Assassinato no Expresso do Oriente, Agatha Christie

 

 

Autora: Agatha Christie
Crime / Mistério / Lit. Inglesa
Editora: Harper Collins Brasil
Páginas: 200
Ano: 2014
Ano de Publicação Original: 1934

 

Li muito Agatha Christie na adolescência e eu lá com meus 11 anos me sentia a própria adulta carregando seus livros pra lá e pra cá. A rainha do crime me encantava! 💕 Com o tempo fui deixando a autora de lado, até que, no mês passado, vi o trailer da nova adaptação para o cinema de Assassinato no Expresso do Oriente, que eu lera há uns 20 anos, e fiquei com vontade de fazer uma releitura para ver se ainda me apaixonaria por seus mistérios.

Nessa história, Hercule Poirot embarca no Expresso do Oriente, um trem de luxo, que, devido a uma forte nevasca, precisa fazer uma parada no meio do caminho. É nesse meio-tempo que acontece um assassinato e, claro, o famoso detetive tenta desvendar quem, dentre os passageiros, cometeu tal crime.

Não à toa seus livros continuam a vender tanto. Assassinato no expresso do oriente é simples, sem ser bobo, tem bom vocabulário, é rico em personagens e prende bem o leitor. Confesso que tudo ficou um pouco aquém das lembranças de outrora, mas ainda assim uma boa leitura.

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Sinopse: Nada menos que um telegrama aguarda Hercule Poirot na recepção do hotel em que se hospedaria, na Turquia, requisitando seu retorno imediato a Londres. O detetive belga, então, embarca às pressas no Expresso do Oriente, inesperadamente lotado para aquela época do ano.

O trem expresso, porém, é detido a meio caminho da Iugoslávia por uma forte nevasca, e um passageiro com muitos inimigos é brutalmente assassinado durante a madrugada. Caberá a Poirot descobrir quem entre os passageiros teria sido capaz de tamanha atrocidade, antes que o criminoso volte a atacar ou escape de suas mãos.

O Labirinto dos Espíritos (O Cemitério dos Livros Esquecidos #4), Carlos Ruiz Zafón

 

 

AUTOR: CARLOS RUIZ ZAFÓN
LITERATURA ESPANHOLA / mistério
EDITORA: planeta
PÁGINAS: 928
ANO: 2016

 

O Labirinto dos Espíritos é o quarto e último livro de O Cemitério dos Livros Esquecidos, uma das minhas séries favoritas. Os livros podem ser lidos fora de ordem, pois as histórias se sobrepõem e se complementam. Como o autor diz, é uma história com quatro portas de entrada diferentes, e isso é o mais mágico de tudo. Contudo, ainda prefiro a ordem de lançamento: A Sombra do Vento, O Jogo do Anjo, O Prisioneiro do Céu e O Labirinto dos Espíritos.

A Sombra do Vento tem seu foco em Daniel Sempere, O Jogo do Anjo em David Martín e Isabella Gispert e O Prisioneiro do Céu conecta os dois primeiros livros e nos dá um pouco mais de Fermín. Então, o que traz o quarto livro? Traz mais uma personagem forte, nos traz Alicia!

O enredo se desenvolve em torno do sequestro de Mauricio Valls, vilão já conhecido do leitor. Alicia e Vargas são contratados para ajudar a desvendar o caso, mas terminam descobrindo muito mais do que deveriam e arriscando suas vidas. Claro, os mistérios estão conectados com os livros anteriores.

É o mais policial dos quatro livros, especialmente a primeira metade – a que mais gostei. Como lhe é peculiar, Zafón recheia suas páginas com intrigas, desaparecimentos, assassinatos, drama, paixão e uma pitada de humor.

A sombria Barcelona de outrora continua a encantar, o cemitério continua mágico e inspirador e a livraria dos Sempere ainda nos deixa com aquele sorriso bobo no rosto.

O que dizer de Alicia? Essa personagem, uma referência a Alice no país das maravilhas, me encantou profundamente. Bem construída, cheia de camadas, dramática, complexa e, ao mesmo tempo, tão transparente. Vargas? Prefiro não entregar o jogo… (Zafónzito, quiero matarte!)

Assim como nos demais volumes, em O Labirinto a metaliteratura está sempre em cena. Zafón nos presenteia com uma literatura que referencia – e reverencia – grandes obras, mas de forma despretensiosa e sutil. É um livro de entretenimento de qualidade, bem escrito, muitíssimo bem construído e com personagens inesquecíveis. INESQUECÍVEIS! Como esquecer Daniel Sempere?! Impossível!

A história é toda redondinha, sem pontas soltas, mas tem algo que pode incomodar aos mais cricris. Ao longo das investigações, repete-se muito as mesmas informações, sempre com algum acréscimo, mas ainda assim são muitas repetições. Elas ajudam, na verdade, o leitor a não se perder em meio a tantas épocas e tantos fatos distintos. Fiquei o tempo todo pondo em ordem os acontecimentos, puxando da memória o que eu já sabia e rabiscando as novas peças do quebra-cabeças. Uma delícia!

É bom? Muito bom! Amei? Sem dúvidas! Porém senti falta de um algo a mais, talvez de um final mais apoteótico e mais surpreendente. Senti vontade de abraçar o livro em diversos momentos, mas, apesar de a história estar completíssima, queria mais. Queria que superasse A Sombra do Vento… e não supera. É o único defeito.

São quase mil páginas e eu leria outras tantas. Zafón consegue prender o leitor do começo ao fim, com um ritmo frenético e uma linguagem elegante e quase poética, com personagens que exalam amor pelos livros e faz derreter o coração daqueles que compartilham dessa paixão.

Assim como um dia encontrarei aquele guarda-roupa que leva a Nárnia e aquela plataforma que leva a Hogwarts… Cemitério dos livros esquecidos, me aguarde, um dia lhe encontrarei.  ❤

4.5 Estrelas 5 corações

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resenha dos demais livros da série

A Sombra do Vento (aqui)

O Jogo do Anjo (aqui)

O Prisioneiro do céu (aqui)

Sinopse: Na Barcelona de fins dos anos de 1950, Daniel Sempere, já não é aquele menino que descobriu um livro que havia de lhe mudar a vida entre os corredores do Cemitério dos Livros Esquecidos. O mistério da morte da mãe, Isabella, abriu-lhe um abismo na alma, do qual a mulher Bea e o fiel amigo Fermín tentam salvá-lo. Quando Daniel acredita que está a um passo de resolver o enigma, uma conjura muito mais profunda e obscura do que jamais poderia imaginar planta a sua rede das entranhas do Regime. É quando aparece Alicia Gris, uma alma nascida das sombras da guerra, para os conduzir ao coração das trevas e revelar a história secreta da família… embora a um preço terrível. “O Labirinto dos Espíritos” é uma história electrizante de paixões, intrigas e aventuras. Através das suas páginas chegaremos ao grande final da saga iniciada com “A Sombra do Vento”, que alcança aqui toda a sua intensidade e tracejado, que por sua vez desenha uma grande homenagem ao mundo dos livros, à arte de narrar histórias e ao vínculo mágico entre a literatura e a vida.

Não conte a ninguém, Harlan Coben

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Autor: Harlan Coben
Policial / Mistério
Editora: Arqueiro
Páginas: 256
Ano: 2009

 

Sabe quando você tem uma lista de livros para ler, começa todos e, um a um, nas primeiras páginas vai dizendo “esse agora não”? Pois bem, era assim que eu estava, nada “descia”. Então, pensei, nunca li nada do Harlan Coben, tenho um livro dele guardado há um bom tempo, por que não? Livros de mistério são sempre bons para quebrar esse “bloqueio”, já que – normalmente – eles deixam o leitor curioso. E foi justamente a curiosidade que me fez virar as páginas de Não Conte a Ninguém.

A história gira em torno de Beck, um médico cuja esposa fora brutalmente assassinada, 8 anos antes, quando eles estavam juntos em um lago. Beck e Elizabeth eram apaixonados desde que eram crianças e ele nunca a esqueceu. Um dia, recebe um email misterioso com informações que só ele e Elizabeth poderiam saber e passa a desconfiar que ela possa estar viva. Nesse mesmo período, dois corpos, que podem estar ligados ao assassinato, aparecem e tudo o que se sabia pode mudar.

E agora, ela está viva? Ele está delirando? Com quem ele pode contar? Em quem confiar? Ficamos cheios de porquês e querendo descobrir todo o mistério em questão. Tem quem descubra tudo logo de cara, mas não sou dessas. Até elaboro teorias, penso em possibilidades, acerto alguma coisa, mas tudo muito vago. Para quem mata a charada rapidinho, não sei se é um livro interessante, pois a graça está só, e somente só, no desenrolar dos fatos.

A escrita é bem pobre e isso me surpreendeu bastante, dada a fama do autor. Ele sabe contar a história, sabe deixar os ganchos no final de cada capítulo, sabe como prender o leitor, mas é só. Ok, saber fazer isso tudo já é muito, mas, mesmo tendo gostado do livro, eu confesso que esperava um pouco mais, mais Uaus! e Ohs! durante a leitura.

O livro todo tem um ar de filme, é muito visual, rápido, sem grandes aprofundamentos. Aliás, me senti assistindo aos filmes que via quando era adolescente, desses filmes policiais a lá Tela Quente.

Por ter sido lançado no ano 2000, o “atraso” tecnológico me deu um pouco de agonia – e aí, claro, não é culpa do autor, é loucura minha mesmo. Ele fala em internet discada, em bipe, Yahoo, Netscape, e isso marca bem uma época que talvez esteja próxima demais. Isso me fez lembrar de um livro que li em 2013 e usava drones como algo super tecnológico. Apenas dois anos depois qualquer pessoa pode usar um deles e isso tira um pouco a graça da história de quem a lê hoje, me entende? Ou é loucura minha? Talvez enfatizar demais marcas, modelos e tecnologia de uma determinada época deixe o livro com um prazo de validade curto.

Apesar dos pesares, o livro me prendeu do começo ao fim, eu não conseguia parar de ler. E quando isso acontece é preciso reconhecer que ele cumpriu seu papel de entretenimento. Muito bem, por sinal. Quero ler outros livros do autor, especialmente quando quiser algo que me prenda bem. Para quem gosta de livro com cara de filme, é uma boa pedida. 😉

não conte a ninguém

Sinopse: Não Conte a Ninguém – Há oito anos, enquanto comemoravam o aniversário de seu primeiro beijo, o Dr. David Beck e sua esposa, Elizabeth, sofreram um terrível ataque. Ele foi golpeado e caiu no lago, inconsciente. Ela foi raptada e brutalmente assassinada por um serial killer. 

O caso volta à tona quando a polícia encontra dois corpos enterrados perto do local do crime, junto com o taco de beisebol usado para nocautear David. Ao mesmo tempo, o médico recebe um misterioso e-mail, que, aparentemente, só pode ter sido enviado por sua esposa.

Esses novos fatos fazem ressurgir inúmeras perguntas sem respostas: Como David conseguiu sair do lago? Elizabeth está viva? E, se estiver, de quem era o corpo enterrado oito anos antes? Por que ela demorou tanto para entrar em contato com o marido?

Na mira do FBI como principal suspeito da morte da esposa e caçado por um perigosíssimo assassino de aluguel, David Beck contará apenas com o apoio de sua melhor amiga, a modelo Shauna, da célebre advogada Hester Crimstein e de um traficante de drogas para descobrir toda a verdade e provar sua inocência.

Não conte a ninguém foi o livro mais aclamado de 2001, indicado para diversos prêmios, entre eles Edgar, Anthony, Macavity, Nero e Barry. Em 2006 foi adaptado para o cinema numa produção francesa vencedora de quatro Cesars (o Oscar francês), inclusive de melhor ator e diretor.

Mentirosos, E. Lockhart

MENTIROSOS
Autora: E. Lockhart
Young Adult/ Drama / Mistério
Editora: Seguinte
Páginas: 272
Ano: 2014

 

Mentirosos foi o livro vencedor do GoodReads Choice 2014, uma premiação popular da maior rede social de leitores do mundo, na categoria Young Adult. Foi assunto do momento alguns meses atrás nos grupos de leitura, os comentários sempre incluíam palavras como surpreendente e inesperado, e apesar de ter ficado curiosa, só agora resolvi tirá-lo da pilha de livros para ler.

Sim, é inesperado, tem seu quê de originalidade, é um tantinho surpreendente, mas, talvez pela alta expectativa, deixou um pouco a desejar.

Mentirosos conta a história de 4 melhores amigos: Cadence, primeira neta e provável herdeira dos Sinclair, Johnny e Mirren, seus primos, e Gat, um amigo. Juntos, eles, os mentirosos, passam as férias de verão na propriedade dos Sinclair, uma família rica e tradicional, que não permite erros e não admite falha, cujos membros vivem em uma briga mascarada por uma maldita herança. Em um dos verões, Cadence sofre um estranho acidente que lhe deixa com amnésia e fortes dores de cabeça. Ela não se lembra do que aconteceu naquele dia, e todos se recusam a lhe dizer qualquer informação, já que foi recomendado que ela se recorde sozinha, aos poucos. Por que?

Comecei a leitura sem saber muito o que esperar. Sabia apenas que tinha um final um tanto chocante, então já fui preparada para alguma surpresa.

A proposta do livro é bem interessante, a estrutura da narrativa é muito boa e a escrita é agradável. É narrado em primeira pessoa pela Cadence e tem um tom que me deixou encasquetada durante toda a leitura tentando entender o que era aquilo, procurando, sem sucesso, alguma palavra para classificá-lo, mas que no final fez todo o sentido.

Mesmo considerando a história bem escrita, não foi uma leitura gostosa. Os personagens são meio apáticos, sem carisma, e tampouco consegui me transpor para os cenários descritos. O passar de páginas era apenas para descobrir o que acontecera ou qual a proposta da autora.

Não dá pra entender bem o propósito do livro, embora por um lado dê pra enxergar uma crítica às famílias que só pensam em dinheiro, em herança e terminam vivendo uma farsa e se destruindo.

É um livro interessante, mas é um pouco como ler uma mentira, então leiam por sua conta em risco. 😉

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Sinopse: Os Sinclair são uma família rica e renomada, que se recusa a admitir que está em decadência e se agarra a todo custo às tradições. Assim, todo ano o patriarca, suas três filhas e seus respectivos filhos passam as férias de verão em sua ilha particular. Cadence – neta primogênita e principal herdeira -, seus primos Johnny e Mirren e o amigo Gat são inseparáveis desde pequenos, e juntos formam um grupo chamado Mentirosos.

Durante o verão de seus quinze anos, as férias idílicas de Cadence são interrompidas quando a garota sofre um estranho acidente. Ela passa os próximos dois anos em um período conturbado, com amnésia, depressão, fortes dores de cabeça e muitos analgésicos. Toda a família a trata com extremo cuidado e se recusa a dar mais detalhes sobre o ocorrido… até que Cadence finalmente volta à ilha para juntar as lembranças do que realmente aconteceu.

As Luzes de Setembro, Carlos Ruiz Zafón

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AUTOR: CARLOS RUIZ ZAFÓN
MISTÉRIO / JOVEM ADULTO / LIT. ESPANHOLA
EDITORA: SUMA DE LETRAS
PÁGINAS: 232
ANO: 2013
TRILOGIA DA NÉVOA #3

 

Zafón diz que seus quatro primeiros livros foram escritos pensando nas histórias que ele gostaria de ter lido aos treze anos. Apesar de concordar que são enredos juvenis, penso que são mais do que isso, são histórias que queremos ler na idade adulta, com um ar meio nostálgico, pensando que seria o que gostaríamos de ler na adolescência. São histórias que nos transportam aos treze ou quinze anos e, mesmo que não tenhamos vivido nada parecido com aquilo, facilmente nos identificamos com as sensações, os sabores e os medos. Dizer que as descrições de Zafón são perfeitas é quase um pleonasmo, pois, mesmo que o enredo não lhe convença ou lhe encante, não há como não delirar com suas minuciosas e poéticas palavras ou se imaginar em seus cenários ricamente detalhados.

As Luzes de Setembro se passa em 1937 na Normandia, para onde Irene, sua mãe e irmão se mudam após uma proposta de trabalho de Lazarus, um magnífico engenheiro dono de uma enorme – mágica e macabra – fábrica de brinquedos. Irene, perto dos 15 anos, conhece Ismael, por quem se apaixona e com quem vai viver a história mais tenebrosa e assustadora de sua vida ao tentar desvendar os mistérios que envolvem a magnânima mansão do fabricante de brinquedos.

Já nas primeiras páginas Irene me ganhou. Mais do que isso, comecei a entendê-la e a sentir tudo que sentia. Nessas mesmas primeiras páginas, o engenheiro Lazarus também mereceu um cantinho no peito e nem sei explicar o porquê. Talvez a magia que envolve brinquedos – brinquedos de verdade, sem botões ou manual de instrução – tenha me feito confiar nesse personagem e torcer para que sua intenções fossem as melhores. Porém, às vezes, quando as histórias envolvem brinquedos trazem com elas, além de seu lado mágico e fantástico, o lado macabro, melancólico e pavoroso. Quem nunca sonhou que os brinquedos falam – e festejam e brigam e lutam – enquanto você dorme? Quem nunca ouviu uma fábula sinistra sobre um anjo de madeira ou uma boneca de porcelana? E são essas lembranças de fatos que nunca nem aconteceram que Zafón nos traz à memória.

Devo lembrar, esses quatro livros juvenis não devem – nem haveria como – ser comparados com seus livros adultos. Leiam!, mas leiam para sentir a magia de anos que não voltam, leiam para se deleitar com a incrível evolução do autor, para deixar a nostalgia em primeiro plano, para sentir a época em que ter quinze anos e ser inocente podiam estar juntos na mesma frase, leiam para salivar com as maravilhosas descrições e vivenciar deliciosos e fantasmagóricos lugares, mas jamais leiam esperando A Sombra do Vento, pois ela não virá.

Se eu tentar classificar seus livros juvenis em ordem de preferência teria Marina no topo, seguido de As Luzes de Setembro e depois, empatados, O Príncipe da Névoa (aqui) e O Palácio da Meia-Noite (aqui). Mais que recomendo esse autor que tanto me encantou em A Sombra do Vento e que continua a me encantar, mesmo em seus livros mais simples. Como sempre, um Zafón é sempre um Zafón. 😉

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as luzes de setembro capa


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Sinopse: As Luzes de Setembro – Durante o verão de 1937, Simone Sauvelle fica de repente viúva e abandona Paris junto com os filhos, Irene e Dorian. Eles se mudam para uma cidadezinha no litoral da Normandia, e Simone começa a trabalhar como governanta para Lazarus Jann, um fabricante de brinquedos que mora na mansão Cravenmoore com a esposa doente.

Tudo parece caminhar bem. Lazarus demonstra ser um homem agradável, trata com consideração Simone e os filhos, a quem mostra os estranhos seres mecânicos quecriou: objetos tão bem-feitos que parecem poder se mover por conta própria. 

Irene fica encantada com a beleza do lugar – os despenhadeiros imensos, o mar e os portos – e por Ismael, o pescador primo de Hannah, cozinheira da casa. Ismael tem um barco, entende tudo sobre navegação e gosta de velejar sozinho, até conhecer Irene e vê-la de maiô… Os dois logo se apaixonam.

Entre Simone e Lazarus parece nascer uma amizade. Dorian gosta de ler e, muito curioso, quer entender como os bonecos de Lazarus funcionam. Todos estão animados com a nova vida quando acontecimentos macabros e estranhas aparições perturbam a harmonia de Cravenmoore: Hannah é encontrada morta, e uma sombra misteriosa toma conta da propriedade.

Irene e Ismael desvendam o segredo da espetacular mansão repleta de seres mecânicos e sombras do passado. Juntos enfrentam o medo e investigam estranhas luzes que brilham através da névoa em torno do farol de uma ilha. Os moradores do lugar falam sobre uma criatura de pesadelo que se esconde nas profundezas da floresta.

Em As luzes de setembro, aquele mágico verão na Baía Azul será para sempre a aventura mais emocionante de suas vidas, num labirinto de amor, luzes e sombras.

 

Livros do autor:

 

Romances Juvenis: (para todas as idades rs)

♣ Trilogia da Névoa (podem ser lidos fora de ordem):

#1 – O Príncipe da Névoa (1986) resenha aqui

#2 – O Palácio da Meia-Noite (1998) resenha aqui

#3 – As Luzes de Setembro (2005)

     – Marina (1999) ❤

Romances Adultos:

♣ O Cemitério dos Livros Esquecidos: (eles podem ser lidos como livros independentes, mas é preferível que se siga a ordem ideal)

#1 – A Sombra do Vento (2001) resenha aqui

#2 – O Jogo do Anjo (2008) resenha aqui

#3 – O Prisioneiro do Céu (2012) resenha aqui

#4 – ainda a ser publicado 😉

O Palácio da Meia-Noite, Carlos Ruiz Zafón

Capa O palacio da meia-noite.indd

 

AUTOR: CARLOS RUIZ ZAFÓN
MISTÉRIO / JOVEM ADULTO / LIT. ESPANHOLA
EDITORA: SUMA DE LETRAS
PÁGINAS: 272
ANO: 2013
TRILOGIA DA NÉVOA #2

 

Para que meu raciocínio seja entendido devo dizer que o primeiro livro que li de Zafón foi Marina, seu quarto livro, e logo passei para A Sombra do Vento (aqui), seu quinto livro e obra-prima. Zafón considera seus quatro primeiros livros como sendo literatura juvenil, embora o indique para todas as idades e peça que não os comparemos com seus romances adultos. De fato, apesar de Marina ter me encantado e ter ganho um pedacinho do meu coração, nada se compara a grandiosidade e densidade de A Sombra do Vento, com seus inúmeros personagens e épocas que se entrelaçam, seus assassinatos e as relações de ódio, ressentimento, arrependimento, amor, incesto e traição. Por mais que queiramos, não há como não fazer comparações ou criar grandes expectativas.

Já que queria ler toda a sua obra, decidi (re)começar pelo seu primeiro livro, O príncipe da Névoa (aqui), e seguir a ordem em que foram escritos. Portanto, aqui estou para falar do seu segundo romance, O Palácio da Meia-Noite, que assim como o primeiro, ainda não tem tanto a linguagem poética e metafórica que tanto me faz salivar e me enche os olhos. Se isso é o que espera, irá se decepcionar, certamente, mas se deseja apenas uma história cheia de mistério e fantasia – muita fantasia, diga-se de passagem – escrita por alguém que, de tanta despretensão, parecia não ter ideia de onde chegaria, poderá gostar e desfrutar de alguns momentos um tanto sombrios e macabros, no melhor sentido.

O Palácio da Meia-Noite se passa em Calcutá no ano de 1932, dezesseis anos após o nascimento dos gêmeos Ben e Sheere, que tiveram suas vidas separadas para que o temível Lahawaj não os encontrasse. Sheere fica com sua avó e Ben cresce em um orfanato. Com outros seis órfãos, Ben cria uma sociedade na qual prometem proteger uns aos outros acima de tudo. Quando Lahawaj reaparece, esses jovens não imaginam o rumo que suas vidas irão tomar e é aí que começa uma sequência de mistérios tenebrosos e mais que fantasiosos.

O começo do livro prometia muito mais do que ele realmente se mostrou. O foco nos dramas familiares, histórias do passado e os relacionamentos dos personagens foram bem interessantes e me prenderam bastante. Da metade para o fim é que a fantasia extrapolou todos os limites da realidade. Explico. Nos outros livros, nunca se sabia ao certo o que era realidade e o que era fantasia, não se sabia se os fatos narrados eram frutos da imaginação do personagem, se aquilo tinha acontecido ou não e podíamos encontrar um caminho para explicar tal fantasia. Aqui, não. Não há como. É fantasia pura, sem outra explicação.

Não posso deixar de citar suas descrições, sempre minuciosas, bem colocadas e meticulosas – sem se tornar prolixo – que facilmente nos transportam para o cenário descrito, nem suas maestrais idas e vindas no tempo. Não tem como não se encantar por esse maravilhoso contador de histórias e a peculiar magia que envolve cada uma de suas palavras.

Dos quatro de seus livros que eu havia lido até então, esse foi o que menos me cativou – apesar de ser notável a evolução textual entre ele e seu primeiro livro. De qualquer forma, recomendo para os que queiram, como eu, degustar de toda a sua obra, pedacinho por pedacinho, até que outro A Sombra do Vento chegue até nós. Um mais, um menos, mas vamos aprendendo que um Zafón é sempre um Zafón.<3

4 corações 4 Estrelas

o palacio da meia noite capa zafón

 

Sinopse: O Palácio da Meia-noite – Ben e Sheere são irmãos gêmeos cujos caminhos se separaram logo após o nascimento: ele passou a infância num orfanato, enquanto ela seguiu uma vida errante junto à avó, Aryami Bosé. Os dois se reencontram quando estão prestes a completar 16 anos. 

Junto com o grupo Chowbar Society, formado por Ben e outros seis órfãos e que se reúnem no Palácio da Meia-Noite, Ben e Sheere embarcam numa arriscada investigação para solucionar o mistério de sua trágica história.

Uma idosa lhes fala do passado: um terrível acidente numa estação ferroviária, um pássaro de fogo e a maldição que ameaça destruí-los. Os meninos acabam chegando até as ruínas da velha estação ferroviária de Jheeters Gate, onde enfrentam o temível pássaro.

Cada um deles será marcado pela maior aventura de sua vida. Publicado originalmente em 1994, O Palácio da Meia-Noite segundo romance do fenômeno espanhol Carlos Ruiz Zafón traz uma narrativa repleta de fantasia e mistério sobre coragem e amizade. 

 

Livros do autor:

 

Romances Juvenis: (para todas as idades rs)

♣ Trilogia da Névoa (podem ser lidos fora de ordem):

#1 – O Príncipe da Névoa (1986) resenha aqui

#2 – O Palácio da Meia-Noite (1998)

#3 – As Luzes de Setembro (2005)

     – Marina (1999) ❤

Romances Adultos:

♣ O Cemitério dos Livros Esquecidos: (eles podem ser lidos como livros independentes, mas é preferível que se siga a ordem ideal)

#1 – A Sombra do Vento (2001) resenha aqui

#2 – O Jogo do Anjo (2008) resenha aqui

#3 – O Prisioneiro do Céu (2012) resenha aqui

#4 – ainda a ser publicado 😉

 

O Prisioneiro do Céu, Carlos Ruiz Zafón

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AUTOR: CARLOS RUIZ ZAFÓN
LITERATURA ESPANHOLA / ROMANCE
EDITORA: SUMA DE LETRAS
PÁGINAS: 248
ANO: 2012
SÉRIE: O CEMITÉRIO DOS LIVROS ESQUECIDOS #3

Não há como comentar sobre um livro de Zafón sem fazer comparações com A Sombra do Vento, sua obra-prima e um dos melhores livros que já tive o prazer de ler. É como se ali ele tivesse atingido o ápice e tudo o que escrevesse depois ficaria aquém. O Prisioneiro do Céu está, sim, bem aquém de A Sombra…, mas, ainda assim, é um livro fantástico.

É o terceiro livro da quadrilogia e, apesar de os livros poderem ser lidos fora de ordem, aconselho segui-la. Leva-nos de volta à Barcelona e às incríveis histórias que cercam os personagens da eterna livraria Sempère. Apresenta-nos o passado de Fermín e passamos a entender quem ele é e o que foi fazer ali. O Prisioneiro do Céu cria um elo ainda maior entre A Sombra do Vento e O Jogo do Anjo e nos prepara, como se fosse um enorme prólogo, para o desfecho da história no próximo livro a ser lançado.

Honestamente, não quero que essa história tenha um final – tampouco consigo imaginar como seria. Não quero ter a sensação de que tudo acabou e de que já não paira mais sobre as vielas de Barcelona aquela névoa pesada que esconde os segredos mais obscuros e o passado de seus moradores. Quero continuar com a sensação de que O Cemitério dos Livros Esquecidos existe, escondido por entre o fascínio da sedutora Barcelona, disponível apenas para os Daniéis que surgem de tempos em tempos. Não sei o que me aguarda, mas definitivamente não é algo que eu queira ver finalizado.

Esse livro é o menos poético dos três e tive medo de me decepcionar quando iniciei a leitura. Estranhei os parágrafos e os capítulos curtíssimos e uma sucintez que nunca lhe foi característico. Não me parecia digno de Zafón e tive a impressão de que, movido pelo sucesso da série, ele o escreveu às pressas – provavelmente pressionado pela editora. Não me entendam mal, toda a magia própria de Zafón está ali, toda a rica trama e os intrigantes caminhos que se interligam em algum ponto estão ali, só que menos lapidados – porém, ainda um diamante.

Era o único livro do autor que eu ainda não tinha lido, pois o guardara propositadamente para não acabar com meu estoque-Zafón. Agora já era, o jeito é começar a reler, e é justamente isso que dá vontade de fazer quando terminamos uma leitura sua. Reler. Sempre. Embarcar naquela Barcelona inundada de mistérios, de ruas repletas de histórias, de pessoas cheias de segredos. Entrar na livraria Sempère, fazer companhia ao tão íntimo Daniel em suas aventuras, sorrir e se encantar com Fermín e suas artimanhas, sentir um cheiro difícil de descrever ao entrar nos labirintos daquele Cemitério enfeitiçado que pode até ter livros esquecidos, mas que jamais sairá da minha memória.

 

5 corações

5 Estrelas

 

Ordem de leitura da quadrilogia O Cemitério dos Livros Esquecidos: (eles podem ser lidos como livros independentes, mas é preferível que se siga a ordem ideal)

#1 – A Sombra do Vento (2001) aqui

#2 – O Jogo do Anjo (2008) aqui

#3 – O Prisioneiro do Céu (2012)

#4 – ainda a ser publicado 😉

Romances Juvenis: (para todas as idades rs)

Trilogia da Névoa (podem ser lidos fora de ordem):

#1 – O Príncipe da Névoa (1986) aqui

#2 – O Palácio da Meia-Noite (1998)

#3 – As Luzes de Setembro (2005)

     – Marina (1999) ❤

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Meus Zafóns ❤

 

Sinopse: O Prisioneiro do Céu – Barcelona, 1957. Daniel Sempere e seu amigo Fermín, os heróis de A sombra do vento, estão de volta à aventura para enfrentar o maior desafio de suas vidas. Já se passa um ano do casamento de Daniel e Bea. Eles agora têm um filho, Julián, e vivem com o pai de Daniel em um apartamento em cima da livraria Sempere e Filhos. Fermín ainda trabalha com eles e está ocupado com os preparativos para seu casamento com Bernarda no ano-novo. No entanto, algo parece incomodá-lo profundamente. Quando tudo começava a dar certo para eles, um personagem inquietante visita a livraria de Sempere em uma manhã em que Daniel está sozinho na loja. O homem misterioso entra e mostra interesse por um dos itens mais valiosos dos Sempere, uma edição ilustrada de O conde de Montecristo que é mantida trancada sob uma cúpula de vidro. O livro é caríssimo, e o homem parece não ter grande interesse por literatura; mesmo assim, demonstra querer comprá-lo a qualquer custo. O mistério se torna ainda maior depois que o homem sai da loja, deixando no livro a seguinte dedicatória: “Para Fermín Romero de Torres, que retornou de entre os mortos e tem a chave do futuro”. Esta visita é apenas o ponto de partida de uma história de aprisionamento, traição e do retorno de um adversário mortal. Daniel e Fermín terão que compreender o que ocorre diante da ameaça da revelação de um terrível segredo que permanecia enterrado há duas décadas no fundo da memória da cidade. Ao descobrir a verdade, Daniel compreenderá que o destino o arrasta na direção de um confronto inevitável com a maior das sombras: aquela que cresce dentro dele. Transbordando de intriga e emoção, O prisioneiro do céu é um romance em que as narrativas de A sombra do vento e O jogo do anjo convergem e levam o leitor à resolução do enigma que se esconde no coração do Cemitério dos Livros Esquecidos.