Coração devotado à morte, Roger Scruton




Autor: Roger Scruton

Filosofia / Música

Editora: É Realizações

Páginas: 288

Ano: 2010

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Em Coração devotado à morte, o filósofo Roger Scruton analisa – e exalta! – minuciosamente a obra de Wagner e, através dela, nos traz reflexões sobre o sagrado, os mitos, a morte, os rituais, os sacrifícios, o olhar, o amor cortês, o amor erótico e até a Eucaristia. Mistura música e filosofia de uma maneira que elas nos parecem completamente indissociáveis.

Eu havia lido Tristão e Isolda e me encantara com a leitura. Conhecia a obra de Wagner baseada na lenda, mas não era uma peça que eu costumasse ouvir sempre [até por ter mais de 4 horas de duração]. Para a leitura da análise de Scruton, mergulhei na música de Wagner. Ainda que não compreendesse nem metade do que lia, passei a enxergar o que não enxergava. Aliás, a ouvir o que não ouvia. Sublime, meus amigos, sublime!

Scruton fala de literatura, de música e de filosofia. Traz à cena nomes como Schopenhauer, Kant, Girard, Nietzsche, Freud e Schoenberg. Todas estas e outras referências, à medida que enriquecem a leitura, tornam-na lenta e difícil. Apesar disso, para quem gosta de música e gosta de ler, vale o esforço – e a pesquisa.

“Seu sucesso triunfante em Tristan und Isolde é um farol para nossos esforços menores, e uma recordação, num mundo cada vez mais desumanizado, do que significa ser humano.”

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Sinopse: Roger Scruton propõe uma rara combinação transdisciplinar. Nas palavras do autor, seu ponto de vista “ora é filosófico, ora é crítico, ora é musicológico”. A riqueza deste livro relaciona-se à pluralidade derivada de tal abordagem. Desse modo, transforma-se Tristan und Isolde num caleidoscópio de conceitos, textos e ritmos. Ademais, Scruton tece um diálogo tão inesperado quanto fecundo entre Immanuel Kant e René Girard – entre outras tantas interlocuções ousadas e criativas. Segundo o autor, se, na superfície, as óperas de Wagner articulam um aparente contraponto com o caráter ascético do cotidiano do filósofo de Königsberg, ainda assim, em sua estrutura profunda, a obra de Kant teria sido “a grande inspiração por trás da visão da natureza humana que foi expressada e legitimada nas óperas de Wagner, e que encontra sua elaboração mais surpreendente e comovente na história de Tristan e Isolde”. O livro de Scruton é também uma exploração independente do erótico e do “momento sacramental” que ele contém, do qual a nossa sociedade do sexo instantâneo e da pornografia desmedida está se afastando progressivamente. Scruton vê Tristan und Isolde como um ponto de transição na autocompreensão da humanidade moderna, e também como uma das maiores obras de arte já concebidas.