Hamlet, William Shakespeare




Autor: William Shakespeare

Clássico / Teatro

Editora: Nova Fronteira

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Que leitura sensacional! Por mais que eu conhecesse a boa fama de Hamlet, não esperava gostar tanto dessa peça. 

Shakespeare nos apresenta o jovem Hamlet, sofrendo pela morte do pai, rei da Dinamarca, que morrera dois meses antes, e indignado com o recente casamento de sua mãe com o cunhado. O fantasma, teoricamente do rei morto, aparece para Hamlet, conta-lhe por quem fora assassinado e exige vingança. Para confirmar a veracidade dos fatos, Hamlet usa do artifício teatral para fazer com que o assassino confesse seu crime. A partir daí, claro, a tragédia começa a acontecer.

A atemporalidade dos temas tratados nos deixa embasbacados. Hamlet é considerada a maior tragédia sobre vingança e, como não poderia ser diferente, a partir dela se desdobram a loucura, a insanidade, os erros, a imprudência e a tragédia que a todos destrói.

Hamlet reina absoluto por toda a peça e nos causa muitas e distintas sensações, por vezes até contraditórias. Sentimos compaixão, piedade… Rimos e sentimos raiva. Como não se enfurecer ao vê-lo destratar Ofélia e perder seu grande amor?

Em Hamlet lemos, com sorriso largo, os famosos solilóquios. Impossível não abrir um sorriso ao ler “ser ou não ser, esta é a questão”. Reconhecemos esta e tantas outras frases célebres de Shakespeare, como a dita por Polônio: sobretudo sê fiel e verdadeiro contigo mesmo. Aliás, esta faz parte de uma fala sensacional de Polônio, de um riquíssimo e atual conselho que ele dá para seu filho Laertes.

Certamente uma peça a ser relida muitas vezes. Uma leitura fluida, prazerosa e, apesar dos pesares, divertida. E, vale frisar, não tenham medo de Shakespeare, deem-se este prazer!

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