Inverno de Praga, Madeleine Albright


Autor: Madeleine Albright

Memórias / II Guerra Mundial / 
História

Editora: Objetiva

Páginas: 480

Ano: 2014

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Madeleine Albright, nascida na Tchecoslováquia e filha de um diplomata judeu, foi a primeira mulher na História a ser nomeada Secretária de Estado norte-americano (governo Clinton).

Em uma narrativa cativante, Madeleine nos traz a História da Segunda Guerra Mundial sob um ângulo não tão comum, o tcheco. Ao inserir-se na História, trazendo consigo seus parentes (alguns, vítimas do Holocausto) e, em especial, a figura de seu pai, com suas opiniões e seus encontros com os líderes políticos da época, ela nos aproxima dos acontecimentos e nos traz muitas reflexões.

Começa falando um pouco da fundação da Tchecoslováquia e do seu primeiro presidente, T. G. Masaryk, um entusiasta da democracia. Fala do antes, do durante e do depois da Segunda Guerra. Mostra-nos o sofrimento de um povo que passou pelo nazismo e pelo comunismo.

Os que esperam – como o título indica – recordações pessoais podem se decepcionar. Elas são poucas, já que Madeleine era muito jovem naquela época. O livro é, na verdade, fruto de um extenso trabalho de pesquisa, não só histórica, mas de suas origens. O resultado é incrível, um relato bem escrito, bem estruturado e em nenhum momento cansativo.

Para quem gosta de História, um prato cheio.

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Sinopse: Antes que Madeleine Albright completasse 12 anos, sua vida foi abalada pela invasão nazista da Tchecoslováquia – o país onde nasceu -, pela Batalha da Inglaterra, pela destruição quase total das comunidades judaicas europeias, pela vitória dos Aliados na Segunda Guerra Mundial, pela ascensão do comunismo e pelo início da Guerra Fria. Em Inverno de Praga, a autora narra suas experiências e as de sua família durante os doze anos mais tumultuados da história moderna. Madeleine Albright reflete sobre a descoberta, muitos anos após o fim da guerra, da herança judaica de sua família; sobre a conturbada história de seu país natal; e sobre as escolhas morais que todos pertencentes à geração de seus pais tiveram de enfrentar. Inverno de Praga levará os leitores do castelo milenar na capital boêmia aos abrigos antibombas em Londres, da desolação do gueto de Terezín aos altos conselhos europeus e americanos. Ao mesmo tempo um livro de memórias extremamente pessoal e um incisivo trabalho de pesquisa, Inverno de Praga apresenta o passado através dos olhos de uma das mais fascinantes e respeitáveis figuras da política internacional dos dias atuais.⠀

Inferno (A Divina Comédia #1), Dante Alighieri

A divina comédia - Inferno

 

 

 

Autor: Dante Alighieri
Clássico / Lit. Italiana / Poema Épico
Editora: 34
Páginas: 232
Ano: 2010
Ano de Publicação Original: aprox. 1304 – 1321

Os comentários que se seguem não formam propriamente uma resenha, mas a impressão de leitura de alguém que leu Inferno pela primeira vez, portanto, leiga em Dante. Sugestões de textos elucidativos, de apoio ou de curiosidades acerca da obra de Dante são sempre bem-vindas. 

 

Básico: O que saber antes de começar a leitura

Antes de começar a leitura de Inferno, procurei textos de apoio na internet para ajudar na compreensão da obra. Em meio a tanta informação, encontrei alguns pontos interessantes.

O simbolismo do número 3, que remete à Santíssima Trindade, permeia toda a obra de Dante. A Divina Comédia é dividida em 3 partes: Inferno, Purgatório e Paraíso. Cada uma dessas partes é dividida em 33 cantos, que, por sua vez, são divididos em tercetos [utilizando a terza rima]. Na verdade, Inferno tem um canto a mais, que é a introdução, portanto, são 100 cantos no total [99+1]. Cada lugar tem 9 círculos a serem percorridos por Dante.  Ou seja, tudo múltiplo de 3.

Para entender a famosa terza rima de Dante, vou copiar as primeiras estrofes de Inferno, na tradução da Editora 34, que respeita a estrutura encadeada original:

1 A meio caminhar de nossa vida
2 fui me encontrar em uma selva escura:
3 estava a reta minha via perdida
4 Ah! que a tarefa de narrar é dura
5 essa selva selvagem, rude e forte,
6 que volve o medo à mente que a figura
7 De tão amarga, pouco mais lhe é a morte,
8 mas, pra tratar do bem que enfim lá achei,
9 direi do mais que me guardava a sorte.
10 Como lá fui parar dizer não sei;
11 tão tolhido de sono me encontrava,
12 que a verdadeira via abandonei.

E assim por diante. Para que saber disso? Para entender que nada é por acaso na estrutura do poema que você está prestes a ler. Tudo tem um significado, um simbolismo, e tudo é minucioso e grandioso.

Após essa primeira pesquisa, parti para os textos introdutórios da edição que eu tinha em mãos. Eles foram indispensáveis. Entendi o motivo pelo qual Dante escolheu Virgílio para ser seu Mestre no percurso e o porquê de ter escrito esse livro.

“Não há dúvida de que Dante escreveu a sua obra máxima com o fim de reformar moralmente o mundo que via imerso, para dizer o mínimo, numa situação trágica e pecaminosa.” (Italo Eugenio Mauro)

Não sei se teria compreendido metade do que entendi se não fossem esses textos. Dito isso, vale ressaltar o que dizem os especialistas: não se entende A Divina Comédia com apenas umas poucas leituras, nem se aproveita tudo o que nela há sem conhecer todos os personagens e fatos envolvidos. Ou seja, é preciso saber MUITO, ter muito conhecimento, ter lido os poemas épicos anteriores a Dante, entender qual era a situação do mundo na época, entre outros fatores, para realmente compreender A Divina Comédia.

Não estou nesse grupo, nem perto, mas a gente tem quer tentar, não é? Afinal, é preciso começar por algum ponto.

O que achei

Comecei a leitura pensando que encontraria um texto dificílimo, quase incompreensível. É, de fato, difícil, mas nada do outro mundo. O segredo, pra mim, foi ler tudo em voz alta, bem concentrada. Fui tentando desembaralhar as palavras, a sua ordem nas sentenças, mas logo percebi que, aos poucos, esse “desembaraço” fica automático.

Encontrei uma edição antiga do meu avô com as famosas ilustrações do também famoso Gustave Doré. Nela fui acompanhando os desenhos canto a canto, e isso foi, sem dúvidas, um algo a mais na leitura. Se você não tiver uma edição ilustrada, o amigo Google pode lhe ajudar facilmente, vale a pena!

O texto é um tanto assustador, chega a causar horror e medo, mas é fascinante. Os primeiros cantos foram incríveis, a leitura fluiu melhor do que eu esperava e me empolguei com tudo o que lia. Lá depois da metade do livro, talvez passada a euforia inicial, achei os cantos mais enfadonhos, só vindo a recuperar a empolgação no último canto, onde encontramos Lúcifer.

É um livro que quero reler mais pra frente, especialmente quando já tiver lido grandes epopeias como Ilíada, Odisseia e Eneida, por exemplo. Se recomendo? Sim, claro, afinal, como já disse, é preciso começar de algum ponto e, reafirmo, não é um bicho de sete cabeças.

3 corações

Inferno Dante Alighieri

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Sinopse: A meio do caminho, ou seja, da duração expectável de sua vida, Dante, consciente de se haver desviado do reto procedimento, encontra-se perdido numa alegórica “Selva Escura”. Encontra aí a figura de Virgílio, o poeta latino que, a pedido da alma beata de Beatriz, o grande amor da juventude de Dante, vem se lhe oferecer como guia para o Inferno e o Purgatório onde, pelo exemplo dos pecadores e de suas penas, Dante poderá encontrar o caminho de sua salvação. Dante aceita e os dois iniciam sua viagem. Antes da entrada para o Inferno eles passam por seu Vestíbulo: o “Limbo”, onde não há castigo, porém a possibilidade de salvação, que abriga as almas dos infantes falecidos antes da instituição do batismo e alguns grandes personagens do passado anterior a Cristo. O Inferno, que eles então adentram, é constituído por uma imensa cratera escavada nas profundezas do globo terrestre na queda do corpo do Anjo rebelde expulso do Paraíso. Começa nas proximidades da “selva selvagem” essa ampla cratera e vai se afinando até o centro da Terra onde se encontra o próprio Lúcifer que aí tem o encargo do Rei do Inferno. Por Italo Eugenio Mauro

Insidious, Aleatha Romig

INSIDIOUS Aleatha Romig

Autora: Aleatha Romig
Suspense / Dark / Thriller Psicológico
Editora: Romig Works
Páginas: 314
Ano: 2014

 

Meu primeiro contato com a autora Aleatha Romig foi em Consequences (ver aqui), uma série incrível, 5 estrelas, cheia de reviravoltas espetaculares, que logo se tornou uma queridinha. Desde então, espero ansiosamente por um novo livro seu.

Problema? Grandes expectativas!

Insidious conta a história de Victoria, uma jovem que se viu obrigada a se casar com o todo poderoso Stewart Harrington, mas não tinha ideia do submundo que entraria. Com o passar dos anos, ao ver toda a escuridão em que sua vida se transformara, Victoria começa a traçar um plano de vingança contra aqueles que lhe fizeram mal, só não contava com as inúmeras revelações que a faria repensar seus atos e desconfiar de tudo e de todos.

É uma trama cheia de mistérios sombrios e segredos obscuros que, a princípio, me lembrou Consequences. Eu cheguei até a associar os personagens das duas histórias: Victoria seria uma Claire; Stewart, um Tony; Lisa, Catherine; Brody, Harry. Até os 40% da leitura pensei se tratar de um livro feito especialmente para as amantes de Consequences, até que a autora se distanciou da sua obra prima (completamente).

Coincidentemente, foi a partir daí que a história começou a desandar. Desandar talvez não seja a melhor palavra, mas digamos que a “sujeira” que ela criou foi tão grande, tão complexa, tão… suja, que ficou tudo meio embaralhado e confuso, por vezes até repetitivo, como se ela soubesse (ou achasse) que precisava frisar tais detalhes para que o leitor não se perdesse.

É difícil categorizar os livros de Aleatha Romig, mas Insidious seria o que chamamos de dark romance – bem mais dark do que romance, na verdade. Nada é bonitinho, não tem palavras delicadas ou românticas, é tudo muito vulgar, embora a estrutura da narrativa seja boa.

A história é contada em primeira pessoa, com capítulos que se alternam entre passado e presente. O melhor do livro é, sem dúvida, a capacidade que ele tem de prender a atenção do leitor, exatamente como seus livros anteriores. É impossível parar de ler, é impossível não criar teorias ou não ter medo de torcer por alguém que possa vir a ser um vilão.

O final é bem apressado e deixa muitas questões sem respostas. O que parecia impossível de ser resolvido, puft, resolveu-se. Nem parecia com a Aleatha perfeitinha que conheci em Consequences.

A proposta do livro é até interessante, mas a autora deixou muitas pontas soltas. Da metade pro fim, os altos e baixos me deixaram em dúvida: uma, duas, três estrelas?! E o final me deixou sem reação, com um “an? Como assim?” na cabeça. Confesso que precisei ler algumas vezes para ver se tinha entendido bem. Quem for ler, não espere nada à altura de Consequences, pois Insidious está bem aquém. Ah, e nem deixe que aflore seu lado mais romântico, pois irá se decepcionar.

 

2 corações 2 Estrelas

 

Sinopse: Dark desires…Deadly secrets…Devious deceptions…Nothing is exactly as it seems in INSIDIOUS, the new erotic thriller from New York Times and USA Today bestselling author Aleatha Romig.

When a powerful man is willing to risk everything for his own satisfaction, only one woman can beat him at his own game: his wife. Or so she thinks…

“Let’s start with you calling me Stewart. Formalities seem unnecessary.”

Stewart Harrington is rich, gorgeous, and one of the most powerful men in Miami. He always gets what he wants. Anything is available to him for the right price.

Even me.

Being the wife of a mogul comes with all the perks, but being Mrs. Stewart Harrington comes with a few special requirements. I’ve learned to keep a part of myself locked away as my husband watches me submit to his needs. But the more he demands of me, the more beguiled he becomes and that’s to my advantage. So I keep fulfilling his fantasies and following his rules because he doesn’t know that what he’s playing is really my game. And winning is everything, right?

Insidious is a stand-alone novel and the first Tales from the Dark Side title. Due to the dark and explicit nature of this book, it is recommended for mature audiences only

Inverno do Mundo (O Século #2), Ken Follett

inverno do mundo

 

 

Autor: Ken Follett
Ficção Histórica
Editora: Arqueiro
Páginas: 880
Ano: 2012

(Resenha de Queda de Gigantes, O Século#1, aqui

O primeiro livro da trilogia O Século, Queda de Gigantes, me surpreendeu e me prendeu do início ao fim, mesmo com uma escrita simples. Ken Follett soube como contar sua história e nos entreter com tantos personagens, com tantas vidas diferentes. Fiquei me perguntando como ele continuaria, como faria para manter vivo o meu interesse em uma segunda geração, nos filhos daqueles que me envolveram e me conquistaram na primeira parte. Bastou, porém, apenas alguns capítulos de Inverno do Mundo para perceber que ele faria tudo novamente. E ele fez!

Inverno do Mundo nos traz uma enxurrada de novos personagens que se misturam aos que já conhecemos e passam a fazer parte dos nossos dias enquanto lemos. Temos Woody e Chuck Dewar, filhos do senador Gus; Carla e Erik, filhos de Maud e Walter; Greg e Daisy, filhos de Lev Peshkov; Boy, filho de Fitzherbert; Lloyd e Millie, filhos de Ethel; Volodya, filho de Grigori Peszkov. Isso para citar alguns, pois eles, claro, passam a conviver com outros tantos personagens que entram e saem da história.

A princípio entrei em parafuso tentando formar a árvore de todas essas famílias e foi preciso voltar algumas vezes para a lista de personagens presente no início do livro. No entanto, com o passar das páginas, nos tornamos tão íntimos de todos eles que isso já não é mais necessário.

Com eles passamos pela Grande Depressão, pelo Nazismo, pelo Comunismo Russo; passamos pela Guerra Civil Espanhola, pelas lutas de classe, pelos movimentos políticos que antecederam a Segunda Guerra Mundial; passamos, claro, pela Guerra em si e todos os planos e tentativas para selar a paz; passamos por Pearl Harbor, pelo Blitzkrieg, pelas bombas atômicas; passamos por fugas, prisões, desaparecimentos e torturas; passamos por toda a crueldade que esse período da História carrega, sem piedade.

Seria difícil dizer se prefiro esse ou o primeiro livro, pois são um pouco diferentes, não só pelo período histórico. Enquanto Queda de Gigantes tem um ar mais romântico, cheio de encontros, despedidas e esperas, Inverno do Mundo é mais cru, realístico, duro, sem muitos floreios, mas riquíssimo em História.

A escrita não é o forte de Ken Follett, mas a forma como narra e une as histórias, sim. Tem o dom de nos manter entretidos e atentos e nos deixa curiosos mesmo em meio aos acontecimentos históricos que já conhecemos. É como se passássemos a ver a História com outros olhos, com mais sensibilidade e clareza.

Gostei bastante de como ele criou uma segunda geração de personagens que fogem do “preto” ou “branco”. Não existe o mocinho e o malvado, não existe alguém totalmente mal ou bom, nem o certo e o errado. São personagens verossímeis, os filhos nem sempre são cópias dos pais, apesar de percebermos facilmente a influência que sofreram destes. A aleatoriedade dos tipos de personalidade é muito rica e foge bem do clichê.

Gosto, especialmente, que o autor não nos obriga a condenar ninguém – exceto os ditadores, claro. Leva-nos a perceber que por mais errado que seja o comportamento de alguém, nem sempre suas intenções são más, a exemplo de Erik Von Ulrich, que chegou a se iludir pelos dois extremos, nazismo e comunismo, na esperança de solucionar a vida em sua nação. 

Poderia citar como ponto negativo que existem coincidências demais, encontros casuais demais, como se o mundo fosse um pequeno território habitado por pouquíssimas famílias. No entanto, prefiro ver isso como um artifício do autor para entrelaçar as histórias a fim de nos manter presos à trama.

Por que não pontuar com todos os corações? Porque é tão duro e seco que não chega a emocionar, é mais razão que emoção, é mais realidade e veracidade que romance. Mas, além de uma incrível aula de História sob uma perspectiva diferente dos livros didáticos, Inverno do Mundo é uma leitura que vale a pena também como ficção e, sem dúvidas, merece todas as estrelas.

4 corações 5 Estrelas

 

inverno do mundo meu

Sequência da Trilogia:
#1 – Queda de Gigantes
#2 – Inverno do Mundo
#3 – Eternidade por um fio

 

Sinopse: Depois do sucesso de Queda de gigantes, Ken Follett dá sequência à trilogia histórica “O Século” com um magnífico épico sobre o heroísmo na Segunda Guerra Mundial e o despertar da era nuclear.

Inverno do mundo começa do ponto em que termina o primeiro livro. As cinco famílias – americana, alemã, russa, inglesa e galesa – que tiveram seus destinos entrelaçados no alvorecer do século XX embarcam agora no turbilhão social, político e econômico que se inicia com a ascensão do Terceiro Reich. A nova geração enfrentará o drama da Guerra Civil Espanhola, da Segunda Guerra Mundial e da explosão das bombas atômicas.

A vida de Carla von Ulrich, filha de pai alemão e mãe inglesa, sofre uma reviravolta com a chegada dos nazistas ao poder, o que leva a cometer um ato de extrema coragem. Os irmãos americanos Woody e Chuck Dewar seguem caminhos distintos que levam a eventos decisivos – um em Washington, o outro nas selvas sangrentas do Pacífico.

Em meio ao horror da Guerra Civil Espanhola, o inglês Lloyd Williams descobre que precisa combater com o mesmo fervor tanto o comunismo quanto o fascismo. A jovem e ambiciosa americana Daisy Peshkov só se preocupa com status e popularidade, até a guerra transformar sua vida mais de uma vez. Enquanto isso, na União Soviética, seu prima Volodya consegue um cargo na Inteligência do Exército Vermelho que irá afetar não apenas o conflito em curso, como também o que está por vir.

Como em toda a obra de Ken Follett, o contexto histórico é pesquisado com minúcia e costurado de forma brilhante à trama, povoada de personagens que esbanjam nuance e emoção. Com grande paixão e mão de mestre, o autor nos conduz a um mundo que pensávamos conhecer, mas que agora nunca mais parecerá o mesmo.