Esqueceram de mim – Home Alone, John Hughes

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Autor: John Hughes
Ilustrador: Kim Smith
Literatura Infantil / Natal / Livros em Inglês
Editora: Quirk Books
Páginas: 40
Ano: 2015

 

Sou daquelas que já assistiu Esqueceram de Mim um zilhão de vezes e assistiria mais outras tantas vezes. Quando vi a carinha de Kevin Mcallister na livraria, não resisti.

O livro é recente, posterior ao filme, pegando carona no seu sucesso, mas… quem se importa? É bem infantil, com textos curtos, mas contempla bem todo o filme. As ilustrações são lindas, com cores vivas e bem a cara do Natal.

Home Alone é daqueles livros fofos que estimulam a leitura nos pequeninos, e como as crianças estão, a cada dia, aprendendo o inglês mais cedo, certamente vale o investimento. Uma fofura para os pequenos, uma nostalgia sem fim para os “grandinhos”, rs ❤

4 Estrelas

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Esse livro:

Ilustrado *** Para ler em família *** Para crianças bilingues: Preschool 3 (4 a 8 anos)

HdP - Selo Família

 

 

 

 

 

Sinopse: Eight-year-old Kevin McCallister wished his family would disappear. He never thought his wish would come true! The classic movie you know and love is now an illustrated storybook for the whole family—complete with bumbling burglars, brilliant booby traps, and a little boy named Kevin who’s forced to fend for himself. Can he keep the crooks from entering his house? And will his family return in time for Christmas? With an amusing read-aloud story and enchanting, immersive illustrations, this charming adaptation can be enjoyed year after year alongside The Polar Express, How the Grinch Stole Christmas, and other Christmas storybook classics.

O Presente dos Magos, O. Henry

o presente dos magos

Autor: O. Henry
Ilustrador: Odilon Moraes
Conto / Natal / Clássico / Literatura Infantojuvenil
Editora: Cosac Naify
Páginas: 24
Ano: 2003
Ano de Publicação original: 1905

 

Eu sou daquelas que não pode ver uma história natalina que já quer ler, então quando vi O Presente dos Magos, do norte-americano O. Henry, como sugestão de leitura no GoodReads por eu ter gostado de Um Conto de Natal [imperdível] de Charles Dickens, corri para comprar. Para minha surpresa, de quebra, o livro era em capa dura, ilustrado e fora publicado pela incrível [e finada] Cosac Naify. Tinha tudo para ser uma ótima leitura. E foi.

O Presente dos Magos se passa na véspera de Natal, na Nova York do início do século XX, e tem como protagonista um casal apaixonado que não vive uma situação financeira das mais favoráveis. Jim e Della não têm dinheiro suficiente para presentear o seu amado com o que gostariam, mas querem – e tentam – fazê-lo ainda assim. O final é surpreendente, emocionante e nos deixa uma valiosa lição.

O texto é bem curtinho, mas pode ser um pouco desafiador para as crianças lerem sozinhas, já que a escrita não é bobinha e tem um vocabulário rico para um livro catalogado como literatura infantil. É preciso que algum adulto leia uma vez e explique o sentido do conto e a preciosa mensagem que ele carrega. Uma vez feito isso, certamente elas adorarão reler muitas e muitas vezes.

As ilustrações são belíssimas, ainda que um pouco repetitivas – já que a história se desenvolve em sua maior parte dentro do apartamento do casal, e qualidade física do livro também é muito boa [como tudo da Cosac].

O Presente dos Magos nos mostra o valor do verdadeiro amor, do verdadeiro presente de Natal, do desprendimento, da renúncia em prol do outro… valores que precisam ser resgatados, repassados e relembrados sempre. Um clássico para todas as idades, sem dúvidas.

5 Estrelas

5 corações

o presente dos magos

Não à toa, até Mickey e Minnie já protagonizaram uma adaptação do ilustre conto. 😉 ❤

Esse livro:

Ilustrado *** Vocabulário rico *** Para ler em família

HdP - Selo CrescidinhosHdP - Selo Família

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Sinopse: Este conto do norte-americano O. Henry (1862-1910), recolhido em livro em 1906, é um dos textos mais populares da língua inglesa e emociona com a história de um jovem casal apaixonado, que entrelaça amor e pobreza, destino e acaso na Nova York do começo do século XX. As belas ilustrações de Odilon Moraes transportam o leitor para o interior do apartamento de Della e Jim, palco de quase todos os acontecimentos e coração desta história de Natal. A partir desse olhar, filtrado em tons sépia, as personagens e o cenário nos transmitem uma atmosfera de singeleza e solidariedade. Um livro lírico e delicado.

 

The Nutcracker ‘O Quebra-Nozes’, E. T. A. Hoffmann

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Autor: E. T. A. Hoffmann
Literatura Alemã / Clássicos / Natal
Editora: Penguin
Páginas: 112
Ano: 2014
Ano de Publicação Original: 1816

 

Meu primeiro contato com O Quebra-Nozes foi por volta dos 9 anos de idade, através do filme estrelado por Macaulay Culkin (1993), que nada mais era do que uma perfomance do New York City Ballet adaptada para a tv. De lá pra cá, tive a oportunidade e o prazer inenarrável de assistir a The Nutcracker com o NYC Ballet ao vivo, em pleno natal, no Lincoln Center, e sigo completamente apaixonada, tanto pelo ballet quanto por seu compositor, Tchaikovsky. Faltava o quê? Faltava o livro, claro!

Para situar melhor essa famosa história, explico: o alemão E.T.A. Hoffmann escreveu The Nutcracker em 1816; em 1844, Alexandre Dumas fez uma revisão da obra de Hoffmann, e esta serviu, em 1892, de base para o ballet composto por ninguém menos que Tchaikovsky. Porém, foi apenas a partir 1954, quando o ilustre coreógrafo George Balanchine produziu uma nova versão do ballet, que ele se popularizou, se tornando o ballet mais famoso do mundo e uma tradição natalina.

Encontramos muitos filmes, desenhos (da Barbie, inclusive) e livros adaptados de O Quebra-Nozes, mas há um bom tempo procuro uma edição com texto integral em português, sem sucesso (achei! Falo sobre ela após a resenha). Até que me deparei com a coleção de clássicos de natal da Penguin e, opa, The Nutcracker estava lá, por que não pensei antes em lê-lo em inglês?!

Era noite de Natal quando a pequena Marie ganhou um boneco de madeira de seu padrinho Drosselmeier. O boneco era um quebra-nozes e, naquela noite, ele ganhou vida para proteger Marie do Mouse King, o camundongo-rei. Machucada após a noite e aventura de natal, Marie, acamada, recebe a visita de Drosselmeier, que lhe conta a história de uma princesa e de como o Quebra-Nozes já fora bonito um dia, antes de ter sido enfeitiçado pela mãe do camundongo. Nessa mistura de sonho e realidade, Marie é levada pelo Príncipe para lugares encantados, florestas de Natal e de frutas cristalizadas, lagos de amêndoas e muita, muita magia.

Por ser uma história infantil, esperei uma linguagem mais simples, com frases mais curtas e bobas, e, para minha surpresa, me deparei com um texto belíssimo, com rico vocabulário, frases bem elaboradas e lugares muito bem descritos. Surpreendeu-me também a parte sombria da história, meio tenebrosa, daquelas que deixam os pequeninos um pouco assustados, mas que, sem dúvidas, estimula a bravura.

O livro tem tudo de que gosto: se passa no Natal, tem família reunida, um tio que fabrica brinquedos exóticos e conta histórias maravilhosas aos sobrinhos, tem sonhos mágicos com príncipes e princesas e um exército que luta corajosamente para derrotar o mal e, claro, tem final romântico e feliz.

Um conto de natal majestoso, um clássico que deveria ser lido todos os anos no natal para as crianças, uma história que desperta a imaginação e a criatividade e que mantém vivo o fascínio pelos brinquedos e o encantamento pelo natal.

5 Estrelas

5 corações

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No Brasil é muito fácil encontrar adaptações dessa história, mas o livro com seu texto integral só encontrei em uma versão da editora Berlendis e Vertecchia, que diz ser a primeira vez que a obra é publicada diretamente do original e na íntegra. Encontrei ‘O Quebra-Nozes e o Camundongo Rei’ para comprar na Amazon (aqui) e no site da própria editora (aqui), em capa comum ou dura.

o quebra nozes e o camundongo rei

Sinopse da edição brasileira: Um dos melhores contos do genial E.T.A Hoffmann – que deu origem ao famoso balé de Tchaikovsky-, pela primeira vez numa tradução direta e integral. A pequena Marie se vê às voltas com estranhos acontecimentos desde que ganhou de Natal um curioso senhorzinho quebra-nozes. Os objetos ao seu redor parecem ganhar vida: as bonecas, os soldadinhos de chumbo de seu irmão…até que surge uma horripilante criatura para estragar tudo. Um mundo encantado está em perigo e para piorar, ninguém mais acredita nela. Uma história repleta das coisas mais esplêndidas e maravilhosas…se tivermos olhar para isso.

Sinopse da Penguin: Written in 1816 by one of the leaders of German Romanticism for his children, nephews, and nieces, The Nutcracker captures better than any other story a child’s wonder at Christmas. The gift of a handsomely decorated nutcracker from a mysterious uncle sets the stage for a Christmas Eve like no other for the little girl Marie. That night, Marie’s extraordinary present comes to life, defends her from the taunting Mouse King, and whisks her off to the Kingdom of Dolls. The inspiration for the classic ballet, E. T. A. Hoffmann’s irresistible tale of magic and childhood adventure continues to captivate readers of all ages. Today, many of the most enchanting symbols of Christmas, from nutcrackers to sugar plums to mistletoe, are still imbued with the power of this story.

The Night Before Christmas ‘Noite de Natal’, Nikolai Gogol

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Autor: Nikolai Gogol
Literatura Russa / Clássicos /
Conto / Folclore Ucraniano / Natal
Editora: Penguin
Páginas: 65
Ano: 2007
Ano de publicação original: 1832

 

The Night Before Christmas – ou Noite de Natal*¹ – caiu em minhas mãos por fazer parte de uma pequena coleção da Penguin de clássicos natalinos. Adoro histórias de natal e comprei a coleção de olhos fechados, sem saber o que me aguardava. Que bom que o fiz, pois se tivesse lido a sinopse, provavelmente teria perdido um livro fantástico.

Essa história não é o típico conto de natal, é quase o oposto. Não tem a magia do espírito natalino, mensagens bonitas ou nada parecido. É praticamente uma sátira sobre o natal, com um humor refinado e muita, muita crítica. Faz parte do folclore ucraniano e é contada até hoje, pasmem, às crianças. Ele não tem nada de infantil, mas, folclore é folclore, hum. Aliás, só a título de curiosidade, falei em folclore ucraniano – e não russo – porque Gogol nasceu em uma cidade do império russo onde hoje é a Ucrânia. Russos e ucranianos brigam pela “posse” do escritor, mas como escreveu em russo, sua obra é considerada literatura russa.

Em The Night Before Christmas temos o ferreiro Vakula, que pintara o diabo terrivelmente em uma parede da igreja. Vakula era apaixonado por Oksana, mas não era muito bem quisto pelo pai da menina, Chub, e portanto não ousaria visitá-la enquanto ele estivesse em casa. Pensando nisso (não vou contar os porquês), para se vingar, o diabo resolve roubar a lua e deixar todos em uma completa escuridão. Oksana era uma bela moça e, ciente de sua beleza, desprezava a todos. Ela impõe um certo presente para se casar com Vakula, e ele vai usar o diabo para consegui-lo. Temos ainda uma bruxa, mãe de Vakula, um diácono, um alcaide e alguns sacos de carvão.

Parece meio bizarro, não é? E é bizarro! Mas ao mesmo tempo o texto é tão atraente e imprevisível que você vai lendo sem parar e visualizando tudo perfeitamente. Não dá para imaginar que alguém consiga, em tão poucas páginas, contar tantos acontecimentos e, ao mesmo tempo, criticar todos eles. A ironia, a crítica e o humor permeiam toda a narrativa.

É uma história excêntrica, meio maluca, sem pé nem cabeça, daquelas que não daria certo de maneira alguma se escrita por um qualquer. Não sei o que me encantou tanto nessa história, fico pensando e não sei responder. Talvez tenha a ver com o fato de que Gogol está longe de ser um qualquer.

Recomendo, sem dúvidas!

3.5 corações

*¹ No Brasil essa história foi traduzida como Noite de Natal e foi publicada no livro O Capote e outras histórias, da Editora 34.

Encontrei o conto gratuitamente online no site da Época. Para ler clique aqui.

O livro deu origem a ópera Cherevichki, de Tchaikovsky.

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Sinopse: It is the night before Christmas and devilry is afoot. The devil steals the moon and hides it in his pocket. He is thus free to run amok and inflicts all sorts of wicked mischief upon the village of Dikanka by unleashing a snowstorm. But the one he d really like to torment is the town blacksmith, Vakula, who creates paintings of the devil being vanquished. Vakula is in love with Oksana, but she will have nothing to do with him. Vakula, however, is determined to win her over, even if it means battling the devil.Taken from Nikolai Gogol s first successful work, the story collection Evenings on a Farm Near Dikanka, The Night Before Christmas is available here for the first time as a stand-alone novella and is a perfect introduction to the great Russian satirist.

Deixe a Neve Cair – John Green, Maureen Johnson, Lauren Myracle

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Autores: John Green, Maureen Johnson, Lauren Myracle
Natal/ Contos/ Young Adult
Editora: Rocco Jovens Leitores
Páginas: 336
Ano: 2013

 

Quando li Deixe a neve cair eu vinha de uma sucessão de livros intensos, com temas bem pesados e histórias bem densas, e, bem, até as mais adeptas ao drama, como eu, precisam tomar um fôlego e respirar um pouco. Foi assim que esses contos pararam na minha cabeceira. Primeiro, adoro histórias de Natal. Segundo, adoro histórias na neve. Terceiro, adoro o John Green.

Deixe a neve cair é formado por três contos, cada um com cerca de 100 páginas, escritos por Maureen Jonhson, John Green e Lauren Myracle, respectivamente. Apesar de serem aparentemente independentes, eles compartilham o mesmo dia do ano – a véspera de Natal – alguns personagens e cenários, portanto, não vejo como lê-los fora de ordem. A decepção do livro é que o conto do John Green não é o melhor; a boa notícia é que gostei muito das outras duas autoras. Elas têm o mesmo estilo de escrita do John Green e o mesmo tipo de personagem. Quem está acostumada com o autor sabe que seus personagens são adolescentes inteligentes e não tão populares ou bonitos.

Os três contos são super fofos, descontraídos e leves. As histórias falam de amizade e têm sempre um quê de romance – fofinho – no ar. Eu poderia repetir fofinho, lindinho, bonitinho tantas vezes que isso aqui se tornaria enfadonho. Não pelo diminutivo, mas por esses personagens serem lindamente inocentes.

Os autores criaram personagens tão reais e cenas tão rotineiras que parece que você os conhece da vizinhança. Sabe uma cena comum entre adolescentes que estão sentados em um sofá assistindo um filme e conversando? Normalmente seria um trecho sem graça em qualquer livro, mas não no desses autores. Eles fazem aquilo soar tão natural, tão próximo do real, que você se vê impressionado com a simplicidade dos diálogos e pensa “nossa, já passei por isso!”. Eu ri muito, adorei a ingenuidade dos adolescentes e como eles surgiam de um conto para o outro.

Fiquei imaginando como terá sido a reunião entre esses escritores. Muito divertida, sem dúvidas. “Olha, será véspera de Natal, vai ter uma nevasca, um trem, uma Waffle House, um Starbucks com pufes roxos…” Fiquei imaginando as trocas de informações entre eles e como devem ter se divertido misturando todos os personagens e juntando-os no último capítulo do último conto. Bem, aquilo me embaralhou e me fez sorrir ao mesmo tempo, foi uma delícia.

Difícil classificar, pois apesar de ser adorável é super simples. E, bem, é simples, mas ao mesmo tempo não vejo defeito algum, pelo contrário. Foi um deleite! Uma excelente indicação para adolescentes, talvez dos 12 anos em diante (e para adultos-criança como eu rs). Uma fofurinha! Leitura deliciosa para o Natal 😉

4 corações

4 Estrelas

deixe a neve cair let it snow

Sinopse: Na noite de natal, uma inesperada tempestade de neve transforma uma pequena cidade num inusitado refúgio para insuspeitos encontros românticos. Em Deixe a neve cair, bem-sucedida parceria entre três autores de grande sucesso entre os jovens, John Green, Maureen Johnson e Lauren Myracle escrevem três hilários e encantadores contos de amor, com direito a surpreendentes armadilhas do destino e beijos de tirar o fôlego. Comédia romântica com a assinatura de um dos maiores bestsellers da atualidade, o livro é o presente de Natal perfeito para os fãs de John Green e de histórias de amor e aventura.

Anjos à mesa, Debbie Macomber

 

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Autora: Debbie Macomber
Natal/ Romance/ chick-lit *
Editora: Novo Conceito
Páginas: 224
Ano: 2013

 

É só começar Dezembro que já começo a procurar livros cujas histórias se passem no Natal. Adoro essa época do ano e, assim que Anjos à Mesa foi parar na minha lista, descobri que a autora é famosa nos comentários que recebi.

Depois da decepção do último livro “natalino” que li, O Presente (Cecelia Ahern), comecei esse sem grandes expectativas. Anjos à mesa é como um filme leve de sessão da tarde: às vezes é tudo que queremos, outras vezes, não conseguimos ver graça naquilo. Eu estava no dia de querer todas as bobagens românticas e açucaradas que Debbie Macomber pudesse me dar.

O começo do livro é uma delícia, gostei de cara dos anjos – tem anjos! – e do casal que formaria o par romântico da história. Lucie é uma cozinheira de mão cheia e está prestes a abrir um restaurante. Aren é um crítico gourmet que acaba de se mudar para Nova York para trabalhar em um jornal. Foram feitos um para o outro, mas, por um descuido de um dos anjos, eles terminam se encontrando antes do previsto – e os anjinhos nada atrapalhados terão que consertar esse erro.

A escrita deixa um pouco a desejar, pois é muito explicadinha, como alguém que conta uma piada e em seguida começa a explicar os porquês. Os anjos são promissores, mas se perdem no meio da história, se atrapalham demais – o que me fez sentir saudades de anjos como Patch (Hush Hush).

Apesar de ser um livro simples e até, dependendo do ponto de vista, morno, Anjos à mesa tem praticamente tudo que pede o Natal, e isso me agradou. Tem comida gostosa, tem sabor e carinho; tem amor, romantismo, encontros e desencontros; tem árvore de Natal no Rockefeller Center e muitas luzes piscando; tem caridade e bondade; tem musical na Broadway com direito a anjos; tem clima frio e tem calor humano, tem passeio de mãos dadas, tem Nova York!! 

Para o pacote ser completo, poderia ser mais intenso, mais profundo. Apesar de não ser, Oh!, a melhor história de Natal do mundo!, é uma leitura gostosa, suave, daquelas para se ler tomando um bom chocolate quente, sem pressa e sem muitas expectativas.

3.5 corações 3 Estrelas

A capa do livro é linda e a edição da Novo Conceito vem dentro de uma caixinha de papel com um recorte em formato de coração. Super fofo!

anjos a mesa meu

 

Sinopse: Shirley, Goodness e Mercy sabem que o trabalho de um anjo é interminável — especialmente na véspera do Ano-novo. Ao lado de seu novo aprendiz, o anjo Will, elas se preparam para entrar em ação na festa de fim de ano da Times Square. Quando Will identifica dois solitários no meio da multidão, ele decide que a meia-noite será o momento perfeito para dar aquele empurrãozinho divino de que eles precisam para acabar com a solidão. Então, por “acidente”, Lucie Ferrara e Aren Fairchild esbarram-se no meio da alegria da festa, mas, assim como se aproximam, acabam se perdendo: um encontro marcado que não acontece os afasta pelo resto da vida. Ou será que não? Um ano depois, Lucie é a chef de um novo e aclamado restaurante, e Aren é um colunista de sucesso em um grande jornal de Nova York. Durante todo o ano que passou, os dois não se esqueceram daquela noite. Shirley, Goodness, Mercy e Will também não se esqueceram do casal… Para uni-los novamente, os anjos vão usar uma receita antiga e certeira: amor verdadeiro mais uma segunda chance (e uma boa dose de confusão), para criar um inesquecível milagre de Natal.

 

 

O Presente, Cecelia Ahern

o presente

 

 

Autora: Cecelia Ahern
Romance / Natal
Editora: Novo Conceito
Páginas: 320
Ano: 2013

 

Fico sempre sem saber se devo ou não escrever o que achei do livro quando não gosto muito da leitura, especialmente quando ele tem muitas avaliações positivas. Sempre ouvia boas recomendações de Cecelia Ahern, mas nunca havia lido nada seu, nem mesmo o famoso P.S. Eu te amo. À procura de livros com temas natalinos, terminei encontrando O Presente, e pensei por que não?, uma autora que escreve lindas histórias deve saber emocionar com o Natal, certo? Errado.

O Presente conta a história de Lou, o típico empresário super ocupado e viciado em trabalho, que certo dia resolve oferecer um café a um mendigo na rua, com quem troca algumas palavras. Intrigado com a sabedoria do mendigo, que se chama Gabe, Lou o contrata para trabalhar no setor de correspondências da empresa e é aí que tudo começa. ou deveria começar!

Gabe vira uma sombra de Lou, sempre presente, o cara perfeito, querido por todos, eficiente, que parece estar em dois lugares ao mesmo tempo. Opa! Esse era o sonho de Lou, estar em dois lugares ao mesmo tempo! Talvez Gabe consiga lhe ensinar como fazer isso, e assim Lou conseguiria ser o empresário de sucesso e o pai de família presente. Será?

O enredo até parece interessante, mas é cansativo, enfadonho e sem atrativos. Mostra-nos que o tempo é precioso, curto e que deve ser aproveitado da melhor maneira possível, com aqueles que amamos. O problema é que a autora é muito prolixa, enrola bastante para chegar a uma conclusão que em dois capítulos o leitor já havia compreendido.

Quando um autor quer dar uma lição de moral, deve, a meu ver, fazer isso sem que o leitor perceba, sem que pareça que alguém está com o dedo apontado na frente do seu rosto desde as primeiras páginas. Tem que estar implícito na história, e não escancarado. O leitor deve chegar sozinho a uma conclusão, deve refletir, pensar, e não simplesmente ler a moral da história, como se estivesse lendo a fábula da Lebre e a Tartaruga.

Os personagens são chatos e o livro não me emocionou. Falta magia, e em livros natalinos pode faltar de tudo, menos magia! Apesar disso, é compreensível que alguns gostem da história, já que, no fundo, ela tem, de fato, uma mensagem bonita.

2 corações 2 Estrelas

 

 

A capa do livro é linda, super fofa e vem em uma caixinha com um recorte em formato de coração. Uma pena que a história não lhe faça jus.

o presente meu

Sinopse: Todos os dias, Lou Suffern luta contra o tempo. Ele tem sempre dois lugares para ir, tem sempre duas coisas a fazer. Quando dorme, sonha com os planos do dia seguinte, e, quando está em casa, com a esposa e os filhos, sua mente está, invariavelmente, em outro lugar. Numa manhã de inverno, Lou encontra Gabe, um morador de rua, sentado no chão, sob o frio e a neve, do lado de fora do imenso edifício onde Suffern trabalha. Os dois começam a conversar, e Lou fica muito intrigado com as informações que recebe de Gabe; informações de alguém que tem observado uniões improváveis entre os colegas de trabalho de Lou, como os encontros da moça de sapatos Loubotin com o rapaz de sapatos pretos… Ansioso por saber de tudo e por manter o controle sobre tudo, Lou entende que seria bom ter Gabe por perto — para ajudá-lo a desmascarar associações que se formam fora de suas vistas — e lhe oferece um emprego. Mas logo o executivo arrepende-se de ajudar Gabe: sua presença o perturba. O ex-mendigo parece estar em dois lugares ao mesmo tempo, e, além disso, Gabe lhe fala umas coisas muito incomuns, como se soubesse do que não deveria saber… Quando começa a entender quem é realmente Gabe, e o que ele faz em sua vida, o executivo percebe que passará pela mais dura das provações. Esta história é sobre uma pessoa que descobre quem é. Sobre uma pessoa cujo interior é revelado a todos que a estimam. E todos são revelados a ela. No momento certo.