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Autor: Harlan Coben
Policial / Mistério
Editora: Arqueiro
Páginas: 256
Ano: 2009

 

Sabe quando você tem uma lista de livros para ler, começa todos e, um a um, nas primeiras páginas vai dizendo “esse agora não”? Pois bem, era assim que eu estava, nada “descia”. Então, pensei, nunca li nada do Harlan Coben, tenho um livro dele guardado há um bom tempo, por que não? Livros de mistério são sempre bons para quebrar esse “bloqueio”, já que – normalmente – eles deixam o leitor curioso. E foi justamente a curiosidade que me fez virar as páginas de Não Conte a Ninguém.

A história gira em torno de Beck, um médico cuja esposa fora brutalmente assassinada, 8 anos antes, quando eles estavam juntos em um lago. Beck e Elizabeth eram apaixonados desde que eram crianças e ele nunca a esqueceu. Um dia, recebe um email misterioso com informações que só ele e Elizabeth poderiam saber e passa a desconfiar que ela possa estar viva. Nesse mesmo período, dois corpos, que podem estar ligados ao assassinato, aparecem e tudo o que se sabia pode mudar.

E agora, ela está viva? Ele está delirando? Com quem ele pode contar? Em quem confiar? Ficamos cheios de porquês e querendo descobrir todo o mistério em questão. Tem quem descubra tudo logo de cara, mas não sou dessas. Até elaboro teorias, penso em possibilidades, acerto alguma coisa, mas tudo muito vago. Para quem mata a charada rapidinho, não sei se é um livro interessante, pois a graça está só, e somente só, no desenrolar dos fatos.

A escrita é bem pobre e isso me surpreendeu bastante, dada a fama do autor. Ele sabe contar a história, sabe deixar os ganchos no final de cada capítulo, sabe como prender o leitor, mas é só. Ok, saber fazer isso tudo já é muito, mas, mesmo tendo gostado do livro, eu confesso que esperava um pouco mais, mais Uaus! e Ohs! durante a leitura.

O livro todo tem um ar de filme, é muito visual, rápido, sem grandes aprofundamentos. Aliás, me senti assistindo aos filmes que via quando era adolescente, desses filmes policiais a lá Tela Quente.

Por ter sido lançado no ano 2000, o “atraso” tecnológico me deu um pouco de agonia – e aí, claro, não é culpa do autor, é loucura minha mesmo. Ele fala em internet discada, em bipe, Yahoo, Netscape, e isso marca bem uma época que talvez esteja próxima demais. Isso me fez lembrar de um livro que li em 2013 e usava drones como algo super tecnológico. Apenas dois anos depois qualquer pessoa pode usar um deles e isso tira um pouco a graça da história de quem a lê hoje, me entende? Ou é loucura minha? Talvez enfatizar demais marcas, modelos e tecnologia de uma determinada época deixe o livro com um prazo de validade curto.

Apesar dos pesares, o livro me prendeu do começo ao fim, eu não conseguia parar de ler. E quando isso acontece é preciso reconhecer que ele cumpriu seu papel de entretenimento. Muito bem, por sinal. Quero ler outros livros do autor, especialmente quando quiser algo que me prenda bem. Para quem gosta de livro com cara de filme, é uma boa pedida. 😉

não conte a ninguém

Sinopse: Não Conte a Ninguém – Há oito anos, enquanto comemoravam o aniversário de seu primeiro beijo, o Dr. David Beck e sua esposa, Elizabeth, sofreram um terrível ataque. Ele foi golpeado e caiu no lago, inconsciente. Ela foi raptada e brutalmente assassinada por um serial killer. 

O caso volta à tona quando a polícia encontra dois corpos enterrados perto do local do crime, junto com o taco de beisebol usado para nocautear David. Ao mesmo tempo, o médico recebe um misterioso e-mail, que, aparentemente, só pode ter sido enviado por sua esposa.

Esses novos fatos fazem ressurgir inúmeras perguntas sem respostas: Como David conseguiu sair do lago? Elizabeth está viva? E, se estiver, de quem era o corpo enterrado oito anos antes? Por que ela demorou tanto para entrar em contato com o marido?

Na mira do FBI como principal suspeito da morte da esposa e caçado por um perigosíssimo assassino de aluguel, David Beck contará apenas com o apoio de sua melhor amiga, a modelo Shauna, da célebre advogada Hester Crimstein e de um traficante de drogas para descobrir toda a verdade e provar sua inocência.

Não conte a ninguém foi o livro mais aclamado de 2001, indicado para diversos prêmios, entre eles Edgar, Anthony, Macavity, Nero e Barry. Em 2006 foi adaptado para o cinema numa produção francesa vencedora de quatro Cesars (o Oscar francês), inclusive de melhor ator e diretor.