A Bailarina de Auschwitz, Edith Eva Eger




Autora: Edith Eva Eger

Memórias / Holocausto

Editora: Sextante

Páginas: 304

Ano: 2019

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Edith Eger tinha apenas 16 anos quando foi levada com uma de suas irmãs para Auschwitz. Seus pais, como tantos outros, morreram nas câmeras de gás. Edith e Magda, sua irmã, sobreviveram. A Bailarina de Auschwitz poderia ser um relato de sofrimento e raiva, mas é uma delicada, porém forte, história de superação.

Edith nos traz não só um relato de seu período no campo de concentração, mas as memórias de toda sua vida, de como formou uma família e escolheu uma profissão, de como ajudou pacientes e de como eles foram fundamentais no seu processo de cura.

Quão íntimo nos tornamos do outro quando lemos suas memórias escritas com a maior honestidade? Sabe quando falamos que queremos guardar alguém em um potinho? Pois é… Ao abrir suas feridas, a enxergamos. Quanto mais a enxergamos, mais a admiramos. Quanto mais exposta, mais ela é útil, mais ela nos ensina. Edith nos mostra que sozinhos não somos nada, mas que somos os únicos responsáveis por cada decisão que tomamos, por cada escolha que fazemos.

É uma leitura que, embora faça chorar, revigora. Choramos suas angústias, mas vibramos com suas vitórias. Certamente toca o coração de quem lê, mesmo que uns mais, outros menos. Viktor Frankl foi seu grande incentivador e é, de fato, uma leitura que se assemelha a Em busca de um sentido. Ambos falam sobre a importância de buscar um sentido, de ter o amor no centro de nossas vidas, de aceitar o que já passou e de viver o presente. De escolher viver o agora. De entender que nunca é tarde para (re)começar.

Obrigada, Edith, por toda a sua grandeza e generosidade.

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Sinopse: A bailarina de Auschwitz é a história inspiradora e inesquecível de uma mulher que viveu os horrores da guerra e, décadas depois, encontrou no perdão a possibilidade de ajudar outras pessoas a se libertarem dos traumas do passado.

Inverno de Praga, Madeleine Albright


Autor: Madeleine Albright

Memórias / II Guerra Mundial / 
História

Editora: Objetiva

Páginas: 480

Ano: 2014

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Madeleine Albright, nascida na Tchecoslováquia e filha de um diplomata judeu, foi a primeira mulher na História a ser nomeada Secretária de Estado norte-americano (governo Clinton).

Em uma narrativa cativante, Madeleine nos traz a História da Segunda Guerra Mundial sob um ângulo não tão comum, o tcheco. Ao inserir-se na História, trazendo consigo seus parentes (alguns, vítimas do Holocausto) e, em especial, a figura de seu pai, com suas opiniões e seus encontros com os líderes políticos da época, ela nos aproxima dos acontecimentos e nos traz muitas reflexões.

Começa falando um pouco da fundação da Tchecoslováquia e do seu primeiro presidente, T. G. Masaryk, um entusiasta da democracia. Fala do antes, do durante e do depois da Segunda Guerra. Mostra-nos o sofrimento de um povo que passou pelo nazismo e pelo comunismo.

Os que esperam – como o título indica – recordações pessoais podem se decepcionar. Elas são poucas, já que Madeleine era muito jovem naquela época. O livro é, na verdade, fruto de um extenso trabalho de pesquisa, não só histórica, mas de suas origens. O resultado é incrível, um relato bem escrito, bem estruturado e em nenhum momento cansativo.

Para quem gosta de História, um prato cheio.

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Sinopse: Antes que Madeleine Albright completasse 12 anos, sua vida foi abalada pela invasão nazista da Tchecoslováquia – o país onde nasceu -, pela Batalha da Inglaterra, pela destruição quase total das comunidades judaicas europeias, pela vitória dos Aliados na Segunda Guerra Mundial, pela ascensão do comunismo e pelo início da Guerra Fria. Em Inverno de Praga, a autora narra suas experiências e as de sua família durante os doze anos mais tumultuados da história moderna. Madeleine Albright reflete sobre a descoberta, muitos anos após o fim da guerra, da herança judaica de sua família; sobre a conturbada história de seu país natal; e sobre as escolhas morais que todos pertencentes à geração de seus pais tiveram de enfrentar. Inverno de Praga levará os leitores do castelo milenar na capital boêmia aos abrigos antibombas em Londres, da desolação do gueto de Terezín aos altos conselhos europeus e americanos. Ao mesmo tempo um livro de memórias extremamente pessoal e um incisivo trabalho de pesquisa, Inverno de Praga apresenta o passado através dos olhos de uma das mais fascinantes e respeitáveis figuras da política internacional dos dias atuais.⠀

Paris é uma festa, Ernest Hemingway

paris é uma festa

 

Autor: Ernest Hemingway
Nobel / Memórias / Clássico moderno
Editora: Bertrand
Páginas: 240
Ano: 2007
Ano de Publicação Original:1964

 

Paris é uma Festa é uma coleção de memórias da vida de Hemingway nos seus anos em Paris, na década de 1920. O livro foi publicado originalmente em 1964, após a sua morte, tendo sido editado com a ajuda de sua quarta e última esposa, a partir de notas e manuscritos deixados pelo autor. Paris é uma Festa foi reeditado – no original, A Moveable Feast – recentemente, em 2009, por um de seus netos e essa edição, “Restored Edition”, tem sido fortemente criticada, especialmente por antigos amigos do autor, que reportam que a alteração foi feita para modificar algumas partes que constrangiam a sua avó Pauline, segunda esposa de Hemingway. A versão que lemos no Brasil ainda é a original, portanto, meus comentários são sobre ela.

Paris é uma Festa nos presenteia com as memórias de Hemingway sobre seus anos em Paris e os cafés que frequentava, as ruas por onde caminhava e os amigos com quem convivia. Apresenta-nos um Hemingway que deixava de comer, mas não deixava de apreciar um vinho nem tomar um café. Conseguia fazer o café render toda uma manhã para que pudesse ficar ali, sentado, observando a charmosa e louca Paris dos anos 20 e escrevendo o que lhe conviesse. Mostra-nos um Hemingway que era bom ouvinte e tinha bons amigos, como Sylvia Beach, dona da Shakespeare and Company, que lhe emprestava quantos livros quisesse, e outros tantos escritores famosos. E a partir desses empréstimos, vemos Hemingway lendo pela primeira vez autores como Dostoievski e Tolstói, e tecendo uns poucos comentários sobre eles.

Foi mais que um deleite reconhecer alguns de seus amigos, àquela época ainda reles mortais, hoje grandes e importantes nomes como Gertrude Stein, Erza Pound, Scott Fitzgerald, Ford Madox Ford e James Joyce. É inimaginável que alguém tenha convivido com todas essas ilustres pessoas, tanto que se fosse uma obra de ficção seria fantasiosa em demasia.

Paris vale a pena e retribui tudo aquilo que você lhe dê.

“Na Europa, então, todos consideravam o vinho tão normal e sadio como qualquer bom alimento, além de grande fonte de alegria e bem-estar. Beber vinho não era esnobismo ou sinal de sofisticação, nem uma espécie de culto. Era tão normal como comer e, para mim, igualmente necessário.” 

Sobre Scott Fitzgerald: “Ele me contara no Closerie des Lilas que, quando escrevia contos que julgava bons, talvez bons demais para o Post, fazia modificações neles, piorando-os para que se tornassem comerciais e pudessem ser aceitos pela revista.” 

“O marido tem duas garotas bonitas a seu lado quando acaba de trabalhar. Uma delas é nova e desconhecida e, se ele não tiver sorte, acabará amando as duas.”

A escrita é uma delícia, despretensiosa, nos leva àqueles dias e nos faz sorrir a cada recordação. É um livro curto, mas para ser degustado lentamente e relido algumas vezes ao longo da vida. É um livro para se amar Paris ainda mais, para se amar a verdadeira essência da capital francesa que tanto inspirou – e inspira – grandes escritores.

4 corações 4.5 Estrelas

paris é uma festa hemingway 2


 
Sinopse: Amor, ironia, humor, saudade. Ernest Hemingway foi sempre contrario ao sentimentalismo. Seus contos, seus romances mostram o homem em busca de si próprio, descobrindo-se nos momentos de dor, perigo ou derrota. Nenhum idealismo diante da vida: ela deve ser enfrentada como um desafio, e vencida sem arrogância ou perdida sem lamúrias.

Paris é uma festa mostra-nos um Hemingway diferente, o escritor e o homem fazendo uma viagem sentimental à década de vinte, quando o mundo se abria diante dele e seus companheiros eram a gente anônima das ruas e gente famosa como Gertrude Stein, James Joyce, Ezra Pound, F. Scott Fitzgerald.

Da cidade, seus perfumes, seus encantos, de si mesmo, de seus amigos e inimigos Hemingway nos deixou, neste livro póstumo, uma série de vinhetas inesquecíveis, escritas com amor e ironia, com humor e saudade.

Almoço em Paris, Elizabeth Bard

almoco em paris

 

 

AUTORa: Elizabeth baRd
memórias
EDITORA: leblon
PÁGINAS: 384
 ANO: 2010

 

Sabe aquelas pessoas que não podem ouvir o nome Paris que os olhos já brilham? Bem, eu sou uma delas e, portanto, nem pestanejei para comprar esse livro quando me recomendaram-no. É um livro de memórias, um romance diferente, recheado de receitas deliciosas que faz você babar só de pensar.

Almoço em Paris – Uma história de amor com receitas – é daqueles livros que faz você querer ser uma parisiense ou ao menos pegar o primeiro voo e se mudar para a França. É um livro sobre amor e relacionamento, mas, sobretudo, é um livro sobre como dar valor às coisas mais simples do dia a dia.

Elizabeth é uma americana que está fazendo um curso na Inglaterra quando conhece um legítimo francês, por quem se apaixona. Encantada, termina se mudando para o apartamento dele e largando o emprego que tinha.

Por ser autobiográfico, o livro nos mostra com certo realismo o nascer de um relacionamento, com seus altos e baixos. Mostra-nos um pouco do dia a dia do francês e, especialmente, como é ser uma americana vivendo em Paris. Elizabeth, tão acostumada a enlatados e alimentos em caixinha, a ambientes espaçosos e a jogar fora tudo que quebra ou fica velho, passa a viver com alguém que tem repulsa por qualquer tipo de comida industrializada, mora em lugar pequeno e reaproveita tudo. Essa diferença de cultura é o ponto alto do livro e me trouxe maravilhosas risadas.

Com ela, caminhamos pelos mercados parisienses, sentimos o cheirinho de comida fresca, passamos apuros no almoço com a família do esposo e até cuspimos um café americano que ela toma em uma visita à sua terra natal.

Se você é apaixonada pelo dia a dia do parisiense, se adora cozinhar – ou comer – e ama a simplicidade e o encanto de uma refeição em casa, certamente vai gostar desse livro. É uma delícia, em todos os sentidos!

4 corações

4 Estrelas

 

 

As capas de suas edições pelo mundo afora são sempre charmosas.

tour d amour petit Lunch in Paris2 Lunch in Paris

 

 

 

 

 

Sinopse: Metade romance, metade um surpreendente livro de receitas, Almoço em Paris é um pequeno doce de patisserie, uma divertida história de amor que fala direto ao coração, sobre uma americana que se apaixona por um francês e narra sua mudança para a cidade mais romântica do mundo – não a versão hollywoodiana, mas a verdadeira Paris, uma intoxicante mistura de morcela e verbos irregulares.

Seu próximo livro será lançado em Abril de 2015, se chama Picnic in Provence – a memoir with recipes, e certamente vai para minha listinha. ❤

picnic in provence