Crianças francesas comem de tudo, Karen Le Bilon




Autora: Karen Le Billon

Parentalidade / Alimentação Infantil /
Cultura Francesa

Editora: Alaúde

Páginas: 320

Ano: 2012

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Quando escrevi, há alguns anos, meus comentários sobre o livro Crianças francesas não fazem manha [aqui] (Pamela Druckerman), falei que não dava para ser francês fora da França. Continuo com a mesma opinião e foi por conta dela que deixei o Crianças francesas comem de tudo esperando na estante por um bom tempo. Infelizmente.

Antes de explicar o “infelizmente”, preciso dizer que não concordo com boa parte da educação francesa. Ela é rígida, inflexível, nada acolhedora e, apesar de funcionar perfeitamente bem no quesito disciplina, pode ter um custo muito alto a longo prazo. É um preço que eles estão dispostos e acostumados a pagar, algo enraizado em sua rica cultura. E como é cultural, não adianta discutir se tem afeto ou não. Para eles, tem. Para mim, falta.

Sobre eu ter, infelizmente, deixado o livro guardado por um bom tempo, digo o mesmo que disse sobre o livro de Druckerman – podemos aprender muito com os franceses, especialmente sobre o que eles mais sabem fazer: comer bem.

A autora, uma canadense casada com um francês, nos conta sua experiência pessoal em um ano na França com suas duas filhas – e, muito importante, rs, tendo que lidar com a família francesa do marido. A partir dessa experiência ela lista 10 regras de ouro a serem seguidas. E quer saber? As 10 regras são perfeitas! Difícil é cumpri-las, especialmente quando não se vive em uma sociedade que corrobora para a sua manutenção (escola, amigos, familiares, festinhas…) e quando muitas atitudes necessárias para tal vão de encontro aos nossos princípios afetivos e à nossa flexibilidade – no desejo de aprimorar a autonomia das crianças.

Crianças francesas não opinam, elas cumprem regras. Em defesa delas, porém, digo que isso escrito parece pior do que, de fato, é. Para elas é algo natural e leve e, como Karen bem nos mostra, não é visto como regra a ser cumprida, já que agem como todos a seu redor.

De toda forma, é um livro leve, bem divertido, interessantíssimo do ponto de vista cultural, que nos faz refletir sobre comida de verdade (algo que eu prezo bastante na minha casa) e que dá, sim, para adaptar muito do que lemos à nossa realidade. Uma excelente leitura, especialmente para os que querem introduzir novos alimentos na rotina dos filhos – e na sua própria -, que desmistifica a ideia de que existem alimentos diferentes para crianças e para adultos.

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