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Autora: Mia Sheridan
Romance / New Adult
Editora: Arqueiro
Páginas: 338
Ano: 2015

 

Li Archer’s Voice ano passado quando foi lançado nos EUA e achei super fofo. Esse romance lindo, que será lançado em breve no Brasil sob o título A Voz do Arqueiro, não poderia ficar de fora do blog 😉 Segue a resenha tal qual a escrevi ao terminar a leitura:


Eu só li a sinopse desse livro após concluir sua leitura e, diferente de muitos de seus leitores, eu não havia lido Leo nem Stinger, portanto, não conhecia a autora. Os muitos comentários elogiosos no GoodReads acabaram chamando a minha atenção e tags como montanha-russa-de-sensações e melhor-livro-da-vida me deixaram mais que curiosa e cheia de expectativas.

A sinopse não faz jus. Ponto. Simples assim. Talvez palavra ou texto nenhum faça jus ao Archer, mas vou tentar expressar tudo o que senti e tudo o que eu queria ter sentido.

Bree era uma garota comum até sofrer um trauma e ficar desnorteada. Pensando em fugir daquela realidade por um tempo, pega a estrada e vai parar em uma cidadezinha do Maine, onde logo se depara com Archer Hale em uma situação um tanto embaraçosa, mas o que ela não sabe é que aquele rosto camuflado em uma barba cheia e longos cabelos, esconde uma pessoa ferida, isolada, solitária e desacreditada, que perdeu os pais em um acidente aos sete anos de idade e não fala nada desde então. Sim, o Archer é muito, mas muito machucado…

A empatia é imediata. Não há como não se apaixonar pelo Archer, não querer colocá-lo no colo e curar suas feridas. Não há como não querer ajudá-lo, abraçá-lo, querer vê-lo sorrir, acalentá-lo… Não há como não querer traçar suas feições e cicatrizes com a ponta dos dedos, tocá-lo, acariciar seus cabelos, beber de seus olhos… Não há como não amá-lo…

Archer passou a maior parte de sua vida escondido, como se fosse invisível para os moradores daquela pequena cidade, sentido-se culpado, como se não merecesse o carinho de ninguém…um estranho, um completo estranho que não se comunica, não reage nem interage.

Até que Bree aparece e o que lemos deixa nosso coração bem apertadinho. Esses dois personagens bem machucados fizeram meu peito doer e deixaram um nó na minha garganta durante todo o livro. Bree conseguirá trazer a vida de volta ao Archer?

A autora foi de uma sensibilidade incrível, em especial na primeira metade desse livro, nas descobertas do Archer. Ver aquele homem inocente e ingênuo se descobrir, se encontrar, querer ser melhor para a Bree, querer fazê-la feliz, querer amá-la, querer saber como amá-la, como tocá-la, é comovente, aquece a alma e me deixou com um sorriso bobo no rosto. Sem dúvida, Archer é um dos melhores personagens que já tive o prazer de ler. Sua pureza me encantou, me cativou. O sentimento que surge entre ele e a Bree é tão genuíno, tão sincero e intenso que ficamos desesperados para que tudo dê certo.

Can we kiss some more? he asked, his eyes shining with desire

(Tradução livre: “Podemos nos beijar um pouco mais? ele perguntou, seus olhos brilhando de desejo”) Só quem leu vai entender a intensidade dessa simples frase. Tão, tão inocente que dá vontade de se encaixar em seu abraço e não sair mais dali.

A autora foi bastante feliz em não levar adiante joguinhos e desentendimentos, que são tão óbvios que cansam. Sabe aquele tipo que você conta uma mentira para separar um casal e o casal sempre acredita no mentiroso? Argh, muito novelão, não gosto! Ela até os cria, mas não dá brecha alguma para que se desenvolvam, e a verdade é sempre a primeira a chegar. Pontos para a Sra. Sheridan!

Outro ponto alto é a pequena cidade e seus moradores. Eu estava quase fazendo as malas e indo morar perto daquele lago, para tomar um café na Maggie, ser vizinha da Anne e sorrir com as histórias da Melanie e da Liza. A autora realmente conseguiu me transportar para aquele cenário e, assim como Bree, eu não queria ir embora. Deixa-nos ver também que, mesmo cercado de pessoas bem intencionadas, de bom coração e que queriam ajudá-lo de alguma forma, Archer não recebeu esse amparo. Ajudar requer dedicação, requer tempo, e por melhor que fossem as intenções daqueles moradores, ninguém se dispôs a tentar. Talvez Mia Sheridan tenha deixado essa lição de que não adianta querer ajudar só em seu pensamento, não adianta supor que não vai conseguir nada porque ninguém o fez antes ou porque não há solução. Com amor, sempre há solução. Bree nos provou isso!

Devo dizer, porém, que quanto mais do final eu me aproximava, mais frustrada eu ficava, e não sei explicar o motivo. Talvez a primeira metade tenha sido tão brilhante que minhas expectativas foram crescendo sem freios e fiquei desejando mais… mas mais o quê? Não sei. Talvez, eu tenha esperado derramar as lágrimas que ficaram presas na garganta durante todo o livro. Talvez o tom demasiadamente melancólico da narrativa as tenha prendido fortemente no meu peito. Talvez tenha sido isso, eu queria que elas fluíssem, extrapolassem…e isso não aconteceu.

Não tenho dúvidas de que Archer vai ficar marcado para sempre em minha memória como aquele garotinho que se descobriu homem, um homem forte, batalhador e merecedor. Aquele homem que lutou pelo o amor e que foi transformado por ele. Bree…I Bree you! linda Bree, também tem um cantinho no meu coração, pois sem ela não há Archer, sem Archer não há Bree.

Apesar de eu ter achado o final um tantinho apressado, meio topificado, e o epílogo fraco se comparado ao espiral de sensações do livro, recomendo essa linda história de amor de olhos fechados. Archer, já sinto saudades… Espero que se encantem e se emocionem pela beleza dessas incríveis páginas.

…not all great acts of courage are obvious to those looking in from the outside. 

(“Nem todos os atos de coragem são óbvios àqueles que olham de fora” – tradução livre)

I want to be able to love you more than I fear losing you, and I don’t know how. Teach me, Bree. Please teach me. Don’t let me destroy this.

(Eu quero ser capaz de amar você mais do que temo lhe perder, e eu não sei como. Ensine-me, Bree. Por favor, me ensine. Não me deixe destruir isso. – tradução livre)

3 Estrelas 5 corações

Sinopse: A Voz do Arqueiro – Cada livro da coleção Signos do Amor é inspirado nas características de um signo do Zodíaco. Baseado na mitologia de Sagitário, A voz do arqueiro é uma história sobre o poder transformador do amor.

Bree Prescott quer deixar para trás seu passado de sofrimentos e precisa de um lugar para recomeçar. Quando chega à pequena Pelion, no estado do Maine, ela se encanta pela cidade e decide ficar.

Logo seu caminho se cruza com o de Archer Hale, um rapaz mudo, de olhos profundos e músculos bem definidos, que se esconde atrás de uma aparência selvagem e parece invisível para todos do lugar. Intrigada pelo jovem, Bree se empenha em romper seu mundo de silêncio para descobrir quem ele é e que mistérios esconde.

Alternando o ponto de vista dos dois personagens, Mia Sheridan fala de um amor que incendeia e transforma vidas. De um lado, a história de uma
mulher presa à lembrança de uma noite terrível. Do outro, a trajetória de
um homem que convive silenciosamente com uma ferida profunda.

Archer pode ser a chave para a libertação de Bree e ela, a mulher que o ajudará a encontrar a própria voz. Juntos, os dois lutam para esquecer as marcas da violência e compreender muito mais do que as palavras poderiam expressar.