Tenho monstros na barriga, Tonia Casarin

 

Autora: Tonia Casarin

Literatura infantil

Editora: Tonia Casarin

Páginas: 44

Ano: 2018

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Um dia desses eu estava no parquinho com meu filho e, ao se balançar rapidamente e até “muito” alto, ele gritou: ai minha barriga!! Naquele momento, me lembrei de todas as borboletas que já voaram (e ainda voam) na minha barriga e fiquei pensando em como eu poderia ajudá-lo a controlar essas sensações.⠀

Contei-lhe dos bichinhos que também já habitaram minha barriga, contei-lhe um montão que coisas… até que, dias depois, vi, do nada [a internet – assustadoramente – lê pensamentos] este livro. Comprei, uai! Eu só não imaginava que seria tão bom!⠀

Ele fala de 8 emoções – alegria, tristeza, raiva, medo, coragem, curiosidade, orgulho e ciúme. Cada emoção é um monstrinho na barriga do personagem Marcelo, e os exemplos são bem fáceis de serem compreendidos, pois envolvem situações bem corriqueiras do mundo infantil.⠀ De todos os livros infantis que li que falam sobre emoções e sentimentos, este é o mais direto, acessível e mais compreensível. Ganha pela simplicidade. Já sinto cheiro de favorito por aqui.

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Sinopse: O primeiro passo para o desenvolvimento das habilidades sociais e emocionais é a identificação dos sentimentos. Portanto, esse livro busca aumentar essa consciência dos sentimentos, com base em uma história de uma criança e seus monstrinhos. Além da história em si, o livro traz atividades e brincadeiras interativas para as crianças fazerem com seus pais!

As cinco linguagens do amor, Gary Chapman


Autor: Gary Chapman

Autoajuda / Relacionamento

Editora: Mundo Cristão

Páginas: 216

Ano: 2013

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Eu jamais teria lido este livro se não fosse a recomendação de uma pessoa que, como eu, também não costuma ler autoajuda. Despi-me de meus preconceitos, aceitei a dica e, olhem só, gostei demais.

O autor é um antropologista que tem aconselhado casais há anos em seu consultório. Ele fala que enchemos o nosso “tanque de amor” de maneiras diferentes, com a nossa – uma das cinco – linguagem do amor, que pode ser: palavras de afirmação, qualidade de tempo, receber presentes, formas de servir ou toque físico. Para que esse tanque permaneça cheio, é preciso que o outro conheça e fale a nossa primeira linguagem do amor, e, claro, para enchermos o tanque de quem amamos, devemos conhecer e usar a primeira linguagem do amor desta pessoa. Quando lemos suas explicações, tudo faz, sim, muito sentido.

Ele dedica também algumas páginas sobre a linguagem de amor dos filhos, que segue o mesmo princípio da dos adultos.⠀

Para todos aqueles que desejem manter cheios – ou encher – seus tanques de amor, vale muito a leitura.⠀

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Sinopse: Por que será que os casais não falam a mesma língua?
Contrariando a idéia de que o amor tem uma linguagem universal, o dr. Gary Chapman demonstra que as pessoas expressam e recebem manifestações de amor de diferentes maneiras, que ele denomina linguagens do amor.
Após anos de experiência como conselheiro de casais e palestrante em seminários, Chapman identificou cinco delas:

Palavras de afirmação
Tempo de qualidade
Presentes
Atos de serviço
Toque físico

As cinco linguagens do amor mostram por que só nos sentiremos realmente amados e compreendidos quando a pessoa amada nos expressar seu amor através de nossa linguagem única. Aprendida na infância, ela sensibiliza e alcança, de maneira poderosa e plena, nosso jeito especial de nos sentir amados.
Você já descobriu sua linguagem do amor? E a linguagem da pessoa a quem você ama? Então, descubra-as nas páginas deste livro.

Pela casa de conhece o dono, Didier Cornille

pela casa se conhece o dono cosac
Autor: Didier Cornille
Lit. Infantojuvenil / arquitetura
Editora: Cosac Naify
Páginas: 94
Ano: 2014

 

Livro de arquitetura? Infantil? Como assim?! Pois é, também estranhei quando vi a sinopse, mas comprei mesmo assim. E qual não foi minha surpresa – sim, estava um pouco cética – quando o livro chegou e confirmei que era exatamente um livro de arquitetura para crianças! E o melhor, ele é super interessante, lúdico, bonito e instigante.

Pela casa se conhece o dono nos traz, de maneira divertida, casas icônicas de grandes arquitetos desde o começo do movimento moderno, passando pelo pós-modernismo, indo até uma casa do ano de 2002.

Em cada casa apresentada, há uma pequena introdução sobre quem é o arquiteto. Depois, junto com as ilustrações, vêm os porquês. Por que ele escolheu aquela forma, aqueles materiais, quais os anseios dos moradores, as falhas e os acertos. Tudo isso com um texto simples e sucinto, mas certamente com muitas palavras novas a serem acrescentadas ao vocabulário das crianças.

O mais interessante – e o diferencial – é que não há fotografias das casas, elas são apresentadas através de ilustrações lindas, didáticas e alegres.

É um livro para crianças curiosas (ou para despertar essa curiosidade), um livro que foge do comum, gera questionamentos, exercita a capacidade de visualização espacial e estimula a criatividade.

É sempre difícil apontar uma faixa etária, já que a capacidade de compreensão é um pouco variável – tem leitor de apenas 7 anos lendo Harry Potter, por exemplo – mas eu diria que pode ser melhor aproveitado partir dos 7 anos.

Provavelmente, o fato de ser arquiteta contribuiu para que eu ficasse encantada com o livro, mas ele é, sem dúvidas, interessantíssimo para qualquer leitor.

5 Estrelas

5 corações

pela casa se conhece o dono

Esse livro:

Ilustrado *** Pouco texto *** Cultura e Arte *** Para ler em família *** Para crianças curiosas *** Aguça orientação e percepção espacial *** Instiga questionamentos *** Palavras Novas

HdP - Selo Crescidinhos HdP - Selo Família

HdP - Selo Criança

 

 

 

 

 

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Sinopse: Por meio de textos curtos e ilustrações precisas, Didier Cornille apresenta casas icônicas em ordem cronológica, dos anos 1920 até o início do século XXI. Gerrit Rietveld, Le Courbusier, Frank Lloyd Wright, Charles e Ray Eames, Mies Van der Rohe, Oscar Niemeyer (capítulo exclusivo para a edição brasileira), Jean Prouvé, Frank Gehry, Shigeru Ban, Rem Koolhaas, Sarah Wigglesworth e Jeremy Till são nomes que deixaram marcas por revolucionar os projetos de moradias, influenciando também nos métodos de construção. Frank Lloyd Wright, por exemplo, integrou uma residência a uma cachoeira e Rem Koolhaas projetou uma casa que tem como cômodo principal um elevador, para atender às necessidades de seu dono paraplégico. Mais do que retratar as casas em si, Cornille as desconstrói, evidenciando suas particularidades em ilustrações que são estilizações dos croquis originais.

No texto de quarta capa, a desenhista Carla Caffé aproxima a arquitetura da nossa vida cotidiana: “Ao passear pelas casas desenhadas neste livro, podemos desfrutar a experiência de viver no planeta do século XX até os dias de hoje. Acompanhamos, por meio da arquitetura, a trajetória de como mudamos nosso jeito de morar, de como compartilhamos nossos sonhos e desafios”.

Adeus, China – O último bailarino de Mao, Li Cunxin

Adeus China Li Cunxin

 

Autor: Li Cunxin
Autobiografia / Não-Ficção
Editora: Fundamento
Páginas: 400
Ano: 2007

 

Depois de pouco mais de 2 anos, esse livro volta às minhas mãos – e todo rabiscado! Aliás, lindamente rabiscado! Explico.

Sabe aquele livro que você indica a todos os seus amigos, mas eles fazem cara de paisagem e não se animam pra ler? Sabe aquele livro maravilhoso, que você amou e quer que todos leiam? Sabe aquele livro que deixa marcas e grandes lições? Pois é, Adeus, China é um desses livros. Ou melhor, foi um desses livros.

O preço não ajudava, não tinha edição digital, o título não agradava e a capa tampouco era atraente, mas tive uma simples ideia. Um Livro Viajante! Colocaria o livro no Correio para rodar por todo o Brasil, visitando cada uma das casas dos leitores daquele grupo de leitura. Sugestão aceita, Adeus, China passou de mão em mão, ganhando recadinhos e rabiscos carinhosos e conquistando quem o lia.

Resultado? Todo mundo se surpreendeu e se emocionou. Recebi o livro hoje com um sorriso no rosto e uma vontade imensa de relê-lo.

Adeus, China – O último bailarino de Mao nos mostra a miséria daquele país sob o regime ditatorial de Mao e como um jovem conseguiu superar todas as barreiras e mudar completamente de vida.⠀

É uma autobiografia, mas parece um romance, um conto de fadas. É uma história de superação, de garra, de determinação. É uma história sobre família e os valores que realmente importam. É, também, uma linda e real história de amor, que me levou às lágrimas por diversas vezes.⠀

Um livro encantador, ninguém sai dele do mesmo jeito que entrou.🍂💛

*****

♥Para quem, como eu, gosta de ballet, um aviso: você vai ficar estupefato ao reconhecer alguns famosos nomes.

♥Quem for ler, ao pegar o livro NÃO folheie até as últimas páginas, resista! rs Nelas encontramos fotos que são verdadeiros spoilers e certamente tira o fator surpresa, tão importante para que nos emocionemos com a leitura.

♥Existe também um filme sobre essa história. NÃO veja o trailer antes! rs Confie em mim, não irá se arrepender! :)))

5 Estrelas 5 corações

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Sinopse: Em um vilarejo desesperadamente pobre do nordeste da China, um jovem camponês está sentado em sua velha e frágil carteira escolar, mais interessado nos pássaros lá fora do que no Livro Vermelho de Mao e nas nobres palavras nele contidas. Naquele dia, porém, homens estranhos chegam à escola – os delegados culturais de madame Mao. Estão à procura de jovens camponeses que, depois de receberem a formação necessária, possam tornar-se os fiéis guardiães da grande visão de Mao para a China. 

O garoto observa um dos colegas ser escolhido e levado para fora da sala. A professora hesita. Deve ou não deve? Quase desiste. Mas, afinal, no último momento, toca no ombro do oficial e aponta o garoto miúdo. “Que tal aquele?”, ela pergunta. 

Em um único momento, a possibilidade mais remota mudou de modo indescritível o curso da vida de um garoto. Ele faria parte de algumas das maiores companhias de balé do mundo. Um dia seria amigo do presidente e da primeira-dama, de astros do cinema e das pessoas mais influentes dos Estados Unidos. Seria uma estrela: o último bailarino de Mao, o queridinho do ocidente. 

Esta é a história de Li Cunxin – uma narrativa que poderia ter desaparecido, como as vidas de outros milhões de camponeses, em meio à revolução e ao caos. É uma história de coragem, de amor de mãe e do anseio por liberdade de um jovem. O relato belo e precioso de uma vida inspiradora contado com honestidade.

As Peças Infernais (Anjo Mecânico, Príncipe Mecânico, Princesa Mecânica), Cassandra Clare

Anjo Mecânico – As Peças Infernais #1

anjo mecanico cassandra clare

 

Autora: Cassandra Clare
Fantasia / Young Adult
Editora: Galera Record
Páginas: 392
Ano: 2012

 

Resenhado em 2013, lido em inglês – nível semi-avançado – 4/5

Há algum tempo quero ler os livros da Cassandra Clare, mas temia ler mais do mesmo e cansar do mundo sobrenatural e fantasioso – um pouco do que aconteceu com as distopias. Quão errada estava eu! Se você tem os mesmos receios, não os tenha! Anjo Mecânico é superior a tudo que já li do estilo.

Esse é o primeiro livro da série As Peças Infernais, que se passa no mesmo mundo de Os Instrumentos Mortais, porém muitíssimos anos antes, na Londres vitoriana de 1878. Diferente da maioria dos leitores, não li nenhum livro da série Os Instrumentos Mortais (hoje já li rs), então não tenho como opinar por qual série a leitura deve ser iniciada.

Anjo Mecânico começa a contar a história de Tessa, uma novaiorquina que acaba de se mudar para Londres atendendo a um chamado de seu irmão Nathaniel. Tessa vai se ver presa pelas Dark Sisters, sem saber nenhuma notícia do seu irmão e cheia de poderes antes desconhecidos. Na busca por Nathaniel, ela descobre que tem um dom raro e passa a conhecer um mundo novo, cercado de seres do submundo e de caçadores de sombras, cercado de mistérios e magia, de amigos e inimigos. Nessa procura conhece, dentre outros, Jem e Will, amigos inseparáveis, nefilins, que tentarão, cada um a sua maneira, proteger a inocente Tessa.

Não é só um livro sobre vampiros, nefilins e bruxos. É muito mais. É sobre mistérios e segredos. Sobre mundos e submundos. Sobre anjos e demônios. O mundo que a Clare criou é surpreendente e espetacular. Diria que é mais um livro de fantasia do que de seres sobrenaturais. Somado a isso, ponha uma Londres da era vitoriana meio sombria, ricamente apresentada. Quer mais? Tem mais. Um triângulo amoroso começa a ser embasado de uma maneira singular, singela e original – ou o quão original um triângulo amoroso pode ser. E, apesar de não ser o foco principal da trama, ele vai ditar muitas das atitudes e dos fatos que ocorrem.

A escrita. O que falar da escrita de Cassandra Clare? Estupenda! O desenvolvimento do enredo é perfeito, a qualidade descritiva é muito boa e os personagens são contagiantes, fortes e carismáticos.

A autora fez de uma história juvenil, um livro para ser lido por jovens de qualquer idade, tenha ele dez ou cem anos. Fez do comum, um mundo encantador que nos tira do chão e nos faz virar página atrás de página, incessantemente. Entrou para o rol dos meus autores favoritos, sem pestanejar. Muitas estrelinhas e muita sede pelo próximo livro, Príncipe Mecânico.

4.5 Estrelas 4.5 corações

Príncipe Mecânico – As Peças Infernais #2

principe mecanico cassandra clare

AUTORA: CASSANDRA CLARE
FANTASIA / YOUNG ADULT
EDITORA: GALERA RECORD
PÁGINAS: 406
ANO: 2013

Resenhado em 2013, lido em inglês – nível semi-avançado – 4/5. Pode conter spoilers do livro anterior.

Como comentar um livro tão fantástico – em todos os sentidos – como esse? A euforia em torno dessa série era tão grande que fui convencida a lê-la e ao terminar o primeiro livro pensei ter entendido o motivo de tamanha fama, afinal o mundo criado pela autora é, de fato, fascinante e facilmente se destaca no meio de tantos livros do gênero. Mas foi na leitura de Príncipe Mecânico que eu fiquei atônica, sem ar e sem palavras.

Em Príncipe Mecânico temos a capacidade de Charlotte em comandar o Instituto de Londres posta à prova pelos Lightwoods, que dão um prazo para que ela encontre o temido Mortmain. Se Charlotte perder a posição de chefia, Tessa certamente não terá para onde ir e, por esse e outros motivos, todos no Instituto vão se empenhar ao máximo para provar que Charlotte é capaz, sim, de continuar no cargo. E é em torno dessa busca por Mortmain que os fatos acontecem.

No desenrolar da história, o triângulo amoroso, antes leve e juvenil, ganha destaque e profundidade e, se posso afirmar algo com veemência, é que ele vai partir seu coração em dois. Sempre que li histórias envolvendo três pessoas, tive minha preferência por um dos personagens facilmente escolhida e torcia para que a autora “desse um jeito” de encontrar um novo amor para a terceira pessoa e, pronto, estava tudo resolvido. No entanto, em As Peças Infernais, lhes digo, não há como escolher entre Will e Jem. Simplesmente não há! Esse deve ser o triângulo amoroso mais angustiante de toda a literatura juvenil e o mais bem construído também. Não tenho ideia de como Cassandra Clare vai desatar esse nó, pois seja qual for sua escolha, vai dilacerar o que sobrou de nós. E, Cassandra, se você matar o Jem…

Além do mundo de fantasia fascinante criado, o fato de a história se desenrolar em Londres, no ano de 1878, só me fez gostar ainda mais dessa trilogia, pois por vezes sentimos como se estivéssemos lendo algum clássico inglês, com linguajar mais formal, trajes e costumes condizentes com a época, ruas sombrias e carruagens. Toda a magia de uma era se une à fantasia dos personagens de forma que encanta e vicia.

Tessa: Se tornou uma das minhas personagens femininas preferidas. Ela é forte, carismática e prestativa, e suas atitudes e pensamentos são sempre condizentes com o perfil e caráter que lhe foi dado pela autora.

Will: Um garoto lindo, de fazer suspirar e delirar, mas que carrega uma maldição que o faz afastar todos que dele se aproximam. Como não amar um Will que, por trás de uma fachada de pedra, faz de tudo pelos amigos?

Jem: Um coração doce, do mais açucarado que você possa imaginar, mas que está morrendo lentamente, viciado em uma droga que ao passo que lhe tira a vida, também lhe mantém nela.

A amizade parabatai entre Will e Jem só poderia existir na ficção de tão utópica que é. Parte fundamental de toda a trama, ela acalenta – e nos destrói em um determinado momento.

Jessa: Sobre Miss Lovelace só digo uma coisa: vai lhe dar ainda mais raiva do que no primeiro livro.

Henry e Charlotte: O casal na liderança do Instituto que não teve tanto minha simpatia em Anjo Mecânico (não que não tenha gostado!), me ganhou e conquistou um lugarzinho só deles. Henry, vibrei com você! Rs

Todos os personagens, vilões ou mocinhos, são marcantes e muito bem desenvolvidos. Toda ação é precisa, bem embasada e estruturada de forma brilhante. Eu diria que a autora variou de surpreendente a incrível, de perfeito a mais que perfeito, de glorioso a estupendo. Se você ainda não leu porque não gosta de fantasia, bruxos ou qualquer coisa do tipo, vale a pena experimentar essa série e deixar que ela lhe agarre com unhas e dentes. Se dela não gostar, desista, você definitivamente não gosta de fantasia.

5 Estrelas 5 corações

 

Princesa Mecânica – As Peças Infernais #3

princesa mecanica cassandra clare
AUTORA: CASSANDRA CLARE
FANTASIA / YOUNG ADULT
EDITORA: GALERA RECORD
PÁGINAS: 434
ANO: 2013

Resenhado em 2013, lido em inglês – nível semi-avançado – 4/5. Pode conter spoilers dos livros anteriores.

E Cassandra Clare desatou o nó…

No segundo livro da série As Peças Infernais pensei em todas as possibilidades que a autora teria para desatar o nó que criou com o triângulo amoroso e nenhuma parecia aceitável, todas já doíam no peito antes mesmo de acontecerem. Jem morreria para que Tessa pudesse ficar com Will? Will deixaria que seu parabatai fosse feliz com sua amada Tessa? De qualquer forma teríamos ou o coração de um ou do outro partido – e consequentemente o nosso também se despedaçaria, não?

Princesa Mecânica se desenrola em torno da tentativa de destruir o exército mecânico criado por Mortmain e de descobrir suas verdadeiras intenções. Além disso, o consul, se sentindo ameaçado e desobedecido por uma mulher, tenta tirar o poder das mãos de Charlotte, que o alerta de todas as formas sobre As Peças Infernais de Mortmain. No meio de toda essa “guerra” ainda temos o turbilhão de emoções entre o trio Tessa, Jem e Will. Jem está a cada dia mais debilitado e Will cada vez mais disposto a ajudá-lo. Entre eles, uma Tessa dividida igualmente entre dois amores.

Se nos dois primeiros livros o foco é o trio principal, no terceiro volume os personagens Cecily, Sophie, Gideon, Gabriel, Charlotte, Henry e Magnus Bane são tão importantes quanto e tem suas vidas abertas para o leitor. Finalmente descobrimos a origem de Tessa, quem e o que ela é, e fiquei encantada acompanhando o raciocínio da autora.

Reafirmo o que disse sobre os livros anteriores: a escrita um pouco mais formal e o cenário de uma Londres vitoriana é mais que um deleite. Eu diria que a característica principal da série é a emoção, apesar de a ação e o mistério serem partes igualmente importantes. Os laços entre os personagens são tão fortes que superam os laços sanguíneos, e ver essa amizade madura e incondicional encanta e enche nossos olhos. O desprendimento e o amor imensurável aquece as entrelinhas de uma história pra lá de fantástica, que certamente deixa um vazio em que a lê.

Epílogo Ah, o epílogo! Sem palavras para descrevê-lo… Chorei as lágrimas que não caíram durante toda a série, me derramei sem parar até fechar o livro e colocá-lo de volta na linda jacket que o acompanha. Perfeito…devastador, alegre, angustiante, feliz, triste…perfeito!

5 Estrelas5 coraçõesfavoritos

as peças infernais

The Infernal Devices – Dos livros mais lindos da minha estante ❤

Não conte a ninguém, Harlan Coben

Corr_Cp_NãoConteNinguem_Arqueiro_15mm.pdf

 

Autor: Harlan Coben
Policial / Mistério
Editora: Arqueiro
Páginas: 256
Ano: 2009

 

Sabe quando você tem uma lista de livros para ler, começa todos e, um a um, nas primeiras páginas vai dizendo “esse agora não”? Pois bem, era assim que eu estava, nada “descia”. Então, pensei, nunca li nada do Harlan Coben, tenho um livro dele guardado há um bom tempo, por que não? Livros de mistério são sempre bons para quebrar esse “bloqueio”, já que – normalmente – eles deixam o leitor curioso. E foi justamente a curiosidade que me fez virar as páginas de Não Conte a Ninguém.

A história gira em torno de Beck, um médico cuja esposa fora brutalmente assassinada, 8 anos antes, quando eles estavam juntos em um lago. Beck e Elizabeth eram apaixonados desde que eram crianças e ele nunca a esqueceu. Um dia, recebe um email misterioso com informações que só ele e Elizabeth poderiam saber e passa a desconfiar que ela possa estar viva. Nesse mesmo período, dois corpos, que podem estar ligados ao assassinato, aparecem e tudo o que se sabia pode mudar.

E agora, ela está viva? Ele está delirando? Com quem ele pode contar? Em quem confiar? Ficamos cheios de porquês e querendo descobrir todo o mistério em questão. Tem quem descubra tudo logo de cara, mas não sou dessas. Até elaboro teorias, penso em possibilidades, acerto alguma coisa, mas tudo muito vago. Para quem mata a charada rapidinho, não sei se é um livro interessante, pois a graça está só, e somente só, no desenrolar dos fatos.

A escrita é bem pobre e isso me surpreendeu bastante, dada a fama do autor. Ele sabe contar a história, sabe deixar os ganchos no final de cada capítulo, sabe como prender o leitor, mas é só. Ok, saber fazer isso tudo já é muito, mas, mesmo tendo gostado do livro, eu confesso que esperava um pouco mais, mais Uaus! e Ohs! durante a leitura.

O livro todo tem um ar de filme, é muito visual, rápido, sem grandes aprofundamentos. Aliás, me senti assistindo aos filmes que via quando era adolescente, desses filmes policiais a lá Tela Quente.

Por ter sido lançado no ano 2000, o “atraso” tecnológico me deu um pouco de agonia – e aí, claro, não é culpa do autor, é loucura minha mesmo. Ele fala em internet discada, em bipe, Yahoo, Netscape, e isso marca bem uma época que talvez esteja próxima demais. Isso me fez lembrar de um livro que li em 2013 e usava drones como algo super tecnológico. Apenas dois anos depois qualquer pessoa pode usar um deles e isso tira um pouco a graça da história de quem a lê hoje, me entende? Ou é loucura minha? Talvez enfatizar demais marcas, modelos e tecnologia de uma determinada época deixe o livro com um prazo de validade curto.

Apesar dos pesares, o livro me prendeu do começo ao fim, eu não conseguia parar de ler. E quando isso acontece é preciso reconhecer que ele cumpriu seu papel de entretenimento. Muito bem, por sinal. Quero ler outros livros do autor, especialmente quando quiser algo que me prenda bem. Para quem gosta de livro com cara de filme, é uma boa pedida. 😉

não conte a ninguém

Sinopse: Não Conte a Ninguém – Há oito anos, enquanto comemoravam o aniversário de seu primeiro beijo, o Dr. David Beck e sua esposa, Elizabeth, sofreram um terrível ataque. Ele foi golpeado e caiu no lago, inconsciente. Ela foi raptada e brutalmente assassinada por um serial killer. 

O caso volta à tona quando a polícia encontra dois corpos enterrados perto do local do crime, junto com o taco de beisebol usado para nocautear David. Ao mesmo tempo, o médico recebe um misterioso e-mail, que, aparentemente, só pode ter sido enviado por sua esposa.

Esses novos fatos fazem ressurgir inúmeras perguntas sem respostas: Como David conseguiu sair do lago? Elizabeth está viva? E, se estiver, de quem era o corpo enterrado oito anos antes? Por que ela demorou tanto para entrar em contato com o marido?

Na mira do FBI como principal suspeito da morte da esposa e caçado por um perigosíssimo assassino de aluguel, David Beck contará apenas com o apoio de sua melhor amiga, a modelo Shauna, da célebre advogada Hester Crimstein e de um traficante de drogas para descobrir toda a verdade e provar sua inocência.

Não conte a ninguém foi o livro mais aclamado de 2001, indicado para diversos prêmios, entre eles Edgar, Anthony, Macavity, Nero e Barry. Em 2006 foi adaptado para o cinema numa produção francesa vencedora de quatro Cesars (o Oscar francês), inclusive de melhor ator e diretor.

Sweet Thing, Renee Carlino

SWEET_THING

Autora: Renne Carlino
New Adult / Romance
Editora: Atria Books
Páginas: 320
Ano: 2013

 

(Uma boa opção para quem procura um livro simples em inglês.)

Eu me interessei por Sweet Thing há algum tempo quando uma amiga do GR o avaliou, bem entusiasmada, com cinco estrelinhas. Depois de olhar as lindas capas e sua alta pontuação, coloquei-o na pequenina fila de leitura, cheia de expectativas. Eu queria ter amado esse livro, estava preparada para colocá-lo em um cantinho especial da minha estante, mas, apesar de ter gostado, isso não aconteceu.

Sweet Thing conta a história de Mia, uma garota de 25 anos apaixonada por música, e de Will, um guitarrista incrivelmente doce e talentoso, cinco anos mais velho que ela. Eles se conhecem em um vôo, quando Mia está deixando sua cidade para ir morar em Nova York e tomar conta do café de seu pai, que acabou de falecer. Mia não quer que a música deixe de ser um hobby, não quer ter que viver dela, pois teme a insegurança da profissão. Porém, Will entra na sua vida e uma amizade enorme vai surgir entre os dois e vai deixá-la confusa e indecisa sobre seu futuro. Claro, a amizade se transforma em um lindo amor – mas, aviso, isso demora horrores para acontecer!

O começo desse livro é incrível, singelo, bem doce e leve. É daqueles começos que você pensa que vai amar o livro com todo seu coração. A autora logo demonstra ter uma sensibilidade tocante para escrever cenas leves e críveis do dia a dia. Encantei-me rapidamente pelos personagens, especialmente pelo Will. A história e as situações me lembraram muito da Colleen Hoover, mas tem um ritmo lento a lá Sarah Dessen – o que pode não agradar a muitos.

Não me incomodei com o tempo dos acontecimentos, mas a indecisão sem fim da protagonista Mia mexeu com meus nervos. Eu sou daquelas que dificilmente se irrita com as mocinhas, mesmo quando todos reclamam delas, mas essa Mia testou toda a minha paciência. Como descrevê-la? Confusa, indecisa, medrosa, complicada, insegura… mas extremamente real. Uma personagem cheia de defeitos e muitíssimo bem caracterizada. Aliás, todos os personagens foram muito bem construídos.

Talvez, justamente pela história parecer tão real, tão crível, tenha sido tão frustrante. A cada capítulo eu pensava agora vai, e não ia. Ainda assim, eu não conseguia largar o livro de jeito algum, pois a leitura é deliciosa e as cenas são bem leves, apesar de tudo.

Will é o fofo dos fofos, o personagem que leva toda a trama adiante. Forte, decidido, confiante, ele é tudo o que Mia não é, ainda que sejam almas gêmeas. Ele entende seus receios, suas dúvidas… compreende-a melhor que ela mesma.

Não sei bem explicar o que senti nesse livro, pois gostei muito do que li, gostei da escrita e do toque leve e divertido das cenas, mas não amei – e eu queria muito tê-lo feito. Adoro livros que envolvem muita música, e com esse não foi diferente, mas eu queria algo mais. Queria mais do Will e da Mia, ficar um pouquinho mais perto deles, ver sua felicidade, cantar mais algumas canções… Fiquei desejando mais! E, bem, fiquei super feliz quando soube que existia o Sweet Little Thing, um extra que a autora fez atendendo aos pedidos de seus leitores.

Devo dizer-lhes, então, que Sweet Little Thing foi tudo o que faltou em Sweet Thing. Apaixonantemente delicioso!

Sweet Little Thing não chega a ser um segundo livro, é como se fosse um grande epílogo. E o melhor? É narrado pelo Will! Adorei ler esse “epílogo” sob seu ponto de vista, ri muito, cantei mais ainda e me apaixonei perdidamente com sua doçura.

São 120 páginas de puro amor, mas de um realismo impressionante. Doce, doce, doce… não haveria título melhor para tão singela história. Ela faz valer a pena todas as páginas do primeiro livro, faz você ficar com um sorriso bobo no rosto, faz você ouvir aquelas belas canções e viver aqueles maravilhosos momentos. Lindo, lindo, lindo!!!

3 Estrelas 3 corações

 

Sinopse: Sweet Thing – Mia Kelly is a twenty-five-year-old walking Gap ad who thinks she has life figured out when her father’s sudden death uproots her from slow-paced Ann Arbor to New York City’s bustling East Village. There she discovers her father’s spirit for life and the legacy he left behind with the help of an old café, a few eccentric friends, and one charming musician.

Will Ryan is good-looking, poetic, spontaneous, and on the brink of fame when he meets Mia, his new landlord, muse, and personal heartbreaker.

A story of self-discovery and friendship, Sweet Thing shines light on the power of loving and letting go.