Assassinato no Expresso do Oriente, Agatha Christie

 

 

Autora: Agatha Christie
Crime / Mistério / Lit. Inglesa
Editora: Harper Collins Brasil
Páginas: 200
Ano: 2014
Ano de Publicação Original: 1934

 

Li muito Agatha Christie na adolescência e eu lá com meus 11 anos me sentia a própria adulta carregando seus livros pra lá e pra cá. A rainha do crime me encantava! 💕 Com o tempo fui deixando a autora de lado, até que, no mês passado, vi o trailer da nova adaptação para o cinema de Assassinato no Expresso do Oriente, que eu lera há uns 20 anos, e fiquei com vontade de fazer uma releitura para ver se ainda me apaixonaria por seus mistérios.

Nessa história, Hercule Poirot embarca no Expresso do Oriente, um trem de luxo, que, devido a uma forte nevasca, precisa fazer uma parada no meio do caminho. É nesse meio-tempo que acontece um assassinato e, claro, o famoso detetive tenta desvendar quem, dentre os passageiros, cometeu tal crime.

Não à toa seus livros continuam a vender tanto. Assassinato no expresso do oriente é simples, sem ser bobo, tem bom vocabulário, é rico em personagens e prende bem o leitor. Confesso que tudo ficou um pouco aquém das lembranças de outrora, mas ainda assim uma boa leitura.

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Sinopse: Nada menos que um telegrama aguarda Hercule Poirot na recepção do hotel em que se hospedaria, na Turquia, requisitando seu retorno imediato a Londres. O detetive belga, então, embarca às pressas no Expresso do Oriente, inesperadamente lotado para aquela época do ano.

O trem expresso, porém, é detido a meio caminho da Iugoslávia por uma forte nevasca, e um passageiro com muitos inimigos é brutalmente assassinado durante a madrugada. Caberá a Poirot descobrir quem entre os passageiros teria sido capaz de tamanha atrocidade, antes que o criminoso volte a atacar ou escape de suas mãos.

O apanhador no campo de centeio, J. D. Salinger

Autor: J.D. Salinger

Clássico Moderno / Lit. Americana / 1001 livros

Editora: do Autor

Páginas: 251

Ano: 2015

Ano de Publicação Original: 1951

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O apanhador no campo de centeio, de Salinger, estava na minha lista de leitura há bastante tempo, mas eu sempre adiava na esperança de que lançassem uma edição menos feia e com um preço melhor. Terminei gastando quase 80 reais nessa edição em capa mole, sem arte, com péssima diagramação e páginas brancas, muitas falhas de revisão e uma tradução que pode não agradar a todos.⠀

Quando comecei a leitura, estranhei o linguajar vulgar e as gírias esquisitas. Fui atrás do original e me deparei com um texto cheio de palavrões, gírias e muitas, muitas contrações. Meu desconforto com a edição brasileira pode ter sido pelo uso de gírias muito regionais que eu desconhecia. [Debatendo o livro com uma amiga, ela me disse que eram gírias antigas, usadas naquela época, e por isso mesmo ela gosta da tradução, que mantenha vivas essas expressões.] Em algumas situações, não dá pra entender mesmo a intenção da tradução, como quando alguém diz “Oba”, o colega responde “oba”, e no original era simplesmente “hi” e “hi”. Confesso, xinguei os tradutores, coitados, não tinham tanta culpa assim. É o tipo de escrita que, inevitavelmente, se perde na tradução, por melhor que ela seja. Se você lê em inglês, não pense duas vezes.⠀

The Catcher in the rye é narrado em 1ª pessoa por um adolescente cheio de conflitos, que acaba de ser expulso de mais uma escola. Holden não gosta de nada, não consegue se interessar por nenhuma atividade e está sempre meio revoltado com tudo e todos que o cercam. O protagonista critica tanto os outros que termina ele mesmo sendo digno de pena do leitor. [Teria aí alguma referência ao Misantropo de Molière?]

É assim, meio sem começo, sem meio ou fim, meio sem história. É como entrar na cabeça de um adolescente, mas de forma alguma é como se um adolescente o tivesse escrito. Ele não nos daria tantas informações irrelevantes e tão sem graça. Salinger conseguiu escrever um livro que diz muito através do superficial, do banal e do irrelevante. Todo esse dar-de-ombros, esse desejo de fuga e essa inconsistência resultou em um retrato do adolescente perdido.⠀

Tive uma adolescência tranquila, cheia de amigos, então não me identifiquei com o protagonista, mas certamente aquele que se isolou mais nessa fase da vida verá a si mesmo em algumas dessas páginas.⠀

A leitura não foi nada do que eu esperava [mas que mania pretensiosa essa de querer adivinhar o que nos trazem os clássicos, ein?!], mas foi boa, sim. (apesar dos pesares)

* Está na lista dos “1001 livros para ler antes de morrer” (Clique aqui para ver mais sobre o Projeto 1001 livros e as resenhas já feitas da lista)

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Sinopse: O Apanhador no Campo de Centeio na edição brasileira narra um fim-de-semana na vida de Holden Caulfield, jovem de 16 anos vindo de uma família abastada de Nova York. Holden, estudante de um reputado internato para rapazes, volta para casa mais cedo no inverno depois de ter recebido más notas em quase todas as matérias e ter sido expulso. No regresso a casa, decide fazer um périplo adiando assim o confronto com a família. Holden vai refletindo sobre a sua curta vida, repassa sua peculiar visão de mundo e tenta definir alguma diretriz para seu futuro. Antes de enfrentar os pais, procura algumas pessoas importantes para si (um professor, uma antiga namorada, a sua irmãzinha) e tenta explicar-lhes a confusão que passa pela sua cabeça. Foi este livro que criou a cultura-jovem, pois na época em que foi escrito, a adolescência era apenas considerada uma passagem entre a juventudade e a fase adulta, que não tinha importância. Mas esse livro mostrou o valor da adolescência, mostrando como os adolescentes pensam.

Bartleby, o escrevente – uma história de Wall Street, Herman Melville

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Autor: Herman Melville
Clássico / Conto / Lit. americana
Editora: Autêntica
Páginas: 152
Ano: 2015
Ano de Publicação Original: 1853

 

Uma amiga me emprestou Bartleby, o escrevente, de Herman Melville, autor de Moby Dick, e me disse: é curtinho, em um instante você lerá. De fato, é curto, mas ele se agiganta dentro do leitor e não acaba quando viramos a última página. Ficamos horas a fio pensando nos quês e nos porquês.

Bartleby é contratado pelo narrador dessa história, um advogado, para trabalhar como copista em seu escritório. A princípio, ele exerce sua função corretamente, depois se recusa a fazer certas atividades, até que para completamente de trabalhar – e não reage a nada.

Ele me lembrou Meursault, personagem de O Estrangeiro, livro lançado cerca de meio século depois, dentro da chamada teoria do absurdo, do francês Albert Camus. Os dois tem aquele “dar de ombros” sem fim, aquela apatia que deixa o leitor com vontade de sacudir o personagem, de mandar agir ou esboçar reação.

O conto traz problemas bem comuns no nosso dia-a-dia. O quão atual não é uma pessoa que, diante de uma situação difícil de resolver, passa a adiar a tentativa de solucionar o caso? Essa mesma pessoa, que sentia apenas um pequeno incômodo, passar a ver tudo como um enorme fardo a partir do momento em que terceiros começam a julgá-lo, a apontar o dedo em sua direção, a questioná-lo. Será que é sempre assim, nos incomodamos mais pela reação que os outros tem do que pelo real incômodo?

E quanto aos colegas de trabalho, suas alternâncias de humor, seus dedos apontados… São personagens que parecem tão simples, mas carregam inúmeras faces.

O que dizer também dos janelões… imensos, grandiosos! Eles não estão na história por acaso. Enormes vidraças que deveriam servir para contemplação e entrada de luz natural, servem apenas para ver a parede de tijolos do prédio vizinho. Luz? Entra pouquíssimo… Então vem a solidão, a loucura, entramos no tal “absurdo”…

Que pequeno grande livro! Diz muito mais do que conta, merece ser descamado, merece ser lido… e – dada as inúmeras interpretações possíveis – merece ser relido.

5 Estrelas

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Sinopse: Um advogado nova-iorquino de meados do século XIX resolve contratar um novo copista. Atendendo ao anúncio do advogado, apresenta-se à porta de seu escritório um jovem que ele caracteriza como uma figura “palidamente asseada, lastimosamente respeitável, incuravelmente desolada”. Era Bartleby. No começo, o novo copista trabalhava fazendo o que se esperava dele: cópias.

Mas, depois, bem, depois, não vamos estragar a história. Bartleby, o escrevente_ é um conto de Herman Melville (1819-1891), o autor de _Moby Dick, publicado pela primeira vez em 1853. O personagem central é tão marcante e o conto tem uma força tal que Bartleby tem fascinado leitores e críticos desde sua primeira publicação.

Foi, contemporaneamente, teorizado por filósofos tão ilustres quanto Gilles Deleuze, Jacques Derrida, e Giorgio Agamben (v. Bartleby, ou da contingência, Autêntica, 2015). A presente edição apresenta o conto numa nova tradução ao lado do original em inglês.

O sol também se levanta, Ernest Hemingway

 

 

Autor: Ernest Hemingway
Lit. Americana / Nobel / Clássico / 1001 livros
Editora: Bertrand Brasil
Páginas: 272
Ano: 2001
Ano de Publicação Original: 1926

 

Não sou das maiores entusiastas do minimalismo, ao menos não na literatura, mas Hemingway sempre desmonta minhas implicâncias. Mais uma vez, veio provar que não importa o estilo, quando quem o escreve tem um quê de genialidade.

O sol também se levanta nos traz o dia a dia de Jake, um jornalista e o narrador dessa história, de Lady Brett Ashley, uma viúva por quem todos se encantam [inclusive Jake], de Robert Cohn, um escritor em busca de inspiração, e de Mike, um playboy meio escanteado, e a ida deles à Festa de San Fermín, em Pamplona. Juntos formam um grupo de expatriados ingleses e norte-americanos – inspirados no círculo de amizade do próprio autor – vivendo em Paris no período após a Primeira Guerra Mundial.

O livro foi escrito em 1926 e é preciso que o leitor se atente não só ao contexto do pós-guerra, mas ao das touradas. Até então a Festa de San Fermín e suas touradas não eram alvos de protestos. Era simplesmente uma grande e vibrante festa com séculos de tradição. Ser contra as touradas não me fez, portanto, gostar menos desse livro.

Hemingway tem um estilo muito peculiar de texto que é seco, direto, sucinto e aparentemente simples. Usa praticamente tudo que eu digo que não gosto em um livro, como frases curtas, diálogos em excesso [e também curtíssimos] e quase nada de adjetivos. O resultado deveria ser um livro sem graça, com personagens rasos. Deveria. Seria. Se não fosse Hemingway.

Ele diz muito mais do que está escrito, passamos a conhecer profundamente seus personagens sem que ele tenha sequer nos apresentado. Talvez, conseguir deixar implícito nas palavras não ditas a personalidade de cada um seja tão ou mais difícil quanto dizê-las em alto e bom som.

Eles parecem superficiais, mas são apenas personagens marcados pela Guerra, que, mesmo ambiciosos em sua vida artística e intelectual, carecem de sonhos e se embebedam para fugir da realidade e fingir divertimento em busca de inspiração. São integrantes da famosa Geração Perdida, batizada por Gertrude Stein.

É impressionante como o autor conseguiu captar e retratar bem essa geração, não só de forma ficcional como nesta obra, mas também em Paris é uma festa (resenha aqui), livro póstumo com suas memórias dos anos vividos em Paris.

O sol também se levanta é vívido, mesmo que um pouco degradante. É gostoso de ler, mesmo que suas páginas só contemplem um bando de bêbados. É simples sem ser, é complexo sem aparentar. Talvez não seja para todos os gostos {nada o é}, mas vale a tentativa, ao menos pela embriaguez sem que sequer precisemos beber.

4.5 Estrelas 4 corações

* Está na lista dos “1001 livros para ler antes de morrer” (Clique aqui para ver mais sobre o Projeto 1001 livros e as resenhas já feitas da lista)

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Capa nova <3

Capa nova

 

 

 

 

 

 

Sinopse: O sol também se levanta é uma obra vigorosa que retrata, em estilo direto e despojado, os conflitos e frustrações dos norte-americanos e ingleses que vivem em Paris após a Primeira Guerra Mundial. Numa linguagem acelerada, Hemingway cria personagens que logo se inserem no convívio do leitor, destacando-se, entre eles, como figuras marcadas e marcantes, Jake Barnes, jornalista emasculado por um ferimento de guerra, Lady Brett Ashley, jovem viúva inglesa por quem ele estava apaixonado, Robert Cohn, o escritor em busca de seu caminho, Mike Campbell, o playboy inglês que também fazia a corte a Lady Brett, e Pedro Romero, o toureiro espanhol com quem ela tem um caso.

Para O Sol Também se Levanta Hemingway elaborou tipos humanos complexos, representando assim uma geração contaminada pela ironia e pelo vazio diante da vida, com seus valores morais destruídos pela guerra e irremediavelmente perdidos. Temas como a solidão e a morte, os preferidos do escritor, são explorados de forma brilhante. Escrito originalmente em 1926 e publicado em 1927, este é considerado por muitos como sua obra mais refinada em termos de técnica literária.

O Muro, Céline Fraipont e Pierre Bailly

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Autor: Céline Fraipont e Pierre Bailly
Graphic Novel
Editora: Nemo
Páginas: 192
Ano: 2013

 

Sou daquelas que não sabe a diferença entre um mangá, uma HQ e um comic. Lia [e adorava] histórias em quadrinho quando criança, mas confesso que esses para o público adulto nunca me atraíram. O Muro, que descobri ser uma graphic novel, foi minha estreia nesse meio, depois de muita insistência de uma amiga. Ela jurou que desse eu gostaria. E gostei.

A história se passa na Bélgica, em 1988, e tem como personagem principal uma garota de 13 anos chamada Rosie, cuja mãe casou-se novamente e foi morar em outro país e cujo pai mal pisa em casa por viajar muito a trabalho.

É a típica e trágica história da menina abandonada, da menina sem exemplos a seguir, da menina esquecida, carente e desprotegida, que desmorona com toda a sua solidão na primeira pessoa que lhe oferecer algum aconchego. Infelizmente, muitas vezes esse aconchego vem de quem também não tem muito além de uma garrafa de álcool a oferecer.

A história é bem previsível, embora seja realmente comovente. Os desenhos são maravilhosos, bem expressivos e um olhar cuidadoso perceberá que eles falam bem mais do que aparentam. O traço tem um ar intimista que me agradou, como se cada quadrinho gritasse em voz baixa.

Gostei da experiência, mas foi uma leitura “instantânea” demais para mim. Mesmo me demorando em cada quadrinho, ele, puff, acaba. Confesso que não fui fisgada para o mundo dos quadrinhos, mas, de fato, O Muro é tocante e vale a leitura.

4 Estrelas 4 corações

o muro graphic novel

o muro quadrinhos

Sinopse: O Muro é uma história poética, forte e pungente, desfiada por um desenho frio como o toque de um bisturi, que arrasta o leitor pelos caminhos obscuros de uma adolescência problemática ao som do punk rock. Estamos em 1988. Numa monótona cidadezinha do interior belga, Rosie, uma menina de 13 anos, se vê entregue à própria sorte: sua mãe fugiu com outro homem numa aventura amorosa, e seu pai vive mergulhado no trabalho. Roída por uma rotina morna e vazia, Rosie fica completamente desorientada. Assiste, impotente, à transformação de sua personalidade, ora apavorada, ora determinada, diante da melancolia que a invade e traça os contornos de sua nova vida

Como ser uma parisiense em qualquer lugar do mundo

como ser uma parisiense

 

 

Autoras: Sophie Mas; Audrey Diwan; Caroline de Maigret; Anne Berest
Mulheres / Moda / Paris / Não-Ficção
Editora: Fontanar
Páginas: 251
Ano: 2014

 

Esta semana fiquei sabendo que a Rocco iria lançar Piquenique na Provence, segundo livro de Elizabeth Bard, autora de Almoço em Paris (resenha aqui), e me bateu uma vontade imensa de ler algo sobre a cultura francesa [ainda que fútil]. Em uma busca rápida, Como ser uma parisiense em qualquer lugar do mundo caiu em minhas mãos.

Pelo título apelativo, clichê e super comercial, comecei a leitura sabendo que ali dentro não tinha nenhuma fórmula mágica. E não tem! Não é um manual. Siga-o e se transformará em um Frankenstein.

O livro, escrito por quatro parisienses ditas autênticas, não tenta desconstruir o estereótipo da mulher francesa, pelo contrário, é montado em cima dele. É preciso que isso seja levado em consideração para que se possa gostar do livro, caso contrário, sairíamos dele achando que toda parisiense é, por exemplo, uma adúltera por natureza que termina sempre triste, melancólica e sozinha.

E, bem, isso não é verdade. Não pode ser verdade. Se assim fosse, os homens daquela cidade não seriam conhecidos pelo seu charme e galanteio, mas pelos enormes pares de chifres.

O texto é bem agradável, leve e até divertido. Peca quando tenta dar dicas amorosas, algo meio autoajuda, mas, no geral, por incrível que pareça, consegue montar, sim, um perfil do que é ser parisiense. Consegue, tópico por tópico, grifar no nosso imaginário a palavra simplicidade.

não entra no armário da parisiense

A parisiense é simples, é essa a conclusão. É na pouca maquiagem, no jeans de sempre, no cabelo natural, no pequeno defeito, nos livros que lê, no decote que esconde, no feminismo moderado, no guarda-roupa clássico, no sorriso comedido e na vontade de amar que mora seu charme. Parece fácil. Mas certamente não é.

Um livro escrito para mulheres, para entreter, para passar o tempo, para ler rapidinho, para abrir de vez em quando. Não é a última maravilha do mundo, mas vale a leitura e rende até alguns grifos. Aliás, a capa já vale um bocado. Très belle!

3.5 Estrelas

4 corações

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parisiense feminista cortejada

“Ser feminista e adorar ser cortejada não é necessariamente contraditório, muito pelo contrário.”

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Sinopse: O que torna a mulher francesa tão única e irresistível? A pergunta, que já foi feita milhares de vezes, agora é respondida de forma definitiva por quatro parisienses tão autênticas e charmosas quanto diferentes entre si. Em uma abordagem nova e divertida sobre o que é realmente ser uma parisiense hoje em dia como elas se vestem, se divertem e se comportam , a embaixadora da Chanel e musa da Lancôme Caroline de Maigret, a escritora Anne Berest, a produtora Sophie Mas e a jornalista Audrey Diwan são surpreendentemente francas e sem rodeios. Falando sobre filhos, relacionamentos, trabalho, estilo, cultura e muito mais, revelam seus segredos e defeitos, fazem piada dos próprios sentimentos e comportamentos complicados, e até admitem ser esnobes, um pouquinho egocêntricas e imprevisíveis. Mandonas e cheias de opiniões, sim, mas também meigas e românticas. Como ser uma parisiense em qualquer lugar do mundo é um livro divertido e inspirador que desvenda o jeito de ser das francesas, mostrando o que elas pensam sobre estilo, cultura, comportamento e homens. Com dicas nem sempre politicamente corretas, é claro…

Os Tambores de Outono (Outlander #4), Diana Gabaldon

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AUTORA: DIANA GABALDON
ROMANCE HISTÓRICO
EDITORA: Arqueiro
PÁGINAS: 576 (apenas PARTE I)
ANO: 2016
SÉRIE: OUTLANDER #4

 

A Arqueiro anunciou para março o lançamento da primeira parte do livro 4, Os Tambores de Outono. Minha resenha foi escrita em 2014, a partir da leitura das partes 1 e 2 das edições da Rocco (esgotadas). Portanto, meus comentários são das duas partes desse 4º livro, sem spoilers, claro!


Ou meu humor não anda nada bem ou esse livro me decepcionou, o que é duro de admitir, já que aprendi a amar essa série com todo meu coração. Fanatismos à parte, senti falta da Diana impactante dos livros anteriores, da Diana que me deixava ora com raiva ora suspirando, da Diana que me roubava o ar e me fazia ter vontade de jogar o livro na parede, da Diana da paixão avassaladora, das surpresas e da ansiedade. Parece que ela só acordou na segunda metade do livro, ainda assim, um pouco sonolenta.

Pensei ser praticamente impossível falar desse livro sem entregar seus segredos, e qual não foi minha surpresa quando li a sinopse ao término da leitura e constatei que está tudo ali. Tudo. Claire e Jamie resolvem, depois de algum tempo, que tentarão a vida na América e se fixam em uma propriedade concedida pelo Governador. Do outro “lado do tempo”, no “futuro”, acompanhamos um pouco do relacionamento de Roger e Brianna e suas descobertas sobre a vida de Jamie e Claire. Falarei menos que a sinopse, e se você não a leu, aconselho que não o faça. Os dois jovens descobrem algo importante que vai mudar (e movimentar) o rumo da história.

Parte I – Dói um pouco ter que admitir que as partes sobre Jamie e Claire na primeira metade do livro não eram as mais interessantes. Roger e Brianna roubaram a cena, mesmo que elas tenham sido pontuais. A autora escreve, escreve, escreve, e não diz muita coisa. Diana É prolixa, eu sei – e até gosto, mas aqui ela exagerou.

Parte II“Ufa, Diana acordou”, pensei. De fato, a história cresce significativamente e tem seus momentos dignos de aplausos. Há um encontro super emocionante e incrivelmente bem escrito, que é, para mim, o ponto alto de todas as mais de mil páginas. A história que se desenrola nessa segunda metade é muitíssimo interessante, mas mal aproveitada. Uma simples falta de diálogo – que não deveria ser comum entre Jamie e Claire e sua evidente maturidade – teve uma consequência que se arrastou até quase o final do livro.

Se gostei do livro? Sim, gostei. Citarei uma frase que a autora usa para descrever um acontecimento do livro e serve bem para resumir minhas impressões sobre ele. “É como no beisebol – assegurei a ela. – Longos períodos de tédio, pontuados por curtos períodos de intensa atividade.”

Deixo claro que não tenho problema com livros longos, mas não gosto quando as páginas e os pensamentos se repetem em demasia. Talvez tenha sido esse o problema em Os Tambores de Outono, mas, esperançosa de reencontrar a autora que me encantou, seguirei firme na série, especialmente porque, além de Jamie e Claire, agora existe a figura de Roger, que muito me agradou. A teimosia de Brianna me impediu de morrer de amores por ela, mas, verei o que me aguarda.

Em suma, uma excelente história, mas que decepcionou na forma em que foi contada. Ainda assim, recomendo a continuação da série. 😉

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Os Tambores de Outono nas edições da Rocco ❤

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*** Alerta de Spoiler *** 

Minha maior birra foi o estupro, definitivamente. Por que todos os personagens têm que sofrer algum abuso sexual? Acontecera com Jamie, com Fergus, com Ian e com Mary. Com Claire não foi estupro, mas ela “vendera” seu corpo como moeda de troca. E aqui em “Tambores” mais um. E um que me incomodou bastante, não pelo fato em si, mas pela tara da autora pelo assunto. Ficou caricato, passou do limite. Espero, sinceramente, que ela não o extrapole ainda mais nos próximos livros.

*** Fim do Spoiler *** 

Resenha dos outros livros da série:

A Viajante do Tempo

A Libélula no Âmbar

O Resgate no Mar

Sinopse: Será possível alterar o passado? 

Após tomar a difícil decisão de deixar a filha no século XX e viajar no tempo novamente para reencontrar seu grande amor, Claire Randall tem mais um desafio: criar raízes na América colonial do século XVIII ao lado de Jamie Fraser. Eles partem rumo à Carolina do Norte para encontrar um novo lar e contam com a ajuda de Jocasta Cameron, tia de Jamie e dona de uma propriedade na região.

Enquanto isso, em 1969, Brianna Randall se une a Roger Wakefield, professor de história e descendente do clã dos MacKenzie, para encontrar as respostas sobre as próprias origens e sobre Jamie, o pai biológico que nunca conheceu. 

Em meio às buscas, ambos encontram indícios de um incêndio fatal envolvendo os pais de Brianna. Mas Roger não pode lhe contar isso, porque sabe que a namorada tentaria voltar no tempo e salvá-los. Por outro lado, Brianna também não compartilha sua descoberta, pois tem certeza de que Roger tentaria impedi-la.