O doente imaginário, Molière

Autor: Molière

Adaptação: Marilia Toledo

Lit. Francesa / Teatro / Infantojuvenil

Editora: 34

Páginas: 144

Ano: 2010

Ano de Publicação Original: 1673

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Comprei O Doente Imaginário depois de ter me encantando com Molière em O Misantropo, mas não prestei atenção que a edição da Editora 34 se tratava de uma adaptação feita por uma autora de teatro para o público juvenil.⠀

É explicado na introdução que ela buscou preservar tanto o conteúdo como a forma original da peça, mas simplificando um pouco para que pudesse ser encenada para crianças. Bem, já estava com o livro em mãos, continuei.⠀

A história gira em torno do hipocondríaco Argan, o doente imaginário, que tenta casar a filha com um médico, para facilitar sua vida. A peça se transforma em uma enganação sem fim, com o médico prescrevendo remédios sem necessidade, a esposa tentando arrancar dinheiro do marido, a criada tentando ajudar a filha do doente a casar com quem ama e os pretendentes tentando se passar por boas e inteligentes pessoas.⠀

Dá para notar a intenção de Molière em criticar a hipocrisia de então [e sempre atual], mas certamente muito se perde no texto adaptado. Ciente de que li uma adaptação, preciso analisá-la como tal, mas confesso que esperava mais.⠀

Para o público infantojuvenil, no entanto, é bem divertido e interessante, especialmente como uma introdução ao mundo das peças. A edição traz também um resumo sobre como montar uma peça teatral.⠀

Recomendo, assim, como literatura infantojuvenil. Para quem queria o original, como eu, melhor procurar outra edição.

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Sinopse: Levada ao palco pela primeira vez em 1673, a peça O doente imaginário tornou-se um dos maiores clássicos da comédia e continua a ser encenada até hoje no mundo inteiro. A divertida intriga criada por Molière (1622-1673) tem por base o conflito entre a autenticidade e a hipocrisia. No centro da trama está o hipocondríaco Argan, figura ao mesmo tempo simpática e detestável, que permanece como um dos grandes personagens a que o célebre dramaturgo francês deu vida.
A premiada autora de teatro Marilia Toledo nos oferece agora a sua adaptação da obra, voltada aos jovens, que ressalta toda a graça do original, mantendo-se sempre fiel ao espírito crítico e bem-humorado de Molière. Além das geniais ilustrações de Laerte, a edição inclui um esclarecedor texto sobre o processo de montagem de uma peça teatral.

Filomena Firmeza, Patrick Modiano e Sempé

Autor: Patrick Modiano

Ilustrador: Jean-Jacques Sempé

Lit. Francesa / nobel / infantojuvenil

Editora: Cosac Naify

Páginas: 96

Ano: 2014

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Quantas nuances tem esse pequeno grande livro? Quanto do amor entre pai e filha fica, ali, implícito no que Modiano não nos conta? Que lindeza de livro!

Patrick Modiano, vencedor do Nobel de Literatura de 2014, e Jean-Jacques Sempé, grande ilustrador francês, nos contam a história de Filomena, uma bailarina que, observando uma aula de ballet da filha, se lembra de sua própria infância em Paris, quando vivia sozinha com seu pai.

São memórias lindas, sensíveis, com aquela magia que só as boas lembranças da infância nos trazem. Filomena Firmeza tem um tom nostálgico, tem gostinho de infância, de inocência, de uma inocência cada dia mais rara. Tem gostinho de amor…

Modiano não nos conta tudo, deixa lacunas para serem preenchidas por nossa imaginação, por nossas verdades, por nossas versões. E assim, reforça ainda mais o laço de amor entre Filomena e seu pai, que o amava mesmo sem saber ao certo sua ocupação.

O que falar das ilustrações do cartunista Sempé? Quanta delicadeza, quanta sensibilidade… Não tem como separar o texto dos desenhos, foram feitos um para o outro. Tem um ar romântico, casa perfeitamente com a Paris de décadas atrás e deixa o leitor feito bobo. Perdi-me naqueles desenhos, dei vida e movimento a cada um deles em minha imaginação.

E posso confessar? Me senti uma criança quando terminei e quis recomeçar a leitura naquele mesmo instante. Sabe aquele “de novo!”? Pois é…

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Esse livro:

Ricamente ilustrado *** Fala sobre a relação pai e filha *** Para ler em família *** Ótimo vocabulário

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Sinopse: Este delicado livro de um dos mais importantes escritores franceses rememora uma bonita relação entre pai e filha, pelo traço único de Sempé. Filomena, já adulta, observa a filha na aula de balé, em Nova York, e se transporta para sua própria infância em Paris, quando morava com o pai, uma figura bastante peculiar, e se comunicava com a mãe (que já residia nos Estados Unidos) apenas por cartas. Com ele, brincava de subir ao mesmo tempo na balança para se pesar, fazia bagunça com o creme de barbear e caminhava até a escola de balé. Ali, Filomena tirava seus óculos e via um mundo sem nitidez – mas também sem aspereza. Um delicado relato sobre a importância do amor entre pais e filhos e um convite a revisitarmos a nossa própria infância.

O Barco das Crianças, Mario Vargas Llosa

O barco das crianças

 

Autor: Mario Vargas Llosa
Ilustradora: Zuzanna Celej
Ficção Juvenil / Lit. Hispano-americana /
Lit. Latino-americana / Nobel
Editora: Alfaguara
Páginas: 112
Ano: 2016

 

O Barco das Crianças é uma bela e comovente história escrita por ninguém menos que Mario Vargas Llosa, vencedor do Nobel de Literatura de 2010, voltada para o público infantojuvenil.

História, ficção e fantasia se misturam nas conversas de um velhinho solitário e Fonchito, uma criança curiosa. De sua casa, Fonchito observava o velhinho sentado em um banco, contemplando o mar. Certo dia, ele resolve ir lá para descobrir o que tanto o homem olhava. A resposta vem em forma de uma história interessantíssima sobre a Cruzada das Crianças, contada pelo velhinho, um pouco por dia.

Aparenta ser um livro bem infantil, pelo título, capa, ilustrações e tamanho do texto, mas pode ser um pouco pesado para as crianças menores, já que fala da Cruzada das Crianças.

Uma mistura de lenda e História, essa Cruzada teria acontecido por volta do século XII, na Europa, e assim como as demais Cruzadas, tinha a intenção de recuperar Jerusalém e devolvê-la aos cristãos. As crianças teriam partido do porto de Marselha e as que não morreram de frio, de fome ou afogadas, terminaram vendidas como escravas. Ou talvez tenham terminado como nos conta o velhinho… quem sabe?!

O livro é lindo de todas as formas. As ilustrações [aquarelas] são muito bonitas, bem delicadas e tem um quê de nostalgia, tem algo que me fez lembrar-me de um livro infantil – da Coleção Mundo da Criança – que eu lia na casa da minha avó quando era pequena.

Llosa tenta resgatar nas crianças a vontade e o interesse delas em conversar com os mais velhos, em ouvir o que eles tem para lhes contar. Essa troca saudável entre gerações tão diferentes está cada dia mais rara, infelizmente. Pontos para o autor!

Além de ter muito conteúdo histórico para ser aprendido, O Barco das Crianças é meio mágico, deixa enigmas no ar e inúmeras possibilidades de interpretação.

Um livro um pouco triste, meio melancólico, mas encantador. Simples e, ao mesmo tempo, rico. Uma história singela, escrita com esmero para todas as idades. Uma contribuição e tanto de Vargas Llosa para o mundo da boa literatura infantojuvenil.

5 Estrelas 5 corações

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Esse livro:

Ilustrado *** História *** Para ler em família *** Lida com a morte *** Texto rico

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Sinopse: Diariamente, ao se preparar para ir à escola, Fonchito vê de sua casa um homem sentado no banco do parque, contemplando o mar. Intrigado, resolve ir ao seu encontro e perguntar o que ele procura ali, todas as manhãs. O velhinho, com um sorriso nos lábios, decide compartilhar com Fonchito uma história muito antiga e… extraordinária. Assim, sempre antes de o ônibus da escola chegar, Fonchito ouve um novo capítulo das aventuras de um barco cheio de crianças que, desde a época das Cruzadas, singra os mares do mundo. Inspirado pelo conto A cruzada das crianças, de Marcel Schwob (1867-1905), Mario Vargas Llosa compõe uma bela ficção histórica com ecos de fábulas e mitos antigos.

A Bela e a Fera, Madame de Beaumont e Madame de Villeneuve

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Autores: Madame de Beaumont e Madame de Villeneuve
Clássico / Literatura Francesa / Infantojuvenil
Editora: Zahar
Páginas: 238
Ano: 2016
Ano de Publicação Original: 1756 e 1740

 

A Bela e a Fera é, sem dúvidas, meu conto de fadas preferido da Disney. Sempre me encantei com a transformação da Fera através da bondade da Bela e com a mensagem de que o amor e pequenos gestos de carinho podem mudar as pessoas.

A edição da Zahar traz duas versões do conto e diz, inclusive, que a história pode ter sido baseada em fatos reais, numa suposta fera. A versão mais conhecida e a que deu origem ao desenho da Disney é de 1756, uma adaptação de Madame de Beaumont da versão “original”, escrita por Madame de Villeneuve em 1740. A “original” tem cerca de 160 páginas e um linguajar mais adulto, enquanto a chamada “clássica” é bem curtinha, menos de 30 páginas, e claramente voltada para o público infantil.

clássica é parecida com a história que conhecemos, mas com muitos detalhes diferentes e bem menos românticos. Não temos a mendiga que transforma o príncipe em Fera, não temos Gaston, que enciumado tenta matar a Fera, não temos os objetos falantes e a linda e gigantesca biblioteca não passa de uma estante. As circunstâncias que levam o pai de Bela ao castelo são diferentes da do filme, assim como a que leva Bela a rever o pai e a decidir retornar para a Fera. A Bela, prisioneira da Fera, recebe todas as noites um pedido de casamento, o que deixa tudo muito forçado.

A versão original começa maravilhosamente bem, com um linguajar elegante, rica em detalhes e parecia que ia me conquistar. Mas… não foi bem assim. Até a metade a história vai bem, mas depois se perde em um mar de explicações mirabolantes e uma genealogia confusa. A Bela era uma princesa (e prima da Fera) e a bruxa era uma fada que criara o príncipe; havia ainda uma segunda fada, que comandava os sonhos (muitos sonhos) da Bela para que ela se apaixonasse pela Fera e, assim, quebrasse o feitiço. Ou seja, não há aquela transformação natural que tanto me encantou no filme da Disney. A Bela, simplesmente, do nada, puff, se apaixona pela Fera, que incansavelmente lhe perguntava todas as noites se Bela aceitava “dividir o leito com ela”.

Gostei do fato de que as histórias são contadas sem que ninguém tenha um nome próprio. As pessoas são a bela, a fera, a fada, a rainha, o velho, as irmãs. Gostei, no geral, do texto e adorei as ilustrações (coloridas!) da edição da Zahar. No entanto, não senti que a Fera merecia, nem por um segundo, o amor da Bela. Nem tampouco senti que a Bela havia se apaixonado, afinal, nem tinha um porquê!

Não levem minhas palavras tão a sério, não é tão ruim assim, rs, apenas me decepcionei um pouco. [Poxa, cadê o amor da Bela pelos livros?! Cadê a magia?!] Contudo, foi bom conhecer a história original. Nada de extraordinário, apenas interessante.

3.5 Estrelas

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Sinopse: A versão original do clássico que inspirou o novo filme da Disney, estrelado por Emma Watson

Adaptado, filmado e encenado inúmeras vezes, o enredo de A Bela e a Fera vai muito além da jovem obrigada a casar com uma horrenda Fera que no final se revela um lindo príncipe preso sob um feitiço. Nessa edição bolso de luxo da coleção Clássicos Zahar você encontra reunidas duas variantes da história.

A versão clássica, escrita por Madame de Beaumont em 1756, vem embalando gerações e inspirou quase todos os filmes, peças, composições e adaptações que hoje conhecemos. A versão original, que Madame de Villeneuve publicara em 1740, é de uma riqueza espantosa, que entre outras coisas traz as histórias pregressas da Fera e da Bela e dá voz ao monstro para que ele mesmo narre seu destino.

Toda em cores e ilustrada, essa edição conta com ótima tradução do premiado André Telles, uma apresentação reveladora e instigante assinada por Rodrigo Lacerda e cronologia das autoras. A versão impressa apresenta ainda capa dura e acabamento de luxo.

 

O silêncio da água, José Saramago

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Autor: José Saramago
Lit. Infantojuvenil / Nobel / Lit. Portuguesa
Editora: Companhia das Letrinhas
Páginas: 24
Ano: 2011

 

Diferente do que eu pensava, esse livro não foi escrito especialmente para o público infantil. O Silêncio da Água nos traz um conto não-ficcional extraído do livro Pequenas Memórias do autor. Por ser apropriado para crianças, recebeu ilustrações e uma bela edição póstuma em grande formato e capa dura.

Quando um vencedor de Nobel escreve um livro – no caso um conto – o leitor sempre espera algo genial. Confesso que terminei a leitura decepcionada, querendo algo a mais. Abri o computador para escrever o que achei do livro e tive vontade de relê-lo, mas nem precisei. A história foi tomando forma, foi crescendo, se agigantando tal qual o enorme peixe ilustrado na capa e, ao mesmo tempo, se tornando delicada, como uma simples, mas memorável, lembrança de infância.

Saramago nos conta uma pequena aventura de seu tempo de criança, quando vivia perto do rio Almonda e, ao ir lá pescar, encontra um grande peixe com o qual trava uma breve luta.

O autor sempre expressou seu desejo de que seus livros não deveriam ser adaptados para o português do Brasil, portanto temos aqui um linguajar que talvez soe estranho, mas nada que os pais não consigam explicar. Por mais que o texto seja bem curto e ilustrado, acredito que as crianças menores não consigam compreendê-lo ou achar graça. Já para as maiores, é uma ótima introdução a uma literatura mais realista, menos fabulosa e romântica.

4 Estrelas 3 corações

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Esse livro:

Ilustrado *** Pouco texto, embora rico *** Palavras Novas

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Sinopse: Em uma tarde silenciosa, um garoto vai pescar à beira do Tejo e é surpreendido por um peixe enorme que lhe puxa o anzol. Infelizmente, a linha arrebenta, deixando-o escapar. Ele corre até a casa dos avós, com a esperança de voltar, rearmar a vara e “ajustar as contas com o monstro”. Claro que, ao alcançar o mesmo ponto do rio, o menino não encontra mais nada, apenas o silêncio da água. Sua tristeza só não é completa pois o peixe, como ele diz, “com o meu anzol enganchado nas guelras, tinha a minha marca, era meu”. 
Esse menino foi José Saramago, que narra neste livro uma aventura de infância que, para ele, culmina em um despertar da lucidez. Ilustrado por Manuel Estrada, este pequeno conto autobiográfico se torna uma fábula de extraordinária beleza e sabedoria.

Pela casa de conhece o dono, Didier Cornille

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Autor: Didier Cornille
Lit. Infantojuvenil / arquitetura
Editora: Cosac Naify
Páginas: 94
Ano: 2014

 

Livro de arquitetura? Infantil? Como assim?! Pois é, também estranhei quando vi a sinopse, mas comprei mesmo assim. E qual não foi minha surpresa – sim, estava um pouco cética – quando o livro chegou e confirmei que era exatamente um livro de arquitetura para crianças! E o melhor, ele é super interessante, lúdico, bonito e instigante.

Pela casa se conhece o dono nos traz, de maneira divertida, casas icônicas de grandes arquitetos desde o começo do movimento moderno, passando pelo pós-modernismo, indo até uma casa do ano de 2002.

Em cada casa apresentada, há uma pequena introdução sobre quem é o arquiteto. Depois, junto com as ilustrações, vêm os porquês. Por que ele escolheu aquela forma, aqueles materiais, quais os anseios dos moradores, as falhas e os acertos. Tudo isso com um texto simples e sucinto, mas certamente com muitas palavras novas a serem acrescentadas ao vocabulário das crianças.

O mais interessante – e o diferencial – é que não há fotografias das casas, elas são apresentadas através de ilustrações lindas, didáticas e alegres.

É um livro para crianças curiosas (ou para despertar essa curiosidade), um livro que foge do comum, gera questionamentos, exercita a capacidade de visualização espacial e estimula a criatividade.

É sempre difícil apontar uma faixa etária, já que a capacidade de compreensão é um pouco variável – tem leitor de apenas 7 anos lendo Harry Potter, por exemplo – mas eu diria que pode ser melhor aproveitado partir dos 7 anos.

Provavelmente, o fato de ser arquiteta contribuiu para que eu ficasse encantada com o livro, mas ele é, sem dúvidas, interessantíssimo para qualquer leitor.

5 Estrelas

5 corações

pela casa se conhece o dono

Esse livro:

Ilustrado *** Pouco texto *** Cultura e Arte *** Para ler em família *** Para crianças curiosas *** Aguça orientação e percepção espacial *** Instiga questionamentos *** Palavras Novas

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Sinopse: Por meio de textos curtos e ilustrações precisas, Didier Cornille apresenta casas icônicas em ordem cronológica, dos anos 1920 até o início do século XXI. Gerrit Rietveld, Le Courbusier, Frank Lloyd Wright, Charles e Ray Eames, Mies Van der Rohe, Oscar Niemeyer (capítulo exclusivo para a edição brasileira), Jean Prouvé, Frank Gehry, Shigeru Ban, Rem Koolhaas, Sarah Wigglesworth e Jeremy Till são nomes que deixaram marcas por revolucionar os projetos de moradias, influenciando também nos métodos de construção. Frank Lloyd Wright, por exemplo, integrou uma residência a uma cachoeira e Rem Koolhaas projetou uma casa que tem como cômodo principal um elevador, para atender às necessidades de seu dono paraplégico. Mais do que retratar as casas em si, Cornille as desconstrói, evidenciando suas particularidades em ilustrações que são estilizações dos croquis originais.

No texto de quarta capa, a desenhista Carla Caffé aproxima a arquitetura da nossa vida cotidiana: “Ao passear pelas casas desenhadas neste livro, podemos desfrutar a experiência de viver no planeta do século XX até os dias de hoje. Acompanhamos, por meio da arquitetura, a trajetória de como mudamos nosso jeito de morar, de como compartilhamos nossos sonhos e desafios”.

O Presente dos Magos, O. Henry

o presente dos magos

Autor: O. Henry
Ilustrador: Odilon Moraes
Conto / Natal / Clássico / Literatura Infantojuvenil
Editora: Cosac Naify
Páginas: 24
Ano: 2003
Ano de Publicação original: 1905

 

Eu sou daquelas que não pode ver uma história natalina que já quer ler, então quando vi O Presente dos Magos, do norte-americano O. Henry, como sugestão de leitura no GoodReads por eu ter gostado de Um Conto de Natal [imperdível] de Charles Dickens, corri para comprar. Para minha surpresa, de quebra, o livro era em capa dura, ilustrado e fora publicado pela incrível [e finada] Cosac Naify. Tinha tudo para ser uma ótima leitura. E foi.

O Presente dos Magos se passa na véspera de Natal, na Nova York do início do século XX, e tem como protagonista um casal apaixonado que não vive uma situação financeira das mais favoráveis. Jim e Della não têm dinheiro suficiente para presentear o seu amado com o que gostariam, mas querem – e tentam – fazê-lo ainda assim. O final é surpreendente, emocionante e nos deixa uma valiosa lição.

O texto é bem curtinho, mas pode ser um pouco desafiador para as crianças lerem sozinhas, já que a escrita não é bobinha e tem um vocabulário rico para um livro catalogado como literatura infantil. É preciso que algum adulto leia uma vez e explique o sentido do conto e a preciosa mensagem que ele carrega. Uma vez feito isso, certamente elas adorarão reler muitas e muitas vezes.

As ilustrações são belíssimas, ainda que um pouco repetitivas – já que a história se desenvolve em sua maior parte dentro do apartamento do casal, e qualidade física do livro também é muito boa [como tudo da Cosac].

O Presente dos Magos nos mostra o valor do verdadeiro amor, do verdadeiro presente de Natal, do desprendimento, da renúncia em prol do outro… valores que precisam ser resgatados, repassados e relembrados sempre. Um clássico para todas as idades, sem dúvidas.

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Não à toa, até Mickey e Minnie já protagonizaram uma adaptação do ilustre conto. 😉 ❤

Esse livro:

Ilustrado *** Vocabulário rico *** Para ler em família

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Sinopse: Este conto do norte-americano O. Henry (1862-1910), recolhido em livro em 1906, é um dos textos mais populares da língua inglesa e emociona com a história de um jovem casal apaixonado, que entrelaça amor e pobreza, destino e acaso na Nova York do começo do século XX. As belas ilustrações de Odilon Moraes transportam o leitor para o interior do apartamento de Della e Jim, palco de quase todos os acontecimentos e coração desta história de Natal. A partir desse olhar, filtrado em tons sépia, as personagens e o cenário nos transmitem uma atmosfera de singeleza e solidariedade. Um livro lírico e delicado.