Assassinato no Expresso do Oriente, Agatha Christie

 

 

Autora: Agatha Christie
Crime / Mistério / Lit. Inglesa
Editora: Harper Collins Brasil
Páginas: 200
Ano: 2014
Ano de Publicação Original: 1934

 

Li muito Agatha Christie na adolescência e eu lá com meus 11 anos me sentia a própria adulta carregando seus livros pra lá e pra cá. A rainha do crime me encantava! 💕 Com o tempo fui deixando a autora de lado, até que, no mês passado, vi o trailer da nova adaptação para o cinema de Assassinato no Expresso do Oriente, que eu lera há uns 20 anos, e fiquei com vontade de fazer uma releitura para ver se ainda me apaixonaria por seus mistérios.

Nessa história, Hercule Poirot embarca no Expresso do Oriente, um trem de luxo, que, devido a uma forte nevasca, precisa fazer uma parada no meio do caminho. É nesse meio-tempo que acontece um assassinato e, claro, o famoso detetive tenta desvendar quem, dentre os passageiros, cometeu tal crime.

Não à toa seus livros continuam a vender tanto. Assassinato no expresso do oriente é simples, sem ser bobo, tem bom vocabulário, é rico em personagens e prende bem o leitor. Confesso que tudo ficou um pouco aquém das lembranças de outrora, mas ainda assim uma boa leitura.

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Sinopse: Nada menos que um telegrama aguarda Hercule Poirot na recepção do hotel em que se hospedaria, na Turquia, requisitando seu retorno imediato a Londres. O detetive belga, então, embarca às pressas no Expresso do Oriente, inesperadamente lotado para aquela época do ano.

O trem expresso, porém, é detido a meio caminho da Iugoslávia por uma forte nevasca, e um passageiro com muitos inimigos é brutalmente assassinado durante a madrugada. Caberá a Poirot descobrir quem entre os passageiros teria sido capaz de tamanha atrocidade, antes que o criminoso volte a atacar ou escape de suas mãos.

Calafrio, Sandra Brown

 

 

 

Autora: Sandra Brown
Romance Policial / Suspense
Editora: Rocco
Páginas: 448
Ano: 2007

 

 

Estava eu cá sem conseguir ler nada, nadica de nada, sem me empolgar com leitura alguma, quando resolvi pedir recomendações de romance policial a uma amiga que é fã do gênero. Por normalmente ter um ritmo frenético, esse tipo de livro costuma me tirar desse “bloqueio” literário. Deu certo. E muito certo! Sandra Brown conquistou uma leitora.⠀

Calafrio se passa em uma cidadezinha de uma região montanhosa e gelada da Carolina do Norte, onde 5 mulheres estão desaparecidas e a polícia local tenta, sem sucesso, desvendar o mistério. Quando Lilly está saindo de sua cabana no alto da montanha para deixar a cidade, a esperada e forte tempestade de neve já iniciara. Ela atropela um homem e eles se vêem obrigados a retornar à cabana. Lilly ainda consegue um pouco de sinal telefônico e deixa uma mensagem para o ex-marido e chefe de polícia Dutch Burton. O que Lilly não sabe é que o FBI vai chegar à cidade para ajudar nas investigações, tendo como principal suspeito Ben Tierney, o homem com quem está presa.⠀

O que temos? Um ex-marido ciumento tentando salvar sua ex-mulher, não se sabe se apenas da morte ou principalmente das garras do bonitão Tierney. Temos uma cidadezinha que vive de fofoca e de rumores, com uma polícia fraca e despreparada. Temos neve, muita neve.⠀

A narrativa acontece em 3ª pessoa e Sandra Brown envolve vários personagens na sua trama. Alternando o foco, ela vai contando as histórias e peculiaridades de cada um, montando possíveis suspeitos e possíveis heróis. A construção desses personagens é muito boa e faz com que criemos algumas teorias.⠀

Ela deu um nó na minha cabeça e eu pensava: o suspeito principal é muito óbvio para ser o culpado, mas talvez por ser tão óbvio, seja uma pegadinha da autora e ele seja de fato o procurado. O problema maior? Fiquei caidinha por Tierney e não queria que ele fosse o responsável por aqueles desaparecimentos.⠀

Estava tudo indo bem, mas normal, ok, até que, tcham ram, uau, uma frasezinha me deixou eufórica. E terminei o livro assim, entusiasmada, querendo ler tudo da autora! Esse tipo de livro tem apenas um objetivo: entretenimento. E Calafrio cumpriu seu papel com louvor. Muito bom!⠀

 

5 corações

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Sinopse: A bem-sucedida jornalista Lilly Martin queria apenas vender seu chalé nas montanhas e se livrar do último vínculo que mantinha com seu ex-marido, o delegado Dutch Burton. Mas uma violenta tempestade de neve adia um pouco mais sua saída da gélida e afastada Clearly, na Carolina do Norte: ao deixar a cidade, Lilly perde o controle do carro e atropela acidentalmente Ben Tierney. Sem outra escolha, os dois são obrigados a esperar juntos, em um chalé, o mau tempo passar. Com a estrada interditada, celulares sem sinal, linhas telefônicas inoperantes, pouca comida, nenhuma lenha e a água congelando nos canos, Lilly descobre que sua maior ameaça não é o clima, mas o homem misterioso com quem divide a casa.

O Seminarista, Rubem Fonseca

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Autor: Rubem Fonseca
Literatura Brasileira / Romance Policial
Editora: Agir
Páginas: 184
Ano: 2009

 

Resolvi me associar a um clube de leitura que envia mensalmente um livro escolhido por um curador para ter a oportunidade de ler histórias que eu mesma não escolheria na livraria. Eu nunca havia lido nada de Rubem Fonseca (bingo!) e quando O Seminarista, escolhido por Luís Fernando Veríssimo, chegou, pensei, por que não?! Estava (estou!) lendo um calhamaço e um livro de leitura rápida para intercalar com ele veio bem a calhar.

Rubem Fonseca conta a história de um matador de aluguel e ex-seminarista, o Especialista, que, intermediado pelo Despachante, assassina sem pensar duas vezes as vítimas escolhidas pelos seus clientes. Cansado dessa vida que não lhe permite amigos (ou inimigos) e com dinheiro poupado para viver bem com seus hobbies, resolve se aposentar. Mas talvez essa profissão não permita tal aposentadoria e viver tranquilo com seu novo (único!) amor por não ser tão fácil.

Sabe Wagner Moura narrando os acontecimentos em Tropa de Elite? Foi exatamente a sensação que tive quando comecei a leitura desse livro. Narrado em primeira pessoa, O Seminarista tem um ritmo frenético, acelerado, tal qual um filme de ação. É fácil, rápido e gostoso de ler. Desde as primeiras linhas me vi presa na história, e só consegui parar de ler quando terminei a leitura um par de horas depois.

O mais esquisito de tudo é que, por ser um romance policial e ter um certo mistério a ser desvendado, eu deveria ter ficado curiosa com o final ou tentando descobrir quem era o vilão, mas isso não aconteceu. E não digo isso como algo ruim. A narrativa é tão boa que o final ou o mistério fica em segundo, terceiro ou sei lá que plano. O enredo está longe de ser original, então pouco me importava o fim. O desenrolar dos fatos e a leitura em si é que faz o livro valer a pena.

O autor não se aprofunda nos personagens, aliás, nos conta muito pouco ou quase nada, mas ainda assim simpatizei com eles. Na verdade, me sinto um pouco estranha em simpatizar com um matador de aluguel, mas, fazer o quê?, loucuras da literatura! Confesso, admito, assumo… gostei bastante de José e sua garota alemã.

Tem um determinado trecho que me deixou confusa, um certo alguém que reaparece (oi?), mas quando já estava prestes a voltar algumas páginas e tentar entender, resolvi deixar pra lá e não cascavilhar erros. Afinal, a intenção era se divertir.

E me diverti muito. Não é nada de, oh!, maravilhoso ou memorável, mas é uma leitura viciante, prazerosa e ágil, para se ler em poucas horas. Gostei.

3.5 Estrelas
 o seminarista rubem fonseca

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Sinopse: Ex-seminarista que vive lembrando frases latinas, o matador de aluguel José gosta de ler poesia e de assistir filmes, e recebe os serviços de um personagem misterioso chamado Despachante. Disposto a iniciar uma vida nova, ele começa a receber dicas de que seria alvo de um antigo cliente.

Conciso e intenso, neste romance encontramos Rubem Fonseca no domínio completo de seu estilo, com um final impactante e surpreendente.

Não conte a ninguém, Harlan Coben

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Autor: Harlan Coben
Policial / Mistério
Editora: Arqueiro
Páginas: 256
Ano: 2009

 

Sabe quando você tem uma lista de livros para ler, começa todos e, um a um, nas primeiras páginas vai dizendo “esse agora não”? Pois bem, era assim que eu estava, nada “descia”. Então, pensei, nunca li nada do Harlan Coben, tenho um livro dele guardado há um bom tempo, por que não? Livros de mistério são sempre bons para quebrar esse “bloqueio”, já que – normalmente – eles deixam o leitor curioso. E foi justamente a curiosidade que me fez virar as páginas de Não Conte a Ninguém.

A história gira em torno de Beck, um médico cuja esposa fora brutalmente assassinada, 8 anos antes, quando eles estavam juntos em um lago. Beck e Elizabeth eram apaixonados desde que eram crianças e ele nunca a esqueceu. Um dia, recebe um email misterioso com informações que só ele e Elizabeth poderiam saber e passa a desconfiar que ela possa estar viva. Nesse mesmo período, dois corpos, que podem estar ligados ao assassinato, aparecem e tudo o que se sabia pode mudar.

E agora, ela está viva? Ele está delirando? Com quem ele pode contar? Em quem confiar? Ficamos cheios de porquês e querendo descobrir todo o mistério em questão. Tem quem descubra tudo logo de cara, mas não sou dessas. Até elaboro teorias, penso em possibilidades, acerto alguma coisa, mas tudo muito vago. Para quem mata a charada rapidinho, não sei se é um livro interessante, pois a graça está só, e somente só, no desenrolar dos fatos.

A escrita é bem pobre e isso me surpreendeu bastante, dada a fama do autor. Ele sabe contar a história, sabe deixar os ganchos no final de cada capítulo, sabe como prender o leitor, mas é só. Ok, saber fazer isso tudo já é muito, mas, mesmo tendo gostado do livro, eu confesso que esperava um pouco mais, mais Uaus! e Ohs! durante a leitura.

O livro todo tem um ar de filme, é muito visual, rápido, sem grandes aprofundamentos. Aliás, me senti assistindo aos filmes que via quando era adolescente, desses filmes policiais a lá Tela Quente.

Por ter sido lançado no ano 2000, o “atraso” tecnológico me deu um pouco de agonia – e aí, claro, não é culpa do autor, é loucura minha mesmo. Ele fala em internet discada, em bipe, Yahoo, Netscape, e isso marca bem uma época que talvez esteja próxima demais. Isso me fez lembrar de um livro que li em 2013 e usava drones como algo super tecnológico. Apenas dois anos depois qualquer pessoa pode usar um deles e isso tira um pouco a graça da história de quem a lê hoje, me entende? Ou é loucura minha? Talvez enfatizar demais marcas, modelos e tecnologia de uma determinada época deixe o livro com um prazo de validade curto.

Apesar dos pesares, o livro me prendeu do começo ao fim, eu não conseguia parar de ler. E quando isso acontece é preciso reconhecer que ele cumpriu seu papel de entretenimento. Muito bem, por sinal. Quero ler outros livros do autor, especialmente quando quiser algo que me prenda bem. Para quem gosta de livro com cara de filme, é uma boa pedida. 😉

não conte a ninguém

Sinopse: Não Conte a Ninguém – Há oito anos, enquanto comemoravam o aniversário de seu primeiro beijo, o Dr. David Beck e sua esposa, Elizabeth, sofreram um terrível ataque. Ele foi golpeado e caiu no lago, inconsciente. Ela foi raptada e brutalmente assassinada por um serial killer. 

O caso volta à tona quando a polícia encontra dois corpos enterrados perto do local do crime, junto com o taco de beisebol usado para nocautear David. Ao mesmo tempo, o médico recebe um misterioso e-mail, que, aparentemente, só pode ter sido enviado por sua esposa.

Esses novos fatos fazem ressurgir inúmeras perguntas sem respostas: Como David conseguiu sair do lago? Elizabeth está viva? E, se estiver, de quem era o corpo enterrado oito anos antes? Por que ela demorou tanto para entrar em contato com o marido?

Na mira do FBI como principal suspeito da morte da esposa e caçado por um perigosíssimo assassino de aluguel, David Beck contará apenas com o apoio de sua melhor amiga, a modelo Shauna, da célebre advogada Hester Crimstein e de um traficante de drogas para descobrir toda a verdade e provar sua inocência.

Não conte a ninguém foi o livro mais aclamado de 2001, indicado para diversos prêmios, entre eles Edgar, Anthony, Macavity, Nero e Barry. Em 2006 foi adaptado para o cinema numa produção francesa vencedora de quatro Cesars (o Oscar francês), inclusive de melhor ator e diretor.