Os Pilares da Terra, Ken Follett

 

Autor: Ken Follett

Ficção histórica / Idade Média

Editora: Rocco

Páginas: 944

Ano: 2012

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Ken Follett já tinha me conquistado quando eu lera a trilogia O Século (Queda de Gigantes, Inverno do Mundo e Eternidade por um fio), mas, por mais que eu já esperasse gostar de Os Pilares da Terra, não imaginava que devoraria tão rápido suas quase mil páginas.

A história se passa na Inglaterra do século XII, em plena Idade Média, quando o clero tinha muito poder político e seus membros de alto escalão se metiam em negociações com a nobreza. A trama se desenrola em torno da construção da catedral do priorado de Kingsbridge e envolve muitos – e cativantes – personagens. Em meio a isso, temos grandes disputas ocorrendo, como uma guerra entre herdeiros do trono e de um condado.

Não temos apenas um protagonista, mas muitos personagens cuja importância não consigo enumerar, o que me parece uma característica já do autor e parte de sua fórmula de sucesso. Com isso, viramos as páginas sem perceber e não conseguimos parar de ler.

Além de toda a ação ininterrupta e do ritmo frenético, ainda nos deparamos com as descrições – mesmo que básicas – das catedrais da época e suas escolhas construtivas e arquitetônicas, como suas proporções, o formato dos arcos e das abóbadas, seus vitrais e a entrada de luz, tipo de pilares, uso de nervuras, distribuição de carga, quantidade de naves e a forma do coro. Um extra para arquitetos como eu, ou para quem se interessa pelo assunto.

A tudo isso, acrescente um pano de fundo histórico super interessante. Ken Follett, mesclando personagens fictícios a reais, nos transporta para a Idade Média e vivenciamos um pouco do funcionamento da vida do povo, do clero e da nobreza. Gostei, em especial, do fato de o autor não colocar todos os padres da época no mesmo “balaio”. Não eram todos corruptos, nem todos santos.

Ken Follett é, sem dúvida, um mestre do entretenimento e Os Pilares da Terra merece o sucesso que tem já há alguns anos.

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Sinopse: Um mergulho na Inglaterra do século XII através da saga da construção de uma catedral gótica. Emocionante, complexo, pontilhado de coloridos detalhes históricos, Os Pilares da terra, de Ken Follett, é um clássico que traça o painel de um tempo conturbado, varrido por conspirações, intrincados jogos de poder, violência e surgimento de uma nova ordem social e cultural. O livro, que há mais de 20 anos conquista novos leitores e já vendeu mais de 18 milhões de exemplares em 30 idiomas, volta agora às livrarias em volume único, capa dura, cuidadoso projeto gráfico e preço competitivo.

Eternidade por um fio (O Século #3), Ken Follett

eternidade por um fio capa
Autor: Ken Follett
Ficção Histórica
Editora: Arqueiro
Páginas: 1072
Ano: 2014

 

– Queda de Gigantes, O Século #1, resenha aqui.

– Inverno do Mundo, O Século #2, resenha aqui.


Eternidade por um fio coroa a incrível trilogia O Século, de Ken Follett, mas, embora ainda muito bom, é o livro mais fraco – ou menos bom – dos três.

Quando comecei Queda de Gigantes me encantei de cara com a capacidade de Follett de encaixar personagens fictícios nos momentos históricos de maneira primorosa. Uma mistura de ficção e realidade tão bem construída que nem percebemos a quantidade de páginas e logo estamos lendo o segundo livro, Inverno do Mundo, que é tão bom quanto o primeiro e nos deixa cheios de expectativas para esse terceiro volume. Como ele finalizaria a vida daquelas famílias? Que fatos históricos do pós guerra ele abordaria? Será que seria possível gostar da mesma maneira dos filhos e netos dos protagonistas das edições anteriores? Bem, foi assim, cheia de questionamentos que iniciei Eternidade por um fio.

Esse volume começa no ano de 1961 e acompanhamos toda a tensão da Guerra Fria, a aflição gerada com a Crise dos Mísseis de Cuba e as tentativas de se evitar uma nova guerra. Acompanhamos a briga pelo poder, a polarização EUA versus URSS, o comunismo versus capitalismo, a Cortina de Ferro e seu domínio soviético. Vemos erguerem o Muro de Berlim e a incalculável dor das famílias separadas. Follett fala também da Guerra do Vietnã e as inúmeras tentativas de justificá-la; nos mostra Martin Luther King e sua luta pela igualdade nos Estados Unidos. Acompanhamos os presidentes norte americanos, suas eleições e algumas de suas medidas mais importantes. Vemos políticos serem assassinados, civis serem presos. Na União Soviética, vemos entrar líder, sair líder e nada mudar. Em meio a tanta tensão, também temos o rock and roll e alguma menção ao movimento hippie. Claro, chegando à década de 80, vemos a queda do muro de Berlim e o comunismo ruir, levando consigo as barreiras que tanto causaram medo e sofrimento.

São inúmeros e importantes momentos históricos que se misturam aos personagens fictícios e nos fazem enxergar a História por diversos ângulos. Ao inserir a vida comum dos personagens, com suas paixões, medos e dúvidas, erros e acertos, glória e declínio, Follett nos aproxima da História, faz com que vejamos tudo mais de perto, um pouco menos mistificado. Não fosse a mania do autor de colocar sexo em tudo, diria que deveria ser leitura obrigatória nas escolas.

A leitura desses três livros me fez refletir sobre caráter e índole e sua relação com o posicionamento político de cada um. Follett me fez perceber que, em certos casos, mesmo estando do lado “errado” da política, a pessoa pode realmente acreditar que está fazendo o bem, que está lutando por melhorias. Tomando Grigori Peshkov como exemplo, foi um personagem bem querido, mesmo tendo morrido acreditando que o comunismo agia corretamente. Apesar de boa pessoa, o poder o cegou e ele não percebeu que passou a ter muitas regalias, as mesmas regalias que os monarcas tinham e que o levou às ruas para protestar no início do século XX.

O autor foi super feliz ao criar personagens verossímeis, nem completamente maus, nem totalmente santos, e conseguiu uma variedade impressionante em relação a personalidade de cada um. É incrível como ele consegue inserir pra lá de duzentos personagens e não ficamos perdidos – ou pelo menos não completamente rsrs. Por mais que tenhamos que parar algumas vezes para pensar em quem era o pai ou avô daquela pessoa, isso não atrapalha o andamento ou a compreensão da leitura.

Sei que é natural sentir falta dos protagonistas anteriores e achar estranho vê-los sendo mencionados apenas de vez em quando, mas devo dizer que essa nova geração não me conquistou como as outras. Minha ressalva está principalmente nas mulheres que ele criou. Poxa, Ken Follett, não é possível que não tenha existido uma mulher decente sequer nessa época!!! Por que “todas” tinham que ser infiéis ou bem assanhadas?

Outra ressalva está no fato de que todos os conservadores foram pintados como vilões, com Ronald Reagan, por exemplo, sendo simplesmente um assassino.

A escrita do autor continua simples, direta, sem firulas. É um pouco seca, mas se encaixa perfeitamente no que ele quer contar. Como lhe é peculiar, não nos poupa de detalhes cruéis da guerra e das atrocidades cometidas.

Preciso dar destaque a duas matriarcas: Ethel e Maud, minhas personagens favoritas de toda a série. A vida de Ethel Williams Leckwith me fez pensar em como a vida é uma caixinha de surpresas e me fez refletir por quantos acontecimentos passa alguém que vive por muito tempo e o quanto de experiência acumula. Gostaria que ela tivesse tido mais destaque nesse livro, mas ainda assim, gostei do que li. Maud? Tudo o que Maud passa é de partir o coração desde o livro anterior. Que irônico o destino, não? Quem diria que a pobre Ethel viveria tão bem e a rica Maud terminaria na Alemanha Oriental?

Posso passar ainda parágrafos e mais parágrafos comentando sobre essa trilogia de tão boa e cheia de conhecimento que ela é. Um banho de História, daqueles livros que acrescentam, que nos faz enxergar um pouco além. Uma trilogia que merece ser lida e recomendada sempre. Para quem não costuma ler ficções históricas, aconselho a tentativa, certamente irá se surpreender. É fato, nunca mais verei a História como antes.

3.5 corações 4.5 Estrelas

ken follett trilogia o século

 

Sinopse: Eternidade Por Um Fio – Durante toda a trilogia O Século, Ken Follett narrou a saga de cinco famílias americana, alemã, russa, inglesa e galesa. Agora seus personagens vivem uma das épocas mais tumultuadas da história, a enorme turbulência social, política e econômica entre as décadas de 1960 e 1980, com a luta pelos direitos civis, assassinatos, movimentos políticos de massa, a guerra do Vietnã, o Muro de Berlim, a Crise dos Mísseis de Cuba, impeachment presidencial, revolução… e rock and roll!

Na Alemanha Oriental, a professora Rebecca Hoffman descobre que durante anos foi espionada pela polícia secreta e comete um ato impulsivo que afetará sua família para o resto de suas vidas.

George Jakes, filho de um casal mestiço, abre de mão de uma brilhante carreira de advogado para trabalhar no Departamento de Justiça de Robert F. Kennedy e acaba se vendo não só no meio do turbilhão da luta pelos direitos civis, como também numa batalha pessoal.

Cameron Dewar, neto de um senador, aproveita a chance de fazer espionagem oficial e extraoficial para uma causa em que acredita, mas logo descobre que o mundo é um lugar muito mais perigoso do que havia imaginado.

Dimka Dvorkin, jovem assessor de Nikita Khruschev, torna-se um agente primordial no Kremlim, tanto para o bem quanto para o mal, à medida que os Estados Unidos e a União Soviética fazem sua corrida armamentista que deixará o mundo à beira de uma guerra nuclear.

Enquanto isso, as ações de sua irmã gêmea, Tanya, a farão partir de Moscou para Cuba, Praga Varsóvia e para a história.

Como sempre acontece nos livros de Ken Follett, o contexto histórico é brilhantemente pesquisado, a ação é rápida, os personagens são ricos em nuances e emoção. Com a mão de um mestre, ele nos leva a um mundo que pensávamos conhecer, mas que nunca mais vai nos parecer o mesmo. 

Chá de Sumiço, novidades e o que estou lendo!

Chá de Sumiço

Olá, leitores! Esse será um post diferente 😉 Recebi três mensagens na página do blog no Facebook de leitores que, além de acompanhar o blog, acompanham minhas leituras no GoodReads e Skoob, e por lá eles perceberam que eu andava ausente. O que eles queriam saber? O porquê de eu estar lendo menos, pouco ou quase nada!

Bem, meu bebezinho (lindo! rs) não completou nem 2 meses ainda, então estou amamentando e dormindo bem pouco, consequentemente meu ritmo de leitura diminuiu, sim! Nesse período só li 3 livros simples e curtos: A Herdeira (resenha aqui), Gelo Negro (resenha aqui) e Mentirosos (resenha aqui). Mas, aos poucos, estou conseguindo retomar minhas leituras e logo o blog voltará ao ritmo normal.

Ah, também pretendo retomar os sorteios, claro! Fiquem atentos! 😉

O que estou lendo?!

Quem acompanhou as resenhas desses 3 livros que li percebeu que nenhum deles me agradou muito. Então deixei de lado o já-que-estou-sem-tempo-vamos-ler-livros-curtos e, sem pressa, voltei a seguir minha lista de leitura.

Estou lendo o terceiro volume da trilogia O Século, Eternidade por um fio, de Ken Follett e em breve (não tão breve assim, já que são cerca de 1.100 páginas e ainda estou na metade) teremos resenha dele por aqui. Ken Follett continua me surpreendendo! Aliás, recomendo sempre essa série :)) Tem resenha do primeiro volume, Queda de Gigantes, aqui, e do segundo, Inverno do Mundo, aqui.

eternidade por um fio

Estou lendo também Juventude Brutal, livro de estreia de Anthony Breznican – sim, mesmo sem tempo tenho essa mania de ler mais de um livro ao mesmo tempo, pois quando canso de um, tenho outra opção para continuar lendo. :)) Estou bem no comecinho desse, promete ser uma boa leitura. Veremos!

Aproveitando a foto que postei nas minhas redes privadas, com os bracinhos do meu lindo <3

Aproveitando o soninho do bebê para tentar ler um pouco ❤

O que está aguardando na fila

Decidir as próximas leituras nunca é uma tarefa fácil. Parece que queremos abraçar o mundo e ler tudo ao mesmo tempo, não é? Já tentei fazer sorteio – na época não funcionou, preciso tentar novamente rs. Será que alguém consegue sortear e ler exatamente o sortudo da vez?

Dentre os livros que me aguardam, três deles estão na agulha:

o amante marguerite duras cosac naify

 

 

 

  • O Amante, de Marguerite Duras, escritora francesa e um dos expoentes da literatura do século XX na Europa. O Amante é considerado o livro mais autobiográfico da autora e carrega importantes prêmios literários.

 

 

nós os afogados

 

 

  • Nós, Os Afogados, do dinamarquês Carsten Jensen. Uma amiga portuguesa tinha me recomendado esse livro e fiquei super feliz e ansiosa quando soube, semana passada, que ele seria lançado no Brasil em breve. Dizem que é um daqueles livros que já nasce um clássico, então estou contando os dias para começar sua leitura.

 

 

A princesa leal philippa gregory

 

 

 

 

  • A Princesa Leal, romance histórico da autora Philippa Gregory. É o primeiro volume da série Os Tudors e é um livro bem difícil de encontrar nas livrarias. Finalmente consegui o meu e estou bem curiosa.

 

 

Já leram algum deles? O que acharam? Quem quiser acompanhar meus históricos de leitura, me adiciona lá no Skoob e/ou GoodReads pra gente trocar figurinhas 😉 ❤

Inverno do Mundo (O Século #2), Ken Follett

inverno do mundo

 

 

Autor: Ken Follett
Ficção Histórica
Editora: Arqueiro
Páginas: 880
Ano: 2012

(Resenha de Queda de Gigantes, O Século#1, aqui

O primeiro livro da trilogia O Século, Queda de Gigantes, me surpreendeu e me prendeu do início ao fim, mesmo com uma escrita simples. Ken Follett soube como contar sua história e nos entreter com tantos personagens, com tantas vidas diferentes. Fiquei me perguntando como ele continuaria, como faria para manter vivo o meu interesse em uma segunda geração, nos filhos daqueles que me envolveram e me conquistaram na primeira parte. Bastou, porém, apenas alguns capítulos de Inverno do Mundo para perceber que ele faria tudo novamente. E ele fez!

Inverno do Mundo nos traz uma enxurrada de novos personagens que se misturam aos que já conhecemos e passam a fazer parte dos nossos dias enquanto lemos. Temos Woody e Chuck Dewar, filhos do senador Gus; Carla e Erik, filhos de Maud e Walter; Greg e Daisy, filhos de Lev Peshkov; Boy, filho de Fitzherbert; Lloyd e Millie, filhos de Ethel; Volodya, filho de Grigori Peszkov. Isso para citar alguns, pois eles, claro, passam a conviver com outros tantos personagens que entram e saem da história.

A princípio entrei em parafuso tentando formar a árvore de todas essas famílias e foi preciso voltar algumas vezes para a lista de personagens presente no início do livro. No entanto, com o passar das páginas, nos tornamos tão íntimos de todos eles que isso já não é mais necessário.

Com eles passamos pela Grande Depressão, pelo Nazismo, pelo Comunismo Russo; passamos pela Guerra Civil Espanhola, pelas lutas de classe, pelos movimentos políticos que antecederam a Segunda Guerra Mundial; passamos, claro, pela Guerra em si e todos os planos e tentativas para selar a paz; passamos por Pearl Harbor, pelo Blitzkrieg, pelas bombas atômicas; passamos por fugas, prisões, desaparecimentos e torturas; passamos por toda a crueldade que esse período da História carrega, sem piedade.

Seria difícil dizer se prefiro esse ou o primeiro livro, pois são um pouco diferentes, não só pelo período histórico. Enquanto Queda de Gigantes tem um ar mais romântico, cheio de encontros, despedidas e esperas, Inverno do Mundo é mais cru, realístico, duro, sem muitos floreios, mas riquíssimo em História.

A escrita não é o forte de Ken Follett, mas a forma como narra e une as histórias, sim. Tem o dom de nos manter entretidos e atentos e nos deixa curiosos mesmo em meio aos acontecimentos históricos que já conhecemos. É como se passássemos a ver a História com outros olhos, com mais sensibilidade e clareza.

Gostei bastante de como ele criou uma segunda geração de personagens que fogem do “preto” ou “branco”. Não existe o mocinho e o malvado, não existe alguém totalmente mal ou bom, nem o certo e o errado. São personagens verossímeis, os filhos nem sempre são cópias dos pais, apesar de percebermos facilmente a influência que sofreram destes. A aleatoriedade dos tipos de personalidade é muito rica e foge bem do clichê.

Gosto, especialmente, que o autor não nos obriga a condenar ninguém – exceto os ditadores, claro. Leva-nos a perceber que por mais errado que seja o comportamento de alguém, nem sempre suas intenções são más, a exemplo de Erik Von Ulrich, que chegou a se iludir pelos dois extremos, nazismo e comunismo, na esperança de solucionar a vida em sua nação. 

Poderia citar como ponto negativo que existem coincidências demais, encontros casuais demais, como se o mundo fosse um pequeno território habitado por pouquíssimas famílias. No entanto, prefiro ver isso como um artifício do autor para entrelaçar as histórias a fim de nos manter presos à trama.

Por que não pontuar com todos os corações? Porque é tão duro e seco que não chega a emocionar, é mais razão que emoção, é mais realidade e veracidade que romance. Mas, além de uma incrível aula de História sob uma perspectiva diferente dos livros didáticos, Inverno do Mundo é uma leitura que vale a pena também como ficção e, sem dúvidas, merece todas as estrelas.

4 corações 5 Estrelas

 

inverno do mundo meu

Sequência da Trilogia:
#1 – Queda de Gigantes
#2 – Inverno do Mundo
#3 – Eternidade por um fio

 

Sinopse: Depois do sucesso de Queda de gigantes, Ken Follett dá sequência à trilogia histórica “O Século” com um magnífico épico sobre o heroísmo na Segunda Guerra Mundial e o despertar da era nuclear.

Inverno do mundo começa do ponto em que termina o primeiro livro. As cinco famílias – americana, alemã, russa, inglesa e galesa – que tiveram seus destinos entrelaçados no alvorecer do século XX embarcam agora no turbilhão social, político e econômico que se inicia com a ascensão do Terceiro Reich. A nova geração enfrentará o drama da Guerra Civil Espanhola, da Segunda Guerra Mundial e da explosão das bombas atômicas.

A vida de Carla von Ulrich, filha de pai alemão e mãe inglesa, sofre uma reviravolta com a chegada dos nazistas ao poder, o que leva a cometer um ato de extrema coragem. Os irmãos americanos Woody e Chuck Dewar seguem caminhos distintos que levam a eventos decisivos – um em Washington, o outro nas selvas sangrentas do Pacífico.

Em meio ao horror da Guerra Civil Espanhola, o inglês Lloyd Williams descobre que precisa combater com o mesmo fervor tanto o comunismo quanto o fascismo. A jovem e ambiciosa americana Daisy Peshkov só se preocupa com status e popularidade, até a guerra transformar sua vida mais de uma vez. Enquanto isso, na União Soviética, seu prima Volodya consegue um cargo na Inteligência do Exército Vermelho que irá afetar não apenas o conflito em curso, como também o que está por vir.

Como em toda a obra de Ken Follett, o contexto histórico é pesquisado com minúcia e costurado de forma brilhante à trama, povoada de personagens que esbanjam nuance e emoção. Com grande paixão e mão de mestre, o autor nos conduz a um mundo que pensávamos conhecer, mas que agora nunca mais parecerá o mesmo.

Queda de Gigantes (O Século #1), Ken Follett

queda de gigantes

 

 

 

AUTOR: KEN FOLLETT
FICÇÃO HISTÓRICA
EDITORA: SEXTANTE
PÁGINAS: 912
ANO: 2010

 

Sempre paquerava com Queda de Gigantes nas livrarias, mas nunca tomava coragem para levá-lo. Era, afinal, uma trilogia gigante, ainda inacabada na época, e é um pouco frustrante esperar continuações. Até que, finalmente, após comentários elogiosos de amigos, iniciei a leitura e, Wow!, ficou acima das minhas expectativas. Não que eu esperasse pouco, mas pensava que seria uma leitura lenta, e foi o oposto.

O primeiro livro da trilogia O Século cobre toda a Primeira Guerra Mundial – e, claro, um pouco do pré e pós guerra – de maneira espetacular. Acompanhamos o desenrolar da guerra pelos olhos de cinco famílias distintas, entre mineradores, condes, princesas, operários, comerciantes e políticos. Ken Follett misturou com maestria personagens fictícios aos históricos.

Assim que abrimos o livro nos deparamos com uma lista enorme e “assustadora” de personagens, à qual pensei que voltaria diversas vezes, mas não foi preciso. As famílias nos são tão bem apresentadas que não me vi confusa em nenhum momento sequer. Cada cidadão citado torna-se rapidamente memorável e, mesmo que passemos alguns capítulos (que seriam alguns meses ou anos) sem saber aonde estavam e o que faziam, eles não se perdem na história.

Gosto de ficção histórica pois sempre aprendo mais com ela do que em qualquer livro de História, e com Queda de Gigantes não foi diferente. Livros de História são secos e cheios de datas que jamais se fixarão em nossas cabeças. Em 1862 Fulano de Tal foi decapitado por traição ao Rei Sicrano de Tal. Pronto. Acabou-se! Sem graça, sem atrativos, completamente “esquecível”. Eu quero é saber quem era Fulano de Tal, seus amigos, o que fazia, como pensava, e é justamente isso que Ken Follett nos traz.

Sempre tive mais interesse em entender a Segunda Guerra do que a Primeira, até porque essa última aconteceu sem um motivo plausível! Acredite, depois de 912 páginas cheias de romance e fatos reais incrivelmente bem apresentados e mixados não há como não aprender e compreender bem tudo sobre ela.

Pontos negativos? Falta poesia e magia na escrita. As frases são curtas, diretas e sem muita adjetivação, mas talvez seja justamente isso que faz com que a leitura seja tão rápida e nada cansativa. Se recomendo? Depois de tanto aprendizado, não tenha dúvidas disso!

4 corações 5 Estrelas

Sinopse: Cinco famílias, cinco países e cinco destinos marcados por um período histórico. ‘Queda de gigantes’, o primeiro volume da trilogia ‘O Século’, começa no despertar do século XX, quando ventos de mudança ameaçam o frágil equilíbrio de forças existente – as potências da Europa estão prestes a entrar em guerra, os trabalhadores não aguentam mais ser explorados pela aristocracia e as mulheres clamam por seus direitos. Na Grã-Bretanha, o destino dos Williams, uma família de mineradores de Gales do Sul, acaba irremediavelmente ligado por amor e ódio ao dos aristocráticos Fitzherberts, proprietários da mina de carvão onde Billy Williams vai trabalhar aos 13 anos e donos da bela mansão em que sua irmã, Ethel, é governanta. Na Rússia, dois irmãos órfãos, Grigori e Lev Peshkov, seguem rumos opostos em busca de um futuro melhor. Um deles vai atrás do sonho americano e o outro se junta à revolução bolchevique. A guerra interfere na vida de todos. O alemão Walter von Ulrich tem que se separar de seu amor, lady Maud, e ainda lutar contra o irmão dela, o conde Fitz. Nem mesmo o americano Gus Dewar, o assessor do presidente Wilson que sempre trabalhou pela paz, escapa dos horrores da frente de batalha. Enquanto a ação se desloca entre Londres, São Petersburgo, Washington, Paris e Berlim, ‘Queda de gigantes’ retrata um mundo em rápida transformação, que nunca mais será o mesmo.