O teorema katherine

 

 

Autor: John Green
Young Adult / Literatura Juvenil
Editora: Intrínseca
Páginas: 304
Ano: 2013

Livro lido e resenhado em 2013, em inglês – An Abundance of Katherines (nível intermediário – 3.5/5). Estava relembrando umas passagens dele essa semana e resolvi tirar essa resenha do fundo do baú e publicá-la aqui. Conheço algumas pessoas que amaram tanto quanto eu e muitas (muitas mesmo) que detestaram. É daqueles ‘ame ou odeie’, portanto, difícil de recomendar de olhos fechados. Mas, enfim, segue a resenha 😉

O Teorema Katherine foi uma surpresa, uma hilariante surpresa. Não que minhas expectativas fossem poucas, estamos falando de John Green, afinal. Mas por ser um YA, eu esperava uma história tipicamente juvenil.

E, bem, é juvenil, absolutamente. No entanto, o que tinha tudo para ser mais um clichê YA – nada, definitivamente nada, contra clichês – se mostrou uma história bem original e incrivelmente divertida.

Colin é um garoto prodígio, aspirante a gênio, que vem desde pequeno, incentivado pelos pais, estudando e se esforçando muito para um dia fazer a diferença no mundo e ser reconhecido. Passa o dia decorando tudo o que vê e lê, fazendo anagramas e construindo frases com eles. Ele não é bom em fazer amigos ou se socializar, mas já teve 19 namoradas e todas se chamavam Katherine. Amigo mesmo, apenas Hassan.

Hassan é O personagem desse livro. Garoto árabe, gordinho e super, mas super engraçado. E, claro, Colin fala árabe e muitas vezes se comunica com o amigo em tal idioma. Hassan, vendo o amigo triste por ter sido dispensado pela XIX Katherine, convence Colin a pegar a estrada, sem rumo. E a partir daí, pode preparar a risada, pois serão muitas.

No meio do caminho descobrem uma cidade chamada Gutshot, em pleno caipira estado do Tennessee, onde conhecem Lindsey – e sua mãe – e se instalam.

Lindsey é uma caipirinha adorável, que jamais teve pretensão de sair de sua cidade e, muito menos, ser reconhecida.

Comece a imaginar dois garotos da gigante e desenvolvida Chicago em meio a um mundo novo, pequeno e caipira, onde todos se conhecem e tudo gira em torno de uma única fábrica, cuja proprietária é a mãe da tal Lindsey.

John Green consegue prender o leitor em uma história sem muitos atrativos e bem simplista, mas divertidíssima. A sutileza e inteligência do humor é digna de muitos aplausos. Não se trata de piadas ou diálogos intencionalmente engraçados. Eles apenas o são!

A história pode não valer tanto assim, mas o humor inteligente nos diálogos entre um gordinho árabe, um prodígio nerd e uma caipira é encantadora e faz valer cada estrela.

E, bem, há mais que humor. John Green nos deixa a mensagem de que devemos dar valor aos amigos, apoiá-los e ajudá-los. Devemos pensar menos no que os outros querem que façamos e mais no que queremos – sem egocentrismo, claro.

É um livro que não agradou a todos, portanto, difícil de se recomendar. Para quem gosta de um humor sutil e histórias YA, pode ser uma boa pedida.

É possível amar muito alguém, ele pensou. Mas o tamanho do seu amor por uma pessoa nunca vai ser páreo para o tamanho da saudade que você vai sentir dela

4 Estrelas 4 corações

o teorema katherine

Sinopse: O Teorema Katherine – Após seu mais recente e traumático pé na bunda – o décimo nono de sua ainda jovem vida, todos perpetrados por namoradas de nome Katherine – Colin Singleton resolve cair na estrada. Dirigindo o Rabecão de Satã, com seu caderninho de anotações no bolso e o melhor amigo no carona, o ex-criança prodígio, viciado em anagramas e PhD em levar o fora, descobre sua verdadeira missão: elaborar e comprovar o Teorema Fundamental da Previsibilidade das Katherines, que tornará possível antever, através da linguagem universal da matemática, o desfecho de qualquer relacionamento antes mesmo que as duas pessoas se conheçam.

Uma descoberta que vai entrar para a história, vai vingar séculos de injusta vantagem entre Terminantes e Terminados e, enfim, elevará Colin Singleton diretamente ao distinto posto de gênio da humanidade. Também, é claro, vai ajudá-lo a reconquistar sua garota. Ou, pelo menos, é isso o que ele espera.

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