Travessuras da Menina Má, Mario Vargas Llosa

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Autor: Mario Vargas Llosa
Nobel / Romance /
Lit. Latino-americana / Paris
Editora: Alfaguara
Páginas: 375
Ano: 2006

 

Comecei a ler Travessuras da Menina Má anos atrás, por recomendação – e muita insistência – do meu pai. Li algumas páginas e abandonei. Por mais que me dissessem que o livro era incrível, coloquei na cabeça que não iria gostar. Minha teimosia falou mais alto até… dias atrás, quando finalmente resolvi dar uma segunda chance. Ou seria terceira?

Que livro maravilhoso! Só não estou mais arrependida de não ter insistido antes na leitura porque penso que, de fato, li na hora certa. Talvez, talvez!, eu não tivesse mesmo gostado dele naquela época, quem sabe?!

Mario Vargas Llosa inicia seu romance na década de 50, no nobre bairro de Miraflores, em Lima, onde o ainda adolescente Ricardo, que tinha por objetivo de vida ir morar em Paris, se apaixona por Lily, uma chilena recém chegada ao país, que causa alvoroço por onde passa. Mas, Ricardo, o “bom menino”, vai descobrir que a menina má não é bem quem ela diz ser. Aliás, vai passar todo o livro redescobrindo isso.

Riu com prazer quando perguntou pelos meus planos a longo prazo e eu respondi: Morrer de velho em Paris

Não conto-lhes mais. Não devo. Não devem saber mais que isso. Não procurem saber mais que isso. Deixem que a surpresa lhes arrebate. Deixem que a aparente simplicidade no texto do autor lhes surpreenda. Deixem que esses personagens tão imperfeitos lhes encantem. Deixem-se levar por tantos caminhos, por tantas mentiras, por tantas insanidades. Entreguem-se, como eu deveria ter me entregado desde as primeiras páginas. Não o fiz. Só fui sugada depois do primeiro terço da história.

Tive raiva, muita raiva. Muita, muita raiva. E o que era para ser uma protagonista detestável, está aqui, marcada no meu peito. E o que era para ser um protagonista sem graça, de personalidade fraca, sem ambição, também está aqui, para sempre no meu coração. Que personagens incríveis! Memoráveis!

Quando você se depara com uma narrativa tão fluida como essa, você percebe o quanto já banalizou o uso dessa palavrinha em outros tantos comentários. O texto parece completamente despretensioso, como se o autor estivesse sentado lhe contando com extrema franqueza e naturalidade sua história. Aliás, é um relato tão sincero que autor e narrador se confundem e você tem certeza de que aquele escritor viveu muito daquilo.

Se pararmos para pensar com frieza, essa espontaneidade dá lugar a um texto muito bem estruturado. Mesmo com uma narrativa linear, seus capítulos parecem histórias dentro da história, com lugares e personagens secundários que aparecem, lhe conquistam e somem, como círculos que se fecham e juntos formam o romance.

Ao longo de todo o livro acompanhamos – com muitas alfinetadas – um pouco do cenário sociopolítico da segunda metade do século XX, especialmente da América Latina. E é aí que narrador e autor se mesclam ainda mais, embora Ricardo, já tradutor da UNESCO e vivendo em Paris, não se metesse muito com política.

Na verdade, Ricardo não se metia em muita coisa, a não ser que a sua menina má estivesse no meio. Aí, sim, ele corria o mundo para alcançá-la. E como ela aprontou! Argh…! Quantas pessoas tem a sorte de ter um Ricardito em suas vidas e o imenso azar de menosprezá-lo?

É uma história de amor, de um amor louco, intenso, obsessivo, que destrói tudo que toca. É uma história de encontros e desencontros, de uma paixão cega, eterna e insana, que chega a dar raiva no leitor. Mas é também uma história que nos faz pensar em quantas Lilys existem por aí, em quantas Lilys não já desperdiçaram seu Ricardito por pura ambição e vaidade. Será que uma pessoa tão gananciosa pode ser feliz na calmaria de uma vida comum? Teria sido feliz se não tivesse tentado tudo que quis ou teria passado a vida se questionando onde estaria se…

Que livro! Que final! Que personagens! Só posso insistir que leiam, mas não deixem que minha euforia gere tantas expectativas. É um livro simples e genial ao mesmo tempo. É uma história comum, de gente comum, mas que tem algum pozinho mágico inexplicável em suas páginas que emociona e cativa o leitor. E, se ao terminar a leitura, você estiver destroçada, precisando de um abraço, é isso aí, você sentiu tudo que senti.

5 corações 5 Estrelas

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Sinopse: O peruano Ricardo vê realizado, ainda jovem, o sonho que sempre alimentou – o de viver em Paris. O reencontro com um amor da adolescência o trará de volta à realidade. Lily – inconformista, aventureira e pragmática – o arrastará para fora do pequeno mundo de suas ambições. Ricardo e Lily – ela sempre mudando de nome e de marido – se reencontram várias vezes ao longo da vida, em diferentes cidades do mundo que foram cenários de momentos emblemáticos da História contemporânea. Na Paris revolucionária dos anos 60; na Londres das drogas, da cultura hippie e do amor livre dos anos 70; na Tóquio dos grandes mafiosos dos anos 80; e na Madri em transição política dos anos 90. Assim, ao mesmo tempo em que conta a história de um amor arrebatador, Travessuras da menina má traça um quadro vigoroso das transformações sociais européias e convulsões políticas da América Latina. Muitas das experiências de vida de Vargas Llosa aparecem aqui, por meio de seus personagens – os tempos de penúria em Paris, seu trabalho como tradutor, sua simpatia pela revolução cubana e a ligação permanente com seu país de origem, o Peru. Criando uma tensão entre o cômico e o trágico, numa narrativa ágil, vigorosa e terna, que conduz o leitor nesta dança de encontros e desencontros, Mario Vargas Llosa joga com a realidade e a ficção para contar uma história em que o amor se mostra indefinível, senhor de mil faces, como a menina deliciosa e má.

 

 

November 9, Colleen Hoover

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Autora: Colleen Hoover
New Adult / Romance
Editora: Atria
Páginas: 320
Ano: 2015

Sempre gostei muito de romance, muito mesmo, mas nesse último ano praticamente não consegui ler nenhum. Tentei muitos, começava e parava, achava tudo igual, meio bobo, previsível – e talvez a culpa seja da maternidade, quem sabe?! rs – e coloquei todas as minhas esperanças de “cura”, de “desbloqueio”, em Colleen Hoover e seu novo lançamento, November 9. Se eu não conseguisse ler – e gostar – de um livro seu é porque o caso não tinha solução.

November 9 conta a história de Ben, um aspirante a escritor, e Fallon, uma atriz ainda em busca de seu sonho. Eles se conhecem em um 9 de novembro, ambos com 18 anos, quando Fallon está prestes a se mudar para Nova York. Conversam, riem, se divertem e, sentindo uma conexão especial entre eles, combinam de se encontrar uma vez por ano, em cada 9 de novembro. E são esses encontros e desencontros que acompanhamos, ano após ano.

Para quem já leu Um Dia, de David Nicholls, é inevitável associar os dois livros. Eles têm a mesma premissa, sim, mas são distintos, e o mais engraçado é que a própria autora cita o livro em seu texto e comenta suas diferenças. Li os dois e digo: Ben e Fallon não tem nada de Em e Dexter. Um Dia é meio deprimente, November 9 é alegre, mesmo com todo o drama.

Comecei a ler e as páginas foram virando e virando, meu sorriso foi se alargando e ficando meio bobo, fui ficando íntima dos personagens, me apaixonando, torcendo, vibrando… Colleen realmente consegue me prender. Escrito em primeira pessoa, com capítulos se alternam entre os pontos de vista dos dois protagonistas, November 9 tem um texto fluido, simples e leve, o que deixa a leitura sempre prazerosa. É daqueles livros que até enquanto espera o elevador você lê e que só para quando finalmente termina.

A primeira metade de November 9 é divertida, os diálogos são super fofos, tem uma combinação de humor e flerte deliciosa, que nos deixa rindo à toa, meio abobalhados, completamente apaixonados. Sempre digo que Colleen Hoover tem o timing perfeito para o romance acontecer, ela sabe a hora certa de nos deixar ansiosos, a hora de nos deixar tristes ou dando pulinhos de felicidade.

São muitos pontos positivos, November 9 é Colleen sendo Colleen, é aquele livro que se parece com todos os outros da autora, mas que, ops, é diferente. É muito bom, muito mesmo, mas tem uma coisinha que me incomodou. Ela inseriu algo que eu, particularmente, não gosto e acho um tanto inverossímil. Sabe aquela pessoa que ama tanto o outro que prefere abdicar desse amor para que o outro seja feliz? Pois é, na vida real não conheço ninguém assim, mas os autores insistem em criá-la.

November 9 conquista pela simplicidade, pela paquera gostosa e pelos beijos roubados. Conquista por ser livro que fala de livros, conquista pela despretensão, pelo mocinho galanteador e pela menina que se descobre bonita. Ah, e já ia me esquecendo, há uma surpresinha, uma certa aparição, e ela, definitivamente, conquista. ❤

Não é meu livro favorito da autora, mas ainda assim é Colleen, e Colleen vale sempre a pena.

No calor do momento, vou tentar classificar por ordem de preferência os livros da autora:

  1. Métrica
  2. Hopeless (Um Caso Perdido) – ou ele seria antes de Métrica? rs
  3. Point of Retreat (Pausa)
  4. Maybe Someday
  5. Ugly Love
  6. Confess
  7. November 9
  8. Essa Garota

(Deixei Maybe Not e Finding Cinderella de fora por serem novelas e Finding Hope por ser pov)

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Sinopse: Beloved #1 New York Times bestselling author Colleen Hoover returns with an unforgettable love story between a writer and his unexpected muse.

Fallon meets Ben, an aspiring novelist, the day of her scheduled cross-country move. Their untimely attraction leads them to spend Fallon’s last day in L.A. together, and her eventful life becomes the creative inspiration Ben has always sought for his novel. Over time and amidst the various relationships and tribulations of their own separate lives, they continue to meet on the same date every year. Until one day Fallon becomes unsure if Ben has been telling her the truth or fabricating a perfect reality for the sake of the ultimate plot twist.

O lado feio do amor (Ugly Love), Colleen Hoover

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Autora: Colleen Hoover
New Adult / Romance
Editora: Galera Record
Páginas: 336
Ano: 2015

 

Lido e resenhado em Agosto de 2014, pelo original Ugly Love. O Lado Feio do Amor será lançado no Brasil esse mês e, portanto, merece destaque por aqui 😉

Como falar de um livro da Colleen sem parecer uma adolescente-fantática-ensandecida delirando pelo seu ídolo? Não, não sei como. Não consigo só gostar das suas histórias, simplesmente. Eu as amo intensamente, cada uma delas, cada detalhe, e elas levam sempre um pedacinho de mim, me emocionam, me empolgam, me conquistam, me ganham… Colleen Hoover, my queen, you did it again! O lado feio do amor – Ugly Love é lindamente delicioso.

Não sei o que eu esperava desse livro, mas certamente não era o que li. A autora definitivamente saiu da sua zona de conforto do young adult e escreveu brilhantemente uma história para um público mais maduro do que estava habituada.

A história começa com Tate Collins se mudando para São Francisco para o apartamento de seu irmão, Corbin, piloto de uma companhia aérea, onde pretende ficar até encontrar um lugar só seu. É lá que ela conhece o também piloto Miles Archer, amigo e vizinho de seu irmão. Miles e Tate, em seus vinte e poucos anos, têm algo em comum: além da forte atração que sentem um pelo outro, eles não querem se envolver com ninguém. Tate está focada em sua carreira; Miles não quer amar ninguém, nunca…nunca mais. Ninguém! Então, eles fazem um acordo.

Não se enganem com a aparência de enredo comum ou batido, pois a autora sabe como lhe tocar lá no fundo da alma. Começa com a leveza de sempre, divertido e apaixonante, com aquele flerte que só a Colleen consegue deixar tão sexy, tão “suspirante”, tão cheio de tensão e expectativas. Contudo, você sabe que o drama vai chegar, e ele chega sem piedade.

A história é contada em primeira pessoa, intercalando passado e presente, sob os pontos de vista de Tate e de Miles. São duas histórias contadas em paralelo que fez meu coração palpitar mais depressa, que me deixou curiosa e tensa. Sempre falo que essa autora me tira o ar e, por mais repetitivo que pareça, não vejo como não dizê-lo, já que é exatamente assim que fico durante a leitura. Sem ar. Completamente sem ar! Sabe aquela vontade de parar e sugar o ar profundamente porque a última respirada lhe deu a impressão de ter sido curta demais, insuficiente demais? Chamo de Efeito Colleen: Mãos suadas, palpitação, falta de ar, olhos cheios d’água, boca seca…

Miles. É o personagem central. Sério e responsável, vai fazer você suspirar de amores e morrer de aflição. Sofri com ele e por ele, muito, muito, muito. Quis abraçá-lo, colocá-lo no colo, confortá-lo. Quis saber ansiosamente o que tinha acontecido para que ele se fechasse tanto, sangrasse tanto, repulsasse tanto o amor, se negasse tanto. Amei-o com todo meu coração – mas também quis esmurrá-lo em alguns momentos.

Tate. Perseverança é seu nome, esperança, sobrenome. Tate é forte e fraca, é real, crível, palpável. Tate não desiste, insiste, não se esconde, não se envergonha. Ela tenta, erra, se engana, sofre, chora, luta, ama. Como não se identificar com ela?

Rachel. Primeiro eu tive ciúmes, muito… depois, gostei dela. Então, sofri com ela e a entendi. Até que tive raiva e quis culpá-la. Por fim, a perdoei. 😉

Corbin. Os personagens secundários da autora são sempre feitos com esmero, e com Corbin não foi diferente. Eu o adorei! Adorei o amigo que ele era para o Miles e o irmão mais velho e demasiadamente protetor para a Tate. Adorei como o ciúme e suas atitudes foram tão bem mensurados. Yeah, Corbin! As pequenas discussões entre os irmãos e os amigos foram um deleite à parte.

Cap. Não poderia esquecer desse sábio velhinho, mesmo que ele tenha sido “apenas” o cara que aperta o botão do elevador. Cap foi fundamental!

Esse livro é mais do que uma historinha de amor, é mais do uma historinha de duas pessoas que se apaixonam, é mais, é muito mais. É impactante! É sobre a vida e o quão feia ela pode ficar, o quanto ela pode machucar; é sobre a sensação de culpa que sufoca, penaliza e rouba a esperança, rouba os sonhos, a felicidade e os sorrisos daqueles que a carregam. É sobre o medo de sofrer e de fazer sofrer, sobre o medo de errar.

Ugly Love nos mostra que quem ama espera, acredita, persevera, mesmo que isso lhe doa imensamente. Quem ama escuta o coração e sonha que tudo um dia pode ser diferente, que você pode fazer o feio voltar a ser belo, que você pode trazer brilho aos opacos olhos de quem há muito já não crê na felicidade.

É, talvez, o mais simples, menos ambicioso e menos dramático de seus livros, mas não menos encantador. Como não recomendar um livro que faz você ouvir cada risada dos personagens, que faz você sentir cada respiração, cada som ofegante de paixão? Como não recomendar uma história que você escuta o estalar dos lábios se tocando, o barulho dos beijos calorosos e dos grunhidos involuntários? Recomendo, recomendo mil vezes… O amor vale a pena, vale o risco, e ele, e só ele, permite que a dor se apazígue, só o amor pode deixar tudo belo de novo. Espero que vocês gostem tanto quanto eu, sofram e chorem tanto quanto eu, sorriam e amem tanto quanto eu.

5 corações 4 Estrelas

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Sinopse: O Lado Feio do Amor – Quando Tate Collins se muda para o apartamento de seu irmão, Corbin, a fim de se dedicar ao mestrado em enfermagem, não imaginava conhecer o lado feio do amor. Um relacionamento onde companheirismo e cumplicidade não são prioridades. E o sexo parece ser o único objetivo. Mas Miles Archer, piloto de avião, vizinho e melhor amigo de Corbin, sabe ser persuasivo… apesar da armadura emocional que usa para esconder um passado de dor.O que Miles e Tate sentem não é amor à primeira vista, mas uma atração incontrolável. Em pouco tempo não conseguem mais resistir e se entregam ao desejo. O rapaz impõe duas regras: sem perguntas sobre o passado e sem esperanças para o futuro. Será um relacionamento casual. Eles têm a sintonia perfeita. Tate prometeu não se apaixonar. Mas vai descobrir que nenhuma regra é capaz de controlar o amor e o desejo.

O Amante, Marguerite Duras

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Autora: Marguerite Duras
Literatura Francesa / romance / clássico moderno
Editora: Cosac Naify
Páginas: 112
Ano: 2007
Publicação Original: 1984

 

Antes de tudo, é preciso desmistificar Marguerite Duras. Sempre ouvi falar que seu estilo era para poucos e confesso que deixei O Amante guardado na estante por um bom tempo, esperando o momento de estar disposta a lê-lo com bastante atenção, afinal, era um livro “difícil”. Então, digo, não é esse bicho de sete cabeças que pintam.

O Amante conta um período da vida de uma mulher quando, aos 15 anos e meio, ela inicia precocemente sua vida sexual. A menina, que um dia foi rica, é pobre, mas é branca e vive na colônia francesa na Indochina – onde hoje é o Vietnã. Lá conhece um chinês, um homem mais velho que passa a ser seu amante, o amante de Cholen, em um relacionamento que envolve dinheiro. Marguerite nos conta como foi essa relação, tendo como pano de fundo a família problemática da protagonista: uma mãe depressiva, um irmão mais velho viciado que rouba o que pode da mãe e um irmão mais novo e frágil.

O livro é considerado a obra mais autobiográfica de Duras, a própria autora admite isso, mas há os que acreditam que ela construiu o próprio mito, que ninguém jamais saberá o que aconteceu de fato, que ninguém jamais saberá quem ela foi de verdade. Diz-se, ainda, que O Amante surgiu a partir de um conjunto de fotografias, quando seu filho pediu-lhe que ela narrasse os momentos gravados naquelas imagens. De fato, a leitura nos dá a sensação de realmente estarmos ouvindo uma senhora contar parte de suas memórias de adolescente, com um misto de nostalgia e melancolia. 

A história em si é muito simples. A arte está na brilhante estrutura da narrativa, que foge completamente dos padrões clássicos. Marguerite nos presenteia com um estilo original, um texto fragmentado, cheio de memórias soltas. A impressão que temos é a de que aquilo jamais formará uma história coesa – mas forma, claro! Aliás, eis aí a genialidade da autora.

Ela brinca com os tempos verbais magistralmente. Escreve sobre o passado ora no pretérito, ora no presente; às vezes, em primeira pessoa, se aproximando da personagem, às vezes, em terceira, se distanciando dela, como se falasse de outra mulher.

Amei a história? Não tanto. É um daqueles livros que vou marcar para reler daqui a uns dez anos, para ter uma nova percepção e ver tudo com um olhar um pouco mais maduro. Ainda assim, foi uma ótima leitura, com um texto de uma sensibilidade que salta aos olhos.

É um livro indispensável para quem gosta de literatura e admira uma narrativa irretocável. É uma aula de escrita concisa e elegante, como um tapa na cara de autores prolixos.

E aqui estou, finalizando esta resenha e pensando: por que escrevi que não gostei tanto da história se ela não me sai da cabeça, se todas as memórias lidas parecem vivas e se tenho a sensação de que elas jamais se apagarão? Não sei, vai ver é o poder dos bons escritores. 😉

5 Estrelas

* Está na lista dos “1001 livros para ler antes de morrer”, de Peter Boxall (Clique aqui para ver mais resenhas da lista)

marguerite duras o amante

Sinopse: O Amante – Considerado o livro mais autobiográfico da escritora, dramaturga e cineasta Marguerite Duras (1914-1996), “O amante”, escrito em 1984, recebeu o Prêmio Goncourt, o mais importante da literatura francesa e se consagrou como sua obra mais célebre. O romance narra um episódio da adolescência de Duras: sua iniciação sexual, aos quinze anos e meio, com um chinês rico de Saigon. Se as personagens e fatos são verídicos, a escrita os transfigura e transcende; não sabemos em que medida a história é verdadeira. Os encontros amorosos são, ao mesmo tempo, intensamente prazerosos e infinitamente tristes; a vida da família contrapõe amor e ódio, miséria material e riqueza afetiva. A presença da mãe, sua desgraça financeira e moral, do irmão mais velho, drogado, cruel e venal, e do irmão mais novo, frágil e oprimido, constituem uma existência predominantemente triste, e por vezes trágica, de onde Duras extrai um esplendor artístico que se reflete em sua própria pessoa – personagem enigmática, quase de ficção. Tem sido dito que ler este livro é como folhear um álbum de fotografias – a narrativa se desenrola em torno de uma série de imagens fascinantes. Esse trabalho primoroso com as imagens também pode ser verificado nos mais de vinte filmes dirigidos por Duras e na possibilidade de seus textos se transformarem em filmes, como o fez Jean-Jacques Annaud com “O amante” em 1991.

A voz do arqueiro (Archer’s Voice), Mia Sheridan

 

Autora: Mia Sheridan
Romance / New Adult
Editora: Arqueiro
Páginas: 338
Ano: 2015

 

Li Archer’s Voice ano passado quando foi lançado nos EUA e achei super fofo. Esse romance lindo, que será lançado em breve no Brasil sob o título A Voz do Arqueiro, não poderia ficar de fora do blog 😉 Segue a resenha tal qual a escrevi ao terminar a leitura:


Eu só li a sinopse desse livro após concluir sua leitura e, diferente de muitos de seus leitores, eu não havia lido Leo nem Stinger, portanto, não conhecia a autora. Os muitos comentários elogiosos no GoodReads acabaram chamando a minha atenção e tags como montanha-russa-de-sensações e melhor-livro-da-vida me deixaram mais que curiosa e cheia de expectativas.

A sinopse não faz jus. Ponto. Simples assim. Talvez palavra ou texto nenhum faça jus ao Archer, mas vou tentar expressar tudo o que senti e tudo o que eu queria ter sentido.

Bree era uma garota comum até sofrer um trauma e ficar desnorteada. Pensando em fugir daquela realidade por um tempo, pega a estrada e vai parar em uma cidadezinha do Maine, onde logo se depara com Archer Hale em uma situação um tanto embaraçosa, mas o que ela não sabe é que aquele rosto camuflado em uma barba cheia e longos cabelos, esconde uma pessoa ferida, isolada, solitária e desacreditada, que perdeu os pais em um acidente aos sete anos de idade e não fala nada desde então. Sim, o Archer é muito, mas muito machucado…

A empatia é imediata. Não há como não se apaixonar pelo Archer, não querer colocá-lo no colo e curar suas feridas. Não há como não querer ajudá-lo, abraçá-lo, querer vê-lo sorrir, acalentá-lo… Não há como não querer traçar suas feições e cicatrizes com a ponta dos dedos, tocá-lo, acariciar seus cabelos, beber de seus olhos… Não há como não amá-lo…

Archer passou a maior parte de sua vida escondido, como se fosse invisível para os moradores daquela pequena cidade, sentido-se culpado, como se não merecesse o carinho de ninguém…um estranho, um completo estranho que não se comunica, não reage nem interage.

Até que Bree aparece e o que lemos deixa nosso coração bem apertadinho. Esses dois personagens bem machucados fizeram meu peito doer e deixaram um nó na minha garganta durante todo o livro. Bree conseguirá trazer a vida de volta ao Archer?

A autora foi de uma sensibilidade incrível, em especial na primeira metade desse livro, nas descobertas do Archer. Ver aquele homem inocente e ingênuo se descobrir, se encontrar, querer ser melhor para a Bree, querer fazê-la feliz, querer amá-la, querer saber como amá-la, como tocá-la, é comovente, aquece a alma e me deixou com um sorriso bobo no rosto. Sem dúvida, Archer é um dos melhores personagens que já tive o prazer de ler. Sua pureza me encantou, me cativou. O sentimento que surge entre ele e a Bree é tão genuíno, tão sincero e intenso que ficamos desesperados para que tudo dê certo.

Can we kiss some more? he asked, his eyes shining with desire

(Tradução livre: “Podemos nos beijar um pouco mais? ele perguntou, seus olhos brilhando de desejo”) Só quem leu vai entender a intensidade dessa simples frase. Tão, tão inocente que dá vontade de se encaixar em seu abraço e não sair mais dali.

A autora foi bastante feliz em não levar adiante joguinhos e desentendimentos, que são tão óbvios que cansam. Sabe aquele tipo que você conta uma mentira para separar um casal e o casal sempre acredita no mentiroso? Argh, muito novelão, não gosto! Ela até os cria, mas não dá brecha alguma para que se desenvolvam, e a verdade é sempre a primeira a chegar. Pontos para a Sra. Sheridan!

Outro ponto alto é a pequena cidade e seus moradores. Eu estava quase fazendo as malas e indo morar perto daquele lago, para tomar um café na Maggie, ser vizinha da Anne e sorrir com as histórias da Melanie e da Liza. A autora realmente conseguiu me transportar para aquele cenário e, assim como Bree, eu não queria ir embora. Deixa-nos ver também que, mesmo cercado de pessoas bem intencionadas, de bom coração e que queriam ajudá-lo de alguma forma, Archer não recebeu esse amparo. Ajudar requer dedicação, requer tempo, e por melhor que fossem as intenções daqueles moradores, ninguém se dispôs a tentar. Talvez Mia Sheridan tenha deixado essa lição de que não adianta querer ajudar só em seu pensamento, não adianta supor que não vai conseguir nada porque ninguém o fez antes ou porque não há solução. Com amor, sempre há solução. Bree nos provou isso!

Devo dizer, porém, que quanto mais do final eu me aproximava, mais frustrada eu ficava, e não sei explicar o motivo. Talvez a primeira metade tenha sido tão brilhante que minhas expectativas foram crescendo sem freios e fiquei desejando mais… mas mais o quê? Não sei. Talvez, eu tenha esperado derramar as lágrimas que ficaram presas na garganta durante todo o livro. Talvez o tom demasiadamente melancólico da narrativa as tenha prendido fortemente no meu peito. Talvez tenha sido isso, eu queria que elas fluíssem, extrapolassem…e isso não aconteceu.

Não tenho dúvidas de que Archer vai ficar marcado para sempre em minha memória como aquele garotinho que se descobriu homem, um homem forte, batalhador e merecedor. Aquele homem que lutou pelo o amor e que foi transformado por ele. Bree…I Bree you! linda Bree, também tem um cantinho no meu coração, pois sem ela não há Archer, sem Archer não há Bree.

Apesar de eu ter achado o final um tantinho apressado, meio topificado, e o epílogo fraco se comparado ao espiral de sensações do livro, recomendo essa linda história de amor de olhos fechados. Archer, já sinto saudades… Espero que se encantem e se emocionem pela beleza dessas incríveis páginas.

…not all great acts of courage are obvious to those looking in from the outside. 

(“Nem todos os atos de coragem são óbvios àqueles que olham de fora” – tradução livre)

I want to be able to love you more than I fear losing you, and I don’t know how. Teach me, Bree. Please teach me. Don’t let me destroy this.

(Eu quero ser capaz de amar você mais do que temo lhe perder, e eu não sei como. Ensine-me, Bree. Por favor, me ensine. Não me deixe destruir isso. – tradução livre)

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Sinopse: A Voz do Arqueiro – Cada livro da coleção Signos do Amor é inspirado nas características de um signo do Zodíaco. Baseado na mitologia de Sagitário, A voz do arqueiro é uma história sobre o poder transformador do amor.

Bree Prescott quer deixar para trás seu passado de sofrimentos e precisa de um lugar para recomeçar. Quando chega à pequena Pelion, no estado do Maine, ela se encanta pela cidade e decide ficar.

Logo seu caminho se cruza com o de Archer Hale, um rapaz mudo, de olhos profundos e músculos bem definidos, que se esconde atrás de uma aparência selvagem e parece invisível para todos do lugar. Intrigada pelo jovem, Bree se empenha em romper seu mundo de silêncio para descobrir quem ele é e que mistérios esconde.

Alternando o ponto de vista dos dois personagens, Mia Sheridan fala de um amor que incendeia e transforma vidas. De um lado, a história de uma
mulher presa à lembrança de uma noite terrível. Do outro, a trajetória de
um homem que convive silenciosamente com uma ferida profunda.

Archer pode ser a chave para a libertação de Bree e ela, a mulher que o ajudará a encontrar a própria voz. Juntos, os dois lutam para esquecer as marcas da violência e compreender muito mais do que as palavras poderiam expressar.

Sweet Thing, Renee Carlino

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Autora: Renne Carlino
New Adult / Romance
Editora: Atria Books
Páginas: 320
Ano: 2013

 

(Uma boa opção para quem procura um livro simples em inglês.)

Eu me interessei por Sweet Thing há algum tempo quando uma amiga do GR o avaliou, bem entusiasmada, com cinco estrelinhas. Depois de olhar as lindas capas e sua alta pontuação, coloquei-o na pequenina fila de leitura, cheia de expectativas. Eu queria ter amado esse livro, estava preparada para colocá-lo em um cantinho especial da minha estante, mas, apesar de ter gostado, isso não aconteceu.

Sweet Thing conta a história de Mia, uma garota de 25 anos apaixonada por música, e de Will, um guitarrista incrivelmente doce e talentoso, cinco anos mais velho que ela. Eles se conhecem em um vôo, quando Mia está deixando sua cidade para ir morar em Nova York e tomar conta do café de seu pai, que acabou de falecer. Mia não quer que a música deixe de ser um hobby, não quer ter que viver dela, pois teme a insegurança da profissão. Porém, Will entra na sua vida e uma amizade enorme vai surgir entre os dois e vai deixá-la confusa e indecisa sobre seu futuro. Claro, a amizade se transforma em um lindo amor – mas, aviso, isso demora horrores para acontecer!

O começo desse livro é incrível, singelo, bem doce e leve. É daqueles começos que você pensa que vai amar o livro com todo seu coração. A autora logo demonstra ter uma sensibilidade tocante para escrever cenas leves e críveis do dia a dia. Encantei-me rapidamente pelos personagens, especialmente pelo Will. A história e as situações me lembraram muito da Colleen Hoover, mas tem um ritmo lento a lá Sarah Dessen – o que pode não agradar a muitos.

Não me incomodei com o tempo dos acontecimentos, mas a indecisão sem fim da protagonista Mia mexeu com meus nervos. Eu sou daquelas que dificilmente se irrita com as mocinhas, mesmo quando todos reclamam delas, mas essa Mia testou toda a minha paciência. Como descrevê-la? Confusa, indecisa, medrosa, complicada, insegura… mas extremamente real. Uma personagem cheia de defeitos e muitíssimo bem caracterizada. Aliás, todos os personagens foram muito bem construídos.

Talvez, justamente pela história parecer tão real, tão crível, tenha sido tão frustrante. A cada capítulo eu pensava agora vai, e não ia. Ainda assim, eu não conseguia largar o livro de jeito algum, pois a leitura é deliciosa e as cenas são bem leves, apesar de tudo.

Will é o fofo dos fofos, o personagem que leva toda a trama adiante. Forte, decidido, confiante, ele é tudo o que Mia não é, ainda que sejam almas gêmeas. Ele entende seus receios, suas dúvidas… compreende-a melhor que ela mesma.

Não sei bem explicar o que senti nesse livro, pois gostei muito do que li, gostei da escrita e do toque leve e divertido das cenas, mas não amei – e eu queria muito tê-lo feito. Adoro livros que envolvem muita música, e com esse não foi diferente, mas eu queria algo mais. Queria mais do Will e da Mia, ficar um pouquinho mais perto deles, ver sua felicidade, cantar mais algumas canções… Fiquei desejando mais! E, bem, fiquei super feliz quando soube que existia o Sweet Little Thing, um extra que a autora fez atendendo aos pedidos de seus leitores.

Devo dizer-lhes, então, que Sweet Little Thing foi tudo o que faltou em Sweet Thing. Apaixonantemente delicioso!

Sweet Little Thing não chega a ser um segundo livro, é como se fosse um grande epílogo. E o melhor? É narrado pelo Will! Adorei ler esse “epílogo” sob seu ponto de vista, ri muito, cantei mais ainda e me apaixonei perdidamente com sua doçura.

São 120 páginas de puro amor, mas de um realismo impressionante. Doce, doce, doce… não haveria título melhor para tão singela história. Ela faz valer a pena todas as páginas do primeiro livro, faz você ficar com um sorriso bobo no rosto, faz você ouvir aquelas belas canções e viver aqueles maravilhosos momentos. Lindo, lindo, lindo!!!

3 Estrelas 3 corações

 

Sinopse: Sweet Thing – Mia Kelly is a twenty-five-year-old walking Gap ad who thinks she has life figured out when her father’s sudden death uproots her from slow-paced Ann Arbor to New York City’s bustling East Village. There she discovers her father’s spirit for life and the legacy he left behind with the help of an old café, a few eccentric friends, and one charming musician.

Will Ryan is good-looking, poetic, spontaneous, and on the brink of fame when he meets Mia, his new landlord, muse, and personal heartbreaker.

A story of self-discovery and friendship, Sweet Thing shines light on the power of loving and letting go.

 

Álbum de Casamento (Quarteto de Noivas #1), Nora Roberts

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Autora: Nora Roberts
Romance
Editora: Arqueiro
Páginas: 288
Ano: 2013
Quarteto de Noivas #1

 

Pelo Carter, vale…

Sabe aquele dia em que você está uma pilha de nervos, estressada, com dor de cabeça e não tem analgésico que resolva? Bem, eu estava assim, sem querer pensar em nada, necessitando de algo leve e divertido que me fizesse relaxar. Foi exatamente o que Álbum de Casamento me fez. Relaxar.

É o primeiro de uma série de quatro livros, e cada um conta a história de uma das quatro amigas. Melhores amigas desde a infância, elas costumavam brincar de se casar e de organizar a cerimônia infinitas vezes, até que crescem e fazem daquela brincadeira sua profissão.

Neste primeiro volume temos a história de Mac, uma fotógrafa que registra o amor, mas não acredita nele, já que seus pais se separaram quando ela ainda era uma menininha e se casaram novamente outras tantas vezes. Eis que surge Carter, um professor todo certinho, que na época do colégio já era apaixonado por ela e que vai mudar sua vida para melhor.

Engoli as cem primeiras páginas e adorei. As conversas entre as amigas são deliciosas, bem realísticas e leves. Os preparativos dos casamentos e as próprias festas são divertidas e, de novo, bem reais. Nora Roberts realmente tem o dom de visualizar cenas triviais de amizade e colocá-las no papel com destreza. São cenas em que você sorri e pensa “é assim mesmo que acontece”. Mas, como nem tudo são flores, depois do primeiro terço da história isso fica muito repetitivo e um pouco entediante. Chegou uma hora em que eu não aguentava mais ler sobre as flores da decoração, o desenho do bolo, o piti da mãe da noiva ou a organização da agenda da Parker, a amiga coordenadora dos eventos.

Não fosse o Carter, eu o teria abandonado. Carter é o melhor desse livro, sem dúvidas. Encantei-me com esse personagem e ele fez a leitura valer a pena. Um professor atrapalhado (leia-se atrapalhadíssimo), daqueles com PhD, apaixonado pela profissão. Um nerd super fofo, doce, carinhoso e romântico, que fez a Mac acreditar no amor.

É uma história pra lá de previsível, mas teve seus bons momentos, que, claro, contou com a presença do Carter. É a vida como ela é quando ela resolve ser bonitinha. Um livro bem açucarado, que remete àqueles filmes românticos que os homens odeiam e as mulheres adoram. Para dias estressantes, certamente uma boa pedida, mas nada imperdível.

3.5 corações 3 Estrelas

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Sinopse Álbum de Casamento: Álbum de Casamento – Quando crianças, as amigas Parker, Emma, Laurel e Mac adoravam fazer casamentos de mentirinha no jardim. E elas pensavam em todos os detalhes. Depois de anos dessa brincadeira, não é de surpreender que tenham fundado a Votos, uma empresa de organização de casamentos bem-sucedida. Mas, apesar de planejar e tornar real o dia perfeito para tantos casais, nenhuma delas teve no amor a mesma sorte que tem nos negócios. Até agora. Com várias capas de revistas de noivas no currículo, a fotógrafa Mac é especialista em captar os momentos de pura felicidade, mesmo que nunca os tenha experimentado em sua vida. Por causa da separação dos pais e de seu difícil relacionamento com eles, Mac não leva muita fé no amor. Por isso não entende o frio na barriga que sente ao reencontrar Carter Maguire, um colega de escola com o qual nunca falara direito. Carter definitivamente não é o seu tipo. Professor de inglês apaixonado pelo que faz, ele cita Shakespeare e usa paletó de tweed. Por causa de uma antiga quedinha por Mac, fica atrapalhado na frente dela, sem saber bem como agir e o que falar. E mesmo assim ela não consegue resistir ao seu charme. Agora Carter está disposto a ganhar o coração de Mac e convencê-la de que ela é capaz de criar suas próprias lembranças felizes.