Os melhores livros lidos em 2016 e Três livros para 2017

Início de um novo ano, época de fazer um balanço de tudo que fizemos no ano que passou, do que gostamos, do que poderíamos ter feito melhor e dos desafios que cumprimos. Época também de traçar novos planos e de agradecer por tudo de bom que nos aconteceu.

E para quem fala sobre literatura, claro, é época de escolher as melhores leituras do ano e selecionar novos – e grandiosos – desafios!

Foram 7.846 páginas lidas em 2016, segundo o Skoob! Cumpri minha meta “quantitativa” (com qualidade, claro), mas não cumpri todos os desafios que me propus no início de 2016. Além dos 30 livros aleatórios, me desafiei a ler Guerra e Paz, A Divina Comédia e Anna Kariênina, {eu estava bem modesta rs}

De Guerra e Paz li umas 1350 páginas logo no início de 2016, estava adorando, mas quando cheguei ao 3° tomo desanimei. Não desisti, rs, pretendo retomar em 2017. Esse desânimo me levou a nem começar Anna Kariênina, do mesmo autor. (mas não saiu da meta!) Já A Divina Comédia {terminei Paraíso nos acréscimos do 2° tempo, ainda vem resenha por aí} foi uma experiência maravilhosa, uma ótima surpresa!

Mas, vamos ao que interessa, vamos aos melhores!

 

Melhor Leitura de 2016: Travessuras da Menina Má, Mario Vargas Llosa

Que livro! Que final! Que personagens! Só posso insistir que leiam, mas não deixem que minha euforia gere tantas expectativas. É um livro simples e genial ao mesmo tempo. É uma história comum, de gente comum, mas que tem algum pozinho mágico inexplicável em suas páginas que emociona e cativa o leitor.

Resenha aqui.

Melhor “Tem que Ler”: A Revolução dos Bichos, de George Orwell

A Revolução dos Bichos é sensacional! Ainda me pergunto porque não o li antes!!! Leitura obrigatória, sem dúvidas, bem elucidativa e cheia de citações de cair o queixo de tão atuais que são. Incrível!

“Todos os bichos são iguais, mas alguns bichos são mais iguais que outros.”

Resenha aqui.

 

Melhor Livro de Não-Ficção: A Civilização do Espetáculo, de Mario Vargas Llosa

A Civilização do Espetáculo traz reflexões e opiniões bem lúcidas e ponderadas de Vargas Llosa – vencedor do Nobel de Literatura de 2010 – acerca da cultura e do comportamento das pessoas nos dias de hoje. Foi uma leitura tão boa que acabei uma caixa de marcadores, rs, e ainda não consegui escrever uma resenha. Prometo fazê-la!!

 

 

Escolher os melhores nunca é fácil, já que cada livro (os bons!) traz algo especial. Eu poderia citar Édipo Rei (resenha aqui) como leitura que me surpreendeu, poderia citar O Pomar das Almas Perdidas (resenha aqui) como leitura que mais me tocou ou Liturgia do Fim (resenha aqui) como leitura mais poética e sensível. Poderia ainda citar O Barco das Crianças, de Vargas Llosa, como melhor infantojuvenil e Um, dois e já (resenha aqui) como leitura mais nostálgica. Foram ótimas leituras! Na verdade, tenho lido cada vez menos livros ruins pelo simples fato de que passei a abandonar, sem dó nem piedade, leituras que não me conquistam. Alguns eu insisto, mas geralmente me arrependo. rs! 2016 foi bom, mas pretendo que 2017 seja O ANO!  rsrs

 

Três livros para 2017 

Quero ler tanta coisa que foi bem difícil escolher os três desafios de 2017, rs. Mas, vamos lá, terminei escolhendo:

  1. A Montanha Mágica, de Thomas Mann
  2. Dom Quixote de la Mancha, de Cervantes
  3. David Copperfield, de Charles Dickens

david-copperfield-charles-dickens

dom-quixote

a-montanha-magica

 

 

 

 

 

Tenho outros calhamaços em andamento, como Decameron, de Boccaccio, e Outono da Idade Média, que passaram “automaticamente” para meta – e desafio – desse ano. Já adianto que os dois são INCRÍVEIS, leituras maravilhosas, para se ler aos poucos, sem pressa!

Quanto a meta quantitativa, não sei… A cada ano me importo menos com ela 🙂

Em 2016 tirei alguns poucos livros da Jarra de TBR – livros para ler, mas confesso que não me agradou muito a ideia de pegar um livro aleatório demais, já que pra mim cada momento pede um tipo de história diferente. No entanto, é ela quem faz andar – mesmo que lentamente – a pilha de livros “encostados”, então aqui e acolá vou puxar uma estrelinha dessas também.

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E a meta de vocês? Todo mundo organizando e planejando as leituras do ano?!

Aproveito para desejar a todos um Ano Novo maravilhoso, cheio de amor e muitas realizações, com histórias deliciosas, livros encantadores e personagens apaixonantes.

Muito obrigada a todos que me acompanharam por todo esse ano!

Grande abraço, com carinho,

Caroline Gurgel

 

Como fazer Estrela para TBR Jar

Quando postei a foto do meu Pote de Leitura para 2016 (TBR Jar = To Be Read Jar = Pote ‘a ser lido’) algumas pessoas vieram me perguntar como eu fizera as estrelinhas.
IMG_1673É bem fácil de fazer, logo abaixo deixo um link com um tutorial, mas vou contar como eu fiz.

Para saber de que tamanho eu queria minha estrela, fiz uns três testes e terminei em uma tira de 1,2 por 32 cm. Foi o tamanho que achei ideal para a estrelinha que eu queria. Os tutoriais na internet lhe aconselham a comprar papel colorido ou as tiras coloridas já prontas, mas não fiz isso.

Minha lista era imensa e preferi imprimir (não tem problema se um dos lados do papel for branco). Dimensionei retângulos de 1,2 x 32cm, escolhi algumas cores para o plano de fundo e fui copiando os títulos. Imprimi, cortei e comecei as dobraduras.

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Achei esse video no youtube que explica bem direitinho como fazer. :)))

Os melhores livros lidos em 2015 e Três livros para 2016

Vai chegando essa época do ano e vamos todos fazendo um balanço do que fizemos, do que lemos, dos planos que traçamos, do que cumprimos e do que não conseguimos fazer. Para mim, 2015 foi um ano maravilhoso, o melhor de todos, o ano em que fui mãe pela primeira vez, e por esse mesmo motivo me contive na hora de traçar minhas metas de leitura. No GoodReads me desafiei a ler 40 livros e, vejam bem, parabéns para mim, consegui ler exatamente os 40.

Porém devo confessar que dei um jeitinho e trapaceei um pouco nessa reta final. Escolhi algumas novelas russas com cerca de 100 páginas e uns dois livros infantis para conseguir cumprir a meta. Mas como 2015 foi também o ano dos calhamaços, dos livros de mais de 1500 páginas, então estou perdoada, certo?

Bem, vamos aos melhores de 2015?

Melhor Livro Do Ano {e da vida}: Os Miseráveis, Victor Hugo

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Que livro fantástico, que autor sensacional! Uma história sobre a condição humana, sobre a consciência de cada um, sobre as injustiças e suas consequências, sobre a vida, sobre a alma… Uma história que toca e marca. Não tenho palavras para descrever meu amor por esse livro, então repito o que escrevi na resenha: todo leitor MERECE esse prazer.

Resenha aqui.

Livro Fofo do Ano: Anne de Green Gables, L. M. Montgomery

anne de green gables capa

Que livro fofo! Que alegria contagiante a dessa protagonista mais que especial. Estive com um sorriso largo e bobo no rosto durante toda a leitura. Anne de Green Gables se tornou um queridinho, daqueles que me deixa com vontade de colecionar edições. rs (Estou devendo resenha, pois foi o último livro lido do ano)

Livro que me Surpreendeu: Juventude Brutal, Anthony Breznican

juventude brutal

Juventude Brutal foi um livro que comecei sem saber o que me aguardava, sem grandes expectativas, achando que não gostaria tanto assim (nem sei o porquê). E então, depois de umas cem páginas lidas ele me fisgou de uma maneira…!!! Que leitura viciante!

Resenha aqui.

 

Escolher os melhores livros nunca é tarefa fácil, pois queremos sempre citar todos os que gostamos. Poderia citar também como ótimas leituras O Amante, de Marguerite Duras (aqui), que estava na minha meta há um bom tempo; O Conde de Monte Cristo, de Alexandre Dumas, livro incrível sobre vingança e o quanto ela destrói a vida de todos os envolvidos; Hotelles: Quarto 1, de Emma Mars (aqui), um romance cheio de intrigas, mistérios e sensualidade; A Morte de Sarai, de J. A. Redmerski (aqui), um thriller com um toque de romance; Um mais Um, de Jojo Moyes (aqui), livro bem simples, comum, mas muito fofo, leve e divertido; Inverno do Mundo, de Ken Follett (aqui), segundo livro da excelente trilogia O século; e por último, mas não menos importante, Madame Bovary, de Gustave Flaubert (aqui), clássico atemporal que fala sobre casamento, traição e felicidade.

 

Três livros para 2016 e Pote de Livros

Para 2016 tenho um desafio E-N-O-R-M-E a cumprir: não comprar livros – ou comprar poucos rs, pois preciso ler os que me aguardam na estante. Para isso, preparei um potinho com os títulos e pretendo sortear a próxima leitura sempre que estiver indecisa – ou sempre que der vontade. Sem muitas regras, para que o hobby não deixe de ser hobby, claro!

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O outro desafio que pretendo cumprir é a leitura de três grandes clássicos: Guerra e Paz, de Tolstói, A Divina Comédia, de Dante Alighieri, e Anna Kariênina, também de Tolstói. São livros que quero ler há bastante tempo, mas sempre me faltava coragem para encarar, por exemplo, as 2500 páginas de Guerra e Paz, ou os versos rebuscados de Dante.

Se a coragem chegou, vamos aproveitar, não é?!

guerra e paz cosac naifyA divina comédia dante aliguieri anna kariênina cosac naify

 

 

 

 

 

 

Aproveito para desejar um Ano Novo maravilhoso para vocês, cheio de amor, paz, sucesso, cheio de boas histórias e boas risadas, cheio de alegria, saúde e bênçãos. Que 2016 nos traga grandes sonhos, histórias sensacionais, livros emocionantes e personagens fortes para florear ainda mais nossos dias.

Muito obrigada a todos que me acompanharam por todo esse ano!

Grande abraço, com carinho,

Caroline Gurgel

2015 2016