O fazedor de velhos, Rodrigo Lacerda

 

Autor: Rodrigo Lacerda

Literatura Brasileira / Romance Juvenil

Editora: Cosac Naify

Páginas: 136

Ano: 2008

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O fazedor de velhos foi mais um daqueles livros que comprei às cegas em uma promoção e não me arrependi. Não é o melhor livro do mundo, mas é bem interessante, especialmente para o público ao qual é destinado, o juvenil.

O livro conta a história de Pedro, um garoto desiludido com os dissabores da adolescência e, depois, com a faculdade de História, que resolve pedir ajuda a uma figura esquisita, um professor que topara com ele outras duas vezes em situações embaraçosas.

Pedro, nosso narrador, passou a gostar de ler depois de muita insistência de seus pais, e, ao longo do livro, cita inúmeras obras para o leitor, de maneira despretensiosa e agradável. Chega a nos contar também alguns detalhes de Rei Lear, de Shakespeare, que ele precisara ler para um certo “desafio”.

Parece um daqueles livros que os professores passam na escola para dar uma respirada nos clássicos, só que é bem escrito e passa uma excelente mensagem. Assim como Pedro, muitos ficam perdidos, angustiados, querendo se encontrar no curso que escolheram, acertar nas escolhas da vida, mas quem dera se todos encontrassem um excêntrico fazedor de velhos por aí…

Livro curtinho, bem escrito, simples, sem firulas, sem glamour, com algumas boas lições de maturidade. Ótima leitura para o público juvenil.

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Sinopse: Com uma prosa fluente, lírica e bem-humorada, o escritor Rodrigo Lacerda, autor de Vista do Rio (Cosac Naify, 2003), mostra as experiências e descobertas de um adolescente que, sem se dar conta, torna-se adulto. Pedro é um jovem como outro qualquer, que gosta de jogar futebol de botão, ir ao Maracanã, pegar jacaré na praia, tomar sorvete. Mas algo o difere dos demais: a paixão pela literatura. Ele adora ler, emociona-se e se envolve de forma profunda com os livros. Numa fase em que se deseja ser muitas coisas ao mesmo tempo, ele conhece Nabuco, um enigmático professor que o auxilia na difícil tarefa de se colocar no mundo. A descoberta do amor também faz parte de seu amadurecimento: Pedro encanta-se por uma garota prática e racional, completamente diferente dele. As poéticas ilustrações de Adrianne Gallinari, em traço fino de nanquim sobre tecido de algodão rústico, complementam as evoluções na narrativa. Dialogando com leitores de todas as idades, o livro prova que a única coisa que resiste ao passar do tempo é o potencial humano para se emocionar.

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