A Festa da Insignificância, Milan Kundera

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Autor: Milan Kundera
Literatura Francesa / Autor Tcheco
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 136
Ano: 2014

 

A Festa da Insignificância apareceu para mim como recomendação do GR por eu ter  gostado de A Revolução dos Bichos (aqui). Li a sinopse e me interessei bastante. Autor de renome, um bom tema e uma edição caprichada… parecia infalível.

Kundera promete nos mostrar quatro amigos vagando por Paris e discutindo problemas sérios e os valores da vida contemporânea. O que li? Quatro personagens sem graça, cheios de pensamentos rasos e desconexos, tão apáticos que se confundem entre si. Sabe quando dizem que a pessoa fumou maconha estragada? Pois é… Mas é Milan Kundera, afinal. E me pergunto: e se fosse Zé da Esquina?

A escrita não é ruim, pelo contrário. Mas a leitura só flui porque os capítulos são minúsculos e o livro bem pequeno. A sensação que tive foi a de que o autor não queria se fazer entender, simplesmente.

A Festa da Insignificância não me acrescentou nada, nadica de nada. É um livro morno, sem sal, completamente olvidável. Prometo tentar sua leitura novamente daqui a alguns anos para ver se o compreendo melhor, se o enxergo com outros olhos. Leiam por sua conta em risco, pelo menos é curtinho.

2 Estrelas

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Sinopse: Passados mais de dez anos da publicação de seu último romance, Milan Kundera — um dos maiores escritores vivos — volta à ficção com uma trama breve e espirituosa ambientada em Paris nos dias de hoje.

Autor de romances, volumes de contos, ensaios, uma peça de teatro e alguns livros de poemas, Milan Kundera, nascido na República Tcheca e naturalizado francês, é um dos maiores intelectuais vivos. Ficou especialmente conhecido por aquela que é considerada sua obra-prima, A Insustentável leveza do ser, adaptada ao cinema por Philip Kaufman em 1988. Vencedor de inúmeros prêmios, como o Grand Prix de Littérature da Academia Francesa pelo conjunto da obra e o Prêmio da Biblioteca Nacional da França, Kundera costuma figurar entre os favoritos ao Nobel de Literatura. Seus livros já foram traduzidos para mais de trinta línguas, e há mais de quinze anos o autor tem sua obra publicada no Brasil pela Companhia das Letras.

Em 2013, o mundo editorial se surpreendeu com um novo romance de Kundera, que já não publicava obras de ficção desde o lançamento de A ignorância, há mais de dez anos. A festa da insignificância foi aclamado pela crítica e despertou enorme interesse dos leitores na França e na Itália, onde logo figurava em todas as listas de best-sellers.

Lembrando A grande beleza, filme de Paolo Sorrentino acolhido com entusiasmo pelo público brasileiro no mesmo ano, o novo romance de Milan Kundera coloca em cena quatro amigos parisienses que vivem numa deriva inócua, característica de uma existência contemporânea esvaziada de sentido. Eles passeiam pelos jardins de Luxemburgo, se encontram numa festa sinistra, constatam que as novas gerações já se esqueceram de quem era Stálin, perguntam-se o que está por trás de uma sociedade que, ao invés dos seios ou das pernas, coloca o umbigo no centro do erotismo.

Na forma de uma fuga com variações sobre um mesmo tema, Kundera transita com naturalidade entre a Paris de hoje em dia e a União Soviética de ontem, propondo um paralelo entre essas duas épocas. Assim o romance tematiza o pior da civilização e lança luz sobre os problemas mais sérios com muito bom humor e ironia, abraçando a insignificância da existência humana.

Mas será insignificante, a insignificância? Assim Kundera responde a essa questão: “A insignificância, meu amigo, é a essência da existência. Ela está conosco em toda parte e sempre. Ela está presente mesmo ali onde ninguém quer vê-la: nos horrores, nas lutas sangrentas, nas piores desgraças. Isso exige muitas vezes coragem para reconhecê-la em condições tão dramáticas e para chamá-la pelo nome. Mas não se trata apenas de reconhecê-la, é preciso amar a insignificância, é preciso aprender a amá-la”.

 

 

Miniaturista, Jessie Burton

MINIATURISTA

 

 

Autora: Jessie Burton
Ficção Histórica
Editora: Intrínseca
Páginas: 352
Ano: 2015

 

Sempre gostei muito de histórias com brinquedos e/ou os artesãos que os fabricam. Esse mundo me fascina desde criança, seja ele mágico, como O Quebra-Nozes, ou meio macabro, como As Luzes de Setembro. Portanto, quando vi o burburinho em torno de um livro chamado Miniaturista quis ler de cara.

Miniaturista viralizou no ano passado no mundo todo, inclusive sendo finalista no GoodReads Choice 2014 na categoria Ficção Histórica e ganhando muitos outros prêmios. Então, ele tinha tudo para ser uma excelente leitura, não é? Tinha, mas não foi. Não para mim.

Miniaturista se passa no século XVII e conta a história de Nella, que aos 18 anos se casa com o comerciante Johannes para ter uma vida confortável, já que seu pai falecera deixando apenas dívidas. Chegando em Amsterdã para sua nova vida, Nella não encontra bem o que esperava de um casamento e de um lar, e vai ter que conviver com a cunhada nada agradável, Marin. De presente de casamento, seu marido lhe dá uma casa em miniatura, exatamente igual a que eles vivem, para que ela possa mobiliar e se distrair.

Bem, a premissa é bem interessante, mas o texto é arrastadíssimo, entediante e sem frescor. A época e o local escolhidos também são atraentes, mas o enredo deixa muito a desejar.

Longas conversas sobre o açúcar, como ele derretia na boca, como ele era isso ou aquilo, me deixou enfarada. O problema não era falar de açúcar, mas falar dele a hora toda, repetidamente.

Os personagens são apáticos, sem carisma algum, e muitas das atitudes deles são desconexas. A parte mais interessante, que até me deixou curiosa, é sobre o miniaturista. Queria muito entender os porquês e os “como”, mas as explicações dadas são muito vagas e continuamos curiosos, sem entender, sem saber. É tudo meio “nonsense”, sem nexo, fantasioso demais.

Então, o livro é muito ruim? Não gosto de dizer que um livro é ruim, a não ser que ele seja mal escrito, o que não é o caso. A escrita é, inclusive, boa, formal, com ótimas descrições, mas não simpatizei com o enredo.

Para alguns foi maravilhoso, até bonito. Para mim foi uma decepção, infelizmente. Leiam por sua conta em risco. rs

 

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Sinopse: No outono muito frio de 1686, Nella Oortman, de 18 anos, chega em Amsterdã para começar uma nova vida como esposa do ilustre comerciante Johannes Brandt. Mas sua nova casa, apesar de esplendorosa, não é acolhedora. Johannes é gentil, porém distante; sempre trancado em seu escritório ou no depósito onde guarda seus produtos, deixa Nella sozinha com a irmã dele, a maliciosa e ameaçadora Marin. A jovem não consegue se aproximar do marido e parece que o casamento nunca será consumado.
Mas o mundo de Nella muda quando Johannes lhe dá um extraordinário presente de casamento: uma réplica da casa deles em miniatura. A maquete é exatamente como a casa em que moram, com os mesmos quadros, tapeçarias e objetos de arte. Para mobiliar a casinha, Nella contrata os serviços de um miniaturista — um artista furtivo e enigmático, cujas criações são cópias perfeitas dos móveis e objetos da casa. O artesão envia a Nella itens finamente talhados, alguns que nem sequer foram requisitados, e bonecos que repetem e algumas vezes predizem os acontecimentos da cada vez mais estranha vida de Nella na casa.
O presente de Johannes ajuda a esposa a compreender o mundo da família Brandt, mas, à medida que ela descobre seus segredos, começa a temer os perigos crescentes que os cercam. 
Nessa sociedade religiosa e repressiva, em que o ouro só é menos venerado que Deus, ser diferente é uma ameaça às morais e nem um homem como Johannes está livre. Apenas uma pessoa parece capaz de enxergar o futuro que os aguarda. Seria o miniaturista a senha para a salvação ou o arquiteto da destruição?

Gelo Negro, Becca Fitzpatrick

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Autora: Becca Fitzpatrick
Suspense
Editora: Intrínseca
Páginas: 304
Ano: 2015

 

 

Quando lemos livros de um autor e gostamos, de cara queremos ler seus novos lançamentos. Foi o que aconteceu quando vi o nome Becca Fitzpatrick, autora da série Hush Hush, na capa de Gelo Negro. A sinopse prometia um ótimo suspense, mas não foi bem o que aconteceu.

Gelo Negro conta a história de Britt, uma adolescente que vai passar o recesso de primavera fazendo trilha com sua melhor amiga, Korbie, na Cordilheira Teton. No meio do caminho elas são surpreendidas por uma nevasca fora de época e ficam presas na estrada, sem nem saber se a cabana para onde iriam está perto ou não. Ao sair para procurar abrigo, são “acolhidas” por Mason e Shaun, mas não imaginam com quem estão lidando.

A premissa é boa e daria uma história interessante, mas o desenvolvimento é fraco. Comecei a leitura me irritando com as duas amigas que a autora criou, com seus diálogos e atitudes bem infantis. Em pleno perigo e desespero elas ficam pensando em namorados, flertes e afins, o que torna tudo muito inverossímil e tosco.

Fui lendo e não conseguia entender qual o propósito da autora. Escrever um romance? Escrever um suspense? Não que haja problema em misturar romance e suspense, mas ela o fez de uma maneira esquisita. Imagine que você está correndo perigo, prestes a ser assassinada, e tudo o que você consegue pensar é sobre um ex namorado e como fará para encontrá-lo. Ou você está prestes a morrer congelada, ao lado de um assassino e cheia de pensamentos românticos. A autora força uma situação muito improvável de acontecer na realidade.

Outro ponto negativo é que ela cria “assassinos” quase tão bobinhos quanto as adolescentes. Eles precisam da garota para os guiarem pela floresta!!! E, pior, ela os guia com um mapinha que abre de vez em quando. Humm, um mapinha no meio de uma floresta sob uma nevasca…

O que me incomodou bastante foi que a autora não cria uma trama complexa para que o leitor fique curioso e vá tentando adivinhar. É como se ela fosse explicando tudo antes do tempo.

É claro que tem uma pequena reviravolta lá pelo final e o livro melhora um pouco, mas o que acontece é fácil de descobrir – ou desconfiar – desde o começo. Aliás, é tão óbvio que é como se ela desse um grito dizendo “estou enganando vocês, estão entendendo?”.

Não gosto de dizer isso, pois as pessoas tem gostos e visões diferentes uma das outras, mas não recomendo a leitura. Não é que seja tão ruim, e até entendo quem vá gostar, mas tem tantos livros melhores que fica difícil defender esse. Fiquei na dúvida entre 1 e 2 estrelas, mas resolvi dar as duas, pois a estrutura é fraca, mas a escrita não é ruim e o trabalho de revisão está todo perfeitinho. 🙂

2 Estrelas

Sinopse: Gelo Negro – Britt Pfeiffer passou meses se preparando para uma trilha na Cordilheira Teton, um lugar cheio de mistérios. Antes mesmo de chegar à cabana nas montanhas, ela e a melhor amiga, Korbie, enfrentam uma nevasca avassaladora e são obrigadas a abandonar o carro e procurar ajuda. As duas acabam sendo acolhidas por dois homens atraentes e imaginam que estão em segurança.

Os homens, porém, são criminosos foragidos e as fazem reféns. Para sobreviver, Britt precisará enfrentar o frio e a neve para guiar os sequestradores para fora das montanhas. Durante a arriscada jornada em meio à natureza selvagem, um homem se mostra mais um aliado do que um inimigo, e Britt acaba se deixando envolver. Será que ela pode confiar nele? Sua vida dependerá dessa resposta.

Insidious, Aleatha Romig

INSIDIOUS Aleatha Romig

Autora: Aleatha Romig
Suspense / Dark / Thriller Psicológico
Editora: Romig Works
Páginas: 314
Ano: 2014

 

Meu primeiro contato com a autora Aleatha Romig foi em Consequences (ver aqui), uma série incrível, 5 estrelas, cheia de reviravoltas espetaculares, que logo se tornou uma queridinha. Desde então, espero ansiosamente por um novo livro seu.

Problema? Grandes expectativas!

Insidious conta a história de Victoria, uma jovem que se viu obrigada a se casar com o todo poderoso Stewart Harrington, mas não tinha ideia do submundo que entraria. Com o passar dos anos, ao ver toda a escuridão em que sua vida se transformara, Victoria começa a traçar um plano de vingança contra aqueles que lhe fizeram mal, só não contava com as inúmeras revelações que a faria repensar seus atos e desconfiar de tudo e de todos.

É uma trama cheia de mistérios sombrios e segredos obscuros que, a princípio, me lembrou Consequences. Eu cheguei até a associar os personagens das duas histórias: Victoria seria uma Claire; Stewart, um Tony; Lisa, Catherine; Brody, Harry. Até os 40% da leitura pensei se tratar de um livro feito especialmente para as amantes de Consequences, até que a autora se distanciou da sua obra prima (completamente).

Coincidentemente, foi a partir daí que a história começou a desandar. Desandar talvez não seja a melhor palavra, mas digamos que a “sujeira” que ela criou foi tão grande, tão complexa, tão… suja, que ficou tudo meio embaralhado e confuso, por vezes até repetitivo, como se ela soubesse (ou achasse) que precisava frisar tais detalhes para que o leitor não se perdesse.

É difícil categorizar os livros de Aleatha Romig, mas Insidious seria o que chamamos de dark romance – bem mais dark do que romance, na verdade. Nada é bonitinho, não tem palavras delicadas ou românticas, é tudo muito vulgar, embora a estrutura da narrativa seja boa.

A história é contada em primeira pessoa, com capítulos que se alternam entre passado e presente. O melhor do livro é, sem dúvida, a capacidade que ele tem de prender a atenção do leitor, exatamente como seus livros anteriores. É impossível parar de ler, é impossível não criar teorias ou não ter medo de torcer por alguém que possa vir a ser um vilão.

O final é bem apressado e deixa muitas questões sem respostas. O que parecia impossível de ser resolvido, puft, resolveu-se. Nem parecia com a Aleatha perfeitinha que conheci em Consequences.

A proposta do livro é até interessante, mas a autora deixou muitas pontas soltas. Da metade pro fim, os altos e baixos me deixaram em dúvida: uma, duas, três estrelas?! E o final me deixou sem reação, com um “an? Como assim?” na cabeça. Confesso que precisei ler algumas vezes para ver se tinha entendido bem. Quem for ler, não espere nada à altura de Consequences, pois Insidious está bem aquém. Ah, e nem deixe que aflore seu lado mais romântico, pois irá se decepcionar.

 

2 corações 2 Estrelas

 

Sinopse: Dark desires…Deadly secrets…Devious deceptions…Nothing is exactly as it seems in INSIDIOUS, the new erotic thriller from New York Times and USA Today bestselling author Aleatha Romig.

When a powerful man is willing to risk everything for his own satisfaction, only one woman can beat him at his own game: his wife. Or so she thinks…

“Let’s start with you calling me Stewart. Formalities seem unnecessary.”

Stewart Harrington is rich, gorgeous, and one of the most powerful men in Miami. He always gets what he wants. Anything is available to him for the right price.

Even me.

Being the wife of a mogul comes with all the perks, but being Mrs. Stewart Harrington comes with a few special requirements. I’ve learned to keep a part of myself locked away as my husband watches me submit to his needs. But the more he demands of me, the more beguiled he becomes and that’s to my advantage. So I keep fulfilling his fantasies and following his rules because he doesn’t know that what he’s playing is really my game. And winning is everything, right?

Insidious is a stand-alone novel and the first Tales from the Dark Side title. Due to the dark and explicit nature of this book, it is recommended for mature audiences only

Hero, Samantha Young

 

 

 

Autora: Samantha Young
Romance Adulto Contemporâneo
Editora: Piatkus
Páginas: 416
Ano: 2015

 

Decepcionante :/

Eu tinha dado um tempo em livros de romance adulto contemporâneo como esse, especialmente se eles tivessem um protagonista que fosse um CEO arrogante. Estava cansada do mesmo enredo, sentia falta de surpresas nas tramas, de personagens mais fortes, e quando vi que Samantha Young havia lançado um novo livro, pensei que teria nas mãos a novidade que eu esperava. Foi ela, afinal, quem criou meus queridos Braden e Joss em On Dublin Street, um romance delicioso que li anos atrás.

Hero nos traz uma garota comum, Alexa, que descobriu alguns segredos sobre sua família após a morte de sua mãe. O segredo envolve seu pai, seu ex-herói, que vem a ser o vilão da vida de Caine Carraway, um empresário que, ao descobrir quem Alexa realmente é, a faz perder o emprego. Após alguns acontecimentos, Caine termina empregando-a como sua assistente pessoal e promete fazer de sua vida um inferno. Claro, eles se apaixonam, mas nem tudo são flores.

O começo da história, por mais comum que fosse, me prendeu. Além das expectativas altas, a autora tinha minha torcida. Sabe quando a gente quer gostar da história? Eu quis, muito!, mas ficou tudo muito repetitivo, muito óbvio e previsível. Faltou originalidade, faltou algo que encantasse, que me fizesse sentir-me apaixonada pelos personagens.

Onde estava a autora que criou a forte Joss? Ou o envolvente Braden? Alexa é fraca, aceita tudo sem muita luta, se deixa levar. Caine é arrogante, sem charme. Os personagens secundários também deixam a desejar. Henry Lexington, melhor amigo de Caine, tenta ser engraçado e galanteador, mas é muito pernóstico para isso. A amizade entre Effie, a confidente vizinha de Caine que tem idade para ser sua avó, e Alexa é muito forçada, abrupta, não convence.

Além dos motivos das brigas na família serem confusos e toscos, tudo seguia a mesma receita de bolo. Cada acontecimento, ou até mesmo frases prontas, eu relacionava com algum outro de um livro que eu já havia lido. Quis abandonar em vários momentos, mas resisti. O final até tem alguns elementos que aliviam o tédio e, embora sejam um tanto batidos, me fez subir um pouquinho a pontuação da leitura.

Parece uma leitura péssima, mas não é tão ruim assim, só não traz nada de novo – e eu queria algo novo 😉 Consigo entender, inclusive, o porquê de muita gente estar comentando que gostou da história. Se você ainda não cansou dos CEOs problemáticos e um pouco pedantes que se apaixonam pela mocinha boazinha, poderá gostar desse aqui. Mas, se, como eu, queria alguma novidade, vai se decepcionar.

2.5 corações 2 Estrelas

Sinopse: The emotional and unforgettable new romance from the New York Times bestselling author of the On Dublin Street series.

Alexa Holland’s father was her hero—until her shocking discovery that she and her mother weren’t his only family. Ever since, Alexa has worked to turn her life in a different direction and forge her own identity outside of his terrible secrets,. But when she meets a man who’s as damaged by her father’s mistakes as she is, Alexa must help him.

Caine Carraway wants nothing to do with Alexa’s efforts at redemption, but it’s not so easy to push her away. Determined to make her hate him, he brings her to the edge of her patience and waits for her to walk away. But his actions only draw them together and, despite the odds, they begin an intense and explosive affair.

Only Caine knows he can never be the white knight that Alexa has always longed for. And when they’re on the precipice of danger, he finds he’ll do anything to protect either one of them from being hurt again…

O Presente, Cecelia Ahern

o presente

 

 

Autora: Cecelia Ahern
Romance / Natal
Editora: Novo Conceito
Páginas: 320
Ano: 2013

 

Fico sempre sem saber se devo ou não escrever o que achei do livro quando não gosto muito da leitura, especialmente quando ele tem muitas avaliações positivas. Sempre ouvia boas recomendações de Cecelia Ahern, mas nunca havia lido nada seu, nem mesmo o famoso P.S. Eu te amo. À procura de livros com temas natalinos, terminei encontrando O Presente, e pensei por que não?, uma autora que escreve lindas histórias deve saber emocionar com o Natal, certo? Errado.

O Presente conta a história de Lou, o típico empresário super ocupado e viciado em trabalho, que certo dia resolve oferecer um café a um mendigo na rua, com quem troca algumas palavras. Intrigado com a sabedoria do mendigo, que se chama Gabe, Lou o contrata para trabalhar no setor de correspondências da empresa e é aí que tudo começa. ou deveria começar!

Gabe vira uma sombra de Lou, sempre presente, o cara perfeito, querido por todos, eficiente, que parece estar em dois lugares ao mesmo tempo. Opa! Esse era o sonho de Lou, estar em dois lugares ao mesmo tempo! Talvez Gabe consiga lhe ensinar como fazer isso, e assim Lou conseguiria ser o empresário de sucesso e o pai de família presente. Será?

O enredo até parece interessante, mas é cansativo, enfadonho e sem atrativos. Mostra-nos que o tempo é precioso, curto e que deve ser aproveitado da melhor maneira possível, com aqueles que amamos. O problema é que a autora é muito prolixa, enrola bastante para chegar a uma conclusão que em dois capítulos o leitor já havia compreendido.

Quando um autor quer dar uma lição de moral, deve, a meu ver, fazer isso sem que o leitor perceba, sem que pareça que alguém está com o dedo apontado na frente do seu rosto desde as primeiras páginas. Tem que estar implícito na história, e não escancarado. O leitor deve chegar sozinho a uma conclusão, deve refletir, pensar, e não simplesmente ler a moral da história, como se estivesse lendo a fábula da Lebre e a Tartaruga.

Os personagens são chatos e o livro não me emocionou. Falta magia, e em livros natalinos pode faltar de tudo, menos magia! Apesar disso, é compreensível que alguns gostem da história, já que, no fundo, ela tem, de fato, uma mensagem bonita.

2 corações 2 Estrelas

 

 

A capa do livro é linda, super fofa e vem em uma caixinha com um recorte em formato de coração. Uma pena que a história não lhe faça jus.

o presente meu

Sinopse: Todos os dias, Lou Suffern luta contra o tempo. Ele tem sempre dois lugares para ir, tem sempre duas coisas a fazer. Quando dorme, sonha com os planos do dia seguinte, e, quando está em casa, com a esposa e os filhos, sua mente está, invariavelmente, em outro lugar. Numa manhã de inverno, Lou encontra Gabe, um morador de rua, sentado no chão, sob o frio e a neve, do lado de fora do imenso edifício onde Suffern trabalha. Os dois começam a conversar, e Lou fica muito intrigado com as informações que recebe de Gabe; informações de alguém que tem observado uniões improváveis entre os colegas de trabalho de Lou, como os encontros da moça de sapatos Loubotin com o rapaz de sapatos pretos… Ansioso por saber de tudo e por manter o controle sobre tudo, Lou entende que seria bom ter Gabe por perto — para ajudá-lo a desmascarar associações que se formam fora de suas vistas — e lhe oferece um emprego. Mas logo o executivo arrepende-se de ajudar Gabe: sua presença o perturba. O ex-mendigo parece estar em dois lugares ao mesmo tempo, e, além disso, Gabe lhe fala umas coisas muito incomuns, como se soubesse do que não deveria saber… Quando começa a entender quem é realmente Gabe, e o que ele faz em sua vida, o executivo percebe que passará pela mais dura das provações. Esta história é sobre uma pessoa que descobre quem é. Sobre uma pessoa cujo interior é revelado a todos que a estimam. E todos são revelados a ela. No momento certo.