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como ser uma parisiense

 

 

Autoras: Sophie Mas; Audrey Diwan; Caroline de Maigret; Anne Berest
Mulheres / Moda / Paris / Não-Ficção
Editora: Fontanar
Páginas: 251
Ano: 2014

 

Esta semana fiquei sabendo que a Rocco iria lançar Piquenique na Provence, segundo livro de Elizabeth Bard, autora de Almoço em Paris (resenha aqui), e me bateu uma vontade imensa de ler algo sobre a cultura francesa [ainda que fútil]. Em uma busca rápida, Como ser uma parisiense em qualquer lugar do mundo caiu em minhas mãos.

Pelo título apelativo, clichê e super comercial, comecei a leitura sabendo que ali dentro não tinha nenhuma fórmula mágica. E não tem! Não é um manual. Siga-o e se transformará em um Frankenstein.

O livro, escrito por quatro parisienses ditas autênticas, não tenta desconstruir o estereótipo da mulher francesa, pelo contrário, é montado em cima dele. É preciso que isso seja levado em consideração para que se possa gostar do livro, caso contrário, sairíamos dele achando que toda parisiense é, por exemplo, uma adúltera por natureza que termina sempre triste, melancólica e sozinha.

E, bem, isso não é verdade. Não pode ser verdade. Se assim fosse, os homens daquela cidade não seriam conhecidos pelo seu charme e galanteio, mas pelos enormes pares de chifres.

O texto é bem agradável, leve e até divertido. Peca quando tenta dar dicas amorosas, algo meio autoajuda, mas, no geral, por incrível que pareça, consegue montar, sim, um perfil do que é ser parisiense. Consegue, tópico por tópico, grifar no nosso imaginário a palavra simplicidade.

não entra no armário da parisiense

A parisiense é simples, é essa a conclusão. É na pouca maquiagem, no jeans de sempre, no cabelo natural, no pequeno defeito, nos livros que lê, no decote que esconde, no feminismo moderado, no guarda-roupa clássico, no sorriso comedido e na vontade de amar que mora seu charme. Parece fácil. Mas certamente não é.

Um livro escrito para mulheres, para entreter, para passar o tempo, para ler rapidinho, para abrir de vez em quando. Não é a última maravilha do mundo, mas vale a leitura e rende até alguns grifos. Aliás, a capa já vale um bocado. Très belle!

3.5 Estrelas

4 corações

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“Ser feminista e adorar ser cortejada não é necessariamente contraditório, muito pelo contrário.”

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Sinopse: O que torna a mulher francesa tão única e irresistível? A pergunta, que já foi feita milhares de vezes, agora é respondida de forma definitiva por quatro parisienses tão autênticas e charmosas quanto diferentes entre si. Em uma abordagem nova e divertida sobre o que é realmente ser uma parisiense hoje em dia como elas se vestem, se divertem e se comportam , a embaixadora da Chanel e musa da Lancôme Caroline de Maigret, a escritora Anne Berest, a produtora Sophie Mas e a jornalista Audrey Diwan são surpreendentemente francas e sem rodeios. Falando sobre filhos, relacionamentos, trabalho, estilo, cultura e muito mais, revelam seus segredos e defeitos, fazem piada dos próprios sentimentos e comportamentos complicados, e até admitem ser esnobes, um pouquinho egocêntricas e imprevisíveis. Mandonas e cheias de opiniões, sim, mas também meigas e românticas. Como ser uma parisiense em qualquer lugar do mundo é um livro divertido e inspirador que desvenda o jeito de ser das francesas, mostrando o que elas pensam sobre estilo, cultura, comportamento e homens. Com dicas nem sempre politicamente corretas, é claro…