A Bailarina de Auschwitz, Edith Eva Eger




Autora: Edith Eva Eger

Memórias / Holocausto

Editora: Sextante

Páginas: 304

Ano: 2019

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Edith Eger tinha apenas 16 anos quando foi levada com uma de suas irmãs para Auschwitz. Seus pais, como tantos outros, morreram nas câmeras de gás. Edith e Magda, sua irmã, sobreviveram. A Bailarina de Auschwitz poderia ser um relato de sofrimento e raiva, mas é uma delicada, porém forte, história de superação.

Edith nos traz não só um relato de seu período no campo de concentração, mas as memórias de toda sua vida, de como formou uma família e escolheu uma profissão, de como ajudou pacientes e de como eles foram fundamentais no seu processo de cura.

Quão íntimo nos tornamos do outro quando lemos suas memórias escritas com a maior honestidade? Sabe quando falamos que queremos guardar alguém em um potinho? Pois é… Ao abrir suas feridas, a enxergamos. Quanto mais a enxergamos, mais a admiramos. Quanto mais exposta, mais ela é útil, mais ela nos ensina. Edith nos mostra que sozinhos não somos nada, mas que somos os únicos responsáveis por cada decisão que tomamos, por cada escolha que fazemos.

É uma leitura que, embora faça chorar, revigora. Choramos suas angústias, mas vibramos com suas vitórias. Certamente toca o coração de quem lê, mesmo que uns mais, outros menos. Viktor Frankl foi seu grande incentivador e é, de fato, uma leitura que se assemelha a Em busca de um sentido. Ambos falam sobre a importância de buscar um sentido, de ter o amor no centro de nossas vidas, de aceitar o que já passou e de viver o presente. De escolher viver o agora. De entender que nunca é tarde para (re)começar.

Obrigada, Edith, por toda a sua grandeza e generosidade.

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Sinopse: A bailarina de Auschwitz é a história inspiradora e inesquecível de uma mulher que viveu os horrores da guerra e, décadas depois, encontrou no perdão a possibilidade de ajudar outras pessoas a se libertarem dos traumas do passado.

O menino do pijama listrado, John Boyne

o menino do pijama listrado

 

Autor: John Boyne

Ficção Histórica

Editora: Seguinte

Páginas: 186

Ano: 2007

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Quando você lê um livro tão bem recomendado, que vem com aquele “todo mundo gostou” e já ganhou alguns prêmios é inevitável criar grandes expectativas. Adiei essa leitura por muito tempo para poupar-me da tristeza que ela me traria e pensei que seria um 5 estrelas. Não foi. Ou foi, nem sei. Desde que terminei a leitura fico me perguntando se vale três, quatro ou cinco estrelas – o que é bastante estranho. Mas, vamos lá.
O Menino do Pijama Listrado conta a história de Bruno, um garotinho de 9 anos que morava em Berlim em uma adorável casa de cinco andares, como o próprio relata. Até que um dia seu pai recebe o Fúria para um jantar, torna-se comandante e recebe uma nova missão. Para cumpri-la precisará se mudar para Haja-Vista por um “futuro previsível” e levará toda sua família – a esposa, a filha mais velha, Gretel, e Bruno. Ao chegar lá Bruno não gosta do lugar, pois fica longe dos amigos e não tem crianças para brincar, até que um dia ele percebe que há, do outro lado da cerca, muitas famílias – com crianças! – e todas vestem um pijama listrado.

O Fúria – Führer – é, obviamente, Hitler e Haja-Vista, por mais tosco que pareça, é Auschwitz. E é aí que entra o primeiro problema. Por que uma criança alemã de 9 anos não sabe pronunciar Führer ou Auschwitz, mesmo tendo sido corrigido inúmeras vezes por sua irmã? Para deixar o livro mais leve e não citar os “nomes feios”? Talvez. E outra, que criança alemã, repito, de 9 anos nunca tinha ouvido falar em judeu?

Para mim a idade de Bruno é a falha dessa história, ele é inocente demais. Vejo suas ideias, conceitos e dificuldade de fala compatíveis com uma criança de 5 ou 6 anos. Eu poderia esquecer isso e pensar que ele viveu “preso” em casa, sob rédeas curtas dos pais que lhe “pouparam” dos detalhes do Nazismo. Mas não… Bruno tinha amigos e brincava na rua, por isso a minha estranheza.

Afora esses pormenores, o livro é incrível, de uma simplicidade que encanta. A narrativa é em 3ª pessoa, mas como é sob a perspectiva de Bruno não sabemos ou vemos nada além do que o próprio vê. A escrita é singela, quase infantil, mas ainda assim elegante.

Um ponto que o autor quer deixar evidente é de que as crianças são inocentes, puras, não nascem racistas nem com ódio no coração. Elas não veem a cor ou a religião do coleguinha, elas veem uma criança e a oportunidade de fazer um amigo. Os adultos, estes sim, podem transformá-las em pessoas más.

Devido ao tema, pensei que teria uma abordagem mais profunda, mas não, tirando as últimas páginas, é tudo muito “leve”, na medida do possível, claro. É como um livro que conta o Holocausto para crianças. Se é que se deve contar sobre o Holocausto às crianças! 

A pureza da criança é o que torna esse livro triste em uma bonita história. Recomendaria para crianças, mas não é um livro para crianças. Ou é? Ou as crianças tem que aprender desde cedo os horrores que já aconteceram neste mundo para que se tornem adultos mais conscientes e responsáveis, menos racistas?

Meu livro favorito do autor continua sendo O Palácio de Inverno (resenha aqui), este sim é fantástico, um dos melhores livros que já li. Quanto ao menino do pijama, melhor ler e tirar suas próprias conclusões, pois é livro favorito de muitos leitores por aí. 😉

4 Estrelas

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o menino do pijama listrado meu

Sinopse: Bruno tem nove anos e não sabe nada sobre o Holocausto e a Solução Final contra os judeus. Também não faz idéia que seu país está em guerra com boa parte da Europa, e muito menos que sua família está envolvida no conflito. Na verdade, Bruno sabe apenas que foi obrigado a abandonar a espaçosa casa em que vivia em Berlim e a mudar-se para uma região desolada, onde ele não tem ninguém para brincar nem nada para fazer. Da janela do quarto, Bruno pode ver uma cerca, e para além dela centenas de pessoas de pijama, que sempre o deixam com frio na barriga.

Em uma de suas andanças Bruno conhece Shmuel, um garoto do outro lado da cerca que curiosamente nasceu no mesmo dia que ele. Conforme a amizade dos dois se intensifica, Bruno vai aos poucos tentando elucidar o mistério que ronda as atividades de seu pai. O menino do pijama listrado é uma fábula sobre amizade em tempos de guerra, e sobre o que acontece quando a inocência é colocada diante de um monstro terrível e inimaginável.