Tags

, , , , ,

A_FESTA_DA_INSIGNIFICANCIA__1426326689397709SK1426326690B

Autor: Milan Kundera
Literatura Francesa / Autor Tcheco
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 136
Ano: 2014

 

A Festa da Insignificância apareceu para mim como recomendação do GR por eu ter  gostado de A Revolução dos Bichos (aqui). Li a sinopse e me interessei bastante. Autor de renome, um bom tema e uma edição caprichada… parecia infalível.

Kundera promete nos mostrar quatro amigos vagando por Paris e discutindo problemas sérios e os valores da vida contemporânea. O que li? Quatro personagens sem graça, cheios de pensamentos rasos e desconexos, tão apáticos que se confundem entre si. Sabe quando dizem que a pessoa fumou maconha estragada? Pois é… Mas é Milan Kundera, afinal. E me pergunto: e se fosse Zé da Esquina?

A escrita não é ruim, pelo contrário. Mas a leitura só flui porque os capítulos são minúsculos e o livro bem pequeno. A sensação que tive foi a de que o autor não queria se fazer entender, simplesmente.

A Festa da Insignificância não me acrescentou nada, nadica de nada. É um livro morno, sem sal, completamente olvidável. Prometo tentar sua leitura novamente daqui a alguns anos para ver se o compreendo melhor, se o enxergo com outros olhos. Leiam por sua conta em risco, pelo menos é curtinho.

2 Estrelas

1 corações

a festa da insignificancia milan kundera

Comprar:

Compre aqui Amazon

 

 

 

Sinopse: Passados mais de dez anos da publicação de seu último romance, Milan Kundera — um dos maiores escritores vivos — volta à ficção com uma trama breve e espirituosa ambientada em Paris nos dias de hoje.

Autor de romances, volumes de contos, ensaios, uma peça de teatro e alguns livros de poemas, Milan Kundera, nascido na República Tcheca e naturalizado francês, é um dos maiores intelectuais vivos. Ficou especialmente conhecido por aquela que é considerada sua obra-prima, A Insustentável leveza do ser, adaptada ao cinema por Philip Kaufman em 1988. Vencedor de inúmeros prêmios, como o Grand Prix de Littérature da Academia Francesa pelo conjunto da obra e o Prêmio da Biblioteca Nacional da França, Kundera costuma figurar entre os favoritos ao Nobel de Literatura. Seus livros já foram traduzidos para mais de trinta línguas, e há mais de quinze anos o autor tem sua obra publicada no Brasil pela Companhia das Letras.

Em 2013, o mundo editorial se surpreendeu com um novo romance de Kundera, que já não publicava obras de ficção desde o lançamento de A ignorância, há mais de dez anos. A festa da insignificância foi aclamado pela crítica e despertou enorme interesse dos leitores na França e na Itália, onde logo figurava em todas as listas de best-sellers.

Lembrando A grande beleza, filme de Paolo Sorrentino acolhido com entusiasmo pelo público brasileiro no mesmo ano, o novo romance de Milan Kundera coloca em cena quatro amigos parisienses que vivem numa deriva inócua, característica de uma existência contemporânea esvaziada de sentido. Eles passeiam pelos jardins de Luxemburgo, se encontram numa festa sinistra, constatam que as novas gerações já se esqueceram de quem era Stálin, perguntam-se o que está por trás de uma sociedade que, ao invés dos seios ou das pernas, coloca o umbigo no centro do erotismo.

Na forma de uma fuga com variações sobre um mesmo tema, Kundera transita com naturalidade entre a Paris de hoje em dia e a União Soviética de ontem, propondo um paralelo entre essas duas épocas. Assim o romance tematiza o pior da civilização e lança luz sobre os problemas mais sérios com muito bom humor e ironia, abraçando a insignificância da existência humana.

Mas será insignificante, a insignificância? Assim Kundera responde a essa questão: “A insignificância, meu amigo, é a essência da existência. Ela está conosco em toda parte e sempre. Ela está presente mesmo ali onde ninguém quer vê-la: nos horrores, nas lutas sangrentas, nas piores desgraças. Isso exige muitas vezes coragem para reconhecê-la em condições tão dramáticas e para chamá-la pelo nome. Mas não se trata apenas de reconhecê-la, é preciso amar a insignificância, é preciso aprender a amá-la”.