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o príncipe da névoa

 

Autor: Carlos Ruiz Zafón
Mistério / Jovem Adulto / lit. espanhola
Editora: Suma de Letras
Páginas: 184
Ano: 2013
Trilogia da Névoa #1

 

(Apesar de ter sido publicado no Brasil em 2013, esse é o primeiro livro do autor, publicado pela primeira vez em 1986.)

Zafón estava certo ao dizer que escreveu esse livro pensando no que gostaria de ter lido aos 13 anos, assim como estava certo ao dizer que pretendia atingir todas as idades, mesmo com um enredo juvenil. Atingiu-me e atingirá quem o ler, tenha 13, 30 ou 80 anos, afinal, quem não deseja voltar à essa fase da vida nas entrelinhas de uma história fantasiosa? Vi-me com dez anos, cercada de primos, na praia até então praticamente deserta onde costumávamos veranear e ouvir – e viver – deliciosas histórias cheias de mistérios que nos causavam arrepios, nos assombravam e levavam nossa imaginação às alturas. ¡Zafonsito, querido, te estimo muchísimo!

Estamos no ano de 1943 e Max, um garoto de 13 anos, acaba de se mudar – a contragosto – para uma praia com sua família por decisão de seu pai. Entediado, Max sai para vasculhar a área ao redor da casa e encontra um empoeirado e tenebroso jardim de estátuas que vai ser o começo de um mistério infindável e vai lhe tirar o sono e o sossego daqueles dias de verão. Conhece Roland, que o convida para um mergulho e para o qual Max leva sua irmã mais velha, Alicia. Enquanto isso, algo macabro acontece com Irina, a irmã mais nova, e seus pais voltam sua atenção completamente para ela.

Em meio a passeios de bicicleta, mergulhos na praia e conversas assustadoras, Roland, Max e Alicia vão se ver envoltos em magia e mistérios cujas origens nem imaginam, mas supõem que o guardião do farol, avô de Roland, as conheça e guarda mais segredos do que um dia revelou.

A história é muito boa, prende o leitor e até faz crescer o olhar, mas nem de longe tem o ar poético e metafórico de sua obra prima, A Sombra do Vento, ou até mesmo de Marina, seu quarto livro. O Príncipe da Névoa é seu primeiro romance e o próprio Zafón nos pede que não comparemos seus livros, mas é inevitável não notar a incrível evolução desse autor desde esse livro à sua obra prima. Uma característica marcante em todas as suas histórias, porém, é o tipo e caráter de seus protagonistas: garoto curioso, desconfiado, que oscila entre o medo e a coragem, mas sempre capaz de tudo pelos amigos.

Para quem deseja ler toda a obra desse escritor fabuloso, recomendo começar pelos seus livros juvenis, na ordem em que foram escritos, e só então passar para a magnífica e densa A sombra do Vento, e assim se deleitar ainda mais entre a fantasia e realidade que permeiam seus enredos.

Livro curtinho, simples, mas uma delícia.

4 corações 4 Estrelas

 

Romances Juvenis:

Trilogia da Névoa (podem ser lidos fora de ordem):

#1 – O Príncipe da Névoa (1986) aqui

#2 – O Palácio da Meia-Noite (1998)

#3 – As Luzes de Setembro (2005)

     – Marina (1999) ❤

Romances Adultos:

Quadrilogia O Cemitério dos Livros Esquecidos

#1 – A Sombra do Vento (2001) aqui

#2 – O Jogo do Anjo (2008) aqui

#3 – O Prisioneiro do Céu (2001)

#4 – ainda a ser publicado 😉

zafon

Sinopse: Em 1943, a família do jovem Max Carver muda para um vilarejo no litoral, por decisão do pai, um relojoeiro e inventor. Porém, a nova casa dos Carver está cercada de mistérios. Atrás do imóvel, Max descobre um jardim abandonado, contendo uma estranha estátua e símbolos desconhecidos.

Os novos moradores se sentem cada vez mais ansiosos: a irmã de Max, Alicia, tem sonhos perturbadores, enquanto ao outra irmã, Irina, ouve vozes que sussurram para ela de um velho armário. Com a ajuda de Roland, um novo amigo, Max também descobre os restos de um barco que afundou há muitos anos, numa terrível tempestade. Todos a bordo morreram na ocasião, menos um homem – um engenheiro que construiu o farol no fim da praia.

Enquanto os adolescentes exploram o naufrágio, investigam os mistérios e vivem um primeiro amor, um diabólico personagem surge na trama. Trata-se do Príncipe da Névoa, um ser capaz de conceder desejos a uma pessoa, ainda que, em troca, cobrasse um preço demasiadamente alto.

 

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