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o muro celine fraipont

 

 

Autor: Céline Fraipont e Pierre Bailly
Graphic Novel
Editora: Nemo
Páginas: 192
Ano: 2013

 

Sou daquelas que não sabe a diferença entre um mangá, uma HQ e um comic. Lia [e adorava] histórias em quadrinho quando criança, mas confesso que esses para o público adulto nunca me atraíram. O Muro, que descobri ser uma graphic novel, foi minha estreia nesse meio, depois de muita insistência de uma amiga. Ela jurou que desse eu gostaria. E gostei.

A história se passa na Bélgica, em 1988, e tem como personagem principal uma garota de 13 anos chamada Rosie, cuja mãe casou-se novamente e foi morar em outro país e cujo pai mal pisa em casa por viajar muito a trabalho.

É a típica e trágica história da menina abandonada, da menina sem exemplos a seguir, da menina esquecida, carente e desprotegida, que desmorona com toda a sua solidão na primeira pessoa que lhe oferecer algum aconchego. Infelizmente, muitas vezes esse aconchego vem de quem também não tem muito além de uma garrafa de álcool a oferecer.

A história é bem previsível, embora seja realmente comovente. Os desenhos são maravilhosos, bem expressivos e um olhar cuidadoso perceberá que eles falam bem mais do que aparentam. O traço tem um ar intimista que me agradou, como se cada quadrinho gritasse em voz baixa.

Gostei da experiência, mas foi uma leitura “instantânea” demais para mim. Mesmo me demorando em cada quadrinho, ele, puff, acaba. Confesso que não fui fisgada para o mundo dos quadrinhos, mas, de fato, O Muro é tocante e vale a leitura.

4 Estrelas 4 corações

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Sinopse: O Muro é uma história poética, forte e pungente, desfiada por um desenho frio como o toque de um bisturi, que arrasta o leitor pelos caminhos obscuros de uma adolescência problemática ao som do punk rock. Estamos em 1988. Numa monótona cidadezinha do interior belga, Rosie, uma menina de 13 anos, se vê entregue à própria sorte: sua mãe fugiu com outro homem numa aventura amorosa, e seu pai vive mergulhado no trabalho. Roída por uma rotina morna e vazia, Rosie fica completamente desorientada. Assiste, impotente, à transformação de sua personalidade, ora apavorada, ora determinada, diante da melancolia que a invade e traça os contornos de sua nova vida

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