November 9, Colleen Hoover

november 9 colleen hoover

 

 

Autora: Colleen Hoover
New Adult / Romance
Editora: Atria
Páginas: 320
Ano: 2015

Sempre gostei muito de romance, muito mesmo, mas nesse último ano praticamente não consegui ler nenhum. Tentei muitos, começava e parava, achava tudo igual, meio bobo, previsível – e talvez a culpa seja da maternidade, quem sabe?! rs – e coloquei todas as minhas esperanças de “cura”, de “desbloqueio”, em Colleen Hoover e seu novo lançamento, November 9. Se eu não conseguisse ler – e gostar – de um livro seu é porque o caso não tinha solução.

November 9 conta a história de Ben, um aspirante a escritor, e Fallon, uma atriz ainda em busca de seu sonho. Eles se conhecem em um 9 de novembro, ambos com 18 anos, quando Fallon está prestes a se mudar para Nova York. Conversam, riem, se divertem e, sentindo uma conexão especial entre eles, combinam de se encontrar uma vez por ano, em cada 9 de novembro. E são esses encontros e desencontros que acompanhamos, ano após ano.

Para quem já leu Um Dia, de David Nicholls, é inevitável associar os dois livros. Eles têm a mesma premissa, sim, mas são distintos, e o mais engraçado é que a própria autora cita o livro em seu texto e comenta suas diferenças. Li os dois e digo: Ben e Fallon não tem nada de Em e Dexter. Um Dia é meio deprimente, November 9 é alegre, mesmo com todo o drama.

Comecei a ler e as páginas foram virando e virando, meu sorriso foi se alargando e ficando meio bobo, fui ficando íntima dos personagens, me apaixonando, torcendo, vibrando… Colleen realmente consegue me prender. Escrito em primeira pessoa, com capítulos se alternam entre os pontos de vista dos dois protagonistas, November 9 tem um texto fluido, simples e leve, o que deixa a leitura sempre prazerosa. É daqueles livros que até enquanto espera o elevador você lê e que só para quando finalmente termina.

A primeira metade de November 9 é divertida, os diálogos são super fofos, tem uma combinação de humor e flerte deliciosa, que nos deixa rindo à toa, meio abobalhados, completamente apaixonados. Sempre digo que Colleen Hoover tem o timing perfeito para o romance acontecer, ela sabe a hora certa de nos deixar ansiosos, a hora de nos deixar tristes ou dando pulinhos de felicidade.

São muitos pontos positivos, November 9 é Colleen sendo Colleen, é aquele livro que se parece com todos os outros da autora, mas que, ops, é diferente. É muito bom, muito mesmo, mas tem uma coisinha que me incomodou. Ela inseriu algo que eu, particularmente, não gosto e acho um tanto inverossímil. Sabe aquela pessoa que ama tanto o outro que prefere abdicar desse amor para que o outro seja feliz? Pois é, na vida real não conheço ninguém assim, mas os autores insistem em criá-la.

November 9 conquista pela simplicidade, pela paquera gostosa e pelos beijos roubados. Conquista por ser livro que fala de livros, conquista pela despretensão, pelo mocinho galanteador e pela menina que se descobre bonita. Ah, e já ia me esquecendo, há uma surpresinha, uma certa aparição, e ela, definitivamente, conquista. ❤

Não é meu livro favorito da autora, mas ainda assim é Colleen, e Colleen vale sempre a pena.

No calor do momento, vou tentar classificar por ordem de preferência os livros da autora:

  1. Métrica
  2. Hopeless (Um Caso Perdido) – ou ele seria antes de Métrica? rs
  3. Point of Retreat (Pausa)
  4. Maybe Someday
  5. Ugly Love
  6. Confess
  7. November 9
  8. Essa Garota

(Deixei Maybe Not e Finding Cinderella de fora por serem novelas e Finding Hope por ser pov)

november 9 colleen hoover

Sinopse: Beloved #1 New York Times bestselling author Colleen Hoover returns with an unforgettable love story between a writer and his unexpected muse.

Fallon meets Ben, an aspiring novelist, the day of her scheduled cross-country move. Their untimely attraction leads them to spend Fallon’s last day in L.A. together, and her eventful life becomes the creative inspiration Ben has always sought for his novel. Over time and amidst the various relationships and tribulations of their own separate lives, they continue to meet on the same date every year. Until one day Fallon becomes unsure if Ben has been telling her the truth or fabricating a perfect reality for the sake of the ultimate plot twist.

O lado feio do amor (Ugly Love), Colleen Hoover

o lado feio do amor ugly love
Autora: Colleen Hoover
New Adult / Romance
Editora: Galera Record
Páginas: 336
Ano: 2015

 

Lido e resenhado em Agosto de 2014, pelo original Ugly Love. O Lado Feio do Amor será lançado no Brasil esse mês e, portanto, merece destaque por aqui 😉

Como falar de um livro da Colleen sem parecer uma adolescente-fantática-ensandecida delirando pelo seu ídolo? Não, não sei como. Não consigo só gostar das suas histórias, simplesmente. Eu as amo intensamente, cada uma delas, cada detalhe, e elas levam sempre um pedacinho de mim, me emocionam, me empolgam, me conquistam, me ganham… Colleen Hoover, my queen, you did it again! O lado feio do amor – Ugly Love é lindamente delicioso.

Não sei o que eu esperava desse livro, mas certamente não era o que li. A autora definitivamente saiu da sua zona de conforto do young adult e escreveu brilhantemente uma história para um público mais maduro do que estava habituada.

A história começa com Tate Collins se mudando para São Francisco para o apartamento de seu irmão, Corbin, piloto de uma companhia aérea, onde pretende ficar até encontrar um lugar só seu. É lá que ela conhece o também piloto Miles Archer, amigo e vizinho de seu irmão. Miles e Tate, em seus vinte e poucos anos, têm algo em comum: além da forte atração que sentem um pelo outro, eles não querem se envolver com ninguém. Tate está focada em sua carreira; Miles não quer amar ninguém, nunca…nunca mais. Ninguém! Então, eles fazem um acordo.

Não se enganem com a aparência de enredo comum ou batido, pois a autora sabe como lhe tocar lá no fundo da alma. Começa com a leveza de sempre, divertido e apaixonante, com aquele flerte que só a Colleen consegue deixar tão sexy, tão “suspirante”, tão cheio de tensão e expectativas. Contudo, você sabe que o drama vai chegar, e ele chega sem piedade.

A história é contada em primeira pessoa, intercalando passado e presente, sob os pontos de vista de Tate e de Miles. São duas histórias contadas em paralelo que fez meu coração palpitar mais depressa, que me deixou curiosa e tensa. Sempre falo que essa autora me tira o ar e, por mais repetitivo que pareça, não vejo como não dizê-lo, já que é exatamente assim que fico durante a leitura. Sem ar. Completamente sem ar! Sabe aquela vontade de parar e sugar o ar profundamente porque a última respirada lhe deu a impressão de ter sido curta demais, insuficiente demais? Chamo de Efeito Colleen: Mãos suadas, palpitação, falta de ar, olhos cheios d’água, boca seca…

Miles. É o personagem central. Sério e responsável, vai fazer você suspirar de amores e morrer de aflição. Sofri com ele e por ele, muito, muito, muito. Quis abraçá-lo, colocá-lo no colo, confortá-lo. Quis saber ansiosamente o que tinha acontecido para que ele se fechasse tanto, sangrasse tanto, repulsasse tanto o amor, se negasse tanto. Amei-o com todo meu coração – mas também quis esmurrá-lo em alguns momentos.

Tate. Perseverança é seu nome, esperança, sobrenome. Tate é forte e fraca, é real, crível, palpável. Tate não desiste, insiste, não se esconde, não se envergonha. Ela tenta, erra, se engana, sofre, chora, luta, ama. Como não se identificar com ela?

Rachel. Primeiro eu tive ciúmes, muito… depois, gostei dela. Então, sofri com ela e a entendi. Até que tive raiva e quis culpá-la. Por fim, a perdoei. 😉

Corbin. Os personagens secundários da autora são sempre feitos com esmero, e com Corbin não foi diferente. Eu o adorei! Adorei o amigo que ele era para o Miles e o irmão mais velho e demasiadamente protetor para a Tate. Adorei como o ciúme e suas atitudes foram tão bem mensurados. Yeah, Corbin! As pequenas discussões entre os irmãos e os amigos foram um deleite à parte.

Cap. Não poderia esquecer desse sábio velhinho, mesmo que ele tenha sido “apenas” o cara que aperta o botão do elevador. Cap foi fundamental!

Esse livro é mais do que uma historinha de amor, é mais do uma historinha de duas pessoas que se apaixonam, é mais, é muito mais. É impactante! É sobre a vida e o quão feia ela pode ficar, o quanto ela pode machucar; é sobre a sensação de culpa que sufoca, penaliza e rouba a esperança, rouba os sonhos, a felicidade e os sorrisos daqueles que a carregam. É sobre o medo de sofrer e de fazer sofrer, sobre o medo de errar.

Ugly Love nos mostra que quem ama espera, acredita, persevera, mesmo que isso lhe doa imensamente. Quem ama escuta o coração e sonha que tudo um dia pode ser diferente, que você pode fazer o feio voltar a ser belo, que você pode trazer brilho aos opacos olhos de quem há muito já não crê na felicidade.

É, talvez, o mais simples, menos ambicioso e menos dramático de seus livros, mas não menos encantador. Como não recomendar um livro que faz você ouvir cada risada dos personagens, que faz você sentir cada respiração, cada som ofegante de paixão? Como não recomendar uma história que você escuta o estalar dos lábios se tocando, o barulho dos beijos calorosos e dos grunhidos involuntários? Recomendo, recomendo mil vezes… O amor vale a pena, vale o risco, e ele, e só ele, permite que a dor se apazígue, só o amor pode deixar tudo belo de novo. Espero que vocês gostem tanto quanto eu, sofram e chorem tanto quanto eu, sorriam e amem tanto quanto eu.

5 corações 4 Estrelas

ugly love o lado feio do amor

Sinopse: O Lado Feio do Amor – Quando Tate Collins se muda para o apartamento de seu irmão, Corbin, a fim de se dedicar ao mestrado em enfermagem, não imaginava conhecer o lado feio do amor. Um relacionamento onde companheirismo e cumplicidade não são prioridades. E o sexo parece ser o único objetivo. Mas Miles Archer, piloto de avião, vizinho e melhor amigo de Corbin, sabe ser persuasivo… apesar da armadura emocional que usa para esconder um passado de dor.O que Miles e Tate sentem não é amor à primeira vista, mas uma atração incontrolável. Em pouco tempo não conseguem mais resistir e se entregam ao desejo. O rapaz impõe duas regras: sem perguntas sobre o passado e sem esperanças para o futuro. Será um relacionamento casual. Eles têm a sintonia perfeita. Tate prometeu não se apaixonar. Mas vai descobrir que nenhuma regra é capaz de controlar o amor e o desejo.

A voz do arqueiro (Archer’s Voice), Mia Sheridan

 

Autora: Mia Sheridan
Romance / New Adult
Editora: Arqueiro
Páginas: 338
Ano: 2015

 

Li Archer’s Voice ano passado quando foi lançado nos EUA e achei super fofo. Esse romance lindo, que será lançado em breve no Brasil sob o título A Voz do Arqueiro, não poderia ficar de fora do blog 😉 Segue a resenha tal qual a escrevi ao terminar a leitura:


Eu só li a sinopse desse livro após concluir sua leitura e, diferente de muitos de seus leitores, eu não havia lido Leo nem Stinger, portanto, não conhecia a autora. Os muitos comentários elogiosos no GoodReads acabaram chamando a minha atenção e tags como montanha-russa-de-sensações e melhor-livro-da-vida me deixaram mais que curiosa e cheia de expectativas.

A sinopse não faz jus. Ponto. Simples assim. Talvez palavra ou texto nenhum faça jus ao Archer, mas vou tentar expressar tudo o que senti e tudo o que eu queria ter sentido.

Bree era uma garota comum até sofrer um trauma e ficar desnorteada. Pensando em fugir daquela realidade por um tempo, pega a estrada e vai parar em uma cidadezinha do Maine, onde logo se depara com Archer Hale em uma situação um tanto embaraçosa, mas o que ela não sabe é que aquele rosto camuflado em uma barba cheia e longos cabelos, esconde uma pessoa ferida, isolada, solitária e desacreditada, que perdeu os pais em um acidente aos sete anos de idade e não fala nada desde então. Sim, o Archer é muito, mas muito machucado…

A empatia é imediata. Não há como não se apaixonar pelo Archer, não querer colocá-lo no colo e curar suas feridas. Não há como não querer ajudá-lo, abraçá-lo, querer vê-lo sorrir, acalentá-lo… Não há como não querer traçar suas feições e cicatrizes com a ponta dos dedos, tocá-lo, acariciar seus cabelos, beber de seus olhos… Não há como não amá-lo…

Archer passou a maior parte de sua vida escondido, como se fosse invisível para os moradores daquela pequena cidade, sentido-se culpado, como se não merecesse o carinho de ninguém…um estranho, um completo estranho que não se comunica, não reage nem interage.

Até que Bree aparece e o que lemos deixa nosso coração bem apertadinho. Esses dois personagens bem machucados fizeram meu peito doer e deixaram um nó na minha garganta durante todo o livro. Bree conseguirá trazer a vida de volta ao Archer?

A autora foi de uma sensibilidade incrível, em especial na primeira metade desse livro, nas descobertas do Archer. Ver aquele homem inocente e ingênuo se descobrir, se encontrar, querer ser melhor para a Bree, querer fazê-la feliz, querer amá-la, querer saber como amá-la, como tocá-la, é comovente, aquece a alma e me deixou com um sorriso bobo no rosto. Sem dúvida, Archer é um dos melhores personagens que já tive o prazer de ler. Sua pureza me encantou, me cativou. O sentimento que surge entre ele e a Bree é tão genuíno, tão sincero e intenso que ficamos desesperados para que tudo dê certo.

Can we kiss some more? he asked, his eyes shining with desire

(Tradução livre: “Podemos nos beijar um pouco mais? ele perguntou, seus olhos brilhando de desejo”) Só quem leu vai entender a intensidade dessa simples frase. Tão, tão inocente que dá vontade de se encaixar em seu abraço e não sair mais dali.

A autora foi bastante feliz em não levar adiante joguinhos e desentendimentos, que são tão óbvios que cansam. Sabe aquele tipo que você conta uma mentira para separar um casal e o casal sempre acredita no mentiroso? Argh, muito novelão, não gosto! Ela até os cria, mas não dá brecha alguma para que se desenvolvam, e a verdade é sempre a primeira a chegar. Pontos para a Sra. Sheridan!

Outro ponto alto é a pequena cidade e seus moradores. Eu estava quase fazendo as malas e indo morar perto daquele lago, para tomar um café na Maggie, ser vizinha da Anne e sorrir com as histórias da Melanie e da Liza. A autora realmente conseguiu me transportar para aquele cenário e, assim como Bree, eu não queria ir embora. Deixa-nos ver também que, mesmo cercado de pessoas bem intencionadas, de bom coração e que queriam ajudá-lo de alguma forma, Archer não recebeu esse amparo. Ajudar requer dedicação, requer tempo, e por melhor que fossem as intenções daqueles moradores, ninguém se dispôs a tentar. Talvez Mia Sheridan tenha deixado essa lição de que não adianta querer ajudar só em seu pensamento, não adianta supor que não vai conseguir nada porque ninguém o fez antes ou porque não há solução. Com amor, sempre há solução. Bree nos provou isso!

Devo dizer, porém, que quanto mais do final eu me aproximava, mais frustrada eu ficava, e não sei explicar o motivo. Talvez a primeira metade tenha sido tão brilhante que minhas expectativas foram crescendo sem freios e fiquei desejando mais… mas mais o quê? Não sei. Talvez, eu tenha esperado derramar as lágrimas que ficaram presas na garganta durante todo o livro. Talvez o tom demasiadamente melancólico da narrativa as tenha prendido fortemente no meu peito. Talvez tenha sido isso, eu queria que elas fluíssem, extrapolassem…e isso não aconteceu.

Não tenho dúvidas de que Archer vai ficar marcado para sempre em minha memória como aquele garotinho que se descobriu homem, um homem forte, batalhador e merecedor. Aquele homem que lutou pelo o amor e que foi transformado por ele. Bree…I Bree you! linda Bree, também tem um cantinho no meu coração, pois sem ela não há Archer, sem Archer não há Bree.

Apesar de eu ter achado o final um tantinho apressado, meio topificado, e o epílogo fraco se comparado ao espiral de sensações do livro, recomendo essa linda história de amor de olhos fechados. Archer, já sinto saudades… Espero que se encantem e se emocionem pela beleza dessas incríveis páginas.

…not all great acts of courage are obvious to those looking in from the outside. 

(“Nem todos os atos de coragem são óbvios àqueles que olham de fora” – tradução livre)

I want to be able to love you more than I fear losing you, and I don’t know how. Teach me, Bree. Please teach me. Don’t let me destroy this.

(Eu quero ser capaz de amar você mais do que temo lhe perder, e eu não sei como. Ensine-me, Bree. Por favor, me ensine. Não me deixe destruir isso. – tradução livre)

3 Estrelas 5 corações

Sinopse: A Voz do Arqueiro – Cada livro da coleção Signos do Amor é inspirado nas características de um signo do Zodíaco. Baseado na mitologia de Sagitário, A voz do arqueiro é uma história sobre o poder transformador do amor.

Bree Prescott quer deixar para trás seu passado de sofrimentos e precisa de um lugar para recomeçar. Quando chega à pequena Pelion, no estado do Maine, ela se encanta pela cidade e decide ficar.

Logo seu caminho se cruza com o de Archer Hale, um rapaz mudo, de olhos profundos e músculos bem definidos, que se esconde atrás de uma aparência selvagem e parece invisível para todos do lugar. Intrigada pelo jovem, Bree se empenha em romper seu mundo de silêncio para descobrir quem ele é e que mistérios esconde.

Alternando o ponto de vista dos dois personagens, Mia Sheridan fala de um amor que incendeia e transforma vidas. De um lado, a história de uma
mulher presa à lembrança de uma noite terrível. Do outro, a trajetória de
um homem que convive silenciosamente com uma ferida profunda.

Archer pode ser a chave para a libertação de Bree e ela, a mulher que o ajudará a encontrar a própria voz. Juntos, os dois lutam para esquecer as marcas da violência e compreender muito mais do que as palavras poderiam expressar.

Sweet Thing, Renee Carlino

SWEET_THING

Autora: Renne Carlino
New Adult / Romance
Editora: Atria Books
Páginas: 320
Ano: 2013

 

(Uma boa opção para quem procura um livro simples em inglês.)

Eu me interessei por Sweet Thing há algum tempo quando uma amiga do GR o avaliou, bem entusiasmada, com cinco estrelinhas. Depois de olhar as lindas capas e sua alta pontuação, coloquei-o na pequenina fila de leitura, cheia de expectativas. Eu queria ter amado esse livro, estava preparada para colocá-lo em um cantinho especial da minha estante, mas, apesar de ter gostado, isso não aconteceu.

Sweet Thing conta a história de Mia, uma garota de 25 anos apaixonada por música, e de Will, um guitarrista incrivelmente doce e talentoso, cinco anos mais velho que ela. Eles se conhecem em um vôo, quando Mia está deixando sua cidade para ir morar em Nova York e tomar conta do café de seu pai, que acabou de falecer. Mia não quer que a música deixe de ser um hobby, não quer ter que viver dela, pois teme a insegurança da profissão. Porém, Will entra na sua vida e uma amizade enorme vai surgir entre os dois e vai deixá-la confusa e indecisa sobre seu futuro. Claro, a amizade se transforma em um lindo amor – mas, aviso, isso demora horrores para acontecer!

O começo desse livro é incrível, singelo, bem doce e leve. É daqueles começos que você pensa que vai amar o livro com todo seu coração. A autora logo demonstra ter uma sensibilidade tocante para escrever cenas leves e críveis do dia a dia. Encantei-me rapidamente pelos personagens, especialmente pelo Will. A história e as situações me lembraram muito da Colleen Hoover, mas tem um ritmo lento a lá Sarah Dessen – o que pode não agradar a muitos.

Não me incomodei com o tempo dos acontecimentos, mas a indecisão sem fim da protagonista Mia mexeu com meus nervos. Eu sou daquelas que dificilmente se irrita com as mocinhas, mesmo quando todos reclamam delas, mas essa Mia testou toda a minha paciência. Como descrevê-la? Confusa, indecisa, medrosa, complicada, insegura… mas extremamente real. Uma personagem cheia de defeitos e muitíssimo bem caracterizada. Aliás, todos os personagens foram muito bem construídos.

Talvez, justamente pela história parecer tão real, tão crível, tenha sido tão frustrante. A cada capítulo eu pensava agora vai, e não ia. Ainda assim, eu não conseguia largar o livro de jeito algum, pois a leitura é deliciosa e as cenas são bem leves, apesar de tudo.

Will é o fofo dos fofos, o personagem que leva toda a trama adiante. Forte, decidido, confiante, ele é tudo o que Mia não é, ainda que sejam almas gêmeas. Ele entende seus receios, suas dúvidas… compreende-a melhor que ela mesma.

Não sei bem explicar o que senti nesse livro, pois gostei muito do que li, gostei da escrita e do toque leve e divertido das cenas, mas não amei – e eu queria muito tê-lo feito. Adoro livros que envolvem muita música, e com esse não foi diferente, mas eu queria algo mais. Queria mais do Will e da Mia, ficar um pouquinho mais perto deles, ver sua felicidade, cantar mais algumas canções… Fiquei desejando mais! E, bem, fiquei super feliz quando soube que existia o Sweet Little Thing, um extra que a autora fez atendendo aos pedidos de seus leitores.

Devo dizer-lhes, então, que Sweet Little Thing foi tudo o que faltou em Sweet Thing. Apaixonantemente delicioso!

Sweet Little Thing não chega a ser um segundo livro, é como se fosse um grande epílogo. E o melhor? É narrado pelo Will! Adorei ler esse “epílogo” sob seu ponto de vista, ri muito, cantei mais ainda e me apaixonei perdidamente com sua doçura.

São 120 páginas de puro amor, mas de um realismo impressionante. Doce, doce, doce… não haveria título melhor para tão singela história. Ela faz valer a pena todas as páginas do primeiro livro, faz você ficar com um sorriso bobo no rosto, faz você ouvir aquelas belas canções e viver aqueles maravilhosos momentos. Lindo, lindo, lindo!!!

3 Estrelas 3 corações

 

Sinopse: Sweet Thing – Mia Kelly is a twenty-five-year-old walking Gap ad who thinks she has life figured out when her father’s sudden death uproots her from slow-paced Ann Arbor to New York City’s bustling East Village. There she discovers her father’s spirit for life and the legacy he left behind with the help of an old café, a few eccentric friends, and one charming musician.

Will Ryan is good-looking, poetic, spontaneous, and on the brink of fame when he meets Mia, his new landlord, muse, and personal heartbreaker.

A story of self-discovery and friendship, Sweet Thing shines light on the power of loving and letting go.

 

Especial: Colleen Hoover

Colleen Hoover, CoHo, Diva Pop, my Queen, é daquelas autoras que quando lança um livro eu largo tudo que estou fazendo para me deliciar com suas histórias. Escreve livros para jovens, com uma linguagem informal, mas cheia de encanto, sempre carregados de drama e tragédias, tão bem balanceados com amor e humor. Consegue dar leveza a temas pesados, nos faz rir e chorar, nos faz sofrer e amar. Ela atiça meu lado mais dramático, mais exagerado… E mesmo quando encontro os malditos defeitos, fecho os olhos e os esqueço. Difícil escolher dentre seus livros meu preferido, sou apaixonada por cada personagem, cada cena, cada detalhe…

Made with Repix (http://repix.it)

Colocarei aqui, na ordem em que foram lidos, o que escrevi sobre cada um deles. Lembro que os comentários abaixo foram escritos ao término de cada livro e, portanto, estão cheios da emoção do momento (yeah, exagerada com orgulho! rs) 😉

  • Métrica (Slammed #1)
  • Pausa (Slammed #2)
  • Essa Garota (Slammed #3)
  • Maybe Someday
  • Hopeless – Um Caso Perdido
  • Ugly Love
  • Losing Hope – Sem Esperança
  • Maybe Not

métrica

 

Young Adult / Jovem Adulto
Editora: Galera Record
Páginas: 304
Ano: 2013
Lido em Julho 2013
Slammed #1

Mais um livro que começo sem ler a sinopse e sem saber o que estava por vir. Confiando nas inúmeras pessoas que o avaliaram com nota 5 na Amazon até então, saí do trabalho, passei na livraria e, em casa, o devorei em cerca de 6 horas. Você simplesmente não consegue parar, mesmo que as lágrimas embacem sua visão e seus pensamentos. E foram muitas lágrimas, do começo ao fim.
Layken, ou Lake, é a personagem principal e narradora dessa comovente história. Mora no Texas com sua família perfeita: pais felizes e um irmãozinho de 9 anos. De repente, vê seu mundo virar ao avesso com a morte repentina de seu pai e a decisão de sua mãe, seis meses depois, de deixar sua calorosa cidade para morar no gelado Michigan. É lá que conhece seu novo vizinho, Will ♥, e, sem pestanejar, entrelaça sua vida na dele. Sem compreender, Lake se questiona sobre seus gestos e palavras mais corriqueiras diante desse novo garoto. Se pergunta porque disse isso, porque fez aquilo. A naturalidade com que se envolvem a assusta e o porquê da intensidade desse sentimento só é descoberta aos poucos. Logo começam a descobrir muitas pedras que precisam ser retiradas de seus caminhos.

Não pensem que é uma historinha de amor. É mais. É muito mais. É como aceitar a vida e todos os murros que ela dá na sua cara. É como ver o lado bom de cada detalhe que lhe atormenta. É como passar pela negação e aceitação. O que parecia uma história comum, surpreende com poesia. Sim, poesia! Não a poesia petrificada, rígida, mas a livre, sem regras ou parâmetros, aquela que surge lá de dentro do coração. E temos essa poesia apresentada por Will. Como não amar um Will tão poético, tão doce?

Nunca tinha ouvido falar em slam poetry, algo como poesia+performance. Descobri que fazer slam é gritar tudo o que está dentro de você, em métricas perfeitas, sejam dolorosas, sejam alegres. Descobri jovens escrevendo poesia, e gostando delas! Descobri que competições de slam existem e podem ser divertidas. Descobri jovens feridos, que por mais que a vida lhes derrubassem, se reerguiam com um sorriso no rosto e a mão estendida. Descobri o quanto a vida é frágil e o quão cruel ela pode ser.

Preciso citar os dois garotinhos dessa história, Kel e Caulder, irmãos de Lake e Will, respectivamente. A inocência dessas crianças diante de situações que julgamos tristes o suficiente para banir qualquer sorriso é reconfortante e nos revigora. E por aí, deu até para rir.

Preciso citar Eddie, também. Que melhor amiga é aquela?! Mágica! Onírica! Eddie não deixa que todo o sofrimento que carrega lhe tire a bondade e a afabilidade. Sua alegria é contagiante e pra lá de revitalizante.

Cada personagem desse livro é marcante, seja Lake, Will, Julia, Eddie, Kel ou Caulder. São críveis e incríveis. São perfeitos e imperfeitos.

Não pensem que é apenas uma história triste. É triste, é demasiadamente triste, mas é bela. É forte. É avassaladora. É encantadora. É linda. Mas, devo repetir, é triste. Ela mexe com seus maiores medos, que, infelizmente, é a realidade de alguém. Ela mexe com todos os seus sentimentos. Ela mexe com seus pensamentos. Ela revira tudo. Esteja preparado.

5 corações 5 Estrelas

 

 


 

Pausa

Young Adult / Jovem Adulto
EDITORA: GALERA RECORD
PÁGINAS: 301
ANO: 2013
LIDO EM JULHO 2013, no original Point of Retreat
SLAMMED #2

O segundo livro da série Slammed me prendeu, deixou boas mensagens, uma lição de vida espetacular, mas não ganhou meu coração com as mesmas forças que o primeiro, Métrica. Métrica levou um pedacinho de mim que, dificilmente, outro livro vai preencher. A boa notícia é que Pausa chegou perto! Se você não leu o primeiro livro, sugiro que pare aqui, pois essa resenha pode conter spoilers dele.

Em Pausa temos a história narrada por Will, e não mais por Lake. Pelos olhos de Will vemos jovens tentando ser pais de pré-adolescentes, tentando tomar as melhores decisões e tendo que se manter firme, mesmo quando a situação é cômica. Will e Lake estão levando seu romance sem pressa, cautelosos e cientes da dificuldade dessa relação. Julia os fez prometer que cada um continuaria em sua casa e que eles não se apressariam até que o relacionamento amadurecesse bem.

Não temos mais Julia, mas ganhamos uma vizinha que concorre com Eddie em quase todos os quesitos. Estou falando de Kiersten, que, pasmem, é só uma pré-adolescente. Ela e sua mãe, Sherry, foram personagens marcantes nesse livro e conseguiram suprir a falta que Julia faria. Temos Kel e Caulder crescendo, aprontando e até começando a se apaixonar. E como nem tudo são flores, Vaughn, a ex-namorada de Will, reaparece para fazer o mundo de Will e Lake ficar ainda mais complicado.

Uma pena é termos menos poesia que em Métrica, mas há uma surpresa♥ deixada por Julia que aparece aqui e acolá e nos faz sorrir. Que ideia incrível! Mrs. Hoover, you rock!

A maneira como a autora cria uma grande família com todos os personagens é envolvente. Uma família nada tradicional, eu sei, mas não menos encantadora. Os jantares com Lake, Will, Kel, Caulder, Kiersten, Eddie e Gavin foram mais que divertidos e prazerosos. Em contraponto, a segunda parte é de deixar o coração bem apertado, bem quietinho. Gulp!

O livro é lindo, a história continua bela, cheia de mensagens bonitas e positivas, nas quais podemos encontrar força para as maiores adversidades. Uma vida que nem sempre acontece na ordem em que planejamos, mas que pode ser tão, ou mais, feliz quanto.

Apesar de ter gostado do que li, a emoção, a alegria e a tristeza do primeiro livro é incomparável a desse. Ainda assim, totalmente apaixonante.

5 corações 4 Estrelas

 

 

 


 

essa garota

YOUNG ADULT / JOVEM ADULTO
EDITORA: GALERA RECORD
PÁGINAS: 336
ANO: 2014
LIDO EM Agosto 2013, no original This Girl
SLAMMED #3

Abro meus comentários dizendo que minha primeira impressão sobre esse livro não foi muito boa. Explico. Li Métrica e Pausa dentro de uma semana e logo corri para o terceiro livro, This Girl (Essa Garota). Com a minha mania de não ler sinopses, só descobri que se tratava de um “POV” (point of view – ponto de vista) do Will quando li o primeiro parágrafo. Não que eu não goste da versão masculina, mas o enredo de Métrica estava muito fresco na minha cabeça ainda, comecei a achar repetitivo e abandonei o livro. Um mês depois, sentindo falta de Will e Lake, retomei a leitura. Então, vai minha primeira sugestão: deixem a saudade de Métrica bater para começar esse livro e não se arrependerão.

Os parágrafos seguintes contém spoiler dos dois primeiros livros.

Essa Garota começa logo após o casamento de Will e Lake e nos dá um gostinho da lua de mel, do jeito carinhoso que um trata o outro, do amor imensurável que sentem e das provocações divertidíssimas entre eles. Ah, mas não era o ponto de vista de Will da história de Métrica?! É, e não é. Durante a lua de mel, Lake pede que Will lhe conte o que sentiu na primeira vez que se viram e a partir daí começa uma série de flashbacks contados por Will e interrompidos aqui e acolá pelos pombinhos recém-casados. Eis o que o faz diferente dos demais!

Não sabia que era possível, mas Will conseguiu me encantar ainda mais. Nos flashbacks vemos um Will ainda mais responsável, respeitoso e maduro, e compreendemos melhor suas atitudes e sua angústia. Nas quarenta e oito horas da lua de mel é impossível deixar cair os cantos dos lábios. Você vai se pegar sorrindo, amando, flutuando. Vai querer abraçá-los, beijá-los e acarilhá-los.

E quando eles voltarem para casa, você vai rir, vai gargalhar! Preciso dizer que Kiersten aparece e que é ela quem vai lhe arrancar essas risadas? Que personagem adorável!

Quando tudo estiver lindo ao ler “fim”, passe para o epílogo e verá. Verá um final alegre, divertido, leve e bonito. E realístico. E plausível. Majestoso. Fechou com chave de ouro, srta. Hoover! Ou melhor, com poesia!

4.5 corações 4 Estrelas

 

 


 

maybe someday

YOUNG ADULT / JOVEM ADULTO
EDITORA: atria
PÁGINAS: 367
ANO: 2014
previsão de lançamento no brasil pela galera record: 2015

Wow! Colleen Hoover, you rock, babe!!! Estou tentando juntar meus cacos e formar uma opinião entre a razão e a emoção. Precisei ler a sinopse para ver o que eu podia ou não comentar sobre Maybe Someday sem dar spoilers, sem tirar a graça e as surpresas dessa linda história. O spoiler maior eu sabia que não estava lá, mas eu tinha quase certeza que poderia comentar sobre um outro assunto que é, de certa forma, o tema central do livro. Vai ser difícil exprimir o que a Colleen me fez sentir nessa leitura sem que eu possa dar muita explicação ou muitos detalhes, mas vou tentar.

Antes de tudo preciso dizer que essa leitura nos traz logo de cara uma novidade: uma playlist. Ok, playlists em livros não são incomuns, mas uma playlist feita para o livro, com letras que se encaixam perfeitamente na história (e estão dentro dela), sim, é algo novo! Colleen sabiamente começa a nos ganhar antes mesmo de qualquer parágrafo lido, e devo dizer que adorei a experiência, especialmente porque as músicas são realmente bonitas.

Sydney era uma garota como qualquer outra, universitária, tinha um emprego estável na biblioteca da faculdade, dividia apartamento com Tori, sua melhor amiga, e era apaixonada pelo seu namorado, Hunter, até descobrir que ele a traía com ninguém menos que sua grande amiga. Perdida, sem saber para onde ir ou o que fazer, Sydney acaba aceitando a ajuda de Ridge, o misterioso garoto do apartamento da frente que costumava tocar violão na varanda e encantar Sydney, que observava e ouvia extasiada.

Parece mais do mesmo, mas não é, e o motivo não posso contar. Tudo que posso dizer é que me vi saltitando, querendo dar pulinhos de alegria e bater palminhas como uma criança feliz. Vi-me mergulhada nas canções, deitada em uma cama escrevendo e compondo, rindo e amando. Em uma narrativa em primeira pessoa que alterna entre os pontos de vista dos dois personagens principais, Colleen não decepciona. Sua escrita é maravilhosa, seus personagens são sempre encantadores, mesmo os secundários. Ela transforma um tema sério e pesado em algo leve e divertido. Faz-nos sorrir como bobos, faz com que nos apaixonemos e sintamos todas as borboletas na barriga, daquelas que só o início de um grande amor pode trazer.

No entanto, nem tudo são flores e, claro, também sofremos. Como sofremos!! É incrível a capacidade dessa autora em nos transportar completamente para a pele dos personagens. Eu senti tudo que a Sydney e o Ridge sentiram, assim como também me vi no lugar da Maggie e do Warren. Até a Bridgette ganhou minha simpatia! Era como se eu pudesse ser um pouquinho de cada um deles, como se todo aquele turbilhão de sensações estivesse dentro de mim, roubando-me o ar e alterando o ritmo do meu pulso. Não pensem que exagero, eu realmente senti toda a angústia como se fosse minha. Sufoquei-me. Vi-me engolindo em seco. Afoguei-me naquela situação, naquele nó indesatável. Com medo do que a autora faria, eu fechava o livro, parava e escutava as canções. Respirava e voltava. Angustiante talvez seja a melhor palavra para descrever esse livro, mas ele também é tão lindo, tão singelo, de um amor tão puro e genuíno, tão divertido, que qualificá-lo apenas como tal seria um enorme erro.

Avaliar esse livro não está sendo fácil para mim, pois, apesar de a emoção querer presenteá-lo com todas as estrelas possíveis, alguns pontos pediam melhores explicações e novamente é difícil comentá-las sem spoilers. São questões que o tornam um pouco miraculoso demais. Mesmo que tudo esteja dentro do possível, que existam situações reais parecidas com a do livro, eu gostaria que fosse um pouco mais crível ou que ela tomasse o personagem como um mini gênio e ponto final!

Ainda assim, a emoção fala mais alto e não posso deixar de recomendá-lo. Porém, aviso, esse livro deveria vir com um alerta para as pessoas que não querem ver seu coração sair pela boca, que não querem ter que segurá-lo em sua mão, com cuidado, com carinho, de tão pequenininho que ele vai ficar. Para os demais, mergulhem sem medo, pois é apaixonante!

5 corações

 

 


 

hopeless

Young Adult / Jovem Adulto
EDITORA: GALERA RECORD
PÁGINAS: 384
ANO: 2014
LIDO EM junho 2014, NO ORIGINAL hopeLess

Não sei se a raiva maior é não ter lido antes ou ter sido tão estúpida ao ignorar um livro que semana após semana, mês após mês, continuava na lista dos dez mais vendidos do New York Times. A capa de Hopeless nunca me foi convidativa, era como se me afastasse daquela leitura e nem sei dizer por quê. Eu havia lido há um bom tempo a trilogia Slammed (ou Métrica) e há poucos dias, Maybe Someday, que me encantou, me surpreendeu e me fez vir correndo para esse aqui. Antes tarde do que nunca!
Mais uma vez a sinopse é “péssima”, no bom sentido. Se, por um lado, ela não faz jus ao livro, por outro, ela guarda todas as surpresas – que não são poucas! Então, digo, não procure saber de nada antes do tempo, confie na Colleen Hoover, ela não decepciona. Colleen fuckintastic Hoover, I love you!! Brilhante!

Começamos a história conhecendo Sky e sua melhor amiga e vizinha Six, que está prestes a embarcar para um intercâmbio na Europa. Sky tem dezessete anos e sempre foi educada em casa, longe de qualquer tecnologia ou meio de comunicação, já que sua mãe adotiva, Karen, era avessa à tudo isso. As duas amigas eram bem namoradeiras – na realidade, Sky sempre namorava o amigo de quem quer que estivesse com sua vizinha. Só tinha um pequeno problema: ela não sentia nada, absolutamente nada, por aqueles garotos. Até que um dia, no mercado, vê Dean Holder e sua vida começa a tomar um rumo que ela jamais imaginara (nem você, caro leitor, nem você…)

Confesso que nos primeiros capítulos eu me perguntava onde estava a Colleen Hoover que eu aprendera a amar. Seu estilo estava ali, assim como seu humor e sua leveza, mas tudo parecia muito bobo, muito comum, e cheguei a pensar que se tratava de um romancezinho adolescente. Que erro! Aprendi que jamais devo subestimá-la!

Estava tudo muito fofinho, muito doce, diálogos ótimos e divertidos, mas faltava algo. Não, não faltava, mas só descobri depois! Cada pequeno gesto, cada comportamento, cada palavrinha dessa primeira parte “bobinha” tem um sentido e se encaixa perfeitamente na trama incrível que a autora criou. Quando você começa a achar que é só um romance e pronto, vem Colleen e, puft, lhe quebra no meio.

E você perde o fôlego! Fica tentando supor o que tudo aquilo significa e reza para estar errada, reza para estar completamente errada. Não, Colleen, você não vai fazer isso comigo, vai? Vai.

A partir daí eu nem sei mais o que eu sentia. Continuava amando Sky e Holder, continuava sorrindo com eles, olhando as estrelas, entrelaçando os dedos, me apaixonando por cada linda declaração… continuava encantada! No entanto, tudo isso era quase segundo plano se comparado aos muitos elogios que eu gritava sozinha para a autora. Colleen, você é fantástica! (Acrescente aí muitos outros elogios “feiosos” que saíram involuntariamente da minha boca). A cada página virada meus olhos brilhavam, mesmo com o tema pesadíssimo, com a perfeita trama que ela criou, desde a personalidade, o caráter e o comportamento dos personagens até os jogos de palavras e seus significados.

Fiquei um pouco “incomodada” com a maturidade de Holder, que parece já ter vivido muito mais que seus dezoito anos, mas isso não chega nem perto de ser um defeito. Tenho consciência de que as pessoas reagem às situações que a vida lhe impõe de diferentes formas, ganhando experiência e maturidade que não podem ser generalizadas. Digo isso em resposta a um comentário que li na Amazon (com apenas uma estrela) que questionava o comportamento de Sky, dizia que pessoas “como” ela não reagem daquela forma na vida real. Concordar com isso seria afirmar que somos todos iguais, todos robôs com comandos de reação pré-programados. Sky e Holder não são máquinas, nem tampouco são jovens comuns.

Minha única ressalva foi a tradução, e sei que criticar é fácil, mas traduzir está bem longe disso. Recomendaram-me que eu lesse Hopeless em inglês e que eu entenderia o porquê quando o fizesse. Então, resolvi fazer uma leitura comparativa, experiência que há muito tempo eu queria fazer (mas a preguiça ou a ansiedade sempre falava mais alto), e abri o original em inglês e a versão brasileira ao mesmo tempo (e surtei!). Essa autora adora brincar com as palavras e seus significados, elas são peças de um jogo muito bem construído e desenvolvido, e muito disso se perde na tradução, deixando tudo um pouco menos mágico e brilhante do que é, a começar pelo título, que jamais deveria ter mudado. Simples notas de rodapé teriam dado ao leitor mais fidelidade àquilo que a autora quis dizer, e não entendo qual a dificuldade nisso. Mas, esqueçamos esses detalhes…

É uma história super emocionante, que vai lhe deixar com um nó na garganta e os olhos marejados, que vai lhe fazer ter vontade de assassinar um personagem com as próprias mãos e extirpar do mundo cada um que se pareça com ele. É uma linda história que comove e que, apesar de triste, dá esperanças de que tudo um dia pode dar certo. A autora consegue – como sempre – trazer leveza a um tema pesado, humor aos momentos difíceis e muita compreensão e amor para curar as feridas e a dor. Faz isso com muita perspicácia e delicadeza, sem parecer que está minimizando ou desdenhando de um tema doloroso e sério. Como em todos os seus livros, entramos em uma montanha-russa cheia de curvas, aros e espirais, mas, dessa vez, Colleen Hoover, você se superou! Linda, belíssima, maravilhosa história de amor e amizade. Intenso, forte… imperdível!

5 corações 5 Estrelas

 

 


 

ugly love

new ADULT / novo ADULTO
EDITORA: atria
PÁGINAS: 337
ANO: 2014
PREVISÃO DE LANÇAMENTO NO BRASIL PELA GALERA RECORD: 2015

Resenha aqui 😉

5 corações 4 Estrelas

 

 


 

losing hope
YOUNG ADULT / JOVEM ADULTO
EDITORA: ATRIA
PÁGINAS: 245
ANO: 2014
PREVISÃO DE LANÇAMENTO NO BRASIL PELA GALERA RECORD: 2015

Losing Hope – Sem Esperança é o segundo livro da série Hopeless, e nos traz a história de Holder e Sky contada pelos olhos de Holder. Não é apenas um pov (ponto de vista) do personagem masculino, já que temos muitos fatos desconhecidos e passamos a conhecer muito mais da história de sua irmã. Vale a leitura, mas Hopeless ainda é meu queridinho.

 

4 corações 4 Estrelas

 

 


 

Capa Maybe Not
NEW ADULT / Novela
EDITORA: ATRIA
PÁGINAS:129
ANO: 2014

 

 

Maybe Not é uma novela sobre um dos personagens de Maybe Someday. Clique aqui para ver a resenha.

 

4 corações 4 Estrelas

 

 

Próximos lançamentos:

 

  • – Never Never (10 de janeiro 2015, em parceria com a autora Tarryn Fisher)
  • – Confess (10 de março 2015)
  • – November Nine (Novembro 2015, ainda sem capa)

confess never never

 

Maybe Not, Colleen Hoover

Capa Maybe Not

 

 

AUTOR: colleen hoover
novela/ new adult/ popular
EDITORA: atria
PÁGINAS: 129
 ANO: 2014

 

 

Colleen, my pop queen, you did it again! Quando eu pensava que teria que esperar alguns meses para ler um novo livro da autora, ela surge e anuncia uma surpresa: uma novela sobre Warren e Bridgette, personagens de Maybe Someday. Não costumo ler histórias saídas de outras histórias, mas quando se trata de Colleen Hoover tudo é válido, porque ela nunca decepciona, mesmo em livros curtinhos como esse.

Maybe Not acontece em paralelo a Maybe Someday – e com isso nos traz um pouquinho de Sydney e Ridge, bem pouquinho, infelizmente, mas já mata um pouco a saudade – e é narrado em primeira pessoa por Warren. Personagem hilário no romance original, ele nos conquista ainda mais nessa novela – passamos até a entender seu vício por um determinado tipo de programa na tv. Lembraram dele agora?

A história é leve, super divertida e empolgante. Não há absolutamente nenhum trecho enfadonho e, pasmem, não há drama. Bem, até há, mas a autora dá uma gargalhada para cima dele e segue em frente com um romantismo bem medido, fofo e cheio de situações engraçadas. As armações dos moradores daquele apartamento continuam e nos fazem sorrir e querer ser um besourinho naquele lar para participar de tudo.

Defeito? É muito curto e deixa a boca salivando com um gostinho de quero mais. Queremos mais surpresas como essa, Colleen!

5 corações
3.5 Estrelas

 

 

” – É difícil se apaixonar por idiotas, Warren.

  – Talvez você apenas não tenha encontrado o idiota certo.”  =)

 

 

Sinopse: Colleen Hoover, a autora best-seller do New York Times, brilhantemente dá vida a história do hilário e carismático Warren em sua nova novela, Maybe Not.Quando Warren tem a oportunidade de viver com uma mulher como colega de apartamento, ele aceita na hora. Poderia ser uma excitante mudança. Ou talvez não. Especialmente quando essa colega é a fria e aparentemente calculista Bridgette. A tensão corre solta e os ânimos se exaltam enquanto esses dois não conseguem ficar no mesmo lugar juntos. Mas Warren tem uma teoria sobre Bridgette: qualquer um que consegue odiar com tanta paixão também deve ser capaz de amar com tanta paixão. E ele quer ser a pessoa que vai testar essa teoria. Será que Bridgette consegue encontrar nela esse calor em seu coração para Warren e finalmente aprender a amar? Talvez. Talvez não. Maybe not. (Tradução livre – fonte: Skoob)