Hamlet, William Shakespeare




Autor: William Shakespeare

Clássico / Teatro

Editora: Nova Fronteira

[comprar]






Que leitura sensacional! Por mais que eu conhecesse a boa fama de Hamlet, não esperava gostar tanto dessa peça. 

Shakespeare nos apresenta o jovem Hamlet, sofrendo pela morte do pai, rei da Dinamarca, que morrera dois meses antes, e indignado com o recente casamento de sua mãe com o cunhado. O fantasma, teoricamente do rei morto, aparece para Hamlet, conta-lhe por quem fora assassinado e exige vingança. Para confirmar a veracidade dos fatos, Hamlet usa do artifício teatral para fazer com que o assassino confesse seu crime. A partir daí, claro, a tragédia começa a acontecer.

A atemporalidade dos temas tratados nos deixa embasbacados. Hamlet é considerada a maior tragédia sobre vingança e, como não poderia ser diferente, a partir dela se desdobram a loucura, a insanidade, os erros, a imprudência e a tragédia que a todos destrói.

Hamlet reina absoluto por toda a peça e nos causa muitas e distintas sensações, por vezes até contraditórias. Sentimos compaixão, piedade… Rimos e sentimos raiva. Como não se enfurecer ao vê-lo destratar Ofélia e perder seu grande amor?

Em Hamlet lemos, com sorriso largo, os famosos solilóquios. Impossível não abrir um sorriso ao ler “ser ou não ser, esta é a questão”. Reconhecemos esta e tantas outras frases célebres de Shakespeare, como a dita por Polônio: sobretudo sê fiel e verdadeiro contigo mesmo. Aliás, esta faz parte de uma fala sensacional de Polônio, de um riquíssimo e atual conselho que ele dá para seu filho Laertes.

Certamente uma peça a ser relida muitas vezes. Uma leitura fluida, prazerosa e, apesar dos pesares, divertida. E, vale frisar, não tenham medo de Shakespeare, deem-se este prazer!

📌Você gosta do Histórias de Papel? ♥️☺️ Comprando seus livros através desses links você me ajuda a manter a página sem pagar nada a mais por isso. Obrigada!!♥️

Comprar [aqui]

O doente imaginário, Molière

Autor: Molière

Adaptação: Marilia Toledo

Lit. Francesa / Teatro / Infantojuvenil

Editora: 34

Páginas: 144

Ano: 2010

Ano de Publicação Original: 1673

[comprar]

 

Comprei O Doente Imaginário depois de ter me encantando com Molière em O Misantropo, mas não prestei atenção que a edição da Editora 34 se tratava de uma adaptação feita por uma autora de teatro para o público juvenil.⠀

É explicado na introdução que ela buscou preservar tanto o conteúdo como a forma original da peça, mas simplificando um pouco para que pudesse ser encenada para crianças. Bem, já estava com o livro em mãos, continuei.⠀

A história gira em torno do hipocondríaco Argan, o doente imaginário, que tenta casar a filha com um médico, para facilitar sua vida. A peça se transforma em uma enganação sem fim, com o médico prescrevendo remédios sem necessidade, a esposa tentando arrancar dinheiro do marido, a criada tentando ajudar a filha do doente a casar com quem ama e os pretendentes tentando se passar por boas e inteligentes pessoas.⠀

Dá para notar a intenção de Molière em criticar a hipocrisia de então [e sempre atual], mas certamente muito se perde no texto adaptado. Ciente de que li uma adaptação, preciso analisá-la como tal, mas confesso que esperava mais.⠀

Para o público infantojuvenil, no entanto, é bem divertido e interessante, especialmente como uma introdução ao mundo das peças. A edição traz também um resumo sobre como montar uma peça teatral.⠀

Recomendo, assim, como literatura infantojuvenil. Para quem queria o original, como eu, melhor procurar outra edição.

Comprar [aqui]Compre aqui Amazon

Sinopse: Levada ao palco pela primeira vez em 1673, a peça O doente imaginário tornou-se um dos maiores clássicos da comédia e continua a ser encenada até hoje no mundo inteiro. A divertida intriga criada por Molière (1622-1673) tem por base o conflito entre a autenticidade e a hipocrisia. No centro da trama está o hipocondríaco Argan, figura ao mesmo tempo simpática e detestável, que permanece como um dos grandes personagens a que o célebre dramaturgo francês deu vida.
A premiada autora de teatro Marilia Toledo nos oferece agora a sua adaptação da obra, voltada aos jovens, que ressalta toda a graça do original, mantendo-se sempre fiel ao espírito crítico e bem-humorado de Molière. Além das geniais ilustrações de Laerte, a edição inclui um esclarecedor texto sobre o processo de montagem de uma peça teatral.