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Autor: José Saramago
Lit. Infantojuvenil / Nobel / Lit. Portuguesa
Editora: Companhia das Letrinhas
Páginas: 24
Ano: 2011

 

Diferente do que eu pensava, esse livro não foi escrito especialmente para o público infantil. O Silêncio da Água nos traz um conto não-ficcional extraído do livro Pequenas Memórias do autor. Por ser apropriado para crianças, recebeu ilustrações e uma bela edição póstuma em grande formato e capa dura.

Quando um vencedor de Nobel escreve um livro – no caso um conto – o leitor sempre espera algo genial. Confesso que terminei a leitura decepcionada, querendo algo a mais. Abri o computador para escrever o que achei do livro e tive vontade de relê-lo, mas nem precisei. A história foi tomando forma, foi crescendo, se agigantando tal qual o enorme peixe ilustrado na capa e, ao mesmo tempo, se tornando delicada, como uma simples, mas memorável, lembrança de infância.

Saramago nos conta uma pequena aventura de seu tempo de criança, quando vivia perto do rio Almonda e, ao ir lá pescar, encontra um grande peixe com o qual trava uma breve luta.

O autor sempre expressou seu desejo de que seus livros não deveriam ser adaptados para o português do Brasil, portanto temos aqui um linguajar que talvez soe estranho, mas nada que os pais não consigam explicar. Por mais que o texto seja bem curto e ilustrado, acredito que as crianças menores não consigam compreendê-lo ou achar graça. Já para as maiores, é uma ótima introdução a uma literatura mais realista, menos fabulosa e romântica.

4 Estrelas 3 corações

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Esse livro:

Ilustrado *** Pouco texto, embora rico *** Palavras Novas

HdP - Selo Família HdP - Selo Crescidinhos

 

 

 

 

 

Sinopse: Em uma tarde silenciosa, um garoto vai pescar à beira do Tejo e é surpreendido por um peixe enorme que lhe puxa o anzol. Infelizmente, a linha arrebenta, deixando-o escapar. Ele corre até a casa dos avós, com a esperança de voltar, rearmar a vara e “ajustar as contas com o monstro”. Claro que, ao alcançar o mesmo ponto do rio, o menino não encontra mais nada, apenas o silêncio da água. Sua tristeza só não é completa pois o peixe, como ele diz, “com o meu anzol enganchado nas guelras, tinha a minha marca, era meu”. 
Esse menino foi José Saramago, que narra neste livro uma aventura de infância que, para ele, culmina em um despertar da lucidez. Ilustrado por Manuel Estrada, este pequeno conto autobiográfico se torna uma fábula de extraordinária beleza e sabedoria.