele fala de 8 emoções – alegria, tristeza, raiva, medo, coragem, curiosidade, orgulho e ciúme. Cada emoção é um monstrinho na barriga do personagem Marcelo, e os exemplos são bem fáceis de serem compreendidos, pois envolvem situações bem corriqueiras do mundo infantil.⠀ De todos os livros infantis que li que falam sobre emoções e sentimentos, este é o mais direto, acessível e mais compreensível. Ganha pela simplicidade. Já sinto cheiro de favorito por aqui.

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Sinopse: O primeiro passo para o desenvolvimento das habilidades sociais e emocionais é a identificação dos sentimentos. Portanto, esse livro busca aumentar essa consciência dos sentimentos, com base em uma história de uma criança e seus monstrinhos. Além da história em si, o livro traz atividades e brincadeiras interativas para as crianças fazerem com seus pais!

A sutil arte de ligar o f*da-se, Mark Manson

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Autor: Mark Manson
Autoajuda
Editora: Intrínseca
Páginas: 224
Ano: 2017

 

Com título e capa bem apelativos, A sutil arte de ligar o foda-se tinha tudo para que eu não o lesse, até que alguém em que confio indicou sua leitura.⠀

Não sei por qual motivo, mas eu imaginava ter a ver com o ridículo “não sou obrigada a nada” [ridículo porque, sim, somos obrigados a um monte de coisas, já que não vivemos isolados na selva]. Bem, não tem nada disso. Tem alguns bons pontos e alguma enrolação, mas não tem nada de tão extraordinário assim.⠀

Ele fala basicamente que devemos escolher com o que devemos nos preocupar, que devemos escolher nossas prioridades e nossos valores e ligar o “foda-se” (sorry) para o resto. Não dá para abraçar o mundo, não é?⠀

Fala que somos culpados por tudo que acontece em nossa vida, uma vez que somos responsáveis por nossas escolhas (e não-escolhas). Culpar os outros ou depender da aprovação dos outros é furada.⠀

Fala também que, partindo do princípio de que somos fracassados ou medíocres, podemos seguir com nossa vida e não esperar uma mega motivação (que nunca vai chegar), começar fazendo qualquer coisa e tudo que vier de bom é lucro. Ok, resumi demais, mas no final das contas é isso aí.⠀

Outro ponto é sobre aceitar que vamos, sim, todos morrer. E, segundo ele, aceitando bem a morte, podemos viver plenamente.⠀

O livro é bom, mas não é incrível e não traz nada muito diferente, apesar de trazer boas verdades. O maior problema dele é que o autor se baseia em suas experiências pessoais, e não em uma vasta pesquisa de casos clínicos, por exemplo. Ou seja, perde um pouco a credibilidade. Ele falou, é legal, tudo muito redondinho, faz sentido, mas falta base.⠀

Apesar de parecer que não gostei, gostei, sim, dá pra refletir um bocado. Mas não, não nos dá o poder de ligar o foda-se. Nem se iluda!

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Sinopse: Chega de tentar buscar um sucesso que só existe na sua cabeça. Chega de se torturar para pensar positivo enquanto sua vida vai ladeira abaixo. Chega de se sentir inferior por não ver o lado bom de estar no fundo do poço.

Coaching, autoajuda, desenvolvimento pessoal, mentalização positiva – sem querer desprezar o valor de nada disso, a grande verdade é que às vezes nos sentimos quase sufocados diante da pressão infinita por parecermos otimistas o tempo todo. É um pecado social se deixar abater quando as coisas não vão bem. Ninguém pode fracassar simplesmente, sem aprender nada com isso. Não dá mais. É insuportável. E é aí que entra a revolucionária e sutil arte de ligar o foda-se.

Mark Manson usa toda a sua sagacidade de escritor e seu olhar crítico para propor um novo caminho rumo a uma vida melhor, mais coerente com a realidade e consciente dos nossos limites. E ele faz isso da melhor maneira. Como um verdadeiro amigo, Mark se senta ao seu lado e diz, olhando nos seus olhos: você não é tão especial. Ele conta umas piadas aqui, dá uns exemplos inusitados ali, joga umas verdades na sua cara e pronto, você já se sente muito mais alerta e capaz de enfrentar esse mundo cão.

Para os céticos e os descrentes, mas também para os amantes do gênero, enfim uma abordagem franca e inteligente que vai ajudar você a descobrir o que é realmente importante na sua vida, e f*da-se o resto. Livre-se agora da felicidade maquiada e superficial e abrace esta arte verdadeiramente transformadora.

Aladim (As mil e uma noites)

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Autor: Desconhecido
Clássico / Contos
Editora: Zahar
Páginas: 144

Comentários feitos a partir da leitura da edição de As mil e uma noites da Nova Fronteira, da versão de Antoine Galland.

Com o lançamento da live-action de Aladdin, algumas editoras aproveitaram para lançar suas edições do conto milenar que serviu de inspiração para o filme da Disney. Lembrei, então, que eu tinha o livro d’As mil e uma noites, do qual Aladim faz parte, e comecei a leitura. ⠀

O início do conto é bem interessante e a história tem aquele tom que dá a sensação de estarmos ouvindo alguém narrando em voz alta enquanto lemos (Senti algo parecido com a leitura do Decamerão, de Boccaccio). Do meio pro final, no entanto, ela perde um pouco o ritmo, se torna um tanto repetitiva.⠀

Como já era de se esperar, as diferenças entre o conto e a versão da Disney são muitas. A Disney sempre dá um jeito de transformar essas histórias em românticos contos de fada [além de adaptá-las para crianças].⠀

Aqui não temos tapete mágico, nem a promessa de um mundo ideal, Aladim tem mãe, Jasmine se chama a princesa de Badrulbudur, não temos Abu, o gênio não tem graça alguma 🤷🏻‍♀️ e os desejos não são limitados a três, mas (tediosamente) infinitos.⠀

Sim, a história da Disney é mais envolvente e, eu diria, rica – e ainda tem a trilha sonora maravilhosa, mas vale, sim, a pena conhecer o conto original.

 

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Sinopse (Edição Zahar): A história que inspirou o novo filme da Disney agora na coleção Clássicos Zahar 

Aladim finalmente ganha uma merecida edição individual que oferece ao leitor toda a riqueza deste conto de As mil e uma noites, como narrado por Sherazade. 

Habitualmente retratada como simples aventura infantil, a história do adolescente rebelde que luta pelo amor da princesa e pela lâmpada mágica mostra-se aqui muito mais rica e complexa. 

Esta nova versão, organizada pelo estudioso Paulo Lemos Horta e traduzida para o português a partir da aclamada versão inglesa de Yasmine Seale, recupera detalhes, sutilezas e a força narrativa do original. Podemos ouvir a voz feminina e única de Sherazade hipnotizando o Sultão que ameaça matá-la quando a história acabar – mantendo-o assim à espera do episódio seguinte, tal como nós. A versão impressa apresenta ainda capa dura e acabamento de luxo.

 

As cinco linguagens do amor, Gary Chapman

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Autor: Gary Chapman
Autoajuda / Relacionamento
Editora: Mundo Cristão
Páginas: 216
Ano: 2013

 

Eu jamais teria lido este livro se não fosse a recomendação de uma pessoa que, como eu, também não costuma ler autoajuda. Despi-me de meus preconceitos, aceitei a dica e, olhem só, gostei demais.

O autor é um antropologista que tem aconselhado casais há anos em seu consultório. Ele fala que enchemos o nosso “tanque de amor” de maneiras diferentes, com a nossa – uma das cinco – linguagem do amor, que pode ser: palavras de afirmação, qualidade de tempo, receber presentes, formas de servir ou toque físico. Para que esse tanque permaneça cheio, é preciso que o outro conheça e fale a nossa primeira linguagem do amor, e, claro, para enchermos o tanque de quem amamos, devemos conhecer e usar a primeira linguagem do amor desta pessoa. Quando lemos suas explicações, tudo faz, sim, muito sentido.

Ele dedica também algumas páginas sobre a linguagem de amor dos filhos, que segue o mesmo princípio da dos adultos.⠀

Para todos aqueles que desejem manter cheios – ou encher – seus tanques de amor, vale muito a leitura.⠀

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Sinopse: Por que será que os casais não falam a mesma língua?
Contrariando a idéia de que o amor tem uma linguagem universal, o dr. Gary Chapman demonstra que as pessoas expressam e recebem manifestações de amor de diferentes maneiras, que ele denomina linguagens do amor.
Após anos de experiência como conselheiro de casais e palestrante em seminários, Chapman identificou cinco delas:

Palavras de afirmação
Tempo de qualidade
Presentes
Atos de serviço
Toque físico

As cinco linguagens do amor mostram por que só nos sentiremos realmente amados e compreendidos quando a pessoa amada nos expressar seu amor através de nossa linguagem única. Aprendida na infância, ela sensibiliza e alcança, de maneira poderosa e plena, nosso jeito especial de nos sentir amados.
Você já descobriu sua linguagem do amor? E a linguagem da pessoa a quem você ama? Então, descubra-as nas páginas deste livro.