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arsen

 

Autora: Mia Asher
Drama / Romance Adulto
EDITORA: KINDLE
PÁGINAS: 419
ANO: 2013

 

Quem é dos meus círculos de leitura provavelmente já me viu falando desse livro, que é um dos melhores e mais angustiantes que já li do gênero. Foi uma das primeiras leituras de 2014 e me marcou tanto que no meio do ano eu já o estava relendo. Sempre digo que quando gostamos demais de algo, nossa opinião se torna um pouco suspeita, mas… eu não poderia deixar faltar aqui o registro que fiz dele há mais de um ano assim que terminei a leitura (leia-se: emoções à flor da pele) 😉 Ah, só lembrando, ele é do tipo que ou se ama ou se odeia!


Deixem que eu abra meus comentários eliminando alguns possíveis futuros leitores que detestariam esse livro: temos aqui um triângulo amoroso, então visualizem em neon e caixa alta a palavra traição. Se o tema não lhe agrada ou se você é do tipo que não gosta de protagonista indecisa ou egoísta, perdida entre dois amores, por favor, não leia essa história (ou leia e se surpreenda rs). Mas se você acha que as pessoas cometem erros e não são sempre fadinhas perfeitas e encantadoras, pode mergulhar de cabeça.

Arsen conta a história de três pessoas: um marido perfeito, uma esposa cheia de dor e um belo garoto que se esconde atrás de uma fachada de playboy. Cathy e Ben estão juntos há 10 anos, casados há 6, e após alguns abortos o casamento já não é mais a lua de mel de outrora. Incapaz de segurar uma gravidez, Cathy se sente quebrada, defeituosa, envenenada, morta… Não se sente mulher o suficiente para o sempre-feliz-e-sem-defeitos Ben. Até que um dia se vê entre um homem e um garoto, um amor e uma paixão, entre Ben e Arsen, entre a razão e o desejo.

O livro é contado em primeira pessoa pela Cathy, mas temos a visão do Arsen e do Ben em alguns poucos capítulos. A escrita é informal e pode não agradar a todos, já que é bem gráfica e faz uso de alguns palavrões. O desenvolvimento e a estrutura da história são muito bem elaborados e a leitura flui com facilidade.

Cathy. Alguns não a suportaram, eu tentei entendê-la e enxergar nela uma pessoa real, que erra e que é egoísta, às vezes. Entendi suas dúvidas, seus medos, seu pavor, seu desespero. Entendi sua sensação de vazio. Entendi sua vontade de se sentir viva novamente, sem pressão ou sem a necessidade de ser perfeita. De verdade, eu a compreendi, mesmo quando me irritou, mesmo quando eu quis lhe dar uns tapas, lhe xingar, lhe chamar de vadia…eu a entendi. E sofri com ela. Muito. Existe uma cena extremamente forte, que me deixou com um nó na garganta e da qual não consigo me esquecer.

“Eu me sinto incompleta. Eu me sinto meio vazia, meio cheia.”

Ben. Oh, Ben! Personagem mais doce não há. Nem mais perfeito. Nem mais carinhoso. Nem mais fofo. A ausência de defeitos em Ben é, sem dúvidas, o maior motivo do repúdio que sentimos às atitudes de Cathy. Vimos o Ben jovem, quando conheceu e se apaixonou pela Cathy, e vimos o Ben adulto, maduro e casado. Vimos um Ben inquebrantável se quebrar. E chorei. Ó, céus!, como chorei e sofri com ele. Em um capítulo narrado por Ben, por volta dos 75% da leitura, a dor foi quase insuportável. A partir daí o leitor se vê esgaçado, estilhaçado em pedacinhos, soluçando como uma garotinha.

“O amor tem o poder de lhe destruir.”

Arsen. Um garoto que bem cedo descobriu o quanto a vida pode machucá-lo e resolveu se esconder da realidade. Um playboy que vive cercado de mulheres bonitas e famosas, que é capaz de fazê-las derreter, suspirar e até esquecer-se de quem são. Em um momento ou outro até quis que ele e Cathy se envolvessem, pois queria vê-la sorrir novamente, queria vê-la gritar de felicidade. Arsen tinha o poder de apagar seu sofrimento, de deixá-lo escanteado e esquecido nem que fosse por algumas horas. Mas não, não me apaixonei por ele e tampouco torci para que ficasse com a Cathy.

“Ninguém disse que trair fosse outra coisa que não um inferno. É nauseante. Eu não consigo parar de fazê-lo.”

É difícil rotular esse livro e encaixá-lo em algum gênero, pois há partes, as da adolescência dos personagens, em que se parece com um New Adult. No entanto, com o desenrolar da história, ficamos mais propensas a classificá-lo como um drama ou um romance adulto contemporâneo, pois os problemas são mais complexos do que um com-quem-quero-ficar ou quem-eu-quero-ser.

Aqui vemos o triste retrato do que é uma crise em um casamento, das consequências de uma traição, do sofrimento incessante que é ver – e sentir – tudo desabar. Até a metade da leitura eu diria que era um bom livro, mas talvez mais um no meio de tantos. Eu tenho tentado ser mais rígida, menos boazinha e mais racional na hora de avaliar os livros, mas os últimos 25% dessa história derreteram toda a minha razão. Essa última parte me fez chorar como poucos livros fizeram e não posso deixar de considerar isso como um talento da autora.

É uma história sobre casamento, infidelidade, traição, desejo, perdão, amor, paixão e perdas. É, principalmente, uma história sobre erros. É de partir o coração e de fazer você pensar e repensar seu comportamento, seu dia a dia, seu casamento. (E certamente, toca de maneira diferente os casados e os solteiros) É uma história que consome, comove, torce e espedaça o leitor. Não é um livrinho, ou talvez o seja se você não olhar bem nas entrelinhas as mensagens que ele nos deixa. Deixa-nos uma lição, ou muitas lições, eu diria. Quem brinca com fogo sempre se queima…Esteja preparado!!

5 corações 5 Estrelas

favoritosArsen Mia Asher Cover

Sinopse: One glance was all it took…

I’m a cheater.
I’m a liar.
My whole life is a mess.

I love a man.
No, I love two men…
I think.

One makes love to me. The other sets me on fire.
One is my rock. The other is my kryptonite.

I’m broken, lost, and disgusted with myself.

But I can’t stop. This is my story.
My broken love story.

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