Tenho monstros na barriga, Tonia Casarin

 

Autora: Tonia Casarin

Literatura infantil

Editora: Tonia Casarin

Páginas: 44

Ano: 2018

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Um dia desses eu estava no parquinho com meu filho e, ao se balançar rapidamente e até “muito” alto, ele gritou: ai minha barriga!! Naquele momento, me lembrei de todas as borboletas que já voaram (e ainda voam) na minha barriga e fiquei pensando em como eu poderia ajudá-lo a controlar essas sensações.⠀

Contei-lhe dos bichinhos que também já habitaram minha barriga, contei-lhe um montão que coisas… até que, dias depois, vi, do nada [a internet – assustadoramente – lê pensamentos] este livro. Comprei, uai! Eu só não imaginava que seria tão bom!⠀

Ele fala de 8 emoções – alegria, tristeza, raiva, medo, coragem, curiosidade, orgulho e ciúme. Cada emoção é um monstrinho na barriga do personagem Marcelo, e os exemplos são bem fáceis de serem compreendidos, pois envolvem situações bem corriqueiras do mundo infantil.⠀ De todos os livros infantis que li que falam sobre emoções e sentimentos, este é o mais direto, acessível e mais compreensível. Ganha pela simplicidade. Já sinto cheiro de favorito por aqui.

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Sinopse: O primeiro passo para o desenvolvimento das habilidades sociais e emocionais é a identificação dos sentimentos. Portanto, esse livro busca aumentar essa consciência dos sentimentos, com base em uma história de uma criança e seus monstrinhos. Além da história em si, o livro traz atividades e brincadeiras interativas para as crianças fazerem com seus pais!

Filomena Firmeza, Patrick Modiano e Sempé

Autor: Patrick Modiano

Ilustrador: Jean-Jacques Sempé

Lit. Francesa / nobel / infantojuvenil

Editora: Cosac Naify

Páginas: 96

Ano: 2014

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Quantas nuances tem esse pequeno grande livro? Quanto do amor entre pai e filha fica, ali, implícito no que Modiano não nos conta? Que lindeza de livro!

Patrick Modiano, vencedor do Nobel de Literatura de 2014, e Jean-Jacques Sempé, grande ilustrador francês, nos contam a história de Filomena, uma bailarina que, observando uma aula de ballet da filha, se lembra de sua própria infância em Paris, quando vivia sozinha com seu pai.

São memórias lindas, sensíveis, com aquela magia que só as boas lembranças da infância nos trazem. Filomena Firmeza tem um tom nostálgico, tem gostinho de infância, de inocência, de uma inocência cada dia mais rara. Tem gostinho de amor…

Modiano não nos conta tudo, deixa lacunas para serem preenchidas por nossa imaginação, por nossas verdades, por nossas versões. E assim, reforça ainda mais o laço de amor entre Filomena e seu pai, que o amava mesmo sem saber ao certo sua ocupação.

O que falar das ilustrações do cartunista Sempé? Quanta delicadeza, quanta sensibilidade… Não tem como separar o texto dos desenhos, foram feitos um para o outro. Tem um ar romântico, casa perfeitamente com a Paris de décadas atrás e deixa o leitor feito bobo. Perdi-me naqueles desenhos, dei vida e movimento a cada um deles em minha imaginação.

E posso confessar? Me senti uma criança quando terminei e quis recomeçar a leitura naquele mesmo instante. Sabe aquele “de novo!”? Pois é…

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Esse livro:

Ricamente ilustrado *** Fala sobre a relação pai e filha *** Para ler em família *** Ótimo vocabulário

HdP - Selo Família

 

 

 

 

 

Sinopse: Este delicado livro de um dos mais importantes escritores franceses rememora uma bonita relação entre pai e filha, pelo traço único de Sempé. Filomena, já adulta, observa a filha na aula de balé, em Nova York, e se transporta para sua própria infância em Paris, quando morava com o pai, uma figura bastante peculiar, e se comunicava com a mãe (que já residia nos Estados Unidos) apenas por cartas. Com ele, brincava de subir ao mesmo tempo na balança para se pesar, fazia bagunça com o creme de barbear e caminhava até a escola de balé. Ali, Filomena tirava seus óculos e via um mundo sem nitidez – mas também sem aspereza. Um delicado relato sobre a importância do amor entre pais e filhos e um convite a revisitarmos a nossa própria infância.

Será que eu divido meu sorvete? (O elefante e a porquinha), Mo Willems

Autor: Mo Willems

Literatura infantil / a partir dos 2 anos

Editora: Companhia das Letrinhas

Páginas: 61

Ano: 2016

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Através de ilustrações e texto bem simples, os livros da série O Elefante e a Porquinha tratam de temas importantes e que devem ser bem trabalhados na primeira infância, como o respeito, a empatia e o altruísmo.

Em “Será que eu divido meu sorvete?” o elefante Geraldo compra um sorvete e, lembrando da sua amiga Porquinha, passa a se questionar se era gostaria que ele dividisse seu doce com ela, se o sabor seria de seu agrado ou se é melhor comer sozinho. [Ah, e tem uma pequena reviravolta para os pequeninos!]

Isso se desenrola em muitas páginas, mas as ilustrações não mudam muito de uma página para a outra [o que é bom para a idade], mudando apenas a expressão dos personagens: se estão em dúvida, tristes, alegres ou pensativos, sendo um excelente material para os pais trabalharem esses sentimentos com os pequeninos e estimularem a gentileza, a amizade e a partilha.

Além de Será que eu divido meu sorvete?, a série conta com os livros: “Posso brincar também?”, que estimula a inclusão de uma nova amiga na brincadeira; “Meu amigo está triste”, que fala sobre as tentativas de se alegrar um amigo; “Elefantes não dançam”, sobre respeitar os limites e a individualidade; Estamos em um livro!, sobre os personagens de um livro e o acontece quando ele acaba; Preparado para brincar lá fora?, sobre mudança de planos; e Tem um pássaro na sua cabeça!, sobre transformar problemas em soluções.

São livrinhos simples, mas que prendem bastante a atenção dos pequenos [a partir dos 2 anos] e que, se bem trabalhado, pode ensinar muitas coisas boas.

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Esse livro:

Ilustrado *** Fala sobre partilhar *** Estimula a gentileza *** Para ler em família *** Para crianças a partir dos 2 anos

HdP - Selo Família

 

 

 

 

 

Sinopse: “O elefante Geraldo adora sorvete! Será que ele deve saborear sozinho seu doce predileto ou fazer uma surpresa para a Porquinha, dividindo com ela sua guloseima? Bem, talvez a Porquinha não goste daquele sabor… Por outro lado, um sorvete certamente vai deixá-la muito contente. Geraldo tem que tomar logo uma decisão, antes que o sorvete derreta! Mais uma divertida história para os pequenos leitores sobre a amizade, em que as ilustrações e o texto de Mo Willems se complementam, criando uma narrativa repleta de possibilidades de interpretação. “

Esqueceram de mim – Home Alone, John Hughes

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Autor: John Hughes
Ilustrador: Kim Smith
Literatura Infantil / Natal / Livros em Inglês
Editora: Quirk Books
Páginas: 40
Ano: 2015

 

Sou daquelas que já assistiu Esqueceram de Mim um zilhão de vezes e assistiria mais outras tantas vezes. Quando vi a carinha de Kevin Mcallister na livraria, não resisti.

O livro é recente, posterior ao filme, pegando carona no seu sucesso, mas… quem se importa? É bem infantil, com textos curtos, mas contempla bem todo o filme. As ilustrações são lindas, com cores vivas e bem a cara do Natal.

Home Alone é daqueles livros fofos que estimulam a leitura nos pequeninos, e como as crianças estão, a cada dia, aprendendo o inglês mais cedo, certamente vale o investimento. Uma fofura para os pequenos, uma nostalgia sem fim para os “grandinhos”, rs ❤

4 Estrelas

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Esse livro:

Ilustrado *** Para ler em família *** Para crianças bilingues: Preschool 3 (4 a 8 anos)

HdP - Selo Família

 

 

 

 

 

Sinopse: Eight-year-old Kevin McCallister wished his family would disappear. He never thought his wish would come true! The classic movie you know and love is now an illustrated storybook for the whole family—complete with bumbling burglars, brilliant booby traps, and a little boy named Kevin who’s forced to fend for himself. Can he keep the crooks from entering his house? And will his family return in time for Christmas? With an amusing read-aloud story and enchanting, immersive illustrations, this charming adaptation can be enjoyed year after year alongside The Polar Express, How the Grinch Stole Christmas, and other Christmas storybook classics.

O silêncio da água, José Saramago

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Autor: José Saramago
Lit. Infantojuvenil / Nobel / Lit. Portuguesa
Editora: Companhia das Letrinhas
Páginas: 24
Ano: 2011

 

Diferente do que eu pensava, esse livro não foi escrito especialmente para o público infantil. O Silêncio da Água nos traz um conto não-ficcional extraído do livro Pequenas Memórias do autor. Por ser apropriado para crianças, recebeu ilustrações e uma bela edição póstuma em grande formato e capa dura.

Quando um vencedor de Nobel escreve um livro – no caso um conto – o leitor sempre espera algo genial. Confesso que terminei a leitura decepcionada, querendo algo a mais. Abri o computador para escrever o que achei do livro e tive vontade de relê-lo, mas nem precisei. A história foi tomando forma, foi crescendo, se agigantando tal qual o enorme peixe ilustrado na capa e, ao mesmo tempo, se tornando delicada, como uma simples, mas memorável, lembrança de infância.

Saramago nos conta uma pequena aventura de seu tempo de criança, quando vivia perto do rio Almonda e, ao ir lá pescar, encontra um grande peixe com o qual trava uma breve luta.

O autor sempre expressou seu desejo de que seus livros não deveriam ser adaptados para o português do Brasil, portanto temos aqui um linguajar que talvez soe estranho, mas nada que os pais não consigam explicar. Por mais que o texto seja bem curto e ilustrado, acredito que as crianças menores não consigam compreendê-lo ou achar graça. Já para as maiores, é uma ótima introdução a uma literatura mais realista, menos fabulosa e romântica.

4 Estrelas 3 corações

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Esse livro:

Ilustrado *** Pouco texto, embora rico *** Palavras Novas

HdP - Selo Família HdP - Selo Crescidinhos

 

 

 

 

 

Sinopse: Em uma tarde silenciosa, um garoto vai pescar à beira do Tejo e é surpreendido por um peixe enorme que lhe puxa o anzol. Infelizmente, a linha arrebenta, deixando-o escapar. Ele corre até a casa dos avós, com a esperança de voltar, rearmar a vara e “ajustar as contas com o monstro”. Claro que, ao alcançar o mesmo ponto do rio, o menino não encontra mais nada, apenas o silêncio da água. Sua tristeza só não é completa pois o peixe, como ele diz, “com o meu anzol enganchado nas guelras, tinha a minha marca, era meu”. 
Esse menino foi José Saramago, que narra neste livro uma aventura de infância que, para ele, culmina em um despertar da lucidez. Ilustrado por Manuel Estrada, este pequeno conto autobiográfico se torna uma fábula de extraordinária beleza e sabedoria.

Pela casa de conhece o dono, Didier Cornille

pela casa se conhece o dono cosac
Autor: Didier Cornille
Lit. Infantojuvenil / arquitetura
Editora: Cosac Naify
Páginas: 94
Ano: 2014

 

Livro de arquitetura? Infantil? Como assim?! Pois é, também estranhei quando vi a sinopse, mas comprei mesmo assim. E qual não foi minha surpresa – sim, estava um pouco cética – quando o livro chegou e confirmei que era exatamente um livro de arquitetura para crianças! E o melhor, ele é super interessante, lúdico, bonito e instigante.

Pela casa se conhece o dono nos traz, de maneira divertida, casas icônicas de grandes arquitetos desde o começo do movimento moderno, passando pelo pós-modernismo, indo até uma casa do ano de 2002.

Em cada casa apresentada, há uma pequena introdução sobre quem é o arquiteto. Depois, junto com as ilustrações, vêm os porquês. Por que ele escolheu aquela forma, aqueles materiais, quais os anseios dos moradores, as falhas e os acertos. Tudo isso com um texto simples e sucinto, mas certamente com muitas palavras novas a serem acrescentadas ao vocabulário das crianças.

O mais interessante – e o diferencial – é que não há fotografias das casas, elas são apresentadas através de ilustrações lindas, didáticas e alegres.

É um livro para crianças curiosas (ou para despertar essa curiosidade), um livro que foge do comum, gera questionamentos, exercita a capacidade de visualização espacial e estimula a criatividade.

É sempre difícil apontar uma faixa etária, já que a capacidade de compreensão é um pouco variável – tem leitor de apenas 7 anos lendo Harry Potter, por exemplo – mas eu diria que pode ser melhor aproveitado partir dos 7 anos.

Provavelmente, o fato de ser arquiteta contribuiu para que eu ficasse encantada com o livro, mas ele é, sem dúvidas, interessantíssimo para qualquer leitor.

5 Estrelas

5 corações

pela casa se conhece o dono

Esse livro:

Ilustrado *** Pouco texto *** Cultura e Arte *** Para ler em família *** Para crianças curiosas *** Aguça orientação e percepção espacial *** Instiga questionamentos *** Palavras Novas

HdP - Selo Crescidinhos HdP - Selo Família

HdP - Selo Criança

 

 

 

 

 

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Sinopse: Por meio de textos curtos e ilustrações precisas, Didier Cornille apresenta casas icônicas em ordem cronológica, dos anos 1920 até o início do século XXI. Gerrit Rietveld, Le Courbusier, Frank Lloyd Wright, Charles e Ray Eames, Mies Van der Rohe, Oscar Niemeyer (capítulo exclusivo para a edição brasileira), Jean Prouvé, Frank Gehry, Shigeru Ban, Rem Koolhaas, Sarah Wigglesworth e Jeremy Till são nomes que deixaram marcas por revolucionar os projetos de moradias, influenciando também nos métodos de construção. Frank Lloyd Wright, por exemplo, integrou uma residência a uma cachoeira e Rem Koolhaas projetou uma casa que tem como cômodo principal um elevador, para atender às necessidades de seu dono paraplégico. Mais do que retratar as casas em si, Cornille as desconstrói, evidenciando suas particularidades em ilustrações que são estilizações dos croquis originais.

No texto de quarta capa, a desenhista Carla Caffé aproxima a arquitetura da nossa vida cotidiana: “Ao passear pelas casas desenhadas neste livro, podemos desfrutar a experiência de viver no planeta do século XX até os dias de hoje. Acompanhamos, por meio da arquitetura, a trajetória de como mudamos nosso jeito de morar, de como compartilhamos nossos sonhos e desafios”.

O Presente dos Magos, O. Henry

o presente dos magos

Autor: O. Henry
Ilustrador: Odilon Moraes
Conto / Natal / Clássico / Literatura Infantojuvenil
Editora: Cosac Naify
Páginas: 24
Ano: 2003
Ano de Publicação original: 1905

 

Eu sou daquelas que não pode ver uma história natalina que já quer ler, então quando vi O Presente dos Magos, do norte-americano O. Henry, como sugestão de leitura no GoodReads por eu ter gostado de Um Conto de Natal [imperdível] de Charles Dickens, corri para comprar. Para minha surpresa, de quebra, o livro era em capa dura, ilustrado e fora publicado pela incrível [e finada] Cosac Naify. Tinha tudo para ser uma ótima leitura. E foi.

O Presente dos Magos se passa na véspera de Natal, na Nova York do início do século XX, e tem como protagonista um casal apaixonado que não vive uma situação financeira das mais favoráveis. Jim e Della não têm dinheiro suficiente para presentear o seu amado com o que gostariam, mas querem – e tentam – fazê-lo ainda assim. O final é surpreendente, emocionante e nos deixa uma valiosa lição.

O texto é bem curtinho, mas pode ser um pouco desafiador para as crianças lerem sozinhas, já que a escrita não é bobinha e tem um vocabulário rico para um livro catalogado como literatura infantil. É preciso que algum adulto leia uma vez e explique o sentido do conto e a preciosa mensagem que ele carrega. Uma vez feito isso, certamente elas adorarão reler muitas e muitas vezes.

As ilustrações são belíssimas, ainda que um pouco repetitivas – já que a história se desenvolve em sua maior parte dentro do apartamento do casal, e qualidade física do livro também é muito boa [como tudo da Cosac].

O Presente dos Magos nos mostra o valor do verdadeiro amor, do verdadeiro presente de Natal, do desprendimento, da renúncia em prol do outro… valores que precisam ser resgatados, repassados e relembrados sempre. Um clássico para todas as idades, sem dúvidas.

5 Estrelas

5 corações

o presente dos magos

Não à toa, até Mickey e Minnie já protagonizaram uma adaptação do ilustre conto. 😉 ❤

Esse livro:

Ilustrado *** Vocabulário rico *** Para ler em família

HdP - Selo CrescidinhosHdP - Selo Família

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Sinopse: Este conto do norte-americano O. Henry (1862-1910), recolhido em livro em 1906, é um dos textos mais populares da língua inglesa e emociona com a história de um jovem casal apaixonado, que entrelaça amor e pobreza, destino e acaso na Nova York do começo do século XX. As belas ilustrações de Odilon Moraes transportam o leitor para o interior do apartamento de Della e Jim, palco de quase todos os acontecimentos e coração desta história de Natal. A partir desse olhar, filtrado em tons sépia, as personagens e o cenário nos transmitem uma atmosfera de singeleza e solidariedade. Um livro lírico e delicado.