Sweet Thing, Renee Carlino

SWEET_THING

Autora: Renne Carlino
New Adult / Romance
Editora: Atria Books
Páginas: 320
Ano: 2013

 

(Uma boa opção para quem procura um livro simples em inglês.)

Eu me interessei por Sweet Thing há algum tempo quando uma amiga do GR o avaliou, bem entusiasmada, com cinco estrelinhas. Depois de olhar as lindas capas e sua alta pontuação, coloquei-o na pequenina fila de leitura, cheia de expectativas. Eu queria ter amado esse livro, estava preparada para colocá-lo em um cantinho especial da minha estante, mas, apesar de ter gostado, isso não aconteceu.

Sweet Thing conta a história de Mia, uma garota de 25 anos apaixonada por música, e de Will, um guitarrista incrivelmente doce e talentoso, cinco anos mais velho que ela. Eles se conhecem em um vôo, quando Mia está deixando sua cidade para ir morar em Nova York e tomar conta do café de seu pai, que acabou de falecer. Mia não quer que a música deixe de ser um hobby, não quer ter que viver dela, pois teme a insegurança da profissão. Porém, Will entra na sua vida e uma amizade enorme vai surgir entre os dois e vai deixá-la confusa e indecisa sobre seu futuro. Claro, a amizade se transforma em um lindo amor – mas, aviso, isso demora horrores para acontecer!

O começo desse livro é incrível, singelo, bem doce e leve. É daqueles começos que você pensa que vai amar o livro com todo seu coração. A autora logo demonstra ter uma sensibilidade tocante para escrever cenas leves e críveis do dia a dia. Encantei-me rapidamente pelos personagens, especialmente pelo Will. A história e as situações me lembraram muito da Colleen Hoover, mas tem um ritmo lento a lá Sarah Dessen – o que pode não agradar a muitos.

Não me incomodei com o tempo dos acontecimentos, mas a indecisão sem fim da protagonista Mia mexeu com meus nervos. Eu sou daquelas que dificilmente se irrita com as mocinhas, mesmo quando todos reclamam delas, mas essa Mia testou toda a minha paciência. Como descrevê-la? Confusa, indecisa, medrosa, complicada, insegura… mas extremamente real. Uma personagem cheia de defeitos e muitíssimo bem caracterizada. Aliás, todos os personagens foram muito bem construídos.

Talvez, justamente pela história parecer tão real, tão crível, tenha sido tão frustrante. A cada capítulo eu pensava agora vai, e não ia. Ainda assim, eu não conseguia largar o livro de jeito algum, pois a leitura é deliciosa e as cenas são bem leves, apesar de tudo.

Will é o fofo dos fofos, o personagem que leva toda a trama adiante. Forte, decidido, confiante, ele é tudo o que Mia não é, ainda que sejam almas gêmeas. Ele entende seus receios, suas dúvidas… compreende-a melhor que ela mesma.

Não sei bem explicar o que senti nesse livro, pois gostei muito do que li, gostei da escrita e do toque leve e divertido das cenas, mas não amei – e eu queria muito tê-lo feito. Adoro livros que envolvem muita música, e com esse não foi diferente, mas eu queria algo mais. Queria mais do Will e da Mia, ficar um pouquinho mais perto deles, ver sua felicidade, cantar mais algumas canções… Fiquei desejando mais! E, bem, fiquei super feliz quando soube que existia o Sweet Little Thing, um extra que a autora fez atendendo aos pedidos de seus leitores.

Devo dizer-lhes, então, que Sweet Little Thing foi tudo o que faltou em Sweet Thing. Apaixonantemente delicioso!

Sweet Little Thing não chega a ser um segundo livro, é como se fosse um grande epílogo. E o melhor? É narrado pelo Will! Adorei ler esse “epílogo” sob seu ponto de vista, ri muito, cantei mais ainda e me apaixonei perdidamente com sua doçura.

São 120 páginas de puro amor, mas de um realismo impressionante. Doce, doce, doce… não haveria título melhor para tão singela história. Ela faz valer a pena todas as páginas do primeiro livro, faz você ficar com um sorriso bobo no rosto, faz você ouvir aquelas belas canções e viver aqueles maravilhosos momentos. Lindo, lindo, lindo!!!

3 Estrelas 3 corações

 

Sinopse: Sweet Thing – Mia Kelly is a twenty-five-year-old walking Gap ad who thinks she has life figured out when her father’s sudden death uproots her from slow-paced Ann Arbor to New York City’s bustling East Village. There she discovers her father’s spirit for life and the legacy he left behind with the help of an old café, a few eccentric friends, and one charming musician.

Will Ryan is good-looking, poetic, spontaneous, and on the brink of fame when he meets Mia, his new landlord, muse, and personal heartbreaker.

A story of self-discovery and friendship, Sweet Thing shines light on the power of loving and letting go.

 

Hero, Samantha Young

 

 

 

Autora: Samantha Young
Romance Adulto Contemporâneo
Editora: Piatkus
Páginas: 416
Ano: 2015

 

Decepcionante :/

Eu tinha dado um tempo em livros de romance adulto contemporâneo como esse, especialmente se eles tivessem um protagonista que fosse um CEO arrogante. Estava cansada do mesmo enredo, sentia falta de surpresas nas tramas, de personagens mais fortes, e quando vi que Samantha Young havia lançado um novo livro, pensei que teria nas mãos a novidade que eu esperava. Foi ela, afinal, quem criou meus queridos Braden e Joss em On Dublin Street, um romance delicioso que li anos atrás.

Hero nos traz uma garota comum, Alexa, que descobriu alguns segredos sobre sua família após a morte de sua mãe. O segredo envolve seu pai, seu ex-herói, que vem a ser o vilão da vida de Caine Carraway, um empresário que, ao descobrir quem Alexa realmente é, a faz perder o emprego. Após alguns acontecimentos, Caine termina empregando-a como sua assistente pessoal e promete fazer de sua vida um inferno. Claro, eles se apaixonam, mas nem tudo são flores.

O começo da história, por mais comum que fosse, me prendeu. Além das expectativas altas, a autora tinha minha torcida. Sabe quando a gente quer gostar da história? Eu quis, muito!, mas ficou tudo muito repetitivo, muito óbvio e previsível. Faltou originalidade, faltou algo que encantasse, que me fizesse sentir-me apaixonada pelos personagens.

Onde estava a autora que criou a forte Joss? Ou o envolvente Braden? Alexa é fraca, aceita tudo sem muita luta, se deixa levar. Caine é arrogante, sem charme. Os personagens secundários também deixam a desejar. Henry Lexington, melhor amigo de Caine, tenta ser engraçado e galanteador, mas é muito pernóstico para isso. A amizade entre Effie, a confidente vizinha de Caine que tem idade para ser sua avó, e Alexa é muito forçada, abrupta, não convence.

Além dos motivos das brigas na família serem confusos e toscos, tudo seguia a mesma receita de bolo. Cada acontecimento, ou até mesmo frases prontas, eu relacionava com algum outro de um livro que eu já havia lido. Quis abandonar em vários momentos, mas resisti. O final até tem alguns elementos que aliviam o tédio e, embora sejam um tanto batidos, me fez subir um pouquinho a pontuação da leitura.

Parece uma leitura péssima, mas não é tão ruim assim, só não traz nada de novo – e eu queria algo novo 😉 Consigo entender, inclusive, o porquê de muita gente estar comentando que gostou da história. Se você ainda não cansou dos CEOs problemáticos e um pouco pedantes que se apaixonam pela mocinha boazinha, poderá gostar desse aqui. Mas, se, como eu, queria alguma novidade, vai se decepcionar.

2.5 corações 2 Estrelas

Sinopse: The emotional and unforgettable new romance from the New York Times bestselling author of the On Dublin Street series.

Alexa Holland’s father was her hero—until her shocking discovery that she and her mother weren’t his only family. Ever since, Alexa has worked to turn her life in a different direction and forge her own identity outside of his terrible secrets,. But when she meets a man who’s as damaged by her father’s mistakes as she is, Alexa must help him.

Caine Carraway wants nothing to do with Alexa’s efforts at redemption, but it’s not so easy to push her away. Determined to make her hate him, he brings her to the edge of her patience and waits for her to walk away. But his actions only draw them together and, despite the odds, they begin an intense and explosive affair.

Only Caine knows he can never be the white knight that Alexa has always longed for. And when they’re on the precipice of danger, he finds he’ll do anything to protect either one of them from being hurt again…