Álbum de Casamento (Quarteto de Noivas #1), Nora Roberts

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Autora: Nora Roberts
Romance
Editora: Arqueiro
Páginas: 288
Ano: 2013
Quarteto de Noivas #1

 

Pelo Carter, vale…

Sabe aquele dia em que você está uma pilha de nervos, estressada, com dor de cabeça e não tem analgésico que resolva? Bem, eu estava assim, sem querer pensar em nada, necessitando de algo leve e divertido que me fizesse relaxar. Foi exatamente o que Álbum de Casamento me fez. Relaxar.

É o primeiro de uma série de quatro livros, e cada um conta a história de uma das quatro amigas. Melhores amigas desde a infância, elas costumavam brincar de se casar e de organizar a cerimônia infinitas vezes, até que crescem e fazem daquela brincadeira sua profissão.

Neste primeiro volume temos a história de Mac, uma fotógrafa que registra o amor, mas não acredita nele, já que seus pais se separaram quando ela ainda era uma menininha e se casaram novamente outras tantas vezes. Eis que surge Carter, um professor todo certinho, que na época do colégio já era apaixonado por ela e que vai mudar sua vida para melhor.

Engoli as cem primeiras páginas e adorei. As conversas entre as amigas são deliciosas, bem realísticas e leves. Os preparativos dos casamentos e as próprias festas são divertidas e, de novo, bem reais. Nora Roberts realmente tem o dom de visualizar cenas triviais de amizade e colocá-las no papel com destreza. São cenas em que você sorri e pensa “é assim mesmo que acontece”. Mas, como nem tudo são flores, depois do primeiro terço da história isso fica muito repetitivo e um pouco entediante. Chegou uma hora em que eu não aguentava mais ler sobre as flores da decoração, o desenho do bolo, o piti da mãe da noiva ou a organização da agenda da Parker, a amiga coordenadora dos eventos.

Não fosse o Carter, eu o teria abandonado. Carter é o melhor desse livro, sem dúvidas. Encantei-me com esse personagem e ele fez a leitura valer a pena. Um professor atrapalhado (leia-se atrapalhadíssimo), daqueles com PhD, apaixonado pela profissão. Um nerd super fofo, doce, carinhoso e romântico, que fez a Mac acreditar no amor.

É uma história pra lá de previsível, mas teve seus bons momentos, que, claro, contou com a presença do Carter. É a vida como ela é quando ela resolve ser bonitinha. Um livro bem açucarado, que remete àqueles filmes românticos que os homens odeiam e as mulheres adoram. Para dias estressantes, certamente uma boa pedida, mas nada imperdível.

3.5 corações 3 Estrelas

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Sinopse Álbum de Casamento: Álbum de Casamento – Quando crianças, as amigas Parker, Emma, Laurel e Mac adoravam fazer casamentos de mentirinha no jardim. E elas pensavam em todos os detalhes. Depois de anos dessa brincadeira, não é de surpreender que tenham fundado a Votos, uma empresa de organização de casamentos bem-sucedida. Mas, apesar de planejar e tornar real o dia perfeito para tantos casais, nenhuma delas teve no amor a mesma sorte que tem nos negócios. Até agora. Com várias capas de revistas de noivas no currículo, a fotógrafa Mac é especialista em captar os momentos de pura felicidade, mesmo que nunca os tenha experimentado em sua vida. Por causa da separação dos pais e de seu difícil relacionamento com eles, Mac não leva muita fé no amor. Por isso não entende o frio na barriga que sente ao reencontrar Carter Maguire, um colega de escola com o qual nunca falara direito. Carter definitivamente não é o seu tipo. Professor de inglês apaixonado pelo que faz, ele cita Shakespeare e usa paletó de tweed. Por causa de uma antiga quedinha por Mac, fica atrapalhado na frente dela, sem saber bem como agir e o que falar. E mesmo assim ela não consegue resistir ao seu charme. Agora Carter está disposto a ganhar o coração de Mac e convencê-la de que ela é capaz de criar suas próprias lembranças felizes. 

Insidious, Aleatha Romig

INSIDIOUS Aleatha Romig

Autora: Aleatha Romig
Suspense / Dark / Thriller Psicológico
Editora: Romig Works
Páginas: 314
Ano: 2014

 

Meu primeiro contato com a autora Aleatha Romig foi em Consequences (ver aqui), uma série incrível, 5 estrelas, cheia de reviravoltas espetaculares, que logo se tornou uma queridinha. Desde então, espero ansiosamente por um novo livro seu.

Problema? Grandes expectativas!

Insidious conta a história de Victoria, uma jovem que se viu obrigada a se casar com o todo poderoso Stewart Harrington, mas não tinha ideia do submundo que entraria. Com o passar dos anos, ao ver toda a escuridão em que sua vida se transformara, Victoria começa a traçar um plano de vingança contra aqueles que lhe fizeram mal, só não contava com as inúmeras revelações que a faria repensar seus atos e desconfiar de tudo e de todos.

É uma trama cheia de mistérios sombrios e segredos obscuros que, a princípio, me lembrou Consequences. Eu cheguei até a associar os personagens das duas histórias: Victoria seria uma Claire; Stewart, um Tony; Lisa, Catherine; Brody, Harry. Até os 40% da leitura pensei se tratar de um livro feito especialmente para as amantes de Consequences, até que a autora se distanciou da sua obra prima (completamente).

Coincidentemente, foi a partir daí que a história começou a desandar. Desandar talvez não seja a melhor palavra, mas digamos que a “sujeira” que ela criou foi tão grande, tão complexa, tão… suja, que ficou tudo meio embaralhado e confuso, por vezes até repetitivo, como se ela soubesse (ou achasse) que precisava frisar tais detalhes para que o leitor não se perdesse.

É difícil categorizar os livros de Aleatha Romig, mas Insidious seria o que chamamos de dark romance – bem mais dark do que romance, na verdade. Nada é bonitinho, não tem palavras delicadas ou românticas, é tudo muito vulgar, embora a estrutura da narrativa seja boa.

A história é contada em primeira pessoa, com capítulos que se alternam entre passado e presente. O melhor do livro é, sem dúvida, a capacidade que ele tem de prender a atenção do leitor, exatamente como seus livros anteriores. É impossível parar de ler, é impossível não criar teorias ou não ter medo de torcer por alguém que possa vir a ser um vilão.

O final é bem apressado e deixa muitas questões sem respostas. O que parecia impossível de ser resolvido, puft, resolveu-se. Nem parecia com a Aleatha perfeitinha que conheci em Consequences.

A proposta do livro é até interessante, mas a autora deixou muitas pontas soltas. Da metade pro fim, os altos e baixos me deixaram em dúvida: uma, duas, três estrelas?! E o final me deixou sem reação, com um “an? Como assim?” na cabeça. Confesso que precisei ler algumas vezes para ver se tinha entendido bem. Quem for ler, não espere nada à altura de Consequences, pois Insidious está bem aquém. Ah, e nem deixe que aflore seu lado mais romântico, pois irá se decepcionar.

 

2 corações 2 Estrelas

 

Sinopse: Dark desires…Deadly secrets…Devious deceptions…Nothing is exactly as it seems in INSIDIOUS, the new erotic thriller from New York Times and USA Today bestselling author Aleatha Romig.

When a powerful man is willing to risk everything for his own satisfaction, only one woman can beat him at his own game: his wife. Or so she thinks…

“Let’s start with you calling me Stewart. Formalities seem unnecessary.”

Stewart Harrington is rich, gorgeous, and one of the most powerful men in Miami. He always gets what he wants. Anything is available to him for the right price.

Even me.

Being the wife of a mogul comes with all the perks, but being Mrs. Stewart Harrington comes with a few special requirements. I’ve learned to keep a part of myself locked away as my husband watches me submit to his needs. But the more he demands of me, the more beguiled he becomes and that’s to my advantage. So I keep fulfilling his fantasies and following his rules because he doesn’t know that what he’s playing is really my game. And winning is everything, right?

Insidious is a stand-alone novel and the first Tales from the Dark Side title. Due to the dark and explicit nature of this book, it is recommended for mature audiences only

Reviving Izabel ‘O Retorno de Izabel’ (Na Companhia de Assassinos #2), J. A. Redmerski

Reviving Izabel #2

 

Autora: J. A. Redmerski
Suspense / Romance / Thriller
Editora: Kindle Edition
Páginas: 373
Ano: 2013
Série: Na Companhia de Assassinos – #2

Obs.: A edição brasileira já tem título, O Retorno de Izabel, e previsão de publicação para Julho 2015. Veja a capa brasileira no final da resenha. 

Essa resenha contém spoilers do livro 1, A Morte de Sarai, portanto, se ainda não o leu, melhor não continuar 😉


 

A Morte de Sarai termina com um final satisfatório, talvez não o mais romântico ou ideal, mas, ainda assim, satisfatório e verossímil. Todavia, admito que deixa o leitor curioso, querendo saber o que acontece dali em diante e terminamos correndo para o segundo livro com altas expectativas. Eis o problema! O primeiro livro é muito bom, me deixou tensa do começo ao fim, completamente presa e super ansiosa, no entanto, sua continuação é cheia de altos e baixos. Ora lhe prende, ora lhe entedia.

O Retorno de Izabel começa um tempo depois do término de A morte de Sarai, e vemos nossa protagonista com uma sede de vingança, querendo planejar e cometer um assassinato sozinha. Sozinha! Por mais que Sarai não tenha medo de matar ou morrer, é inexperiente e termina se metendo em encrenca, atraindo mais vilões do que poderia imaginar. Porém, isso também atrai de volta Victor, que terá que decidir se treina Sarai como ela deseja e permanece ao seu lado ou se a convence a viver uma vida normal. Niklas e Fredrik também reaparecem, mas não sabemos mais em quem confiar – se é que podemos confiar em alguém.

O começo da história me irritou um pouco, com uma Sarai mais imatura do que pude imaginar, fazendo algumas burradas que me tiraram do sério. A trama só volta a entrar nos eixos quando Victor reaparece, trazendo consigo Fredrik, um personagem instigante e cheio de mistérios.

Assim como no livro 1, a autora continua com uma narrativa que parece mais um roteiro de filme, embora aqui isso tenha me incomodado um pouco. Talvez eu não saiba bem apontar as diferenças, mas é como se aqui ela descrevesse demasiadamente os passos dos personagens. Descrições são interessantes, mas ações óbvias demais que não acrescentam muito devem ser bem mensuradas para não encher o livro desnecessariamente.

Talvez a autora tivesse concluído melhor a história de Victor e Sarai ‘Izabel’ se acrescentasse mais umas 100 páginas ao primeiro livro, e não criando um segundo volume. Há trechos bem repetitivos, muitos “diálogos internos”, como se a autora sentisse a necessidade de esmiuçar demais, explicar demais tudo para o leitor, supondo que ele ainda não tivesse entendido seu raciocínio – quando na verdade tudo já tinha ficado bem claro.

Até os 85% a leitura é ora empolgante, ora previsível e comum. É quando a autora, tcham ram!, enfim me surpreende!! Ufa! Daquele trecho em diante ela fez valer a leitura e me reconquistou. Sabe quando você está arriando na cadeira, sonolenta, quase fechando os olhos e de repente algo lhe desperta completamente? Yeah!

Não é tão fascinante quanto o primeiro, mas ainda assim é uma leitura que vale a pena e foge do trivial. Confesso que Sarai perdeu uns pontinhos e ficou atrás de Victor e Fredrik na minha lista de personagens favoritos, mas o saldo ainda foi positivo. Se lerei o próximo livro? Não tenho dúvida, afinal, é sobre ninguém menos que o misterioso Fredrik. Estou ansiosíssima! 😉

 

3.5 corações 3.5 Estrelas

 

Capa brasileira de Reviving Izabel - O Retorno de Izabel - que será publicado pela Suma de Letras ainda esse ano.

Capa brasileira de Reviving Izabel ‘O Retorno de Izabel’ – que será publicado pela Suma de Letras ainda esse ano.

 

  • Ordem de leitura:

#1 – A Morte de Sarai (Resenha aqui)

#2 – Reviving Izabel (a ser publicado no Brasil em Julho 2015)

#3 – The Swan & the Jackal

#4 – Seeds of Iniquity

#5 – The Black Wolf (ainda sem capa)

 

Sinopse – Reviving Izabel: Determined to live a dark life in the company of the assassin who freed her from bondage, Sarai sets out on her own to settle a score with an evil sadist. Unskilled and untrained in the art of killing, the events that unfold leave her hanging precariously on the edge of death when nothing goes as planned.

Sarai’s reckless choices send her on a path she knows she can never turn back from and so she presents Victor with an ultimatum: help her become more like him and give her a fighting chance, or she’ll do it alone no matter the consequences. Knowing that Sarai cannot become what she wants to be overnight, Victor begins to train her and inevitably their complicated relationship heats up.

As Arthur Hamburg’s right-hand man, Willem Stephens, closes in on his crusade to destroy Sarai, she is left with the crushing realization that she may have bitten off more than she can chew. But Sarai, taking on the new and improved role of Izabel Seyfried, still has a set of deadly skills of her own that will prove to be all she needs to secure her place beside Victor.

But there is one test that Izabel must face that has the potential to destroy everything she is working so hard to achieve. One final test that will not only make her question her decision to want this dangerous life, but will make her question everything she has come to trust about Victor Faust.

 

A Morte de Sarai (Na Companhia de Assassinos #1), J. A. Redmerski

a morte de sarai

 

 

Autora: J. A. Redmerski
Suspense / Romance / Thriller
Editora: Suma de Letras
Páginas: 255
Ano: 2015
Série: Na Companhia de Assassinos – #1

 

Por que eu não li esse livro antes? Porque a sinopse me enganou! Ou melhor, eu a interpretei errado. Por mais que minhas amigas o recomendassem, eu achava que o tema não me agradaria. Tráfico de mulheres? México? Não queria nada disso. Até que ele finalmente foi lançado no Brasil e resolvi dar uma chance…e WOW! Muito melhor – e mais diferente – do que eu poderia imaginar!

Se você vai ler A Morte de Sarai, esqueça o mocinho e a mocinha, esqueça o politicamente correto, esqueça o romance tradicional, pegue a pipoca, sente-se em uma poltrona confortável e prepare-se para ler um filme. Isso!, não escrevi errado, essa leitura foi o mais próximo de um filme que algumas páginas já me levaram. A Morte de Sarai é visual, em câmera rápida, sem tempo para respirar ou pensar demais, é acelerado, como um filme de ação.

Sarai era uma adolescente americana comum, até ser levada, aos 14 anos, por sua mãe para viver no México ao lado de Javier, um poderoso chefão do tráfico de drogas e de mulheres. Javier, que apaixonou-se pela menina, a mantém presa em cativeiro desde que sua mãe morreu. Há 9 anos trancada no meio do nada, Sarai nem sabe mais o que é ter uma vida normal, nem vê a chance de escapar viva daquele local, até que um americano aparece e lhe inspira uma certa confiança. Vitor é um assassino de aluguel, uma pessoa treinada para matar desde cedo, mas pode ser a chance de liberdade que Sarai tanto esperou. Será?

Sim, não tem mocinhos, heróis ou heroínas – ao menos não da maneira tradicional. Tem personagens cheios de dor, maltratados pela vida desde muito cedo, moldados por circunstâncias obscuras, que reagem de forma diferente das pessoas comuns às situações que lhes são impostas.

A excelente caracterização dos dois protagonistas é, sem dúvidas, o ponto alto dessa história. Parece que cada ato deles se encaixa perfeitamente em suas personalidades, por mais inverossímel que possa parecer. A autora os estruturou tão bem que tudo se torna crível e possível, que passamos a reagir como eles, a pensar como eles. Parece estranho, mas me afeiçoei a um assassino e a uma garota com um esquisito instinto de sobrevivência que mais parece um desejo de morrer.

A narrativa é em primeira pessoa, com os capítulos alternando entre os pontos de vista de Sarai e Vitor. A escrita é bem comum, mas só pode ter algum pó mágico que faz com que devoremos as páginas sem sentir.

Tal qual um filme de ação, A Morte de Sarai não é um livro que, Oh!, vai mudar a vida de alguém ou trazer reflexões profundas. É um livro de entretenimento maravilhoso, um suspense de tirar o fôlego, que lhe prende, lhe sufoca e lhe curiosa e tensa.

A sensação que tenho é de que a autora escreveu uma história, que geralmente teria o público masculino como alvo, com elementos que agradam e atraem mais as mulheres que os homens. Ela insere uma pitada de romance, de sentimento, de sensibilidade e redenção em meio a matança, fugas e planos de ação.

Para os que tem medo de ser uma leitura pesada – afinal, lida com tráfico de mulheres – digo que não é, pelo menos não como eu esperava. (Tampouco é um Julia Quinn, hein! rs) O tráfico existe, mas não é o foco da história. A Morte de Sarai fala mais da sobrevivência de uma garota que foi exposta à brutalidade e da sua adaptação em um mundo comum, se é que ela pode – e sabe – voltar a ser alguém comum.

A autora me ganhou pela surpresa, por uma certa originalidade, por escrever um romance diferente, com personagens incomuns, mas cativantes. J. A. Redmerski já havia me conquistado no seu livro Entre o agora e nunca, mas tinha me decepcionado bastante em Entre o agora e o sempre. Bem, fizemos as pazes aqui e quero ler toda a sequência, sem dúvidas.

Se você gosta de um thriller com um toque de romance, não hesite em ler esse aqui. Se você se acha romântica demais para ele, eu sugiro que tente – certamente irá se surpreender!!

E que venham os próximos! Estou preparada – e ansiosa!

 

5 corações

4 Estrelas

a morte de sarai capa

Sinopse: A Morte de Sarai – A autora do best-seller de “Entre o agora e o nunca” e “Entre o agora e o sempre” traz uma história de paixão e sobrevivência.

Sarai era uma típica adolescente americana: tinha o sonho de terminar o ensino médio e conseguir uma bolsa em alguma universidade. Mas com apenas 14 anos foi levada pela mãe para viver no México, ao lado de Javier, um poderoso traficante de drogas e mulheres. Ele se apaixonou pela garota e, desde a morte da mãe dela, a mantém em cativeiro. Apesar de não sofrer maus-tratos, Sarai convive com meninas que não têm a mesma sorte. 

Depois de nove anos trancada ali, no meio do deserto, ela praticamente esqueceu como é ter uma vida normal, mas nunca desistiu da ideia de escapar. Victor é um assassino de aluguel que, como Sarai, conviveu com morte e violência desde novo: foi treinado para matar a sangue frio. Quando ele chega à fortaleza para negociar um serviço, a jovem o vê como sua única oportunidade de fugir. Mas Victor é diferente dos outros homens que Sarai conheceu; parece inútil tentar ameaçá-lo ou seduzi-lo. 

Em “A morte de Sarai”, primeiro volume da série Na Companhia de Assassinos, quando as circunstâncias tomam um rumo inesperado, os dois são obrigados a questionar tudo em que pensavam acreditar. Dedicado a ajudar a garota a recuperar sua liberdade, Victor se descobre disposto a arriscar tudo para salvá-la. E Sarai não entende por que sua vontade de ser livre de repente dá lugar ao desejo de se prender àquele homem misterioso para sempre.

 

  • O primeiro livro foi publicado esse mês no Brasil, mas já temos 4 livros em inglês e mais 1 para ser lançado esse ano, segundo o GR. Segue a ordem de leitura:

#1 – A Morte de Sarai 

#2 – Reviving Izabel 

#3 – The Swan & the Jackal

#4 – Seeds of Iniquity

#5 – The Black Wolf (ainda sem capa)

Reviving Izabel #2 The Swan & the Jackal #3Seeds of Iniquity #4

Consequences: Consequences, Truth, Convicted – Aleatha Romig

Li a trilogia Consequences, da autora Aleatha Romig, no início de 2014 e ela entrou, sem dúvidas, na minha lista de melhores do ano. São livros tão cheios de reviravoltas que precisamos comentar com alguém, gritar, desabafar… não foi à toa que insisti para que algumas amigas lessem. Eu quis torturá-las, admito! Como prometido, vou colocar aqui as resenhas tal qual as escrevi quando terminei a leitura.

Consequences (Consequences #1)

 

consequences

 

 

 

Autor: Aleatha Romig
Thriller Psicológico / Dark Romance
Editora: Romig Works
Páginas: 372
Ano: 2011

 

Que essa resenha vai ser a mais confusa que já escrevi é a única certeza que tenho no momento. Uma hora da madrugada e eu penso “não tenho condições de digerir o que acabo de ler, preciso me recompor e amanhã escrevo meu comentário”. Mas, ora bolas, PERDI MEU SONO!

Consequences aparecia há um bom tempo na minha lista de recomendações do GoodReads e sua classificação bem alta chamou a minha atenção. No entanto, vi que alguns leitores haviam usado a tag “erotica” para classificá-lo e cansada de “mais do mesmo” no gênero deixei a recomendação de lado até poucos dias atrás. Então, devo esclarecer, esse livro NÃO é erótico e me pergunto se quem pensa assim leu todas as páginas dessa história. Provavelmente, não.

É o primeiro livro de uma trilogia (há mais livros, mas são apenas pontos de vistas e outras explicações) e conta a história de Claire Nichols, uma meiga e doce bartender que sonhava com sua carreira de meteorologista até ser brutalmente raptada pelo mega milionário Anthony Rawlings. Claire acorda em um quarto luxuoso na mansão de Anthony e para sobreviver vai ter que seguir suas duras regras. Anthony a faz acreditar que eles têm um acordo: ele assumiu suas dívidas e quando considerar que estão pagas, ela terá sua liberdade de volta, mas, para isso, precisa se comportar e ser treinada.

Esse livro me prendeu de uma forma absurda desde as primeiras páginas e mesmo quando eu pausava e fazia qualquer outra atividade, meus pensamentos continuavam nele.

Claire começa a desenvolver a Síndrome de Estocolmo e se o leitor não tiver um perfeito entendimento de tal, não compreenderá suas atitudes nem suportará essa personagem, que foi a criatura mais submissa e obediente de tudo que já li e se você detesta personagens submissas é provável que não consiga chegar ao final (de tirar o fôlego) dessa história e, assim sendo, não vai entender nada. NADA! Por isso, repito, tenha em mente os sintomas da síndrome, não questione o porquê de Claire não tentar fugir e, aconteça o que acontecer, chegue até a última página.

Síndrome de Estocolmo “é uma síndrome na qual as vítimas começam por identificar-se emocionalmente com os sequestradores, a princípio como mecanismo de defesa, por medo de retaliação e/ou violência. Pequenos gestos gentis por parte dos raptores são frequentemente amplificados […]. O complexo e dúbio comportamento de afetividade e ódio simultâneo junto aos raptores é considerado uma estratégia de sobrevivência por parte das vítimas.”

Existe abuso? Sim. Talvez se eu tivesse lido a sinopse eu não teria lido esse livro, como fiz com tantos outros com o mesmo tema. Mas se esse é seu medo, devo dizer que a autora fez tudo muito tolerável. As cenas existem, estão ali, mas não são gráficas, não são detalhadas e, portanto, suportáveis.

Claire se viu ora apaixonada por Anthony, ora com ódio, mas sempre submissa. Sempre. Os pequenos gestos bondosos de Tony eram recebidos com um brilho no olhar e ela tentava botá-los sempre antes dos pontos negativos – que não eram poucos. Existem momentos “mágicos” nesse livro que deixam o leitor sorrindo até que você para e se pergunta “o quê?! Por que estou torcendo por ele? Por que quero ajudar esse psicopata? Por que quero pensar que ele pode ser uma boa pessoa?”. Sim, caro colega, somos acometidos pela síndrome tanto quanto a Claire. A autora maestralmente manipula nossa mente, torce, esgana, esgaça e espreme até você querer gritar e correr para o psicólogo mais próximo. Sim, há momentos em que você se vê apaixonada por um raptor e isso requer tratamento, não? Em outros você o repudia com todas as suas forças. Arghh…torturante!

Apesar do espiral de sensações, a leitura é fluida até os 50% do livro. A partir daí fica um pouco mecânica e repetitiva, mas dos 80% em diante tudo se explica – ou se complica – e a tensão do início parece boba se comparada a desses 20% finais. O coração acelera, palpita, lateja; a respiração falha, falta, sufoca; tudo desaba, tudo.

Nunca, nunca!, eu imaginaria um final desses e nada poderia ter me preparado para tal. As peças começam a se encaixar e todos os momentos vividos tem algum significado. É um thriller psicológico dramático de enlouquecer qualquer um. Não tenho como colocar em palavras a raiva que senti de um dos personagens ao terminar esse livro. Muita, muita raiva. O que? Como? Não! WTF! WTF! WTF! What the fuck!!. Ao passo que tudo se mexia dentro de mim, eu pensava “Que autora genial! Que desfecho de tirar o fôlego!”.

Consequences mexe tanto com o leitor que é difícil recomendá-lo, mas é tão genial que é mais difícil ainda não o fazer. Classificá-lo é ainda mais complicado, mas uma coisa é certa, se for ler, repito, chegue até a última página, caso contrário vai achar que se trata de um reconto da Bela e a Fera, e não, isso não é um conto de fadas.

5 corações 5 Estrelas

 

Truth (Consequences #2)

truth

 

AUTOR: ALEATHA ROMIG
THRILLER PSICOLÓGICO / DARK ROMANCE
EDITORA: ROMIG WORKS
PÁGINAS: 480
ANO: 2012

 

Assim como Consequences, Truth deveria vir com acompanhamento psicológico incluso. Esses livros, um tanto incomuns, manipulam sua mente e mexem com seus conceitos e convicções de tal forma que você mal se reconhece. Você pode amar ou odiar essa história e seus personagens, mas jamais ser indiferente. Sim, eu fui das que amei (e é preciso um pouco de coragem para dizer isso, rs), no entanto, entendo bem os motivos dos que não a suportaram.

Contém, inevitavelmente, spoilers do primeiro livro, Consequences. Se não leu o primeiro livro, pare por aqui 😉 

Terminamos Consequences enfurecidos, clamando por vingança e querendo que Anthony Rawlings apodreça na cadeia e pague por todos os seus erros. Queremos ver Claire se vingar, seguir em frente, encontrar o emprego dos seus sonhos e um novo amor. Mas…digamos, essa história não é tão previsível assim.

Truth começa pouco mais de um ano após a prisão de Claire, com o pedido (misterioso) de perdão aceito pelo Governador de Iowa. Perdoada, ela tenta seguir em frente e refazer sua vida, com novos amigos e novos ares, longe da perseguição e da loucura de seu ex-marido. Harry e Amber aparecem na vida de Claire dispostos a lhe ajudar, mas são tão perfeitos que eu me perguntava se alguma surpresa me aguardava nas páginas seguintes.

Harry, oh! (pausa para um suspiro), é o melhor “amigo” que alguém poderia querer, mas…(e é aqui que preciso do psicólogo) apesar de ter me conquistado e eu ter querido que ele e Claire se envolvessem, não era por ele que eu torcia. Pode um leitor em sã consciência querer que o raptor que abusou Claire física e sexualmente se torne uma boa pessoa? Arghhh… Sim, eu quis que o Tony se transformasse, mudasse, aprendesse a amar, se arrependesse, se rendesse. Talvez eu seja uma amante das “causas perdidas” (na literatura, que fique claro!), dos badboys durões que relutam em se apaixonar, dos homens poderosos que terminam vulneráveis, perdidos de amor. Mas como esquecer tudo que ele fez? Arghhh…impossível? É uma luta constante entre o amor e o ódio.

Pode alguém que nunca foi amado aprender a amar?

Conhecemos mais do passado de Tony, ou Anton, e por mais que nada justifique seu comportamento, nos ajuda a compreendê-lo um pouco, a entender seus sofrimentos e motivos, ainda que, repito, injustificáveis.

A história não tenta nos fazer esquecer o mal que Tony causou, nem fingir que ele nunca existiu. A questão é: pode Claire perdoar Tony e seguir em frente? Ou ainda, pode seguir em frente com ele? Perdoar implica em nunca cobrar do perdoado a dor, a dívida ou o sofrimento causado. Diante de um certo fato que acontece com Claire, como não entender sua decisão? Para os que a julgam, devemos lembrar que, sim, ela foi forte, resistiu, lutou e tentou até onde pôde. Do lado de cá das páginas é fácil pensar e agir com a razão, mas e do lado de lá e na situação em que ela se encontra?

“Perdoar é um dos mais nobres gestos de que é capaz o ser humano […] Quem sabe perdoar, praticamente atingiu a perfeição” (Pe. José Artulino Besen)

Que o devido crédito seja dado a essa autora, ela sabe como manter o leitor entretido, curioso e completamente dentro da trama. É daqueles livros que mesmo fora da leitura você se pega pensando na cena em que parou, com o coração apertado e uma sensação de que está vivendo aquilo. A leitura é cativante, apesar de nos dar a impressão de ser mais longa do que deveria. Admito que esperava um pouco mais, tendo em vista o primeiro livro, mas gostei do que li e de como a autora buscou sempre nos surpreender. Por mais que prevíssemos algo e pensássemos que já tínhamos resolvido as charadas, ela sempre nos trazia uma nova surpresa, um novo rumo, uma nova informação. Ela nos trouxe, inclusive, um vilão maior, o verdadeiro manipulador das peças desse jogo. Argh, e como eu não queria que fosse essa pessoa!

É provável que os capítulos que envolvem a personagem Sophia sejam importantes para o terceiro livro, mas aqui eles foram bem entediantes. Sophia e Derek não me prenderam nem um pouco.

Em contraponto, ver Tony “evoluindo”, tentando se controlar, se redimindo e se rendendo foi de aquecer o coração. A autora não o transforma em um anjo, nem tenta mudá-lo da noite para o dia, o que seria muito pouco plausível. As mudanças ocorrem paulatinamente e, não sem esforços, vemos Anthony lutando para ser menos controlador e tentar conquistar sua Claire.

Mal posso esperar para ler o desfecho dessa história, descobrir todos porquês e, apesar de já torcer para que Tony seja uma pessoa digna de perdão e de ser amada, espero que ele não me decepcione com nenhum erro, por menor que seja. Ele não pode ser menos que perfeito para que eu admita que, sim, merece a doce Claire, seu amor (e meu perdão!)

5 corações5 Estrelas

 

Convicted (Consequences #3)

convicted

 

 

AUTOR: ALEATHA ROMIG
THRILLER PSICOLÓGICO / DARK ROMANCE
EDITORA: ROMIG WORKS
PÁGINAS: 400
ANO: 2013

 

A série Consequences foi feita para aqueles que acreditam que as pessoas cometem erros – alguns gravíssimos, mas principalmente para aqueles que acreditam que essas pessoas podem mudar, se arrepender, pagar por seus deslizes e, um dia talvez, serem perdoadas. O terceiro livro, Convicted (Culpado), traz o desfecho – incrível – da história de Claire e Tony e fecha todas as lacunas abertas desde as primeiras páginas de Consequences. São três livros bem diferentes um do outro, cada um cheio de distintas e fortes sensações, que se completam perfeitamente.

Contém, inevitavelmente, spoilers dos dois primeiros livros, Consequences e Truth. Se ainda não os leu, melhor pular essa resenha 😉

Consequences nos apresentou aquele Anthony poderoso, amargo, cheio de ódio e vigantivo, um Anthony que nunca foi amado e não sabia o que era amar. A autora manipulou nossos sentimentos e brincou com o amor e o ódio; fez-nos detestarmos a nós mesmos por desejar que Tony, no fundo, fosse uma pessoa boa; e nos deu raiva, ó, céus, muita raiva. Então, o leitor entra em Truth querendo vingança, torcendo por uma Claire forte e racional. Conhecemos Harry e Amber, e quase até torcemos por Harry, quase. Verdades vêm à tona e temos um Tony mais dócil, um Tony que aprende a pedir perdão e que começa a entender as entrelinhas do amor. Existe um sonho que vai mudar todo o rumo da história – Oh! Pausa para um suspiro! A autora disponibilizou essa cena escrita pelos olhos de Anthony no GR e a preocupação que eu tinha dela não ter sido consensual evaporou em poucas linhas. O final de Truth, apesar de aceitável, foi um pouco esquisito, e só nesse terceiro livro o compreendemos.

O início de Convicted me deu medo. Mesmo. Muito. A história é reiniciada no ano de 2016 e o que lemos não é nada animador. Aliás, é apavorante. Ficamos curiosos para saber o que aconteceu para estarmos diante de tais fatos e seus porquês. A autora começa a intercalar cenas de 2016 com o “passado”. As verdades começam a surgir, as peças começam a se encaixar e, aos poucos, tudo vai se esclarecendo.

Em um determinado momento do livro, mesmo compreendendo as revelações feitas, eu tinha dúvidas (e receios) sobre como a autora faria para que o leitor perdoasse Tony por completo. Que explicações seriam plausíveis o suficiente para o que aconteceu no primeiro livro? E Aleatha Romig surpreendeu! Fez-nos perdoá-lo da melhor maneira possível. Alguns atos simplesmente não tem explicação ou justificativa aceitável, e o fato da autora não ter tentado inventar desculpas mirabolantes mereceu meu aplauso.

O que começou como um thriller psicológico fantástico termina como uma bela história de amor, de aprender a amar e ser amado. Como Tony saberia o que era o amor se nunca havia sido amado na vida? Se jamais tivera o carinho dos pais? Se seu maior exemplo era um avô arrogante e bruto? Claire, com sua doçura e seu amor incondicional, faz o coração de Tony derreter, faz com que ele queira ser uma pessoa melhor, digna e merecedora de seu carinho.

Ah, já ia me esquecendo de Meredith, como poderia?! Imaginem que ela foi fundamental nessa história. Meredith e Courtney nos trouxeram momentos en-can-ta-do-res nesse livro, dignos de verdadeiras amigas. Emily continuou me dando nos nervos. Arghh… E Sophia, não teve jeito, não me conquistou nem achei que merecesse tantos capítulos nesses dois últimos livros. Não posso deixar de mencionar Phil, também peça chave e não vou dizer se para o bem ou para o mal, para não tirar-lhes a graça. Harry e Amber, er…prefiro não comentar. Catherine, quem é ela mesmo?

Trilogia incrível, bem escrita, muitíssimo bem desenvolvida e sem pontas soltas. Uma trama perfeita, entre culpados e inocentes, entre o amor e o ódio, entre a vingança e o perdão.

É uma bela história de amor e de perdão, cheia de mistérios, dor, mentiras e arrependimentos, cheia de muros altos a serem escalados e de espinhos que machucam e fazem sangrar. Mas, além de tudo, é uma história que mostra que, sim, o amor pode mudar uma pessoa. O amor, sim, mudou o Tony como nunca imaginei que pudesse mudar.

5 corações5 Estrelas

Consequences-Series

A série fez tanto sucesso que a autora resolveu sair escrevendo mais outros tantos livros dentro dela. São livros contados pelo ponto de vista de Anthony e outras explicações (ou revelações?). Não senti necessidade alguma de ler mais do que os 3 livros principais, que já tem começo, meio e fim muito bem definidos. Aliás, não gosto quando os autores “se aproveitam” de uma história de sucesso e saem lançando mais um monte de “acréscimos”. No entanto, deixo aqui a ordem completa (e o apelo para só lerem os demais livros após os 3 principais, mesmo o #1.5 ou #2.5).

#1 – Consequences (2011)

#1.5 – Behind his eyes – POV de Anthony de Consequences (2014)

#2 – Truth (2012)

#2.5 – Behind his eyes – POV de Anthony de Truth (2014)

#3 – Convicted (2013)

#4 – Revealed – The Missing Years (2014)

#5 – Beyond the Consequences (2015)