O papagaio de Flaubert, Julian Barnes

Tags

, , , , , ,

 

 

Autor: Julian Barnes
1001 Livros / Ensaios
Editora: Rocco
Páginas: 124
Ano: 2012
Ano de Publicação Original: 1984

 

Um dos melhores livros que li no ano passado foi O Ruído do Tempo (resenha aqui), de Julian Barnes, autor de O Papagaio de Flaubert, e também gostei bastante dos dois livros que já li do próprio Flaubert, portanto, pensei que, claro, gostaria de um livro sobre Flaubert escrito por Barnes. Mas não foi bem o que aconteceu.

Por ter me encantado com O Ruído do Tempo, criei uma certa expectativa em cima de O papagaio de Flaubert, especialmente porque muitos amigos que leram, gostaram muito. Além disso, está na lista dos 1001 livros para ler antes de morrer.

Barnes nos traz Geoffrey Braithwaite, um médico aposentado que tem uma certa obsessão por Flaubert e, com a desculpa de tentar descobrir qual dos dois papagaios empalhados seria o verdadeiro, aquele que Flaubert utilizou para escrever Um Coração Singelo (resenha aqui), vai nos contar muito sobre a vida do ilustre criador de Emma Bovary.

Barnes, com muita ironia e uma certa acidez, vai discorrer sobre o papel dos críticos, sobre a importância – ou a não importância – da vida privada do artista ou escritor em relação a sua obra, sobre o que ficamos sabendo do que realmente aconteceu e o que se perde com o tempo, sobre os possíveis amores de Flaubert, suas inspirações, seu modo de vida, sua genialidade.

Reconheço, é bem escrito e tem suas qualidades. Consegui enxergá-las e até rir e gostar de alguns trechos, mas no geral me vi entediada, lendo por ler, lendo apenas para terminar. Por mais que eu tentasse, não consegui me envolver e, de quebra, ainda peguei um certo abuso de Flaubert.

Pretendo ler outros livros do autor, mas este do papagaio definitivamente não me ganhou. Leiam por sua conta em risco, rs.

* Está na lista dos “1001 livros para ler antes de morrer” (Clique aqui para ver mais sobre o Projeto 1001 livros e as resenhas já feitas da lista)

 

Sinopse: Geoffrey Braithwaite, médico inglês aposentado, admirador de Gustave Flaubert, descobre num museu da Normandia um papagaio empalhado, que o escritor francês teria tomado emprestado para escrever a novela Um coração singelo. Em outro museu, outro papagaio empalhado também passa por ter sido o que serviu ao escritor do século XIX. Qual deles seria o autêntico? O que é realidade e o que é fantasia no trabalho de um autor? Partindo de um dado aparentemente prosaico, o escritor britânico Julian Barnes desenvolve uma prosa deliciosa em que todos os gêneros são transgredidos – romance, biografia, crítica literária – e em que o resultado surpreende a cada passo. Raras vezes inteligência e versatilidade andaram tão juntas. Ou foram reconhecidas com tanta unanimidade. Por este livro Barnes recebeu o prêmio Médicis, na França, e o Geoffrey Faber Memorial, na Inglaterra.

A morte de Ivan Ilitch, Lev Tolstói

Tags

, , , , , , , ,

 

 

Autor: Lev Tolstói
Lit. Russa / Clássico / Novela / 1001 Livros
Editora: 34
Páginas: 96
Ano: 2006
Ano de Publicação Original: 1886

A morte de Ivan Ilitch foi a terceira novela que li de Tolstói e, sem dúvidas, a mais impressionante. O autor surpreende não só pelo texto irretocável, mas por conseguir ser tão atual quanto se o tivesse escrito hoje.

Não é surpresa para ninguém que Ivan Ilitch morre. Está ali no título, está na primeira página da novela. Começamos com a notícia de sua morte e só depois passamos a conhece-lo, a saber o que fazia, quem era e como vivia.

Ivan era um juiz de instrução que, ao receber um bom cargo, termina tendo uma vida confortável. Viveu para o trabalho, para o sistema corrupto que lhe empregou, foi infeliz no casamento e vivia cercado de pessoas interesseiras, os ditos amigos. Até que, certo dia, uma doença lhe atinge e daí para frente ele só piora.

Tolstói alfineta não só o sistema judiciário russo da época, como também as relações de falsa amizade dos colegas de trabalho, que fingem ser amigos, mas na verdade estão de olho no cargo e na vida um do outro. Quão atual não é isso?

Ivan se vê sozinho, abandonado, despedaçado, enquanto o mundo ao seu redor continua a girar sem sua presença, ou melhor, sem se importar com sua ausência. Tolstói nos choca, sem piedade. Faz-nos ouvir os gritos e o silêncio de quem sabe que está morrendo, faz-nos sentir na pele o arrependimento de não ter cultivado melhores amizades, de não ter dado a devida atenção a quem merecia.

Tolstói nos mostra também como tratamos a morte com artificialidade. Não sabemos lidar com a morte. Não sabemos lidar com quem está morrendo. Mente-se. Finge-se.

E ainda que eu lhes diga todos os temas tratados, não há como ter noção da dimensão desse texto. É quase inacreditável que alguém o tenha escrito de tão sensacional. Você  se vê triste pelo enredo e pela dor de quem morre, mas estupefato pela narrativa grandiosa. Não importa quantas páginas tem, A morte de Ivan Ilitch é monumental.

* Está na lista dos “1001 livros para ler antes de morrer” (Clique aqui para ver mais sobre o Projeto 1001 livros e as resenhas já feitas da lista)

Comprar:

Compre aqui Amazon

 

 

Sinopse: Esta obra mostra a história de um burocrata medíocre, Ivan Ilitch, um juiz respeitado que depois de conseguir uma oferta para ser juiz em uma outra cidade, compra um apartamento lá, para ele, sua mulher, sua filha e seu filho morarem. Ao ir para o apartamento, antes de todos, para decorá-lo, ele cai e se machuca na região do rim, dando início à uma doença.

 

Carmen, Prosper Mérimée

Tags

, , , , , , ,

 

Autor: Prosper Mérimée
Lit. Francesa / Clássico / Conto
Editora: Zahar / Editora 34
Páginas: 136
Ano: 2015
Ano de Publicação Original: 1845

 

Desde que soube que a ópera Carmen, do compositor Georges Bizet, fora inspirada em um conto homônimo do francês Prosper Mérimée, quis conhecer seu texto. Carmen é uma das óperas que mais aprecio e também uma das mais populares no mundo. Eu esperava que a história original fosse boa, claro, mas não imaginava que gostaria tanto.

Carmen, ou Carmencita, é uma bela cigana de cabelos negros e olhos marcantes, que usa sua beleza para seduzir – e roubar – os homens. Por ela, D. José Navarro se perde e se transforma em um bandido perigoso, muito procurado, que vai contar sua trágica história de amor com a cigana para nosso narrador, que, claro, também se apaixonara pela carmencita.

O conto tem quatro partes, sendo a terceira delas a que serviu de base para a ópera de Bizet, e a quarta, apenas algumas explicações do autor sobre seus conhecimentos gitanos. Não sei se fui muito influenciada pelo espetáculo que eu já conhecia, mas o texto é realmente a cara de uma ópera e a Carmen do papel é tão sensacional quanto a dos palcos. Que personagem vibrante! Parece estranho falar assim de uma impostora, mas ela é, de fato, inesquecível.

A rica escrita de Mérimée foi a melhor surpresa da leitura. Cheia de orações em ordem indireta – que eu amo -, ela me transportou para um palco de ópera ao ar livre, e aí não sei até que ponto tem culpa o tradutor, ninguém menos que Mário Quintana.

Como amante da ópera, sou um pouco suspeita para falar do conto, pois posso ter sido muito influenciada pela música, já que ela tocou em minha cabeça durante toda a leitura. Só tem um defeito: é muito curto, ficamos salivando por mais e mais páginas, e elas não existem. Fora isso, um espetáculo! 

Sobre as edições: li pela edição comentada, em capa dura, da Zahar, que traz todas as novelas e contos do autor, com tradução de Mário Quintana. A editora 34 lançou uma edição apenas com o conto Carmen, com outro tradutor, e, até onde entendi, ilustrações de Pablo Picasso, o que me deixou bem curiosa. Se eu comprar (o que pretendo fazer, rs) venho mostrar pra vocês.⠀

Comprar Carmen e outras histórias (Zahar)

Compre aqui Amazon

 

 

Comprar Carmen (editora 34)

Compre aqui Amazon

 

 

Sinopse: A fama a precede, e ela é a primeira a sabê-lo. Tão logo entra em cena, a moça pergunta: “Já ouviu falar de Carmencita?”. E a verdade é que todos nós já ouvimos falar da bela boêmia muito antes de conhecê-la — ou, mais precisamente, muito antes de conhecê-la sob os traços que lhe emprestou Prosper Mérimée em Carmen, novela publicada em outubro de 1845 na Revue des Deux Mondes. De fato, a cigana não demorou a passar das páginas aos palcos e destes às telas. Primeiro veio a ópera do compositor Georges Bizet: Carmen logo se converteu numa das óperas mais encenadas do repertório lírico, contando com Friedrich Nietzsche e Otto von Bismarck entre seus admiradores. Depois foi a vez do cinema, com inúmeras adaptações, assinadas pelos diretores mais diversos, de Chaplin e Lubitsch a Saura e Godard. Nesse trânsito da literatura à ópera e ao cinema, a personagem foi se descolando do original impresso para seguir carreira própria, com notório sucesso. 
Mas o estrelato tem lá o seu preço. Justamente porque a reconhecemos sem demora como encarnação da femme fatale, a figura esquiva e movediça criada por Mérimée foi se fazendo frontal e inequívoca. A boêmia tornou-se familiar, o que não deixa de ser uma situação insólita para quem, como ela, sempre se recusou terminantemente a constituir família. Já não nos intrigamos mais, já não tentamos decifrá-la. Num certo sentido, Carmen — a personagem — foi se tornando ilegível na mesma medida em que multiplicava seus avatares. Para voltar a lê-la, é preciso devolvê-la a um texto, é preciso reler Carmen — a novela de 1845.

 

O fazedor de velhos, Rodrigo Lacerda

Tags

, , , , , ,

 

 

 

Autor: Rodrigo Lacerda
Literatura Brasileira / Romance Juvenil
Editora: Cosac Naify
Páginas: 136
Ano: 2008

 

O fazedor de velhos foi mais um daqueles livros que comprei às cegas em uma promoção e não me arrependi. Não é o melhor livro do mundo, mas é bem interessante, especialmente para o público ao qual é destinado, o juvenil.

O livro conta a história de Pedro, um garoto desiludido com os dissabores da adolescência e, depois, com a faculdade de História, que resolve pedir ajuda a uma figura esquisita, um professor que topara com ele outras duas vezes em situações embaraçosas.

Pedro, nosso narrador, passou a gostar de ler depois de muita insistência de seus pais, e, ao longo do livro, cita inúmeras obras para o leitor, de maneira despretensiosa e agradável. Chega a nos contar também alguns detalhes de Rei Lear, de Shakespeare, que ele precisara ler para um certo “desafio”.

Parece um daqueles livros que os professores passam na escola para dar uma respirada nos clássicos, só que é bem escrito e passa uma excelente mensagem. Assim como Pedro, muitos ficam perdidos, angustiados, querendo se encontrar no curso que escolheram, acertar nas escolhas da vida, mas quem dera se todos encontrassem um excêntrico fazedor de velhos por aí…

Livro curtinho, bem escrito, simples, sem firulas, sem glamour, com algumas boas lições de maturidade. Ótima leitura para o público juvenil.

Comprar:

Compre aqui Amazon

 

 

Sinopse: Com uma prosa fluente, lírica e bem-humorada, o escritor Rodrigo Lacerda, autor de Vista do Rio (Cosac Naify, 2003), mostra as experiências e descobertas de um adolescente que, sem se dar conta, torna-se adulto. Pedro é um jovem como outro qualquer, que gosta de jogar futebol de botão, ir ao Maracanã, pegar jacaré na praia, tomar sorvete. Mas algo o difere dos demais: a paixão pela literatura. Ele adora ler, emociona-se e se envolve de forma profunda com os livros. Numa fase em que se deseja ser muitas coisas ao mesmo tempo, ele conhece Nabuco, um enigmático professor que o auxilia na difícil tarefa de se colocar no mundo. A descoberta do amor também faz parte de seu amadurecimento: Pedro encanta-se por uma garota prática e racional, completamente diferente dele. As poéticas ilustrações de Adrianne Gallinari, em traço fino de nanquim sobre tecido de algodão rústico, complementam as evoluções na narrativa. Dialogando com leitores de todas as idades, o livro prova que a única coisa que resiste ao passar do tempo é o potencial humano para se emocionar.

Filomena Firmeza, Patrick Modiano e Sempé

Tags

, , , , , , , , , ,

 

 

Autor: Patrick Modiano
Ilustrador: Jean-Jacques Sempé
Lit. Francesa / nobel / infantojuvenil
Editora: Cosac Naify
Páginas: 96
Ano: 2014

 

Quantas nuances tem esse pequeno grande livro? Quanto do amor entre pai e filha fica, ali, implícito no que Modiano não nos conta? Que lindeza de livro!

Patrick Modiano, vencedor do Nobel de Literatura de 2014, e Jean-Jacques Sempé, grande ilustrador francês, nos contam a história de Filomena, uma bailarina que, observando uma aula de ballet da filha, se lembra de sua própria infância em Paris, quando vivia sozinha com seu pai.

São memórias lindas, sensíveis, com aquela magia que só as boas lembranças da infância nos trazem. Filomena Firmeza tem um tom nostálgico, tem gostinho de infância, de inocência, de uma inocência cada dia mais rara. Tem gostinho de amor…

Modiano não nos conta tudo, deixa lacunas para serem preenchidas por nossa imaginação, por nossas verdades, por nossas versões. E assim, reforça ainda mais o laço de amor entre Filomena e seu pai, que o amava mesmo sem saber ao certo sua ocupação.

O que falar das ilustrações do cartunista Sempé? Quanta delicadeza, quanta sensibilidade… Não tem como separar o texto dos desenhos, foram feitos um para o outro. Tem um ar romântico, casa perfeitamente com a Paris de décadas atrás e deixa o leitor feito bobo. Perdi-me naqueles desenhos, dei vida e movimento a cada um deles em minha imaginação.

E posso confessar? Me senti uma criança quando terminei e quis recomeçar a leitura naquele mesmo instante. Sabe aquele “de novo!”? Pois é…

Esse livro:

Ricamente ilustrado *** Fala sobre a relação pai e filha *** Para ler em família *** Ótimo vocabulário

HdP - Selo Família

 

 

 

 

 

Comprar:

Compre aqui Amazon

 

 

Sinopse: Este delicado livro de um dos mais importantes escritores franceses rememora uma bonita relação entre pai e filha, pelo traço único de Sempé. Filomena, já adulta, observa a filha na aula de balé, em Nova York, e se transporta para sua própria infância em Paris, quando morava com o pai, uma figura bastante peculiar, e se comunicava com a mãe (que já residia nos Estados Unidos) apenas por cartas. Com ele, brincava de subir ao mesmo tempo na balança para se pesar, fazia bagunça com o creme de barbear e caminhava até a escola de balé. Ali, Filomena tirava seus óculos e via um mundo sem nitidez – mas também sem aspereza. Um delicado relato sobre a importância do amor entre pais e filhos e um convite a revisitarmos a nossa própria infância.

Ragtime, E. L. Doctorow

Tags

, , , , ,

 

 

Autor: E. L. Doctorow
Literatura Americana / 1001 Livros
Editora: Record / Tag Livros
Páginas: 336
Ano: 2017
Ano de Publicação Original: 1974

 

Eu já tinha cancelado minha assinatura da Tag (clube de livros) quando vi, sem querer, uma foto do livro do mês. Era Ragtime em uma edição belíssima, com um piano que se transforma no skyline novaiorquino. Além disso, o livro é um dos 1001 para ler antes de morrer, portanto, corri para renovar minha assinatura a tempo.

Ragtime é um gênero musical que nasceu no final do século XIX nas comunidades negras dos Estados Unidos, sendo precursor do jazz. O livro de Doctorow se passa no início do século XX, quando o ritmo, que tinha o piano como seu principal instrumento, estava no seu auge.

Depois da capa glamourosa, da explicação sobre o ragtime, da playlist maravilhosa e do mimo em formato de piano que a Tag enviou, criei grandes expectativas e imaginei que teríamos o ragtime, seus músicos e algum clube como cenário. Pra não dizer que não tem nada disso, um dos personagens principais menciona que é músico e toca uma única vez o piano. Só. [Sim, há referências na capa que podem ser apontadas, como uma chuva de fogos ou o piano, mas simplesmente não funcionou para mim.]

Tirando a falta de conexão entre capa e história, o livro é excelente, embora não tenha um pingo de glamour. É uma história triste, de preconceitos, de sobrevivência, de rótulos, de segregação. São muitos personagens, entre fictícios e reais, que aparecem e desaparecem, se conectam e se perdem.

A escrita de Doctorow é fabulosa e nos leva a ler páginas e mais páginas sem sentir. Se o ragtime tem algo a ver com essa história, certamente é com o estilo de narrativa meio descompassada, meio solta, meio bagunçada, mas que no final tem harmonia, tal qual o gênero musical. Pode parecer loucura, mas depois de ouvir as músicas foi inevitável a associação do ritmo delas à escrita do autor.

Além da escrita, um ponto alto são os personagens históricos que enriquecem o livro, como Evelyn Nesbit, Henry Ford e J.P. Morgan. Destaco também os personagens sem nome, que pregam uma peça no leitor lá nas primeiras páginas, fazendo com que pensem estar lendo um história em 1ª pessoa.

Ragtime me fez entender de forma bem clara um pouco do que foi o início do século XX nos Estados Unidos e todas as dificuldades e preconceitos sofridos pelos imigrantes. Um bom livro, sem dúvidas, e só a escrita já vale a leitura.

* Está na lista dos “1001 livros para ler antes de morrer” (Clique aqui para ver mais sobre o Projeto 1001 livros e as resenhas já feitas da lista)

Sinopse: No início do século XX, o ragtime era o mais popular idioma musical dos Estados Unidos.O termo originou-se da expressão ‘ragged time’, referindo-se ao ritmo sincopado e de contratempo do rag. É com esta estrutura que Doctorow descreve a vida de uma família fictícia, cujos membros são designados como Papai, Mamãe, Irmão Mais Novo de Mamãe e Vovô. O autor intercala o cotidiano da família com figuras e acontecimentos históricos: o ilusionista Houdini, a rotina do milionário J. P. Morgan, o genial inventor Henry Ford, as lutas da anarquista Emma Goldman, o poder da imprensa, o nascimento do cinema, as greves trabalhistas. Em meio a tudo isso, a figura silenciosa do Irmão Mais Novo de Mamãe é o elemento criador da conexão entre capítulos, retratando o dinamismo, a riqueza e a miséria de um país ainda em formação.

Será que eu divido meu sorvete? (O elefante e a porquinha), Mo Willems

Tags

, , , , ,

 

 

 

Autor: Mo Willems
Literatura infantil / a partir dos 2 anos
Editora: Companhia das Letrinhas
Páginas: 61
Ano: 2016

 

Estou devendo recomendações de livros infantis, ein?! Nessa correria em que vivemos acabei não conseguindo parar para selecioná-los, mas espero voltar a falar sobre livrinhos para os pequeninos com mais frequência aqui.

Através de ilustrações e texto bem simples, os livros da série O Elefante e a Porquinha tratam de temas importantes e que devem ser bem trabalhados na primeira infância, como o respeito, a empatia e o altruísmo.

Em “Será que eu divido meu sorvete?” o elefante Geraldo compra um sorvete e, lembrando da sua amiga Porquinha, passa a se questionar se era gostaria que ele dividisse seu doce com ela, se o sabor seria de seu agrado ou se é melhor comer sozinho. [Ah, e tem uma pequena reviravolta para os pequeninos!]

Isso se desenrola em muitas páginas, mas as ilustrações não mudam muito de uma página para a outra [o que é bom para a idade], mudando apenas a expressão dos personagens: se estão em dúvida, tristes, alegres ou pensativos, sendo um excelente material para os pais trabalharem esses sentimentos com os pequeninos e estimularem a gentileza, a amizade e a partilha.

Além de Será que eu divido meu sorvete?, a série conta com os livros: “Posso brincar também?”, que estimula a inclusão de uma nova amiga na brincadeira; “Meu amigo está triste”, que fala sobre as tentativas de se alegrar um amigo; “Elefantes não dançam”, sobre respeitar os limites e a individualidade; Estamos em um livro!, sobre os personagens de um livro e o acontece quando ele acaba; Preparado para brincar lá fora?, sobre mudança de planos; e Tem um pássaro na sua cabeça!, sobre transformar problemas em soluções.

São livrinhos simples, mas que prendem bastante a atenção dos pequenos [a partir dos 2 anos] e que, se bem trabalhado, pode ensinar muitas coisas boas.

 

Esse livro:

Ilustrado *** Fala sobre partilhar *** Estimula a gentileza *** Para ler em família *** Para crianças a partir dos 2 anos

HdP - Selo Família

 

 

 

 

 

Comprar:

Compre aqui Amazon

 

 

 

 

Sinopse: “O elefante Geraldo adora sorvete! Será que ele deve saborear sozinho seu doce predileto ou fazer uma surpresa para a Porquinha, dividindo com ela sua guloseima? Bem, talvez a Porquinha não goste daquele sabor… Por outro lado, um sorvete certamente vai deixá-la muito contente. Geraldo tem que tomar logo uma decisão, antes que o sorvete derreta! Mais uma divertida história para os pequenos leitores sobre a amizade, em que as ilustrações e o texto de Mo Willems se complementam, criando uma narrativa repleta de possibilidades de interpretação. “