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um dois e já inés bortagaray

 

Autora: Inés Bortagaray
Literatura Uruguaia / Novela / Road Trip
Editora: Cosac Naify
Páginas: 96
Ano: 2014

 

Que delícia de livro! Daqueles que faz a gente perder a hora e se encontrar pelas páginas, se identificar com cada pensamento, recordar momentos e reviver as longas viagens de carro da infância. Completamente despretensioso, Um, dois e já se mostrou uma leitura maravilhosa.

Narrado em primeira pessoa, no presente, por uma garotinha, a terceira de quatro irmãos, em uma viagem de família, rumo à praia para as costumeiras férias de verão. No banco traseiro, a personagem conta os postes, inventa brincadeiras, relembra momentos, adormece, sonha, se perde em pensamentos mil, implica com os irmãos, recebe bronca da mãe, se preocupa com o pai na direção, tudo isso enquanto conta os quilômetros para chegar sua vez de sentar-se à janela.

É impossível não se identificar, com tudo, com todos, com as situações e os pensamentos. Vi-me naquele carro, em uma estrada qualquer, entre tapas e beijos com a minha irmã, contando os minutos para o destino final. São momentos tão simples, tão sem “glamour”, tão aparentemente esquecíveis, mas que ficam marcados como boas lembranças. Ah, a infância…

Um, dois e já tem uma escrita linda, com personagens anônimos, porém incrivelmente próximos, com uma história que se passa em uma época indefinida – ou a ser definida de acordo com a infância de cada leitor – e um texto que dá pena de terminar.

Simples, curtinho, delicado e encantador.

5 Estrelas

5 corações

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Sinopse: Primeiro livro da uruguaia Inés Bortagaray no Brasil, Um, dois e já é uma delicada ode às memórias afetivas. Na novela, a história é narrada em primeira pessoa por uma menina que conta a viagem de verão da família até um balneário uruguaio, dentro de um carro apertado, no início dos anos 80. A voz da narradora, ora lírica, ora jovial, mas nunca infantilizada, descortina a paisagem plana e melancólica do Uruguai, e revela a dinâmica familiar, na qual ela ocupa a peculiar e determinante posição de irmã do meio. Num relato repleto de humor e ironia, aparecem as disputas, as estratégias, alianças e brigas pelo lugar na janela e pela atenção paterna. Nos momentos de silêncio, ela cria histórias mentais, faz digressões, analisa os gestos do pai e da mãe, e pensa nas pequenas perdas da vida.