Os pais que queremos ser, Richard Weissbourd




Autor: Richard Weissbourd

Parentalidade / Valores morais

Editora: Martins Fontes

Páginas: 280

Ano: 2012

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Em Os pais que queremos ser o autor, psicólogo e professor em Harvard, diz que os pais estão fracassando em ensinar aos filhos valores e padrões morais básicos, como honestidade, gentileza, lealdade, generosidade, respeito, responsabilidade em relação aos outros e capacidade de se sacrificar em prol de princípios importantes. Ele nos explica que as qualidades morais dos nossos filhos são moldadas a partir de como reagimos às situações do dia a dia, de como reagimos às injustiças ou de como tratamos os outros. Nós, pais, somos a principal influência na vida moral de nossos filhos: adultos de caráter, crianças de caráter.

Weissbourd fala sobre a vergonha, a culpa e a humilhação que muitas crianças passam e que, em boa parte das vezes, os pais não tem consciência de que suas expressões faciais ou palavras ditas são responsáveis por essas sensações. Diz, ainda, que “sempre que sentimos vergonha de nossos filhos, esse é um sinal de que, em vez de procurar as falhas deles e aumentar o tamanho delas, devemos tentar compreender melhor nossas próprias falhas.”

Entra também em um tema muito importante: a obsessão dos pais pela felicidade dos filhos. Com a intenção de que sejam felizes, o autor diz que os pais terminam se omitindo e perdendo oportunidades de lhes ensinar valores.

Fala sobre elogios, que são benéficos quando elogiamos o processo, e não alguma característica, como a inteligência. Alerta, porém, para o perigo de seu excesso ou de quando é feito com frequência para pequenas conquistas, já que isso pode fazer com que a criança precise de doses cada vez mais altas de aprovação.

Fala sobre o dilema de ser mais íntimo dos filhos, mas ao mesmo tempo saber manter a distância adequada, para que os filhos consigam idealizar os pais e absorver as habilidades e qualidades morais que admira neles. Se os tratamos como iguais, deixamos de representar nosso papel de autoridade e exemplo. A linha que ele traça sobre intimidade e distância é tão tênue que chega a ser assustadora, confesso.

“Não há soluções fáceis para esses desafios e quebra-cabeças que envolvem a criação dos filhos. Mesmo nas melhores circunstâncias, muitos de nós, pais, tentamos assumir tarefas que às vezes parecem contraditórias. Procuramos transmitir a ideia de responsabilidade para com o próximo e ainda assim desempenhar o papel de confidentes; ser vulneráveis e honestos em relação a nossas falhas e mesmo assim idealizáveis; respeitar o julgamento e a liberdade de nossos filhos e ao mesmo tempo saber quando afirmar nossa autoridade e exigir obediência; e, finalmente, manter uma relação de ternura e proximidade com nossos filhos (preenchendo assim necessidades que são importantes para nós), mas que seja flexível, suporte a separação e os lance em direção ao mundo lá fora.”

Alerta sobre a obsessão pelo desempenho escolar (ou esportivo) dos filhos e o quão prejudicial essa pressão pode ser. Diz ainda que não adianta apenas dizer que não nos importamos, com a intenção de não pressioná-los. Precisamos, de fato, não nos importarmos, uma vez que os filhos percebem o que é importante para os pais, independentemente do que estes digam.

É um bom livro, apesar de ser um pouco confuso em algumas partes. De maneira geral, nos diz para sermos – de verdade – o melhor exemplo moral que podemos para nossos filhos e, muito importante, que essa moralidade deve sempre buscar evoluir cada vez mais.

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Sinopse: Neste livro, o psicólogo Richard Weissbourd, de Harvard, procura inspirar pais, professores e mentores e destaca estratégias concretas para criarmos filhos éticos e felizes. Defende a ideia de que nosso enfoque principal não deve ser a felicidade das crianças, mas sua maturidade, que inclui, entre outras coisas, a capacidade de administrar os impulsos destrutivos e de assumir de boa vontade a responsabilidade por outras pessoas – qualidades que estão no cerne da ética e de um bem-estar duradouro.

As crianças aprendem o que vivenciam, Dorothy Law Nolte; Rachel Harris

Autoras: Dorothy Law Nolte e Rachel Harris

Parentalidade / Educação Infantil

Editora: Sextante

Páginas: 312

Ano: 2003

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De cara, as autoras de “As crianças aprendem o que vivenciam” já alertam: ninguém se propõe a magoar seus filhos de propósito e, no entanto, é isto o que os pais fazem com frequência. Elas dizem que terminamos transmitindo nossas dificuldades emocionais para os filhos e que, parar mudar isto, é preciso optar por viver de forma consciente e ter coragem de romper com padrões negativos.⠀

O livro é simples e serve para nos lembrar de coisas que, no fundo, já sabemos. Sabemos, mas terminamos deixando “para um outro dia em que eu esteja mais calma, com menos pressa, com menos coisas para fazer e mais tempo para educar”. As crianças aprendem o que vivenciam vem nos lembrar que TODAS as nossas ações estão sendo absorvidas, TODOS os dias. Que a maneira como lidamos com nossos sentimentos mostra aos nossos filhos o que eles devem fazer com os seus. Portanto, devemos estar conscientes de tudo que fazemos e falamos sempre. SEMPRE!⠀

Não adianta falar o que esperamos de nossos filhos, devemos ser exemplo. Esta é a mensagem principal deste livro.⠀

Gostei bastante e, embora eu esperasse um pouco mais, recomendo, sim, a leitura.

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Sinopse: As Crianças Aprendem o que Vivenciam se tornou um verdadeiro livro de referência por apresentar um conceito simples e claro sobre educação: as crianças aprendem o tempo todo através do exemplo dos pais. Este livro vai lhe ajudar a refletir sobre o exemplo que está dando aos seus filhos. Ele traz ensinamentos fundamentais para que os pais ajudem as crianças a lidar com o medo, a hostilidade e a inveja, assim como a desenvolver a autoconfiança, a coragem, o senso de verdade e justiça, o amor e o respeito pelos outros.

As cinco linguagens do amor, Gary Chapman


Autor: Gary Chapman

Autoajuda / Relacionamento

Editora: Mundo Cristão

Páginas: 216

Ano: 2013

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Eu jamais teria lido este livro se não fosse a recomendação de uma pessoa que, como eu, também não costuma ler autoajuda. Despi-me de meus preconceitos, aceitei a dica e, olhem só, gostei demais.

O autor é um antropologista que tem aconselhado casais há anos em seu consultório. Ele fala que enchemos o nosso “tanque de amor” de maneiras diferentes, com a nossa – uma das cinco – linguagem do amor, que pode ser: palavras de afirmação, qualidade de tempo, receber presentes, formas de servir ou toque físico. Para que esse tanque permaneça cheio, é preciso que o outro conheça e fale a nossa primeira linguagem do amor, e, claro, para enchermos o tanque de quem amamos, devemos conhecer e usar a primeira linguagem do amor desta pessoa. Quando lemos suas explicações, tudo faz, sim, muito sentido.

Ele dedica também algumas páginas sobre a linguagem de amor dos filhos, que segue o mesmo princípio da dos adultos.⠀

Para todos aqueles que desejem manter cheios – ou encher – seus tanques de amor, vale muito a leitura.⠀

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Sinopse: Por que será que os casais não falam a mesma língua?
Contrariando a idéia de que o amor tem uma linguagem universal, o dr. Gary Chapman demonstra que as pessoas expressam e recebem manifestações de amor de diferentes maneiras, que ele denomina linguagens do amor.
Após anos de experiência como conselheiro de casais e palestrante em seminários, Chapman identificou cinco delas:

Palavras de afirmação
Tempo de qualidade
Presentes
Atos de serviço
Toque físico

As cinco linguagens do amor mostram por que só nos sentiremos realmente amados e compreendidos quando a pessoa amada nos expressar seu amor através de nossa linguagem única. Aprendida na infância, ela sensibiliza e alcança, de maneira poderosa e plena, nosso jeito especial de nos sentir amados.
Você já descobriu sua linguagem do amor? E a linguagem da pessoa a quem você ama? Então, descubra-as nas páginas deste livro.

Caravaggio, Gilles Lambert

Autor: Gilles Lambert

Arte / Biografia

Editora: Taschen

Páginas: 96

Ano: 2015

Idioma: português

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Caravaggio é um dos meus pintores favoritos, mas, apesar disso, eu quase nada sabia sobre sua vida. Foi tão genial quanto foi polêmico, tinha tanta facilidade de pintar quanto tinha de se meter em brigas e confusões.

Gostava de chocar e burlava até as próprias encomendas que lhe faziam colocando algo escandaloso nelas. Diferente dos seus colegas, pintava no escuro e escolhia como modelo para suas criações o povo da rua, prostitutas, mendigos. Seus quadros tinham sempre um jogo de luz e sombra, uma dramaticidade e um realismo impressionantes.

Foi um gênio, isso é indiscutível. Esta edição da Taschen nos traz um breve panorama de sua obra e vida, em um texto resumido e simples, porém bom. Dá para ter uma boa noção de quem foi Caravaggio e do que está por trás de suas telas. Não entra, no entanto, em quesitos técnicos de pintura.

Faz parte de uma coleção bem acessível e cumpre o que promete, em um material gráfico de excelente qualidade, com papel apropriado e muitas ilustrações. Para quem quer ler uma biografia completa, este não é o melhor livro, mas para quem quer saber um pouco sobre o pintor, vale bem a pena.

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Sinopse: Este livro apresenta um resumo cronológico detalhado da vida do artista, e da obra, cobrindo sua importância histórica e cultural. Cerca de 100 ilustrações a cores, com comentários explicativos além de uma biografia concisa.

No mar, Toine Heijmans

Autor: Toine Heijmans

Lit. Holandesa / Lit. Contemporânea

Editora: Cosac Naify

Páginas: 160

Ano: 2015

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Comprei No Mar em uma daquelas promoções após o encerramento da Cosac Naify sem ter referências sobre o livro, confiando apenas na boa seleção da editora. De fato, era pouco comum a Cosac errar a mão e, como eu esperava, gostei muito do livro.

No Mar, do escritor holandês Toine Heijmans, é narrado em primeira pessoa por Donald, um homem de 40 anos que resolve passar três meses no mar, pensando na vida. Cansado de ver colegas mais novos alcançando cargos que ele sempre desejou, cansado da vida, das promoções que não vinham, Donald conta a sua esposa que a empresa lhe oferecera um período sabático remunerado, que velejaria sozinho durante esse tempo e que gostaria de levar sua filha nos dias finais do trajeto. Ela concorda, e é justamente o relato desses momentos com a filha que acompanhamos.

No Mar é angustiante do começo ao fim. Não sabemos o que aconteceu, o que é verdade, o que é alucinação. A escrita é envolvente e, bingo!, deixa o leitor um tanto mareado, como se a voz daquele pai desesperado entrasse como o movimento das ondas do mar em nossas cabeças. Delírio meu? Talvez, mas, afinal, o que não o é nesse livro?

Heijmans nos deixa muitas reflexões sobre paternidade, sobre o trabalho e a vida nas entrelinhas desse pequeno livro. Não nos dá respostas, devo alertar, porém. Quando eu pensei que finalmente entendera o que estava acontecendo, vem o final e, puff!

Leitura rápida e um tanto angustiante. Um bom livro, sem dúvidas.

Sinopse: Em meio a uma grande crise pessoal, Donald, um homem de 40 anos, decide passar três meses velejando pelo Mar do Norte. Nos últimos dias do trajeto, da Dinamarca para a Holanda, terá a companhia de sua filha de sete anos, Maria. Será a primeira vez que os dois ficarão sozinhos, sem os cuidados da mãe, Hagar. Apesar do cansaço do pai-capitão, tudo parece estar sob controle. Quase chegando ao destino final, no entanto, ele perde a filha de vista. Esse narrador, nada confiável, escreve a experiência num diário de bordo, numa clara referência a Donald Crowhurst, navegador amador britânico encontrado morto em meio a uma competição, em 1969, depois de mandar uma série de falsos relatórios afirmando que estaria na rota correta e muito perto de cumprir o trajeto.

Ragtime, E. L. Doctorow

 

Autor: E. L. Doctorow

Literatura Americana / 1001 Livros

Editora: Record / Tag Livros

Páginas: 336

Ano: 2017

Ano de Publicação Original: 1974

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Eu já tinha cancelado minha assinatura da Tag (clube de livros) quando vi, sem querer, uma foto do livro do mês. Era Ragtime em uma edição belíssima, com um piano que se transforma no skyline novaiorquino. Além disso, o livro é um dos 1001 para ler antes de morrer, portanto, corri para renovar minha assinatura a tempo.

Ragtime é um gênero musical que nasceu no final do século XIX nas comunidades negras dos Estados Unidos, sendo precursor do jazz. O livro de Doctorow se passa no início do século XX, quando o ritmo, que tinha o piano como seu principal instrumento, estava no seu auge.

Depois da capa glamourosa, da explicação sobre o ragtime, da playlist maravilhosa e do mimo em formato de piano que a Tag enviou, criei grandes expectativas e imaginei que teríamos o ragtime, seus músicos e algum clube como cenário. Pra não dizer que não tem nada disso, um dos personagens principais menciona que é músico e toca uma única vez o piano. Só. [Sim, há referências na capa que podem ser apontadas, como uma chuva de fogos ou o piano, mas simplesmente não funcionou para mim.]

Tirando a falta de conexão entre capa e história, o livro é excelente, embora não tenha um pingo de glamour. É uma história triste, de preconceitos, de sobrevivência, de rótulos, de segregação. São muitos personagens, entre fictícios e reais, que aparecem e desaparecem, se conectam e se perdem.

A escrita de Doctorow é fabulosa e nos leva a ler páginas e mais páginas sem sentir. Se o ragtime tem algo a ver com essa história, certamente é com o estilo de narrativa meio descompassada, meio solta, meio bagunçada, mas que no final tem harmonia, tal qual o gênero musical. Pode parecer loucura, mas depois de ouvir as músicas foi inevitável a associação do ritmo delas à escrita do autor.

Além da escrita, um ponto alto são os personagens históricos que enriquecem o livro, como Evelyn Nesbit, Henry Ford e J.P. Morgan. Destaco também os personagens sem nome, que pregam uma peça no leitor lá nas primeiras páginas, fazendo com que pensem estar lendo um história em 1ª pessoa.

Ragtime me fez entender de forma bem clara um pouco do que foi o início do século XX nos Estados Unidos e todas as dificuldades e preconceitos sofridos pelos imigrantes. Um bom livro, sem dúvidas, e só a escrita já vale a leitura.

* Está na lista dos “1001 livros para ler antes de morrer” (Clique aqui para ver mais sobre o Projeto 1001 livros e as resenhas já feitas da lista)

Sinopse: No início do século XX, o ragtime era o mais popular idioma musical dos Estados Unidos.O termo originou-se da expressão ‘ragged time’, referindo-se ao ritmo sincopado e de contratempo do rag. É com esta estrutura que Doctorow descreve a vida de uma família fictícia, cujos membros são designados como Papai, Mamãe, Irmão Mais Novo de Mamãe e Vovô. O autor intercala o cotidiano da família com figuras e acontecimentos históricos: o ilusionista Houdini, a rotina do milionário J. P. Morgan, o genial inventor Henry Ford, as lutas da anarquista Emma Goldman, o poder da imprensa, o nascimento do cinema, as greves trabalhistas. Em meio a tudo isso, a figura silenciosa do Irmão Mais Novo de Mamãe é o elemento criador da conexão entre capítulos, retratando o dinamismo, a riqueza e a miséria de um país ainda em formação.

A janela de esquina do meu primo, E. T. A. Hoffmann

Autor: E. T. A. Hoffmann

Literatura Alemã / Conto

Editora: Cosac Naify

Páginas: 80

Ano: 2014

Ano de Publicação Original: 1822


 

E. T. A. Hoffmann para mim sempre esteve muito mais ligado à música do que à literatura. Seus contos serviram de base para inúmeras peças musicais, como a Kreisleriana de Schumann, a aclamada ópera Os Contos de Hoffmann, de Jacques Offenbach, sem falar nos ballets Coppélia, de Delibes, e O Quebra-Nozes (resenha do livro aqui), de Tchaikovsky. Eu, que já o achava genial, descobri que ele influenciou grandes nomes da literatura como Dickens, Poe, Gógol, Baudelaire, Balzac e Dostoievsky. Quer mais? Crítico musical que era, foi um dos primeiros a reconhecer o talento de Beethoven.

A Janela de Esquina do meu Primo nos traz uma conversa entre o narrador e seu primo, um escritor inválido, que mora em um apartamento com vista para a Gendarmenmarkt, grande (e linda) praça em Berlim. Debruçados sobre tal janela, observando a feira que se desenrola à sua frente, os dois personagens nos descrevem com detalhes o que veem – e o que imaginam.

O resultado é um conto que transporta o leitor para outro século e nos faz enxergar com clareza tudo o que é narrado. Barracas de feira com seus comerciantes e clientes, roupas, as boas e as já puídas, flores, cestos de comida, bolsos de dinheiro, semblantes, gestos e trejeitos e até sentimentos.

O posfácio desta edição, escrito por Marcus Mazzari, nos indica que a história tem caráter autobiográfico. Mazzari diz que essa representação realística da sociedade burguesa moderna feita por Hoffmann já nos deixa muito do que será, décadas depois, o realismo de Balzac e Dickens, por exemplo.

A edição da finada Cosac é, como sempre, um capricho à parte. Lindas ilustrações, ótima tradução, papel com gramatura alta e texto com boa diagramação, tudo isso para um simples e curto – porém significativo – conto. Coisas da Cosac! É um livro para ler “em uma sentada só”, mas que me deixou com vontade de ler toda a obra do autor.

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Sinopse: O livro narra a história de um escritor inválido, preso em seu pequeno apartamento de esquina, cuja única abertura para o mundo é uma janela de onde ele observa toda a praça. Ao receber a visita de seu primo, os dois descrevem minuciosamente os tipos que frequentam e fazem suas compras na feira semanal na Gendarmenmarkt, principal praça de Berlim. O autor antecipa as questões urbanísticas e sociais das grandes metrópoles. A obra ainda traz ilustrações que recriam imagens de época e aparecem também recortadas nas margens do livro, como uma janela que se abre para a praça. O texto publicado postumamente, no mesmo ano de sua morte, apresenta pontos semelhantes à vida do autor, mas não é claramente autobiográfico.