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o duque e eu julia quinn os bridgertons

 

Autora: Julia Quinn
Romance de Época
Editora: Arqueiro
Páginas: 288
Ano: 2013
Série Os Bridgertons #1

 

Ler esse livro foi meio que um desafio, uma tentativa de quebrar uma barreira. Não costumo ler romances de época, eles geralmente não me atraem, por mais bem recomendados que sejam. Julia Quinn e seus livros foram ficando famosos e aparecendo cada vez mais nos grupos de leitura. Os leitores são só elogios para sua série Os Bridgertons e – talvez pelo gênero já afastar de cara quem possivelmente não gostaria de suas histórias – comentários negativos são bem raros.

Há muito tempo havia comprado O Duque e Eu, mas fui deixando para trás, até que essa semana, procurando algo rápido e simples para ler, me perguntei: por que não? Comecei a leitura querendo gostar e, ao mesmo tempo, com uma sensação de que eu não gostaria. Bem, fui lendo e lendo e lendo, opa, terminei! E… taí, gostei.

A série é composta de 8 livros, um para cada irmão, e nesse primeiro volume conhecemos a história de Daphne Bridgerton, a quarta filha de Violet, uma mãe que está obcecada em lhe arrumar um casamento. No entanto, Daphne não tem tantos pretendentes assim, mesmo sendo uma mulher inteligente e interessante. É quando entra na história o cobiçado duque de Hastings, Simon Basset, amigo de seu irmão mais velho, Anthony. Simon, que passara alguns anos fora da cidade, não tem interesse algum em se casar. Nunca! Com ninguém!

A fim de se livrar das inúmeras mães que não se cansam de apresentar-lhe suas filhas, ele propõe a Daphne um acordo. Fingirá que a corteja, na certeza de que conseguirá manter essas mães afastadas e, em troca, a convence de que ela receberá muitas propostas, afinal, ser cortejada por um duque como ele atrairá bons pretendentes. É claro que o acordo não dá tão certo assim – ou dá certo até demais -, uma vez que eles se apaixonam. Mas, conseguirá Simon lidar com seus demônios? E Daphne, compreenderá o que se passa com ele?

Sim, é previsível. Mas eles sempre o são, faz parte do estilo. O que vai dizer se vale a pena ou não é a capacidade do autor de manter viva a curiosidade do leitor. Nesse quesito, Julia Quinn fez um ótimo trabalho. Por mais que eu previsse tudo que aconteceria, eu sempre queria saber como iria acontecer.

A leitura é tão trivial, tão rápida e abarrotada de diálogos, que não dá nem tempo de analisar demais ou pensar demais. Ela é o que é, sem muitas pretensões. Por vezes, eu tinha a sensação de estar lendo um daqueles contos de fadas, mas em versão estendida e sem ilustrações. Por outras, quase ouvia a voz do narrador daquelas fitas que contavam as histórias infantis que tanto escutei na infância.

Foi uma leitura gostosa, com um excesso de açúcar daqueles! O livro é escrito em 3ª pessoa (um acerto e tanto!) e é muito bem humorado e espirituoso, como um click-lit de outra época. No começo de cada capítulo existe um pequeno texto escrito por uma personagem misteriosa, uma colunista que sempre tem uma fofoca na ponta da língua. Com isso, é como se tivéssemos uma amostra do que será o capítulo, já que ela nos antecipa alguns fatos. Foi uma maneira bem sucedida de criar uma expectativa no leitor e mantê-lo preso. Pontos para a autora!

Os personagens são adoráveis e me conquistaram rapidinho, por mais clichê que fossem. É preciso dar o braço a torcer e admitir que a autora teve a capacidade de torná-los bem interessantes e carismáticos, o que é peça chave para o sucesso de sua série, já que ela planta aqui o interesse pelos próximos livros.

Sim, a leitura ficou dentro do esperado, nem acima, nem abaixo. Combina bem com uma panela de brigadeiro e aquele final de semana que você só quer relaxar. É uma comédia romântica fofa e bem clichê – preciso frisar, bem clichê – mas cumpre bem o que promete. Para quem, como eu, não é muito fã desse tipo de livro, mas está querendo uma leitura rápida, romântica e leve, vale a tentativa.

E que venha a história de Anthony Bridgerton! (Sim, quero ler o próximo! rs)

4 corações

2o duque e eu os bridgertons julia quinnSinopse: O Duque e Eu – Simon Basset, o irresistível duque de Hastings, acaba de retornar a Londres depois de seis anos viajando pelo mundo. Rico, bonito e solteiro, ele é um prato cheio para as mães da alta sociedade, que só pensam em arrumar um bom partido para suas filhas. Simon, porém, tem o firme propósito de nunca se casar. Assim, para se livrar das garras dessas mulheres, precisa de um plano infalível. É quando entra em cena Daphne Bridgerton, a irmã mais nova de seu melhor amigo.
Apesar de espirituosa e dona de uma personalidade marcante, todos os homens que se interessam por ela são velhos demais, pouco inteligentes ou destituídos de qualquer tipo de charme. E os que têm potencial para ser bons maridos só a veem como uma boa amiga. A ideia de Simon é fingir que a corteja. Dessa forma, de uma tacada só, ele conseguirá afastar as jovens obcecadas por um marido e atrairá vários pretendentes para Daphne. Afinal, se um duque está interessado nela, a jovem deve ter mais atrativos do que aparenta.
Mas, à medida que a farsa dos dois se desenrola, o sorriso malicioso e os olhos cheios de desejo de Simon tornam cada vez mais difícil para Daphne lembrar que tudo não passa de fingimento. Agora ela precisa fazer o impossível para não se apaixonar por esse conquistador inveterado que tem aversão a tudo o que ela mais quer na vida.