O sol também se levanta, Ernest Hemingway

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Autor: Ernest Hemingway
Lit. Americana / Nobel / Clássico / 1001 livros
Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 272
Ano: 2001
Ano de Publicação Original: 1926

 

Não sou das maiores entusiastas do minimalismo, ao menos não na literatura, mas Hemingway sempre desmonta minhas implicâncias. Mais uma vez, veio provar que não importa o estilo, quando quem o escreve tem um quê de genialidade.

O sol também se levanta nos traz o dia a dia de Jake, um jornalista e o narrador dessa história, de Lady Brett Ashley, uma viúva por quem todos se encantam [inclusive Jake], de Robert Cohn, um escritor em busca de inspiração, e de Mike, um playboy meio escanteado, e a ida deles à Festa de San Fermín, em Pamplona. Juntos formam um grupo de expatriados ingleses e norte-americanos – inspirados no círculo de amizade do próprio autor – vivendo em Paris no período após a Primeira Guerra Mundial.

O livro foi escrito em 1926 e é preciso que o leitor se atente não só ao contexto do pós-guerra, mas ao das touradas. Até então a Festa de San Fermín e suas touradas não eram alvos de protestos. Era simplesmente uma grande e vibrante festa com séculos de tradição. Ser contra as touradas não me fez, portanto, gostar menos desse livro.

Hemingway tem um estilo muito peculiar de texto que é seco, direto, sucinto e aparentemente simples. Usa praticamente tudo que eu digo que não gosto em um livro, como frases curtas, diálogos em excesso [e também curtíssimos] e quase nada de adjetivos. O resultado deveria ser um livro sem graça, com personagens rasos. Deveria. Seria. Se não fosse Hemingway.

Ele diz muito mais do que está escrito, passamos a conhecer profundamente seus personagens sem que ele tenha sequer nos apresentado. Talvez, conseguir deixar implícito nas palavras não ditas a personalidade de cada um seja tão ou mais difícil quanto dizê-las em alto e bom som.

Eles parecem superficiais, mas são apenas personagens marcados pela Guerra, que, mesmo ambiciosos em sua vida artística e intelectual, carecem de sonhos e se embebedam para fugir da realidade e fingir divertimento em busca de inspiração. São integrantes da famosa Geração Perdida, batizada por Gertrude Stein.

É impressionante como o autor conseguiu captar e retratar bem essa geração, não só de forma ficcional como nesta obra, mas também em Paris é uma festa (resenha aqui), livro póstumo com suas memórias dos anos vividos em Paris.

O sol também se levanta é vívido, mesmo que um pouco degradante. É gostoso de ler, mesmo que suas páginas só contemplem um bando de bêbados. É simples sem ser, é complexo sem aparentar. Talvez não seja para todos os gostos {nada o é}, mas vale a tentativa, ao menos pela embriaguez sem que sequer precisemos beber.

4.5 Estrelas 4 corações

* Está na lista dos “1001 livros para ler antes de morrer” (Clique aqui para ver mais sobre o Projeto 1001 livros e as resenhas já feitas da lista)

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Capa nova <3

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Sinopse: O sol também se levanta é uma obra vigorosa que retrata, em estilo direto e despojado, os conflitos e frustrações dos norte-americanos e ingleses que vivem em Paris após a Primeira Guerra Mundial. Numa linguagem acelerada, Hemingway cria personagens que logo se inserem no convívio do leitor, destacando-se, entre eles, como figuras marcadas e marcantes, Jake Barnes, jornalista emasculado por um ferimento de guerra, Lady Brett Ashley, jovem viúva inglesa por quem ele estava apaixonado, Robert Cohn, o escritor em busca de seu caminho, Mike Campbell, o playboy inglês que também fazia a corte a Lady Brett, e Pedro Romero, o toureiro espanhol com quem ela tem um caso.

Para O Sol Também se Levanta Hemingway elaborou tipos humanos complexos, representando assim uma geração contaminada pela ironia e pelo vazio diante da vida, com seus valores morais destruídos pela guerra e irremediavelmente perdidos. Temas como a solidão e a morte, os preferidos do escritor, são explorados de forma brilhante. Escrito originalmente em 1926 e publicado em 1927, este é considerado por muitos como sua obra mais refinada em termos de técnica literária.

Liturgia do Fim, Marilia Arnaud

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Autora: Marilia Arnaud
Literatura Brasileira
Editora: Tordesilhas
Páginas: 150
Ano: 2016

 

Quando Liturgia do Fim chegou, eu tinha uma pilha de livros em andamento e nenhuma intenção de começar mais uma leitura. Ao abrir o livro para folhear, me deparei com a informação de que a autora era minha conterrânea. Curiosa, pensei em ler os primeiros parágrafos para saber se valeria a pena lê-lo algum dia. Não consegui mais parar. Não dá pra parar. Não tem como parar.

Marilia Arnaud nos conta a história de Inácio, um professor e escritor apaixonado pelas palavras, que, expulso de casa aos 18 anos, vai viver na cidade grande, forma família, mas, sem conseguir se desligar do passado, retorna à casa trinta anos depois para ver como tudo está e o que sobrou de Perdição, lugar onde nasceu.

A primeira surpresa foi o fato de termos uma narrativa em primeira pessoa, com um personagem masculino, escrito por uma mulher. Isso nem sempre dá certo, mas, se comecei com a imagem da escritora na cabeça, poucas páginas depois ali só existia Inácio e ninguém mais. Muito convincente e verossímil.

A escrita da autora é a alma do livro. Marilia não tem a intenção de ser simplória, pelo contrário, usa e abusa do rico vocabulário da língua portuguesa. Sem medo, vale salientar. Usa regionalismos à vontade, sem, no entanto, cair no caricatural, acorda palavras adormecidas e traz outras tantas que eu nem imaginava que, de fato, existissem no dicionário. E o melhor, seu rebuscamento não soa pedante nem tira a fluidez da leitura.

Assim como seu personagem, a autora certamente é uma amante das letras. É notável o cuidado que teve em não repetir as palavras ao longo do livro. O resultado de tudo isso é um texto bonito, poético, de um lirismo que nos traz aquela vontade de ler em voz alta. E, confesso, li boa parte assim.

Outro ponto que gostei foi o fato de Marilia ter usado os diálogos “dentro” dos parágrafos, sem interrupções, sem formalidades, separados apenas por diferentes flexões verbais.

A história é um triste e duro retrato de um dos tipos de família sertaneja, daquela que gira em torno do patriarca machista, bruto, ignorante e intransigente. Revela em suas entrelinhas a esposa submissa, temente e sofrida; a mãe tensa e preocupada, que oculta do marido até as menores travessuras dos filhos para protegê-los; a doméstica que abdica de sua vida para tornar-se criada, para doar-se a uma família que não é a sua; os parentes “encostados”, sempre presentes; as crenças e os costumes regionais. Faz-nos questionar se realmente “o fruto não cai tão longe da árvore”.

Liturgia do Fim, além da boa forma, é de uma sensibilidade impressionante. É possível sentir a dor, a angústia e o desespero do personagem durante toda a leitura, que mais parece uma ferida aberta pulsando em nosso corpo. Impossível poupar elogios, impossível não recomendar.

5 corações 5 Estrelas

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Sinopse: Inácio, escritor e professor universitário, um homem assombrado pela memória e pelos fantasmas de um segredo familiar, abandona a mulher e a filha, as salas de aula e a literatura para voltar a Perdição, lugar onde nasceu e viveu até os 18 anos. Com essa idade foi expulso de casa pelo pai, um homem rude e autoritário que educou os filhos com rigor e frieza. Numa narrativa descontinuada e sinuosa, em que presente e passado se alternam e se misturam, Inácio narra a infância e a adolescência em Perdição, a vida em família, a relação difícil com o pai, o terno entendimento com a mãe, a obsessão pela tia louca, os medos noturnos, o primeiro e único amor, a paixão pelos livros.

 

Leitura para bebês de 0 a 12 meses

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Quem nunca ouviu dizer que a leitura estimula o cérebro? Pois é! Isso, que sempre foi senso comum, tem sido provado pela neurociência. Natalie Phillips, pesquisadora da Universidade de Stanford, concluiu que “ler é um exercício verdadeiramente valioso para o cérebro”, de grande importância para os neurônios [e contra o envelhecimento destes] e para a memória, como uma ginástica cerebral.

Monteiro Lobato já dizia: “quem não lê, mal ouve, mal fala, mal vê.” A leitura liberta, isso é fato! Através dela ganhamos conhecimento, ampliamos nossa visão de mundo, adquirimos voz própria, melhoramos nosso vocabulário, nossa escrita e comunicação, desenvolvemos nosso senso crítico e damos asas à imaginação. Mas como formar esse leitor?

Acredita-se que é na primeira infância que se forma um bom leitor e que ler para o bebê desde os primeiros dias de vida estimula o cérebro e o desenvolvimento da linguagem e estreita os laços entre pais e filhos. É essa a recomendação da Academia Americana de Pediatria, vamos seguir?!

Sai de cena agora a pessoa que já leu tantos artigos sobre a importância da leitura que já os incorporou a seu discurso de incentivo e entra em cena a mãe que começou a ler para o seu filho quando ele tinha uns 2 meses. Ou seja, as dicas abaixo são baseadas na experiência pessoal que tenho tanto com meu filho quanto a que tive quando criança [já que me tornei um adulto leitor, rs].

Afinal, O Que Ler Para o Bebê?! Sempre me fazem essa pergunta e a resposta pode soar estranha: Qualquer coisa! rs Calma, explico e dou, sim, sugestões.

Um dos principais benefícios da leitura para os bebês é o desenvolvimento da linguagem. O bebê aprende a falar e a entender o significado das palavras quando conversamos com ele ou simplesmente ao escutar os outros falarem. Ok, isso é claro. Porém, por mais que não percebamos, a quantidade de palavras que usamos no dia-a-dia é limitada, daí a importância da leitura. Nos livros encontramos palavras que não usaríamos em um diálogo comum, logo o bebê que recebe essa atenção [leitura] conseguirá, em seu primeiro ano de vida, compreender muito mais palavras e expressões que um que não teve esse estímulo. O benefício não para por aí, já que isso melhora o raciocínio e estimula o cérebro, afetando positivamente o desenvolvimento da criança a curto e longo prazo em muitas áreas. [a etapa de 0 a 5 anos é considerada primordial para a formação do intelecto e do emocional]

Por isso, respondo que deve-se ler “qualquer coisa”. Não como um descaso, mas apenas para enfatizar que tudo o que se lê para a criança é importante, seja uma poesia em um livro de adulto, seja um conto de fadas. Claro, existem livros mais adequados, com mais cores e mais estímulos, mas não se preocupem demais com isso. Qualquer livro infantil é interessante nessa fase em que o entendimento completo da história ainda não é o principal objetivo da leitura. [mais abaixo deixo dicas “concretas” de livros rs]

O que e como eu fiz

Comecei a ler para meu filho quando ele tinha cerca de 2 meses. Poderia ter começado antes, confesso que o cansaço falou mais alto e não consegui. Costumava ler após uma mamada ou assim que ele acordava de um cochilo, pois eram as horas nas quais ele estava mais calmo e relaxado.

Cada mãe ou pai vai saber encontrar esse momento, que pode – e deve – virar um hábito, fazer parte da rotina, como, por exemplo, ler antes de dormir. São alguns minutinhos do seu dia que não merecem desculpas esfarrapadas como “não tenho tempo”. [não sou tão chata assim, só estou tentando lhe incentivar, rs. Precisamos criar uma geração de leitores para ver se esse país começa a andar pra frente!]

Eu usava livros bem coloridos e mostrava tudo que eu via em cada página, mesmo que parecesse que ele estava em outro planeta. Contava a história usando diferentes vozes e intonações [acredita-se que a mudança no tom de voz deixa o bebê mais atento e desperta a curiosidade].

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“Meu bebê só quer rasgar as páginas do livro!” 

Paciência, como em tudo, é a chave do sucesso. É claro que o bebê vai querer rasgar o livrinho, faz parte. Cabe a mãe, com muita paciência, explicar que não é para rasgar e não deixar rasgar, rs. Vai acontecer de rasgar? Vai, também faz parte. O que não pode acontecer é: vou esperar ele crescer e quando ele entender que não é para rasgar eu volto a ler. Como incentivadora, eu imploro: não façam isso! rs Insistam! O benefício vale o esforço.

Quando ele quiser rasgar, troquem por um livro de capa e páginas durinhas, de cartão, que não tem como ele rasgar. Mas não fiquem nos livros acartonados, é importante que o bebê aprenda que não deve rasgar o livro. E, por experiência própria, digo, eles aprendem! Se o meu aprendeu, o seu também aprende.

Deixem os livros acartonados em um local que eles possam acessar quando já estiverem engatinhando ou dando os primeiros passinhos. Os de páginas de papel podem esperar eles crescerem um pouquinho mais para “lerem” sozinhos.

Acredito também que ler desde cedo ajuda o bebê a entender o que é o livro e que aquilo não é para rasgar. Portanto, mãos à obra!

“Meu filho não presta atenção quando leio”

Parece que seu filho está prestando atenção em todos os detalhes do seu quarto, da sala ou de onde quer que você esteja lendo, menos na historinha que você está lendo? Normal! Repito: é normal. Continue lendo até onde achar que dá, mesmo que pareça que ele não está prestando atenção ou entendendo. Mostre os desenhos, imite sons, faça perguntas e as responda. Não se limite ao texto, use a criatividade. Com o tempo ele vai começar a gostar daquilo, a apontar os objetos e a entender o que é cada um.

A repetição, não só para bebês, mas também para crianças pequenas, é super importante. É a repetição que vai fazer com que ele ative a memória, crie lembranças e vínculos com os personagens. Vai chegar um dia, lá por volta dos 11 ou 12 meses, que ele mesmo vai pedir [o velho “ãn” acompanhado de mímicas] para você começar novamente o livrinho que você acabou de ler.

É por volta dessa fase também que ele mesmo vai pegar o livro, colocar no seu colo e “ãn” [traduzindo: lê pra mim, mamãe].

Livro não é brinquedo, Livro é Livro e é divertido

Eu sou um pouco conservadora em relação aos livros infantis e, particularmente, não gosto de livros que são mais brinquedos que livros. Não acho que eles “funcionem”, especialmente a longo prazo. Brinquedo é brinquedo, livro é livro, e a criança tem que aprender que os dois podem ser divertidos e prazerosos, embora diferentes.

Quando falo de livros-brinquedos não me refiro aos livros pop-up [aqueles que quando você abre se formam objetos “3d” de papel] ou livros com sons. Esses são interessantes.

Um dia vi um “livro” que parecia apenas uma caixa de brinquedos, vinha com gesso e formas para as crianças moldarem bonecos. Era tudo, menos um livro. O problema não é ter um livro desses, mas só ter livros desses e associar leitura a brinquedo. Quando a criança se acostuma com livros de verdade desde pequena, certamente levará esse saudável hábito para a vida adulta.

Posts sobre livros infantis – Entendendo os Selos

Sempre que der recomendarei livros infantis aqui no blog e tentarei indicar a faixa etária para a qual ele é destinado, embora isso seja um pouco subjetivo e difícil de precisar. Todos os livros recomendados são sempre livros que realmente li, jamais indicarei algo baseado em sugestão de editora ou de terceiros, sem que eu tenha lido, manuseado e analisado o livro.

Criei alguns selos, que estão/estarão presentes nos posts de literatura infantil, para ajudar nessas indicações:

Selo Bebê: livros acartonados, cheio de cores e desenhos simples. Lembrando que pode-se ler para o bebê qualquer livro, o selo é apenas para indicar que o livro é adequado para o manuseio do bebê.

Selo Criança: dispensa maiores explicações, rs. É basicamente o livro infantil da primeira infância, com textos simples, mas já mais extensos que as poucas palavras dos livros para bebês, e bem ilustrados. Livros que servem desde o primeiro ano de vida até a próxima fase, a do Selo Crescidinhos.

Selo Crescidinhos: livros infantis para crianças já com domínio da língua, que não sentem mais a necessidade de ilustrações e conseguem ler e acompanhar textos longos e mais complexos. Para exemplificar, cito o famoso Diário de um banana, para iniciantes no selo, e Harry Potter, para os “veteranos”.

Selo Família: claro, livros para se ler em família. O selo engloba livros que pedem explicações mais cuidadosas dos pais, livros que tem histórias bonitas e emocionantes, com boas mensagens, e os grandes clássicos da literatura infantil, que sempre merecem esse momento em família.

Hdp - Selo BebêHdP - Selo CriançaHdP - Selo CrescidinhosHdP - Selo Família

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sugestões de livros para bebês de 0 a 12 meses

As sugestões abaixo são apenas um guia para facilitar a escolha dos livros, que não precisa ser exatamente a dos títulos que cito. Expondo os motivos pelos quais gosto de cada um, fica fácil procurar na livraria algo semelhante. Colocarei também o link de onde comprar.

  • Coleção Olhinhos Agitados: são acartonados e tem desenhos bem definidos, ótimos para bebês. Honestamente, o texto podia ser melhor, mas o livro atrai muito a atenção dos pequeninos devido aos olhinhos grandes que se “mexem” e se repetem a cada página. Na realidade, os olhinhos estão na última página e se repetem através de vazios nas páginas anteriores. É incrível como esse simples detalhe faz efeito. Esse do Dragão ainda tem o diferencial de podermos encaixar os dedos nos olhos por trás do livro e movimentá-los. [Onde comprar -> aqui]

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  • Gaspar e Lisa: comprei esses livrinhos por recomendação de uma amiga. A filha dela de 2 anos adora! Quando chegaram eu fiquei um pouco decepcionada, pareciam escuros demais, desenhos sem muita nitidez, mas para minha surpresa e alegria meu filho adorou. São duas coleções diferentes com o mesmo nome: uma voltada para bebês – Os Opostos, As Formas, Os Números e As Cores; e outra para crianças. Os de bebês são acartonados e é preciso ter muita imaginação para inventar uma história qualquer, pois o texto se resume a uma ou duas palavras em cada página. {são excelentes também para a fase em que a criança está aprendendo as formas, os números e as cores}. Os de crianças tem capa dura, mas páginas comuns. Nas livrarias, não sei o porquê, você encontra os acartonados como “capa simples” e os de capa dura e folhas “moles” como “capa dura”. Parece bobagem, mas achei bom esclarecer para facilitar a compra.

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Nessas fotos dá para ver a diferença na quantidade de texto de uma coleção para a outra. São livros da Cosac Naify, editora maravilhosa que fechou, infelizmente, mas que ainda podem ser encontrados em algumas livrarias. [Onde comprar -> aqui]

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  • Livros com sons: tem aos montes nas livrarias e é sucesso na certa! Alguns que tenho aqui prefiro nem citar, já que a bateria não durou nadica de nada e o som sumiu em pouco tempo. Deixo aqui Animais de Estimação, da Publifolhinha, como sugestão, especialmente por ter, além dos desenhos de cada bicho, a foto dele, fazendo com que o bebê associe o desenho ao bicho como ele realmente é. [Onde comprar -> aqui]

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Indico também os livros da coleção Toque e Sinta. Nesse caso o áudio não é do som dos animais, mas a leitura do pequeno textinho de cada página. O interessante nessa coleção é que uma parte do animal é feita de algum material com textura diferente da do papel. Na foto abaixo dá para notar o trechinho com a juba do leão ou o “pelo” da zebra? [onde comprar -> aqui]

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  • Juca Pé de Fruta: esse livro é super comum, capa mole, mas fez (e faz) muito sucesso por aqui. Tem um texto simples, meio rimado, e as ilustrações são lindas. Além de falar de frutas! [Onde comprar -> aqui]

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  • Livros do Itaú: não deixem de pedir, sempre que possível, os livros que o Itaú distribui gratuitamente. São sempre muito bons. No momento, o site diz que estão esgotados, mas todos os anos eles lançam nova campanha.

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Clube do Livro Infantil

Os clubes de livros estão funcionando a todo vapor no país, e para o público infantil conheço dois: o Leiturinha e o Expresso Letrinhas (da Companhia das Letras). São assinaturas mensais e a criança recebe de um a dois livros por mês escolhidos por especialistas e adequados a sua idade. Falarei deles detalhadamente em outro post. [se alguém conhecer algum outro, por favor, me avise nos comentários]😉

 

Ufa, acho que é só! Claro, não se prendam a esses títulos, são apenas sugestões dos que deram certo aqui. Relembro também que ler qualquer livro é válido nessa primeira fase. Tenham paciência e não desistam, mesmo quando pareça que eles não estão atentos. Crie o hábito!

Já ia me esquecendo do principal: leiam também, sejam exemplo! Os livros sempre estiveram presentes na minha vida, mas junto a eles também tinham leitores, e isso faz a diferença! Nunca é tarde para descobrir o prazer da leitura, você só precisa achar o seu livro, do seu gosto. E, acredite, tem livro para todos os gostos!

Espero que tenham gostado do post. Beijos e até a próxima!  ;)  <3

Édipo Rei, Sófocles

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Autor: Sófocles
Clássico / Tragédia Grega / Teatro Grego
Editora: Zahar
Páginas: 118
Ano: 2013
escrito por volta do ano de: 427 a.C.

 

Li Édipo Rei pela primeira vez ainda criança, em uma daquelas edições adaptadas, em prosa, que as escolas adotam. Não me lembrava dos detalhes, mas como gostara da leitura, sempre tive vontade de ler o texto na íntegra. Então, quando me deparei com essa edição caprichada – e comentada! – de O Melhor do Teatro Grego, que inclui Prometeu acorrentado, Édipo Rei, Medéia e As Nuvens, não pensei duas vezes em comprá-la.

O livro traz uma breve apresentação sobre o teatro grego, um pequeno glossário e, para cada peça, uma introdução, a peça comentada e o perfil dos personagens. Uma mão na roda para leitores não habituados a poemas trágicos.

A peça, escrita por Sófocles por volta do ano 427 a.C, começa na frente do palácio real de Tebas, onde um grupo de suplicantes, liderados pelo Sacerdote de Zeus, pede a Édipo que intervenha para que eles se livrem da peste que assola a cidade. Para isso, Édipo precisa encontrar o assassino de Laio, o antigo rei. Ao longo do livro, na busca de tal assassino, acompanhamos muitas descobertas e reviravoltas.

Apesar de ser uma história conhecida, prefiro não detalhar os acontecimentos, pois a maneira pela qual a verdade vai vindo à tona foi me empolgando ao longo do texto, embora eu conhecesse o destino de Édipo.

É inevitável pensar em quantos autores foram influenciados pela ironia trágica de Sófocles, e em quantos outros tantos sofreram influência dos já influenciados por ele, uma espécie de influência “por tabela”, sem, muitas vezes, nem se dar conta disso. O que me leva a pensar também sobre originalidade, se podemos chamar de original um autor contemporâneo ou se ele vai estar sempre à sombra dos mestres da antiguidade.

O texto não é nenhum bicho de sete cabeças, apesar de também não ser uma leitura tão simples. Com um pouco de boa vontade e concentração dá para ler com tranquilidade. A edição comentada valeu a pena e certamente me ajudou bastante.

Sempre que leio livros de outras épocas me pego pensando que o ser humano não muda, não evolui, como costumamos achar (sem parar para pensar). Sim, avançamos em ciência, tecnologia e afins, os costumes mudam, mas na essência somos os mesmos. Ainda se sente inveja, rancor, dor, alegria, compaixão… as pessoas ainda sofrem por amor, ainda traem umas às outras, ainda se vingam… Para uns, isso é óbvio, para outros, pode ser chocante.

Édipo Rei, com sua trágica ironia, nos toca e nos enternece. Fala de culpa, de erros, de autopunição e, desde então, nos faz refletir sobre destino e se podemos fugir dele. Dificilmente vai ser o seu livro preferido, mas nem por isso é menos fantástico. Vale a leitura e gostinho de saber um pouco mais sobre literatura.

5 Estrelas

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Sinopse: A consagrada tradução do especialista em grego, Mário da Gama Kury

Édipo, rei de Tebas, acredita ser filho do rei Pôlibo de Corinto e de sua rainha. Ele havia se tornado governante de Tebas depois de salvar a cidade desvendando o enigma da Esfinge que vinha devorando os tebanos, incapazes de decifrar os enigmas propostos pelo monstro. Como Laio, o rei de Tebas havia sido morto durante uma viagem, Édipo casa-se com a rainha viúva, Jocasta, e assume a coroa. Édipo havia deixado Corinto para sempre porque um oráculo profetizou que ele mataria seu próprio pai e se casaria com sua mãe. Na viagem de Corinto para Tebas, Édipo encontra um homem velho e cinco servos. Sem saber que se trata de Laio, seu verdadeiro pai, Édipo discute com ele e, num ataque de arrogância, mata o homem e seus servos. Por muitos anos Édipo governa Tebas como um grande e valente rei. Até que uma peste começa a dizimar os habitantes da cidade e Édipo ordena uma consulta ao oráculo Tirésias. Tirésias lhe revela então que todo infortúnio que se abate sobre a cidade é causado por ele próprio, por ter assassinado o pai e casado com a própria mãe.

Travessuras da Menina Má, Mario Vargas Llosa

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Autor: Mario Vargas Llosa
Nobel / Romance /
Lit. Latino-americana / Paris
Editora: Alfaguara
Páginas: 375
Ano: 2006

 

Comecei a ler Travessuras da Menina Má anos atrás, por recomendação – e muita insistência – do meu pai. Li algumas páginas e abandonei. Por mais que me dissessem que o livro era incrível, coloquei na cabeça que não iria gostar. Minha teimosia falou mais alto até… dias atrás, quando finalmente resolvi dar uma segunda chance. Ou seria terceira?

Que livro maravilhoso! Só não estou mais arrependida de não ter insistido antes na leitura porque penso que, de fato, li na hora certa. Talvez, talvez!, eu não tivesse mesmo gostado dele naquela época, quem sabe?!

Mario Vargas Llosa inicia seu romance na década de 50, no nobre bairro de Miraflores, em Lima, onde o ainda adolescente Ricardo, que tinha por objetivo de vida ir morar em Paris, se apaixona por Lily, uma chilena recém chegada ao país, que causa alvoroço por onde passa. Mas, Ricardo, o “bom menino”, vai descobrir que a menina má não é bem quem ela diz ser. Aliás, vai passar todo o livro redescobrindo isso.

Riu com prazer quando perguntou pelos meus planos a longo prazo e eu respondi: Morrer de velho em Paris

Não conto-lhes mais. Não devo. Não devem saber mais que isso. Não procurem saber mais que isso. Deixem que a surpresa lhes arrebate. Deixem que a aparente simplicidade no texto do autor lhes surpreenda. Deixem que esses personagens tão imperfeitos lhes encantem. Deixem-se levar por tantos caminhos, por tantas mentiras, por tantas insanidades. Entreguem-se, como eu deveria ter me entregado desde as primeiras páginas. Não o fiz. Só fui sugada depois do primeiro terço da história.

Tive raiva, muita raiva. Muita, muita raiva. E o que era para ser uma protagonista detestável, está aqui, marcada no meu peito. E o que era para ser um protagonista sem graça, de personalidade fraca, sem ambição, também está aqui, para sempre no meu coração. Que personagens incríveis! Memoráveis!

Quando você se depara com uma narrativa tão fluida como essa, você percebe o quanto já banalizou o uso dessa palavrinha em outros tantos comentários. O texto parece completamente despretensioso, como se o autor estivesse sentado lhe contando com extrema franqueza e naturalidade sua história. Aliás, é um relato tão sincero que autor e narrador se confundem e você tem certeza de que aquele escritor viveu muito daquilo.

Se pararmos para pensar com frieza, essa espontaneidade dá lugar a um texto muito bem estruturado. Mesmo com uma narrativa linear, seus capítulos parecem histórias dentro da história, com lugares e personagens secundários que aparecem, lhe conquistam e somem, como círculos que se fecham e juntos formam o romance.

Ao longo de todo o livro acompanhamos – com muitas alfinetadas – um pouco do cenário sociopolítico da segunda metade do século XX, especialmente da América Latina. E é aí que narrador e autor se mesclam ainda mais, embora Ricardo, já tradutor da UNESCO e vivendo em Paris, não se metesse muito com política.

Na verdade, Ricardo não se metia em muita coisa, a não ser que a sua menina má estivesse no meio. Aí, sim, ele corria o mundo para alcançá-la. E como ela aprontou! Argh…! Quantas pessoas tem a sorte de ter um Ricardito em suas vidas e o imenso azar de menosprezá-lo?

É uma história de amor, de um amor louco, intenso, obsessivo, que destrói tudo que toca. É uma história de encontros e desencontros, de uma paixão cega, eterna e insana, que chega a dar raiva no leitor. Mas é também uma história que nos faz pensar em quantas Lilys existem por aí, em quantas Lilys não já desperdiçaram seu Ricardito por pura ambição e vaidade. Será que uma pessoa tão gananciosa pode ser feliz na calmaria de uma vida comum? Teria sido feliz se não tivesse tentado tudo que quis ou teria passado a vida se questionando onde estaria se…

Que livro! Que final! Que personagens! Só posso insistir que leiam, mas não deixem que minha euforia gere tantas expectativas. É um livro simples e genial ao mesmo tempo. É uma história comum, de gente comum, mas que tem algum pozinho mágico inexplicável em suas páginas que emociona e cativa o leitor. E, se ao terminar a leitura, você estiver destroçada, precisando de um abraço, é isso aí, você sentiu tudo que senti.

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travessuras da menina má llosa

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Sinopse: O peruano Ricardo vê realizado, ainda jovem, o sonho que sempre alimentou – o de viver em Paris. O reencontro com um amor da adolescência o trará de volta à realidade. Lily – inconformista, aventureira e pragmática – o arrastará para fora do pequeno mundo de suas ambições. Ricardo e Lily – ela sempre mudando de nome e de marido – se reencontram várias vezes ao longo da vida, em diferentes cidades do mundo que foram cenários de momentos emblemáticos da História contemporânea. Na Paris revolucionária dos anos 60; na Londres das drogas, da cultura hippie e do amor livre dos anos 70; na Tóquio dos grandes mafiosos dos anos 80; e na Madri em transição política dos anos 90. Assim, ao mesmo tempo em que conta a história de um amor arrebatador, Travessuras da menina má traça um quadro vigoroso das transformações sociais européias e convulsões políticas da América Latina. Muitas das experiências de vida de Vargas Llosa aparecem aqui, por meio de seus personagens – os tempos de penúria em Paris, seu trabalho como tradutor, sua simpatia pela revolução cubana e a ligação permanente com seu país de origem, o Peru. Criando uma tensão entre o cômico e o trágico, numa narrativa ágil, vigorosa e terna, que conduz o leitor nesta dança de encontros e desencontros, Mario Vargas Llosa joga com a realidade e a ficção para contar uma história em que o amor se mostra indefinível, senhor de mil faces, como a menina deliciosa e má.

 

 

Pela casa de conhece o dono, Didier Cornille

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Autor: Didier Cornille
Lit. Infantojuvenil / arquitetura
Editora: Cosac Naify
Páginas: 94
Ano: 2014

 

Livro de arquitetura? Infantil? Como assim?! Pois é, também estranhei quando vi a sinopse, mas comprei mesmo assim. E qual não foi minha surpresa – sim, estava um pouco cética – quando o livro chegou e confirmei que era exatamente um livro de arquitetura para crianças! E o melhor, ele é super interessante, lúdico, bonito e instigante.

Pela casa se conhece o dono nos traz, de maneira divertida, casas icônicas de grandes arquitetos desde o começo do movimento moderno, passando pelo pós-modernismo, indo até uma casa do ano de 2002.

Em cada casa apresentada, há uma pequena introdução sobre quem é o arquiteto. Depois, junto com as ilustrações, vêm os porquês. Por que ele escolheu aquela forma, aqueles materiais, quais os anseios dos moradores, as falhas e os acertos. Tudo isso com um texto simples e sucinto, mas certamente com muitas palavras novas a serem acrescentadas ao vocabulário das crianças.

O mais interessante – e o diferencial – é que não há fotografias das casas, elas são apresentadas através de ilustrações lindas, didáticas e alegres.

É um livro para crianças curiosas (ou para despertar essa curiosidade), um livro que foge do comum, gera questionamentos, exercita a capacidade de visualização espacial e estimula a criatividade.

É sempre difícil apontar uma faixa etária, já que a capacidade de compreensão é um pouco variável – tem leitor de apenas 7 anos lendo Harry Potter, por exemplo – mas eu diria que pode ser melhor aproveitado partir dos 7 anos.

Provavelmente, o fato de ser arquiteta contribuiu para que eu ficasse encantada com o livro, mas ele é, sem dúvidas, interessantíssimo para qualquer leitor.

5 Estrelas

5 corações

pela casa se conhece o dono

Esse livro:

Ilustrado *** Pouco texto *** Cultura e Arte *** Para ler em família *** Para crianças curiosas *** Aguça orientação e percepção espacial *** Instiga questionamentos *** Palavras Novas

HdP - Selo Crescidinhos HdP - Selo Família

HdP - Selo Criança

 

 

 

 

 

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Sinopse: Por meio de textos curtos e ilustrações precisas, Didier Cornille apresenta casas icônicas em ordem cronológica, dos anos 1920 até o início do século XXI. Gerrit Rietveld, Le Courbusier, Frank Lloyd Wright, Charles e Ray Eames, Mies Van der Rohe, Oscar Niemeyer (capítulo exclusivo para a edição brasileira), Jean Prouvé, Frank Gehry, Shigeru Ban, Rem Koolhaas, Sarah Wigglesworth e Jeremy Till são nomes que deixaram marcas por revolucionar os projetos de moradias, influenciando também nos métodos de construção. Frank Lloyd Wright, por exemplo, integrou uma residência a uma cachoeira e Rem Koolhaas projetou uma casa que tem como cômodo principal um elevador, para atender às necessidades de seu dono paraplégico. Mais do que retratar as casas em si, Cornille as desconstrói, evidenciando suas particularidades em ilustrações que são estilizações dos croquis originais.

No texto de quarta capa, a desenhista Carla Caffé aproxima a arquitetura da nossa vida cotidiana: “Ao passear pelas casas desenhadas neste livro, podemos desfrutar a experiência de viver no planeta do século XX até os dias de hoje. Acompanhamos, por meio da arquitetura, a trajetória de como mudamos nosso jeito de morar, de como compartilhamos nossos sonhos e desafios”.

O Presente dos Magos, O. Henry

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o presente dos magos

Autor: O. Henry
Ilustrador: Odilon Moraes
Conto / Natal / Clássico / Literatura Infantojuvenil
Editora: Cosac Naify
Páginas: 24
Ano: 2003
Ano de Publicação original: 1905

 

Eu sou daquelas que não pode ver uma história natalina que já quer ler, então quando vi O Presente dos Magos, do norte-americano O. Henry, como sugestão de leitura no GoodReads por eu ter gostado de Um Conto de Natal [imperdível] de Charles Dickens, corri para comprar. Para minha surpresa, de quebra, o livro era em capa dura, ilustrado e fora publicado pela incrível [e finada] Cosac Naify. Tinha tudo para ser uma ótima leitura. E foi.

O Presente dos Magos se passa na véspera de Natal, na Nova York do início do século XX, e tem como protagonista um casal apaixonado que não vive uma situação financeira das mais favoráveis. Jim e Della não têm dinheiro suficiente para presentear o seu amado com o que gostariam, mas querem – e tentam – fazê-lo ainda assim. O final é surpreendente, emocionante e nos deixa uma valiosa lição.

O texto é bem curtinho, mas pode ser um pouco desafiador para as crianças lerem sozinhas, já que a escrita não é bobinha e tem um vocabulário rico para um livro catalogado como literatura infantil. É preciso que algum adulto leia uma vez e explique o sentido do conto e a preciosa mensagem que ele carrega. Uma vez feito isso, certamente elas adorarão reler muitas e muitas vezes.

As ilustrações são belíssimas, ainda que um pouco repetitivas – já que a história se desenvolve em sua maior parte dentro do apartamento do casal, e qualidade física do livro também é muito boa [como tudo da Cosac].

O Presente dos Magos nos mostra o valor do verdadeiro amor, do verdadeiro presente de Natal, do desprendimento, da renúncia em prol do outro… valores que precisam ser resgatados, repassados e relembrados sempre. Um clássico para todas as idades, sem dúvidas.

5 Estrelas

5 corações

o presente dos magos

Não à toa, até Mickey e Minnie já protagonizaram uma adaptação do ilustre conto.😉❤

Esse livro:

Ilustrado *** Vocabulário rico *** Para ler em família

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Sinopse: Este conto do norte-americano O. Henry (1862-1910), recolhido em livro em 1906, é um dos textos mais populares da língua inglesa e emociona com a história de um jovem casal apaixonado, que entrelaça amor e pobreza, destino e acaso na Nova York do começo do século XX. As belas ilustrações de Odilon Moraes transportam o leitor para o interior do apartamento de Della e Jim, palco de quase todos os acontecimentos e coração desta história de Natal. A partir desse olhar, filtrado em tons sépia, as personagens e o cenário nos transmitem uma atmosfera de singeleza e solidariedade. Um livro lírico e delicado.